CAMPANHA
56 jogos - 28 vitórias, 12 empates, 16 derrotas - 82 gols pró, 45 gols
contra.
O time do São Paulo era praticamente o mesmo do ano anterior, com outro
treinador, Formiga, no lugar de Carlos Alberto Silva, e, atendendo a
tradição, reforçado por dois veteranos, Marinho Chagas e Mário Sérgio.
Eles, mais os remanescentes do título nacional de 77 Valdir Perez, Getulio,
Dario Pereyra e Serginho, alem do já experiente Oscar, formaram a base
de sustentação da equipe que trouxe o quarto bicampeonato paulista,
depois de 45/46, 48/49 e 70/71. Marinho era um lateral moderno, que
atacava com maestria e tinha um chute sensacional, tanto de direita
quando de esquerda. Foi muito útil, assim como o ponta-esquerda Mário
Sérgio, que, porém, jogou mais de meia do que de ponta, lugar este de
Ze Sérgio. Mário alegrava a torcida quando olhava para um lado e jogava
a bola para o outro. Foi um campeonato, como o do ano anterior, com
regulamento supercomplicado. Dois turnos com três fases cada um (!),
a primeira chamada de Torneio Seletivo, a segunda de Fase de Classificação
e a terceira de Octogonal Decisivo. Os campeões de cada turno decidiriam
o titulo - e foram eles Ponte Preta, do primeiro turno, e São Paulo,
do segundo. A campanha tricolor do primeiro turno foi irregular. Por
ter sido o 11º lugar, o time teve de disputar o Torneio Seletivo do
segundo turno, começando ai a recuperação. Venceu um dos grupos do Torneio
Seletivo, venceu a fase de classificação e foi o primeiro colocado também
de um dos grupos do Octogonal. O outro foi o São José, com o qual empatamos
no confronto direto, mas eliminamos pelo critério da melhor campanha.
Na fase decisiva, no encontro entre os campeões de turno, a Ponte Preta
também não suportou: conseguiu empatar a primeira por 1 a 1, mas caiu
na final por 2 a 0, incontestavelmente, gols de Renato no primeiro tempo
e Serginho aos 41 minutos do segundo tempo, debaixo de um belo "toró".
Noventa e nove por cento dos quase 64 mil pagantes do Morumbi, entretanto,
não se incomodaram e aproveitaram a chuva como mais um aliado na comemoração
do título.
Veteranos são tradição no SPFC
Marinho Chagas e Mário Sérgio fazem parte de um grupo de jogadores de
alto nível que chegaram pare o São Paulo já veteranos, depois de terem
passado por vários clubes, e deram certo. Grupo composto, entre outros,
por Sastre, Leonidas, Renganeschi, Zizinho, Gerson, Falcão, Toninho
Cerezo e, recentemente, Raí, que voltou no ano passado cinco anos mais
experiente, aos 32, e foi importantíssimo para a conquista do titulo
paulista. (Antes dele, Luizinho, em 42, e Zarzur, em 45, voltaram como
veteranos.) Jorginho será incluído nessa lista logo logo, depois do
primeiro titulo são-paulino deste ano. Ainda Ihe falta a marca do sucesso.
A própria origem do clube tem muito a ver com jogadores veteranos, experientes.
O primeiro time da história do São Paulo era um time experiente, remanescente
do C.A. Paulistano, que havia extinto seu departamento de futebol. Friedenreich,
o primeiro grande ídolo são-paulino, vestiu pela primeira vez a camisa
do time de futebol mais importante do mundo de hoje quando tinha 38
anos. Com 39, foi fundamental para a conquista do primeiro titulo paulista
da história do São Paulo F.C., o de 1931.
DECISÃO
SÃO PAULO 2
PONTE PRETA 0
SÃO PAULO: Valdir Perez; Getulio, Gassem (Nei), Darío Pereyra e Marinho
Chagas; Almir, Heriberto e Renato; Paulo César (Tatu), Serginho e Mário
Sérgio. Técnico: Formiga.
PONTE PRETA:Carlos; Toninho Oliveira, Juninho, Nenê e Odirlei; Zé Mario,
Marco Aurélio e Dicá; Édson, Chicão e Osvaldo. Técnico: Jair Picerni.
Local: Morumbi
Data: 29/11/81
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia
Público: 63.841 pagantes
ARTILHEIROS
O artilheiro do São Paulo nesse bicampeonato foi Serginho, com 19 gols,
seguido por Renato (16), Everton (12), Tatu (8), Getúlio (6), Paulo
César (4), Valtinho e Mário Sérgio (3), Dario Pereyra, Edson e Donizeti
(2), Heriberto, Oscar e Marinho Chagas (1).
TIME-BASE
Valdir Perez; Getulio, Gassem, Darío Pereyra e Marinho Chagas; Almir,
Heriberto e Renato; Paulo Cesar, Serginho e Mário Sérgio. Técnico: Formiga.
TORNEIO SELETIVO - PRIMEIRO TURNO
BOTAFOGO-SP 1X0 SÃO PAULO
PORTUGUESA 0X0 SÃO PAULO
FRANCANA 0X3 SÃO PAULO
SÃO PAULO 0X0 NOROESTE
PALMEIRAS 3X0 SÃO PAULO
SÃO JOSE 0X0 SÃO PAULO
JUVENTUS 0X0 SÃO PAULO
SÃO PAULO 1X2 FERROVIARIA-SP
SÃO PAULO 3X0 SANTOS
SÃO PAULO 0X1 COMERCIAL
XV JAU 1X1 SÃO PAULO
PONTE PRETA 2X1 SÃO PAULO
SÃO PAULO 0X1 AMERICA-SP
INTER-SP 0X3 SÃO PAULO
CORINTHIANS 1X2 SÃO PAULO
SÃO PAULO 0X1 TAUBATE
SÃO PAULO 1X0 SÃO BENTO
MARILIA 1X4 SÃO PAULO
SÃO PAULO 1X0 GUARANI
TORNEIO SELETIVO - SEGUNDO TURNO
CFRANCANA 1X4 SÃO PAULO
SÃO PAULO 4X1 NOROESTE
TAUBATE 1X0 SÃO PAULO
SÃO PAULO 0X1 TAUBATE
NOROESTE 1X2 SÃO PAULO
SÃO PAULO 2X0 FRANCANA
TORNEIO SELETIVO - FINAIS
SÃO PAULO 1X0 PALMEIRAS
SÃO PAULO 1X1 CORINTHIANS
SEGUNDO TURNO
FERROVIARIA 1X0 SÃO PAULO
SÃO PAULO 3X0 SÃO JOSE
SÃO PAULO 3X0 BOTAFOGO-SP
NOROESTE 0X3 SÃO PAULO
SÃO BENTO 1X0 SÃO PAULO
SÃO PAULO 1X2 PONTE PRETA
SÃO PAULO 1X1 PORTUGUESA
GUARANI 3X2 SÃO PAULO
SÃO PAULO 2X0 XV JAU
TAUBATE 0X1 SÃO PAULO
SÃO PAULO 3X0 FRANCANA
SÃO PAULO 1X1 CORINTHIANS
COMERCIAL 2X1 SÃO PAULO
SÃO PAULO 2X1 JUVENTUS
SÃO PAULO 6X2 PALMEIRAS
SÃO PAULO 2X1 MARILIA
AMERICA-SP 0X1 SÃO PAULO
SÃO PAULO 0X0 INTER-SP
SANTOS 2X3 SÃO PAULO
OCTOGONAL DO SEGUNDO TURNO
SÃO PAULO 2X0 CORINTHIANS
GUARANI 1X1 SÃO PAULO
SÃO PAULO 1X0 XV JAU
SÃO PAULO 1X1 GUARANI
XV JAU 0X1 SÃO PAULO
CORINTHIANS 1X0 SÃO PAULO
FINAIS DO SEGUNDO TURNO
SÃO PAULO 0X1 SÃO JOSÉ
SÃO PAULO 3X2 SÃO JOSÉ
FINAL
SÃO PAULO 1X1 PONTE PRETA
SÃO PAULO 2X0 PONTE PRETA