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CAMPEAO PAULISTA 1989
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DECISÃO
SÃO JOSÉ 0 SÃO PAULO 0 SÃO PAULO: Gilmar; Zé Teodoro, Adilson, Ricardo Rocha e Nelsinho; Vizolli, Bobô (Benê) e Raí; Mario Tilico, Ney (Bernardo) e Edivaldo. Técnico: Carlos Alberto Silva. SÃO JOSÉ: Luis Henrique; Marcelo, Juninho, André Luís e Joãozinho; Delacir, Fabiano e Vânder Luís; Donizeti (Henrique), Toni e Tita. Técnico: Ademir Melo. Local: Morumbi Data: 02/07/89 Árbitro: José de Assis Aragão Público: 97.965 pagantes ARTILHEIROS Os artilheiros do São Paulo neste campeonato foram Mário Tilico, Paulo César, Renatinho e Bobô (4), Marcelo, Raí e Ney (3), Flavio, Mazinho, Bernardo e Edivaldo (2), Adílson, Benê e Vizoli (1). TIME BASE Gilmar; Zé Teodoro, Adilson, Ricardo Rocha e Nelsinho; Vizolli, Bobô e Raí; Mario Tilico, Ney e Edivaldo. Técnico: Carlos Alberto Silva. CAMPANHA 29 jogos - 14 vitórias, 11 empates, 4 derrotas 37 gols pró, 16 gols contra O time campeão paulista de 1989 tinha base diferente do de 1987, ao contrário deste em relação ao de 1985. Cinco importantes jogadores entraram pare o time titular- Ricardo Rocha, Vizoli, Mário Tilico, Bobô e Raí, sem contar o centroavante Ney, de passagem efêmera. Ricardo Rocha já era jogador de seleção e estava iniciando a sua sina de andarilho do futebol (havia passado por Santa Cruz, Guarani e Benfica de Portugal); Vizoli, originário das equipes de base, voltava depois de um estágio pelo Japão; Mário Tilico era um ponta velocíssimo, inalcançável na corrida; Bobo, ídolo do Bahia e de todo o Nordeste, havia sido comprado por dinheiro alto e era forte candidato a ídolo tricolor, espaço que Raí, também contratado por valor significativo dois anos antes (até então a maior transação do futebol brasileiro), começou a ocupar com aquele título. O campeonato de 1989 foi daqueles de regulamento confuso, complicado: 1ª fase) 22 times jogando todos contra todos em turno único, porém divididos em duas chaves, definidas pelo critério "distância da Capital"; 2ª fase) 12 times (os três primeiros de cada chave mais os seis melhores por índice técnico da fase anterior) divididos em quatro grupos de três jogando dentro do grupo em dois turnos; 3ª fase) quatro times (os campeões dos grupos da fase anterior), em dois grupos de dois, jogos de ida e volta; 4ª fase) dois times disputando diretamente o título em dois jogos. O São Paulo obviamente ficou campeão do seu grupo da 2ª fase, cabendo-lhe enfrentar o Bragantino do então iniciante técnico Wanderley Luxemburgo nas semifinais. Venceu em Bragança por 2 a 0 (gols de Mário Tilico aos 42 minutos do 1º tempo e de Raí aos 30 do 2º tempo) e no Morumbi por 1 a 0 (gol de Ney aos 30 minutos do 1º tempo), ganhando o direito de disputar o título com o São José, que havia eliminado o Corinthians na outra semifinal. As duas finais foram no Morumbi, por mando da Federação. O São Paulo venceu a primeira (1 a 0, gol de André Luís, contra, ao 41 minutos do 2º tempo, jogada de Zé Teodoro e Mário Tilico), e empatou a segunda em 0 a 0, conquistando o título. RAI: MEU PRIMEIRO TÍTULO O titulo de campeão paulista de 1989 foi a primeira conquista importante de Raí, que assinou seu primeiro contrato com o São Paulo dia 15/09/87, quinze dias após o Tricolor ter conquistado o titulo paulista daquele ano. O ano seguinte, 1988, não seria bom para o clube, que não ganharia nada, nem para Raí, que sofreria mais uma fratura no pé, o que já Ihe ocorrera duas vezes. Em 02/07/89, data da partida decisiva com o São José, Raí tinha 24 anos. Era reconhecido como bom jogador, mas ainda não entrava na categoria "craque". Parte da imprensa e da torcida o considerava lento e as inevitáveis comparações com o irmão Sócrates colocavam-no sempre em segundo plano. A imagem de jogador frágil, jogador lento ou qualquer outra que pudesse abalar a vitoriosa carreira de Raí começou a ser "desembaçada" com o titulo paulista de 1989, que, segundo ele, foi assim: "Todo jogador precisa de grandes vitórias para adquirir confiança. Aquela foi minha primeira grande vitória, que certamente serviu de base pare as outras que vieram depois. Eu já era o capitão do time naquela época e vibrei muito com o título. Lembro-me que o Morumbi estava lotado só de são-paulinos". BOBÔ, O DEUS BAIANO Contratado por 1 milhão de dólares, ele foi uma das atrações do Paulistão-89. Ficou pouco tempo no São Paulo, mas o suficiente para deixar seu nome na história do clube, como um dos campeões paulistas daquele ano. Se houve uma contratação tricolor esperada, disputada, badalada e cara, esta foi a do craque baiano Bobô, cujo passe custou para o São Paulo, no inicio de 1989, algo em torno de 1 milhão de dólares. Valeu a pena? Sim, valeu, porque Bobo fez história integrando o time campeão paulista de 1989 - pois se há alguma coisa que faz história no futebol, essa coisa é titulo.Bobô chegou com a fama de craque fora-de-série, construída no Esporte Clube Bahia, onde foi o artífice do primeiro e único titulo brasileiro conquistado por aquela equipe, em 1988. Tinha carisma também fora do campo, tanto que Caetano Veloso contemplou-o com um trecho da letra de uma das suas canções. (Ao elogiar o talento dos artistas baianos, Caetano citou "o toque sutil de Bobô".) A condição técnica, o futebol elegante, as convocações para a Seleção Brasileira, a fala fácil (tornou-se comentarista esportivo) e um marketing pessoal inato levaram o craque baiano a ser cobiçado por todos os grandes do eixo São Paulo - Rio. O São Paulo ganhou a "concorrência" e Bobo teve papel importante na conquista do título paulista de 1989. Mas ele caiu com o time nas competições seguintes e, pela fama, passou a ser muito cobrado pela imprensa e, por conseqüência, pela torcida. Acabou deixando o clube em meados de 1990, com apenas 28 anos, na reformulação do elenco que fora "rebaixado" para a Serie B (repescagem) do Campeonato Paulista daquele ano. Transferido para o Fluminense, no Rio ele também não brilhou como nos seus tempos de Bahia. PRIMEIRA FASE Vitórias marcando 3 gols valiam 3 pontos; marcando 2 gols ou 1 gol, 2 pontos; empate com gols valia 1 ponto; empate por 0 a 0 provocava disputa de pênaltis, com 1 ponto ao vencedor e nenhum ao perdedor 19/2/89 - SÃO PAULO 3X1 XV JAU 23/2/89 - XV PIRACICABA 1X0 SÃO PAULO 01/3/89 - SÃO PAULO 3X0 MOGI MIRIM 04/3/89 - NOROESTE 1X3 SÃO PAULO 12/3/89 - SÃO PAULO 4X1 AMERICA-SP 15/3/89 - UNIAO 0X0 SÃO PAULO (União ganhou nos pênaltis) 19/3/89 - BOTAFOGO-SP 0X1 SÃO PAULO 26/3/89 - SÃO PAULO 0X0 CATANDUVENSE (São Paulo ganhou nos pênaltis) 29/3/89 - NOVORIZONTINO 0X0 SÃO PAULO 02/4/89 - INTER-SP 0X0 SÃO PAULO (Inter ganhou nos pênaltis) 09/4/89 - SÃO PAULO 1X1 FERROVIARIA-SP 15/4/89 - SÃO JOSE 0X0 SÃO PAULO (São José ganhou nos pênaltis) 19/4/89 - JUVENTUS 0X4 SÃO PAULO 23/4/89 - PORTUGUESA 1X1 SÃO PAULO 30/4/89 - SÃO PAULO 1X1 PALMEIRAS 04/5/89 - BRAGANTINO 1X0 SÃO PAULO 07/5/89 - SÃO PAULO 0X2 CORINTHIANS 14/5/89 - SÃO PAULO 1X0 GUARANI 18/5/89 - SANTOS 2X1 SÃO PAULO 21/5/89 - SÃO PAULO 3X0 SÃO BENTO 27/5/89 - SÃO PAULO 1X0 SANTO ANDRE SEGUNDA FASE 03/6/89 - SÃO PAULO 1X1 GUARANI 07/6/89 - INTER-SP 1X1 SÃO PAULO 15/6/89 - SÃO PAULO 1X0 INTER-SP 17/6/89 - GUARANI 2X3 SÃO PAULO SEMIFINAIS 21/6/89 - BRAGANTINO 0X2 SÃO PAULO 24/6/89 - SÃO PAULO 1X0 BRAGANTINO FINAL 28/6/89 - SÃO JOSE 0X1 SÃO PAULO 02/7/89 - SÃO PAULO 0X0 SÃO JOSE |
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