O Guardian começou por volta de 1990, quando os quatro membros da banda gravaram Fire and Love. Mas a história começou bem antes, quando, em 1982, David Bach (baixo) e o vocalista Paul Cawley, recém convertidos, formaram uma banda de rock chamada "Fusion". Em 1985, depois de algum tempo trabalhando em novas composições, ensaios e apresentações no circuito de clubes em Los Angeles, eles tiveram um encontro com Wes Hein, da Enigma Records, durante um ensaio. Ele ofereceu um contrato ao grupo, então composto, também, pelo baterista Rikk Hart e pelo guitarrista David Caro. Entretanto, foi localizada uma banda com o mesmo nome então a gravadora sugeriu mudar o nome. Guardian foi o escolhido. Em 1987 o guitarrista Tony Palacios se junta a eles, acrescentando uma nova dimensão com suas extraordinária habilidades na guitarra. Também foi decidido que Oz Fox, membro do memorável Stryper, produzia o primeiro disco do Guardian. O álbum California Metal inclui duas de suas faixas, produzidas por John e Dino Elefante. Também neste ano começa a gravação de Firt Watch. Em 1989, First Watch é lançado pela Enigma Records. É momento de ganhar projeção nacional. O Guardian inicia uma um intensa agenda de apresentações em alguns dos mais importantes clubes dos Estados Unidos. Como conseqüência, ele têm uma apresentação no Holly Roxy, aparecem numa seção de Billboard Magazine chamada "Buzz Bands to Watch" e iniciam o ano com uma turnê pelo Japão. Um Novo Começo... Com a saída de Cawley e Hart em 1989, Bach e Palacios pedem a Enigma que os libere do contrato. Eles sentiam uma direção de Deus para trabalhar com uma gravadora cristã. Vieram, também, os novos membros: Karl Ney (baterista) na primavera e Jamie Rowe (vocalista) no começo do verão. Com estas mudanças de rumo, começaram a gravar para a Pakaderm (novo selo de John e Dino Elefante). Este foi um novo começo na trajetória da banda. Ao mesmo tempo, eles produziram os vídeos "Way Back Home" e "See You in Heaven" em 1990. Era como se, finalmente, uma veia forte de sua música estivesse, definitivamente, se manifestando. O Guardian amadureceu muito e suas letras pareciam ir se apurando a cada novo trabalho. Sua linguagem simbólica falava de verdades marcantes sem permanecer no lugar comum. Desta forma, mesmo ouvintes não evangélicos se tornaram admiradores da banda. Depois, vieram outros sucessos: Miracle Mile (1993), Swing, Swang, Swung (1994), Buzz (1996) e Bottle Rocket (1997). Seu mais recente projeto (Bottle Rocket) é um estágio ainda mais avançado desse amadurecimento musical e espiritual. Ouvindo as letras do CD, sentimos como se fôssemos "cutucados" por um irmão mais velho. Você está rindo histericamente, mas sabe que, em algum momento, o riso passará e começará a doer. Orgulho, apatia, materialismo, justiça própria, culpa e nosso vício coletivo pela "diversão" são enfocadas na medida certa e com bom humor. "Sempre privilegiamos boas letras e bons tópicos", diz Tony, "coisas como as quais lutamos todos os dias e que façam parte da nossa própria experiência ao invés de fazer letras que apontem o dedo aos erros alheios. Sempre entendemos que, se formos honestos sobre nós mesmos em nossas letras, as pessoas verão a si mesmas mais claramente no que escrevemos", acrescenta. O Guardian também foi uma das primeiras bandas de rock a gravar músicas em espanhol. Lançou Nunca Te Diré Adiós (1995) e Promesa (1997), conquistando um grande público em toda a América Latina , tanto que, em dois anos, já esteve no Brasil em três oportunidades. Além disso, eles tem tocado em países como Costa Rica, Panamá, Argentina e México. Uma das grandes vantagens que os admiradores dizem da banda é que se pode unir rock de primeira qualidade e cristianismo com consistência. Tanto nos discos quanto ao vivo, o Guardian Já provou que é um foguete em ascensão constante. Um foguete que, graças a Deus, já aterrissou por aqui várias vezes  promete incluir o Brasil no roteiro de suas voltas pelo mundo, sempre que possível.