Até a 15º rodada das 19 rodadas do Torneio de Classificação instituido
pela FPF, naquele ano o São Paulo não fazia boa campanha e corria o
risco de ficar fora do Campeonato Paulista propriamente dito. A instabilidade
do time, verificou-se também nos primeiros jogos validos pelo título
- até que Zizinho assumiu a camisa 10. Daí pra frente, tchau e bênção.
Como já havia ocorrido nos campeonatos vencidos de 1931, 1943, 1948,
o São Paulo emprendeu fortíssima reação. Ganhou 7 jogos seguidos, empatou
2 e venceu mais 4 consecutivos. Mesmo assim, a duas rodadas do fim,
O Corinthians era apontado como favorito ao título. Estava invicto há
35 jogos e, se ganhasse do Santos na penúltima rodada, entraria na última,
contra o São Paulo, com 2 pontos de vantagem. Mas perdeu e enfrentou
o São Paulo em igualdade de condições. Quem vencesse seria o campeão;
se desse empate, haveria um supercampeonato entre os dois e Santos.
Mas qual o quê! Nem supercampeonato , nem o time consegueria aquela
grande sério invicta. Quem ganhou foi o São Paulo, no primeiro 3 a 1
que impusemos neles em finais de campeonatos paulistas. Amauri abriu
a contagem aos 17 mintuos do segundo tempo. 2 minutos depois, Canhoteiro
fez 2 a 0. Dois minutos depois, Rafal fez o gol do Corinthinas. Aos
34 minutos aconteceu o grande lance do jogo. Zizinho lançou Amaurí,
dai a Maurinho, o "Flecha", que tal qual uma flecha aproximou-se do
gol de Gilmar e, antes de chutar, perguntou ao goleiro em que canto
ele queria. Ao mesmo tempo que a torcida vibrava com o gol de Maurinho,
Gilmar corria atrás do nosso ponto, querendo pegálo. Sabe quando? Nunca!
Zizinho fez a diferença
Zizinho chegou para o São Paulo na quinta rodada como salvador da patría.
E foi mesmo. Embora tivesse beirando os 37 anos deu verdadeiro shows
e liderou o time em campo. Seus passes valiam meio goll sua era incrivel;
sua vibração, desconcertante. Embora tenha ficado no São Paulo apenas
um 1 ano e 3 meses. Zizinho deixou seu nome na história tricolor. Não
se pode falar no título de 57 sem cita-lo, pois ele foi o divisor de
águas; antes de Zizinho o time estava instavel; depois virou time campeão.
Outro artifice de 1957 foi o técnico húngaro Bela Guttman. Ele dizia
que o elenco tinha potencia e pediu um meia experiece para ganhar o
título. A diretoria atendeu e deu no que deu. Um fato curioso desse
ano foi a presença, no jogo final, do médio voltante Sarará, que era
segundo reserva, mas saiu na foto do campeão. Por isso muita gente escala
ele no time de 1957 em que o títular da posição era o Dino Sani e o
primeiro reserva Ademar.
DECISÃO
SÃO PAULO 3
CORINTHANS 1
São Paulo: Poy, De Sordi e Mauro, Sarará,Vitor Riberto; Maurinho Amauri,
Gino, Zizinho e Canhoteiro Gols: Amauri, Canhoteiro e Maurinho(S) e
Rafael(C)
Local: Pacaembú
Data: 29/12/57
Artilheiro: O Artilheiro do São Paulo foi Gino, com 13 gols, seguido
por Amauri, com 10, e Maurinho, com 9. Pelé foi o artilheiro da competição
com 17 gols
CLASSIFICAÇÃO
1- São Paulo 6
2- Santos 7
3- Corinthians 8
4- Portuguesa 16
5- Botafogo 18
PRIMEIRO TURNO
São Paulo 1 x 1 Botafogo
São Paulo 2 x 0 Jabaquara
São Paulo 5 x 1 P. Santista
Corinthinas 1 x 1 São Paulo
São Paulo 0 x 4 Portuguesa
Ponte Preta 0 x 2 São Paulo
São Paulo 4 x 2 Palmeiras
São Paulo 7 x 1 XV
Santos 2 x 6 São Paulo
SEGUNDO TURNO
São Paulo 6 x 2 Ponte Preta
XV 3 x 5 São Paulo
Jabaquara 1 x 2 São Paulo
São Paulo 2 x 2 Santos
Botafogo 0 x 0 São Paulo
P. Santista 2 x 3 São Paulo
Portuguesa 1 x 3 São Paulo
Palmeiras 0 x 1 São Paulo
São Paulo 3 x 1 Corinthians