2. OS MANANCIAIS

 Com uma área de aproximadamente 39.868 hectares, a regi�o dos mananciais de Joinville é composta por duas bacias hidrográficas distintas e adjacentes, a do rio Cubatão e seus afluentes com 36.599 ha, e a do rio Piraí com 3.269 ha, onde ainda podemos encontrar água de boa qualidade.

 Nascendo na planície ocidental, nos altos da Serra do Mar, com grande parte dos seus cursos encaixados nos vales da serra, os mananciais são protegidos pela densa vegetação da Mata Atlântica.

 No manancial do rio Piraí, que contribui com cerca de 30 % do volume fornecido para o consumo, a captação é feita bem próximo à base da serra, não havendo ocupação ou uso intensivo das terras a montante. Nesta microbacia n�o s�o verificados grandes problemas ambientais que comprometam a qualidade da �gua. No entanto, o turismo ecol�gico descontrolado, principalmente na regi�o do "Castelo dos Bugres", v�m causando problemas nas trilhas devido ao uso intensivo, tais como processos erosivos e ac�mulo de lixo.

 Os problemas mais graves são detectados na bacia do rio Cubatão, responsável por 70 % do volume tratado. Após descerem as encostas da Serra do Mar, o rio e seus afluentes percorrem uma grande extensão de área plana (planície de inundação) formada por sedimentos aluviais, até chegar ao ponto de captação. Nesta área são desenvolvidas algumas atividades econômicas importantes, como a agricultura e mineração, que são praticadas muitas vezes de forma indevida, causando a degradação dos recursos naturais, não sendo, desta forma, compatíveis com o uso mais nobre que é o fornecimento de água potável para o consumo humano.

 A bacia do rio Cubatão é composta basicamente por três microbacias: do rio Cubatão, do rio Quirirí e do Rio da Prata. A microbacia do rio Quirirí está grande parte localizada no município vizinho de Garuva.

 Existe ainda um terceiro ponto de captação, localizado no rio Motucas, porém o volume captado é pequeno e não existem problemas significativos na pequena área a montante da captação.

 Os citados mananciais, localizados relativamente próximos à área consumidora, são algumas das poucas alternativas de captação com custo reduzido. A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento - CASAN , estima que nos próximos anos novos pontos de captação e estações de tratamento deverão ser instaladas para atender a demanda, utilizando água de pior qualidade e de locais mais distantes, aumentando o custo de tratamento e fornecimento da água.

 Um esforço maior visando a proteção dos recursos hídricos deve então ser realizado, de forma que seja garantido o fornecimento regular da água potável dos mananciais hoje explorados.

 



Carta-Imagem elaborada a partir de imagem digital
do Sat�lite Landsat-TM5, bandas 3, 4 e 5,
de 05 de abril de 1997.

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