Os três integrantes do DC Talk se conheceram num colégio evangélico na metade da década de 80. Embora, este colégio fique na Virgínia, Toby e Michael são de Washington-DC e Kevin é de Michigan. Contudo, hoje moram em Nashville-Tenessee, capital mundial do country. Desde o começo o DC Talk permanece gravando pela ForeFront. Seus álbuns em estúdio são: DC Talk (1989), Nu Thang (1990), Free at Last (1992), Jesus Freak (1995) e Supernatural (1998), Itermission (2000). Eles ainda têm dois CDs single: Free at Last Remixed and Extended (1994) e Jesus Freak - The Single (1996) e um CD ao vivo Welcome to the Freakshow (1997), além de participação em projetos especiais com outros artistas. No início, eles eram sobretudo uma banda de rap. Seu primeiro grande trabalho foi Free at Last, pelo qual eles receberam um disco de platina (que nos EUA eqüivale a 1 milhão de cópias). O CD mescla rap, black music e funk, com alguma influência de dance. Jesus Freak colocou a banda como uma das mais populares nos EUA. Foi um grande recordista de vendas, comparando-se às grandes bandas de rock secular, ganhou três Grammies (o Oscar do disco) e quatro Doves (o maior prêmio para artistas evangélicos nos EUA). Projetos solos: Os integrantes do DC Talk desenvolvem diversos trabalhos paralelos à banda. Toby possui uma gravadora chamada Gotee Records, e junto com um outro músico evangélico, Bill Gaither, tem feito e gravado muitos discos de louvor e adoração. Ele ainda foi co-fundador de uma ONG chamada E.R.A.C.E., que combate o ódio racial nos EUA. Michael tem produzido e escrito músicas para outros artistas gospel, além de fazer backvocal para cantores amigos dele. Também foi o vocalista solo de um banda chamada Curious George. Kevin escreve poemas. Além dos poemas dele que você pode conferir nos recentes CDs do DC Talk, ele já lançou um livro At the foot of the heaven e agora está lançando outro: The London Cowboy Chronicles. Juntamente com o livro ele vai lançar seu disco solo The London Cowboy. Sobre os boatos de que ele iria sair do DC Talk, Kevin disse que o seu futuro está nas mãos de Deus. Jesus Freak é um ótimo álbum, embora ainda permaneça com algumas reminiscências de rap este trabalho muda radicalmente em relação ao passado. Há uma forte influência de funk, rock e pop. E os instrumentos de corda destacam-se mais. Welcome to the Freakshow vale a pena ser ouvido. A performance dos artistas ao vivo é excelente, eles cantam muito e os músicos tocam prá valer. Tendo compilado algumas das suas melhores músicas, eles as colocaram num estilo mais agressivo do que os CDs de estúdio. O cd que mais impressionou mesmo foi o Supernatural. É incrível como esta banda consegue se superar e mudar de estilo a cada trabalho. Abandonando completamente sua herança rap, eles se entregam de vez ao pop-rock, com algum funk e blues. Os vocais se aperfeiçoaram ainda mais e as guitarras permanecem carnívoras. As letras também são boas e os clips são feras, tendo sido exibidos pela MTV (americana). E há ainda o livro Jesus Freaks (1999), sobre cristãos perseguidos pelo mundo em diversas épocas. ---------------------------------------------------------------------- Em 1989, a emergência do dc Talk foi incomum um grupo de rap cristão multirracial, mas dificilmente revolucionária. Com três anos de trabalho duro, ele conquistou um Grammy e um disco de platina por Free at Last, em 1992. Como se os fãs e a industria já previssem as possíveis seqüelas disso, Toby McKeehan, Kevin Max e Michael Tait sofreram uma arriscada metamorfose, talvez nunca antes vista na música gospel. O álbum Jesus Freak (1995) trouxe ao dc Talk o reconhecimento como sendo formado por artistas sérios com uma mistura de rap e influencias do pop, uma harmonia beatleniana e com rifes grunges conhecidos, o que trouxe à banda uma visão bastante eclética. Com Supernatural, o dc Talk fez um grande contrato com a Virgin Records, com esperança de levar sua música para o mundo secular. Do começo ao fim, Supernatural continua expandindo a alegria musical e a paixão liberada com Jesus Freak. Entretanto, o dc Talk continua crescendo e sofrendo alguns riscos. Talvez mais do que no ultimo álbum, esse projeto tem uma mente aberta, que mostra uma pitada de rok, pop, um funk que lembra Stevie Wonder e até um soul. O rap, que ajudou a difundir o grupo, está cada vez menos presente. Infelizmente, Supernatural tem um estilo musical indefinido e sofre por tentar ser todas as coisas para todo os tipos de ouvintes. Mas o grande talento vocal do dc Talk e seus grandes músicos continuam garantindo divertimento do começo ao fim. Como na canção Jesus Freak, as melhores músicas do Supernatural são as que se consegue distinguir um só gênero musical, tocado de uma forma empolgante e diferente. A abertura com o soul It’s Killing Me é realmente matadora, enquanto que Dive tem um estilo urbanizado de pop com uma invasão de harmonias britânicas (às vezes, chega a lembrar a música do Police , Invisible Sun). O rock moderno e o pop dos anos 60 se encontram de novo na música My Friend (So Long), que fala sobre um misterioso artista cristão que abandona seu ministério depois de ter chegado no auge. Será que isso pode ser rumor de que eles estão se olhando no espelho? Assim como Amy Grant antes deles, o dc Talk tem enfrentado incontáveis dúvidas sobre seu potencial de venda no mercado secular. Entre as músicas, o grande hit é Consume Me que tem uma batida e um refrão muito confiante (e é um pouco mais apelativo do que a melosa Godsend). Mais surpreendente do que qualquer outra é a música Red Letters, que mostra toda majestade épica de Keith Green. Mais uma vez o quarto membro (invisível) do dc Talk, Mark Heimermann, mostra sua cara no trabalho. Ele brilha como co-produtor e co-escritor na maioria das faixas do álbum, incluindo em The Truth. Nessa faixa, que também faz parte da trilha do filme Arquivo X, o dc Talk não esconde quais são suas crenças: "Eu estou vivendo de acordo com o mover do espírito/ É uma grande experiência de intercessão absoluta."É claro que com um toque sobrenatural