A dan�a na Capoeira | Cultura | Folclore

O batuque, maculel�, puxada de rede e samba de roda s�o dan�as (manifesta��es culturais) fortemente ligadas � capoeira.  
 
           
      Roda de Capoeira

A Roda de Capoeira � um c�rculo de pessoas onde � jogada a capoeira.
Os capoeiristas se perfilam na roda de capoeira batendo palma no ritmo do berimbau e cantando a m�sica enquanto dois capoeiristas jogam capoeira. O jogo entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do capoeirista no berimbau (normalmente um capoeirista mais experiente) ou quando algum capoeirista da roda entra entre os dois e inicia um novo jogo com um deles.

O tamanho da roda pode variar de um di�metro de 3 metros at� di�metros superiores a 10 metros, ao mesmo tempo que pode ter meia d�zia de capoeristas at� mais de uma centena deles.

O jogo normalmente se inicia ao p� dos berimbaus. A roda de capoeira pode se realizar em praticamente qualquer lugar, em ambientes fechados ou abertos, sobre o cimento, a terra, a areia, o asfalto, na rua, numa pra�a, num descampado ou em uma academia.

Para que a roda seja realizada precisamos de uma orquestra de instrumentos. A orquestra dos grupos de angola � normalmente configurada assim: ao centro da orquestra um berimbau berra-boi ou gunga (com a maior caba�a) que faz o som grave, do lado direito um berimbau gunga ou m�dio (com a caba�a m�dia) que faz um som intermedi�rio, do lado esquerdo um berimbau viola (com a caba�a menor) que faz o som agudo. Ao lado do gunga v�o por ordem o atabaque, um pandeiro e um agog�, j� ao lado do viola v�o: mais um pandeiro e um reco-reco (intrumento comumente feito do bambu).

A roda de capoeira � um microcosmo que reflete o macrocosmo da vida e o mundo que nos cerca. V�rios elementos permeiam nossas rela��es com o mundo e no Jogo de Capoeira estes elementos aparecem de maneira intensa. Respeito, malicia, maldade, responsabilidade, provoca��o, disputa, liberdade, brincadeira, e poder, entre outros, est�o presentes em maior ou menor intensidade durante um jogo, e n�o h� um jogo igual ao outro, mesmo com um mesmo oponente.

Em geral a capoeira n�o busca destruir o oponente, por�m contus�es devido a combates mais agressivos n�o s�o raras. Entretanto, de maneira geral o capoerista prefere mostrar sua superioridade "marcando" o golpe no oponente sem no entanto complet�-lo. Se o seu oponente n�o pode evitar um ataque lento, n�o existe raz�o para utilizar um golpe mais r�pido.

A ginga � o movimento b�sico da capoeira, � um movimento de pernas no ritmo do toque que lembra uma dan�a, por�m capoeristas experientes raramente ficam gingando pois est�o constantemente atacando, defendendo, e "floreando" (movimentos acrob�ticos). Al�m da ginga s�o muito comuns os chutes em rota��o, rasteiras, golpes com as m�os, cabe�adas (com o objetivo principal de desequilibrar), esquivas, saltos, mortais, giros apoiados nas m�os e na cabe�a, movimentos acrob�ticos e de grande elasticidade e movimentos pr�ximos ao solo.

O jogo de capoeira pode durar de poucos segundos, quando h� muitos capoeiristas se revezando dentro da roda, at� alguns minutos. Combates longos assim s�o comuns quando dois capoeiristas resolvem confrontar suas habilidades ao m�ximo, ou mesmo quando os dois resolvem suas diferen�as na roda. Em embates longos � comum a volta ao mundo, que � quando um dos capoeiristas solicita uma pausa no jogo dando algumas voltas na roda com o openente o seguindo. Depois duas a tr�s voltas os dois saem ao p� do berimbau para continuar o jogo.

Cada toque requer uma forma diferente de jogar capoeira, a capoeira Angola pede um jogo mais lento perto do solo e com mais "mandinga" (matreiro, sutil, dissimulado), S�o Bento Grande de Bimba um jogo r�pido e de muito chutes em rota��o, I�na um jogo com muitos floreios (movimentos acrob�ticos) e assim por diante.
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