Supercopa 1993

DECISÃO
SÃO PAULO 2
FLAMENGO 2
nos pênaltis São Paulo 5-3 Flamengo

CAMPANHA
São Paulo 2 - 0 Independiente
Independiente 1 - 1 São Paulo
São Paulo 2 - 2 Grêmio
Grêmio 0 - 1 São Paulo
São Paulo 1 - 0 Nacional
Nacional 2 - 1 São Paulo
São Paulo 5-4 Nacional
Flamengo 2 - 2 São Paulo
São Paulo 2 - 2 Flamengo
São Paulo 5-3 Flamengo

Talento, garra, sorte - ingredientes fundamentais de um time campeão. O São Paulo teve tudo isso em grandes doses desde que a Supercopa começou. Talento para furar com seu toque de bola a ortodoxa retranca argentina do Independiente, na primeira partida da competição, no Morumbi. Garra para segurar o Gremio em Porto Alegre, arrancar um golzinho contra o bem armado Nacional de Medellin, no Pacaembu, e empatar no finalzinho do primeiro jogo contra o Flamengo, calando o Maracanã. E sorte quando foi para decedir contra o mesmo Nacional, em cobranças de pênatis, a vaga para as finais. Não há, portanto, como contestar o título da Supercopa de 1993. Foi na verdade, um título que calou a boca de muita gente que acreditava estar apenas na estrela de Raí - transferido para o Paris Saint-Germain - o caminho para as grandes conquistas tricolores. Telê pedio a volta do efeciente lateral Leonardo, para substituir Vítor, emprestado para o Real Madrid, e as contratações do atrevido Juninho; uma arma que quando lançada no segundo tempo infernizava a defesa adversária - foi assim no empate contra o Flamengo no Maracanã -, e de Valdeir - The Flesh -, autor de alguns dos mais importantes gols da campanha. O técnico deu também a camisa títular para o ex-junior Doriva, que mostrou grande personalidade. "Com o Doriva encostando em mim, ficou mais fácil exercer a marcação", afirma o volante Dinho. "Hoje nem sentimos saudades de Pintado em campo." Com este esquema, o São Paulo mostrou-se combativo e criativo no meio-de-campo e rápido e finalizador no ataque, tudo exatamente como era meses atrás. Para completar, o experiente Toninho Carezo voltou a ser o grande maestro, orientando todos os setores da equipe e ainda esbanjando fôlego para ir ao ataque e até balançar a rede adversária, com no suado 1 x 0 contra o Grêmio, em Porto Alegre. Mesmo assim, o São Paulo demorou para engranar na competição. Até a decisão contra o Flamengo, a alternância de magras vitórias com empates não chegavam a entusiasmar sua torcida. "Demoramos um pouco para nos entrosar, houve problemas de contusão e os adversários davam tudo para vencer o campeão do mundo", justificava o goleiro Zetti. Mesmo assim, a equipe conseguio assegurar, fase após fase, a classificação. Pacientes, no entanto, os são-paulinos sabiam que o time acostumado a ser campeão não iria decepcioná-los. Não deu outra. Na reta final, cada craque tricolor incorporou o esperito dos vencedores. Título mais merecido impossível. Os são-paulinos tinham razão de sobra para comemorar mais um título.

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