Dilatações  e contrações da pupila indicam mudanças de ânimo.
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Quando olhamos de perto para um rosto humano, percebemos muitos detalhes expressivos: as linhas da testa, o tamanho dos olhos, a curva dos lábios, a saliência do queixo. Esses elementos se combinam para nos apresentar uma expressão total, que usamos para interpretar o estado de ânimo da  pessoa. Mas todos sabemos que as pessoas podem "fazer uma cara contente" ou deliberadamente adotar um rosto triste, sem que se sintam contentes ou tristes. Os rostos podem mentir e às vezes mentir tão bem que fica difícil ler as verdadeiras emoções das pessoas. Mas há no Mínimo um sinal facial que não pode ser "feito" com facilidade.É pequeno, e muito sutil, mas, como revela a verdade, apresenta interesse especial. Vem das pupilas e tem a ver com o seu tamanho em relação à intensidade de luz que está incidindo sobre elas.
As pupilas humanas aparecem como dois pontos pretos no centro das íris coloridas, e é de conhecimento comum que esses pontos são aberturas que variam de largura conforme a mudança de luz. Ao sol forte, estreitam-se como cabeças de alfinete - cerca de dois milímetros de diâmetro - e, quando escurece, alargam-se em diâmetro mais ou menos quatro vezes. Mas não é só a luz que afeta as pupilas. Também as afetam as mudanças emocionais. E é porque as mudanças emocionais podem alterar-lhes visivelmente o tamanho quando a luz permanece constante que essa alteração pode funcionar como um sinal do estado de ânimo. Se vemos alguma coisa que nos excita, seja com uma agradável antecipação, seja com medo, nossas pupilas se dilatam mais do que o habitual para as condições de luz existentes. Se vemos alguma coisa moderadamente desagradável, contraem-se mais do que deviam para as condições de luz existentes. Essas mudanças normalmente ocorrem sem o nosso conhecimento e, como estão bem além do nosso controle, são um guia valioso para os nossos verdadeiros sentimentos.
No entanto, os sinais de pupila não são só emitidos inconscientemente; também são recebidos inconscientemente. Dois interlocutores sentirão uma excitação emocional maior se suas pupilas estiverem dilatadas, ou um amortecimento emocional maior se as pupilas estiverem contraídas, mas é muito improvável que associem essas sensações aos sinais de pupila que estão transmitindo. É uma troca "secreta" de sinais que opera abaixo do nível das maneiras premeditadas e das expressões posadas.

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Para o leigo parece existir muita informação sobre o comportamento ocular. Tudo se pode resumir numa única pergunta angustiante: como pode uma pessoa discernir através do movimento dos olhos o que a outra está pensando numa determinada situação, se pode atribuir isto a tantos fatores diferentes? Se alguém, a quem acabamos de conhecer, nos olha com insistência devemos achar que o agradamos, que é afetuoso, ou que tem muita necessidade de afeto? Ou será que seu status é tão superior que automaticamente ele acredita dispor de maior espaço visual? Refere-se de um encontro entre homens, será uma afirmação de superioridade? Trata-se de um homem  e você for uma mulher, será uma aproximação sexual? Ou uma repulsa? Estas perguntas que podem ser importantes para um cientista que tenta decifrar o código corporal, em geral, não desperta interesse para a maioria das pessoas. Nas mais variadas situações, a intuição somará tantas pequenas mensagens não-verbais que permitirão chegar a uma conclusão, ou pelo menos, a uma idéia. Mas feito isso,é possível que o elemento segundo o qual se foi mais consciente, depois da expressão facial, seja o comportamento ocular.
Tudo isso nos leva a um fator básico mas que poucas vezes se leva em conta: a afirmação de que "olhamos para ver" é uma verdade correta apenas em parte nos encontros cara a cara.

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