CAMPEÃO PAULISTA 1975


34 jogos - 14 vitórias, 7 empates, 4 derrotas - 49 gols pró, 16 gols contra.
Após o brilhante bicampeonato 70/71, o São Paulo voltou a ganhar o título paulista em 1975. Foi o 11º, decidido nos pênaltis com a Portuguesa. A grande estrela do São Paulo ao longo do Campeonato foi Serginho, revelado naquela competição como centroavante e como artilheiro. Ele, que era ponta-esquerda e estava pare ser emprestado, tornou-se o maior artilheiro da história do clube. A grande estrela da final, entretanto, foi o goleiro Waldir Perez, que soube provocar como ninguém os cobradores de pênaltis da Portuguesa. Waldir ria sarcasticamente e dizia a um por um dos adversários: Você está nervoso! Você vai errar! Eu vou pegar! A Portuguesa não ganha do São Paulo! - e afirmações semelhantes. Pois deu certo. Só foi preciso cobrar três séries para o placar apontar 3 a 0 para o São Paulo. Pedro Rocha, Serginho e Chicão marcaram. Dicá, Wilsinho e Tata erraram. A Portuguesa na verdade já entrou nos pênaltis parcialmente derrotada. Seus torcedores esperavam a vitória na prorrogação, já que estava completa e o São Paulo atuava com dez. O meia Muricy havia sido expulso ainda no primeiro tempo dos 90 minutos regulamentares. Mas o São Paulo conseguiu segurar o empate e transformou a passagem para os pênaltis numa vitória. Na verdade, o São Paulo merecia mesmo ser campeão Havia vencido o primeiro turno de maneira inconteste (a Portuguesa em 4º lugar, com oito pontos a menos) e só não foi proclamado campeão do segundo (os dois terminaram com o mesmo número de pontos) por causa de um regulamento mal elaborado, que premiava, em caso de empate, o melhor saldo de gols e não a melhor campanha, como acontece hoje graças ao progresso da inteligência. O campeão sairia, então, de duas partidas, com prorrogação e pênaltis em caso de necessidade. O São Paulo ganhou a primeira por 1 a 0; perdeu a segunda por 1 a 0, também; empatou a prorrogação em 0 a 0; e ganhou nos pênaltis por 3 a 0.
Regulamento complicado
O campeonato de 1975 foi disputado por 19 equipes, porque a Federação, atendendo ao apelo dos pequenos, extinguiu o Paulistinha (fase de classificação só com times pequenos). Talvez por causa do excesso de times, o regulamento foi dos mais complicados: o campeão do 1º turno decidiria o título com o campeão do 2º em dois jogos-extras; o 1º turno seria disputado no sistema todos contra todos; e o 2º turno, em duas fases, classificatória (em duas chaves) e decisiva (um hexagonal). O São Paulo venceu o 1º turno tranqüilamente, com 33 pontos ganhos, seis a mais do que o segundo colocado, o Corinthians. A Portuguesa foi declarada campeã do 2º turno aos trancos e barrancos. Senão vejamos: foi campeã do Grupo A com apenas 14 pontos, enquanto o São Paulo o foi do Grupo B com 18; terminou o hexagonal decisivo empatada em pontos com o São Paulo e o Santos, tendo sido favorecida pelo saldo de gols. Simplificando: ao longo do campeonato, o São Paulo fez 57 pontos; a Portuguesa, 45. Mesmo assim, foram para a decisão e aí deu Tricolor. Outro fato de se registrar na temporada de 75, com começo na anterior, foi a série invicta do São Paulo, de 46 jogos (35 vitórias e 11 empates) entre 10/11/74 e 07/08/75). Quer mais, são-paulino!!!

DECISÃO
SÃO PAULO 0
PORTUGUESA 1
Portuguesa: Zecão; Cardoso, Mendes, Calegari e Santos; Badeco, Dicá e Antônio Carlos; Enéas, Tatá e Wilsinho. Técnico: Oto Glória
São Paulo: Valdir Perez; Nelson, Paranhos, Samuel e Gilberto; Chicão Pedro Rocha e Terto; Murici, Serginho e Zé Carlos. Técnico: Poy.
Local: Morumbi
Data: 17/08/75
Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia
Público: 57.137 pagantes.
Gol: Enéas, aos 31 min. do 1º tempo.
Nos pênaltis, São Paulo 3x0 Portuguesa. Para o São Paulo, converteram Pedro Rocha, Serginho e Chicão. Desperdiçaram para a Portuguesa Tatá, Dicá e Wilsinho
O campeonato foi decidido em dois jogos. O São Paulo venceu o primeiro, 1 a 0, gol de Pedro Rocha aos 43 do 1° tempo. Perdeu o segundo também por 1 a 0, atuando a maior parte do tempo com 10 jogadores, porque o meia Muricy (que hoje é técnico) foi expulso no começo do jogo. Empatou na prorrogação, ainda com 10, em 0 a 0. Venceu nos pênaltis por 3 a 0, gols de Rocha, Serginho e Chicão. Essa partida foi realizada dia 17/08/75, no Morumbi, e assistida por 57.137 pagantes. O SPFC jogou com Waldir Perez, Nélson, Samuel, Paranhos e Gilberto; Chicão, Muricy, Zé Carlos e Pedro Rocha; Terto e Serginho. Técnico: José Poy.

ARTILHEIROS
O artilheiro do São Paulo e do Campeonato foi Serginho, com 22 gols. Os outros goleadores do Tricolor foram Rocha (12), Chicão (6), Muricy e Terto (5 cada), Mauro (4), Zé Carlos e Piau (2), Gilberto e Darci (1 cada).
TIME-BASE
Valdir Perez; Nelson, Paranhos, Samuel e Gilberto; Chicão Pedro Rocha e Terto; Murici, Serginho e Zé Carlos. Técnico: Poy.

PRIMEIRO TURNO
São Paulo 4 x 0 Paulista
Comercial 0 x 2 São Paulo
São Paulo 4 X 0 Ferroviária
São Paulo 0 x 0 Guarani
São Paulo 2 x 1 Marília
América 0 x 1 São Paulo
Corinthians 0 x 2 São Paulo
São Paulo 1 x 0 XV de Piracicaba
Portuguesa S. 5 x 0 São Paulo
Portuguesa 0 x 1 São Paulo
Ponte Preta 1 x 2 São Paulo
Botafogo 0 x 1 São Paulo
São Paulo 3 x 2 Juventus

São Paulo 2 x 0 Santos
São Paulo 2 x 1 São Bento
Saad 0 x 1 São Paulo
Noroeste 0 x 0 São Paulo
São Paulo 1 x 0 Palmeiras

SEGUNDO TURNO
São Paulo 3 x 0 Portuguesa S.
Marília 1 x 3 São Paulo
Portuguesa 1 x 1 São Paulo
Paulista 0 x 1 São Paulo
São Bento 0 x 3 São Paulo
Santos 0 x 1 São Paulo
São Paulo 3 x 1 Comercial
São Paulo 5 x 1 Noroeste
Botafogo 2 x 4 São Paulo
Palmeiras 1 x 1 São Paulo

FINAIS
São Paulo 1 x 1 Portuguesa
São Paulo 1 x 0 América
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
São Paulo 1 x 2 Santos
São Paulo 2 x 1 Corinthians

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