LUFIA: RUINS OF LORE
DESENVOLVEDOR: Taito
DISTRIBUIDOR: Atlus
CONSOLE: GameBoy Advance
NOTA: 
GRÁFICOS: 8.0 (Peso 1)

          Os gráficos de Lufia são, no geral, muito bonitos. Os cenários são bastante coloridos e ricos em detalhes nas cidades e florestas. No entanto, há slowdown ocasionalmente e as cavernas têm um visual bastante cansativo, já que a textura é sempre a mesma. O design dos personagens, dos portraits e as animações são excelentes, mas o dos monstros é bastante genérico e, durante as batalhas, eles ficam o tempo todo imóveis. As magias estão na média e perdem feio das de Golden Sun.

SOM: 6.0 (Peso 1)

          O grande ponto fraco de Lufia é o som. As composições não são ruins, apenas esquecíveis. Você não vai querer lembrar delas depois de terminar o jogo e elas podem até contribuir para te deixar estressado, caso esteja cansado das batalhas ou perdido. Os efeitos sonoros estão na média, mas perdem dos de Final Fantasy Tactics Advance.

LONGEVIDADE: 9.0 (Peso 1)

          40 horas de aventura viciante, ou mais, se você quiser ficar treinando seus personagens nas diversas classes, para aprender golpes diferentes; revisitar lugares para destravar itens que só podem ser alcançados com personagens que não estavam em seu grupo quando você passou na primeira vez etc. Como a história não tem nada excepcional, não há razão para terminá-lo mais de uma vez.

JOGABILIDADE: 8.0 (Peso 2)

          A jogabilidade de Lufia reúne tudo o que há de bom nos RPGs modernos, beirando a perfeição, mas falha em um ponto vital: não há save points definitivos nas cavernas. Há um save temporário, que se apaga logo depois de ser carregado. Assim, se você morrer, já era. Isso pode parecer horrível, mas é apenas incômodo, já que o game não é tão difícil. Portanto, vamos pular essa parte desagradável e passar para a parte boa:

. Mapa múndi perfeito: você não precisa lutar mais de uma vez em cavernas e estradas pelas quais já passou. Com isso, você não fica baratinado sem saber para onde ir e caindo em infinitas batalhas sem sentido, como ocorre em Final Fantasy e Golden Sun. (Influência de Grandia 2)

. Batalhas não aleatórias: você vê seus inimigos e, uma vez derrotados, dá para andar livremente pelo ambiente sem se preocupar (Chrono Trigger)

. Sistema de classes: nas cidades que você visita, existem mestres e cada personagem pode ser tornar discípulo de um deles. (Final Fantasy V)

. Captura de monstros: como se não bastasse, dá para capturar os monstros contra os quais você luta e fazer com que eles fiquem do seu lado. Eles podem evoluir e até se fundir temporariamente com um personagem da equipe! (Pokémon/Monster Rancher)

. Puzzles: dão um "refresh" na jogabilidade e quebram a monotonia das cavernas. Seguem o estilo Zelda, só que com menos cérebro. (Zelda/ Lufia 2/ Golden Sun)

DIVERSÃO: 9.0 (Peso 3)

          Lufia: Ruins of Lore é diversão garantida para os fãs de RPG. Segue o caminho para uma jogabilidade perfeita e viciante, mas tropeça em aspectos triviais. Vamos torcer para uma versão do Playstation 2.

. Curiosidades: Ruins of Lore é o quarto Lufia da série. Lufia: Fortress of Doom (SNES) foi um jogo bem básico e diferente dos mais recentes. Tinha um enredo bem legal, mas os personagens andavam muito lentamente dentro das cavernas, que, felizmente, eram curtas. Lufia 2: Rise of the Sinistrals (SNES) foi um RPG de grrande qualidade, com gráficos maravilhosos e puzzles de rachar a cuca, bem melhores que os de Ruins of Lore. Houve um Lufia para o Gameboy Color, que não conheço, e Lufia 3 foi anunciado para o Playstation, mas seria desenvolvido por outra equipe e acabou não saindo do papel.

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