CASTLEVANIA: LAMENT OF INNOCENCE
DESENVOLVEDOR: Konami
DISTRIBUIDOR: Konami
CONSOLE: Playstation 2
NOTA: 8.4
          Depois dos fracassos técnicos nas versões do Nintendo 64, a Konami resolveu exorcizar a maldição do Castlevania 3D. O anúncio do novo jogo causou reações diversas dos céticos, mas a Warez The Game sempre esteve otimista, já que, desta vez, o time de Koji Igarashi (Symphony of the Night, Harmony of Dissonance e Aria of Sorrow) estaria à frente do projeto. O resultado foi um game parecido com Devil May Cry e Rygar, o que é uma ironia, pois o sucesso da Capcom claramente teve influências de Castlevania.

 

GRÁFICOS: 8.0 (Peso 1)

          O castelo gótico da Idade Média é representado da forma mais bela possível, com salas ricas em detalhes, texturas de alta definição e efeitos de luz ambiente capazas de deixar qualquer outro jogo com vergonha.

          Porém, os personagens são um pouco pequenos e os cenários bastante repetidos. A câmera às vezes fica num ângulo ruim de se pular nas plataformas, mas isso só é feito poucas vezes durante o jogo.

 

SOM: 9.0 (Peso 1)

 

LONGEVIDADE: 7.0 (Peso 1)

          É um jogo curto, com cerca de 10h de duração. Devil May Cry, Onimusha e Prince of Persia também são curtos, mas dão vontade de jogar mais. Como Castlevania é um pouco inchado, não há razão de se querer jogá-lo de novo.

 

JOGABILIDADE: 8.0 (Peso 2)

          Parecida com a dos Castlevania do GBAdvance, mas em 3D. Você explora um castelo com uma infinidade de salas, em busca de chaves e novos poderes. O problema é que há muito back tracking, ou seja, em bifurcações, você explora uma parte e depois volta tudo de novo para ver o que faltou. Uma grande adição foram as Marker Stones, que servem para marcar (oh...) as salas onde há algo especial e você queira voltar depois. No outros Castlevania, era um pesadelo ficar sem saber para onde ir.

          Outra coisa desagradável é o fato de o chicote não bater no inimigo mais próximo automaticamente, ele só atinge para quem esteja apontado. Há um botão de ataque fraco e outro de forte. Podem-se fazer combinações buferizadas, como em Tekken. A defesa é um pouco falha, pois deve-se esperar o término da execução de um golpe, que pode ser lento demais, para acioná-la.

 

DIVERSÃO: 9.0 (Peso 3)

          É sempre bom jogar Castlevania, principalmente se tiver elementos emprestados de Symphony of the Night. Não é pura ação como Devil May Cry e pode ficar meio monótono às vezes, mas há sempre vontade de continuar para saber mais sobre os rumos da história, lutar contra novos chefes e descobrir lugares secretos. Tudo isso acompanhado, é claro, de lindos gráficos e trilha sonora de primeira.

 

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