ESCRITA POR NANA CAMARGOS RICHARDSON

Capítulo 11

   

    John e Matt voltaram do mercado a pé. Foram conversando:

            -Seu Arthur me explicou umas coisas por telefone – contou John.

            -O quê? – quis saber Matt.

            -Vai me dar um notebook para me mandar os casos que teremos que resolver.

            -Como assim?

            -Ele vai procurar saber dos crimes que andam acontecendo por aí e vai me mandar um aviso por e-mail. Com os detalhes, etc...

            -Mas como ele vai saber o que anda acontecendo? – estranhou Matt.

            -Ele disse que tem informantes, mas isso é o de menos. Tô louco pra resolver algum crime. Não adianta só falar que somos bons. Temos que ver como trabalha a nossa equipe unida.

            -É.

            Andavam lentamente, conversando, quando um cara trombou em John. O rapaz virou esperando umas desculpas. Nada. O homem continuou andando, de nariz em pé como se nada tivesse acontecido.

            -Não olha por onde anda? – gritou John.

            O homem nem olhou pra trás.

            -Cara esquisito – disse Matt observando a figura se distanciando.

            -Epa, eu conheço ele. É o padrasto da Angélica. Lembra? Nós o vimos aquele dia. – lembrou John.

            -É mesmo. Não se parece nada com a filha...A Angélica é tão educada.

            -Por que será que ele tava com tanta pressa?

            -Sei lá. Vamos segui-lo? – sugeriu Matt.

            -O que Matt? Tá doido? Tá parecendo criança...

            -Não estamos fazendo nada mesmo. Quem sabe ele não é um assassino? – falou, rindo.

            -O seu sogrinho? Assassino? Isso ia dar um filme...

            -Vamos lá, senão vamos perder ele de vista. Quero saber mais sobre o “meu sogrinho”.

            Seguiram-no discretamente. O homem virou a esquina. Viraram também. Virou à esquerda, e os rapazes atrás. Por fim, atravessou subiu a rua à direita e chegou a um prédio bem alto e largo. Entrou, com sua própria chave.

            Matt e John puderam ver uma placa, não muito grande, no prédio, escrito em letras vermelhas: “MCEMGBR”.

            -Então essa é a MCEMGBR? Não é grande coisa...

            -Como assim, Matt? É enorme. O que será que ele faz aí? Você não pensa? Ele trabalha na MCEMGBR e é padrasto da Angélica. Será que ela sabe de algo?

            -Como o que?

            -Talvez ela não saiba que o pai trabalha aí, mas e se souber?    

            -Ela nos falaria. Vamos perguntar a ela onde o pai dela trabalha. Aproveitando que estamos aqui, tem celular?

            -Aqui.

            Matt ligou para Angélica, duvidava que ela soubesse de algo, mas queria tirar a dúvida.

            -Angélica? Tudo bem? Aqui é o Matt! É o seguinte. Seu Arthur quer saber mais da família de cada um. Quer saber o emprego dos seus pais. Não sei para quê, mas ele me pediu para perguntar a vocês...

            -Ah, tudo bem. Eu só tenho pai, e ele trabalha numa delegacia. É o que ele me diz. Nunca fui à delegacia dele, porque ele fala que é um clima muito ruim lá. Espero que ele não saiba do meu novo emprego...

            -É, ok. Obrigado. Hoje à noite eu te ligo.

            -Ok, Matt. Um beijo.

            Matt desligou aliviado. Inventou uma péssima desculpa para saber o que queria, mas deu certo:

            -Ela acha que o pai trabalha numa delegacia. Ele não deve contar a ela.

            -Acha que contamos a ela?

            -Não, ele não deve ter um cargo tão importante, aí. E depois, ela não pode contar a ele da nossa equipe.

            -É, perdemos tempo vindo aqui. Para sua decepção, seu sogro não é um assassino...

            Matt estava chateado.

            -Que sem graça...

  

 POR QUE O PADASTRO DE ANGÉLICA TRABALHAVA NA MCEMGBR? SERÁ QUE ANGÉLICA SABIA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO DE “SPY”...

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