DO SONHO À PROJEÇÃO
Capítulo 6
O Processo para o Despertar da Consciência
Devemos compreender que tudo e que realizamos durante o dia tem seu reflexo durante a noite, os desejos não satisfeitos durante o dia são projetados nos sonhos noturnos.
Já vimos que a humanidade dorme, e que se faz necessário Despertar a Consciência, este Despertar deve ocorrer com os Três Fatores da Revolução da Consciência ensinados pelo Mestre Samael Aun Weor.
Durante o dia somos dominados por nossos defeitos e desejos , somos como carros dirigidos por bêbados, e durante a noite isto também ocorre, a diferença é que no mundo físico há o freio da moral, já no astral o que pensamentos e sentimos se projeta em fatos, e nós mostramos como realmente somos.
Vamos dizer que praticamos a projeção astral, como foi explicada no capítulo anterior, nos vemos fora do corpo e saímos flutuando pela rua todo contentes, de repente, no meio do caminho vemos uma bela pessoa do sexo oposto, se somos homens, vemos uma mulher e nos maravilhamos, se somos mulheres, vemos um homem e nos maravilhamos, em ambos os casos esquecemos de nós mesmos, olhamos àquela pessoa e, então, adormecemos, começamos a criar sonhos e mais sonhos...
Se despertássemos, se ficassemos conscientes, veríamos as maravilhas da dimensão desconhecida e descobriríamos os Mistérios da Vida e da Morte.
Porém, o que ocorre é que qualquer coisa nos faz sonhar, sonhamos com as guloseimas da geladeira, sonhamos com a moça bonita, sonhamos com um emprego melhor, enquanto não descartarmos estes sonhos inúteis, não conseguiremos ficar conscientes na dimensão astral.
Ocorre que, durante o nosso dia-a-dia, mesmo que as pessoas acreditem que não, andamos sonhando de olhos abertos, nós andamos como verdadeiros sonâmbulos nas ruas, sonhando com o nosso futuro e com o nosso passado, não vendo a realidade transcedental das coisas, apenas as sombras ilusórias deste mundo, somos prisioneiros da caverna, crendo que conhecemos a realidades mas só vendo sombras, esta é a triste realidade.
Durante o nosso dia-a-dia vamos dormindo profundamente, vamos fascinados pelos nossos desejos, vemos a beleza das coisas e esqueçemos de transformar as impressões, de ver que tudo é meramente passageiro, fugaz, transitório, ou seja, vemos uma casa bonita e nos fascinamos: "O que casa bonita !" e o defeito internamente sente esta ilusão , ou a inveja de quem tem aquela casa, ou um desejo, ele pensa "como seria feliz nela", mas não vemos a realidade ! Isto é horrivel. Desta forma vamos completamente adormecidos e nunca despertaremos, nem aqui, nem no mundo astral.
Diante da casa, devemos ve-la como algo ilusório, sujeito ao tempo, que serve apenas como moradia e nada mais, devemos imagina-la transformando em pó, não nos maravilhar, nunca esquecermos de nós mesmos e ficar em objetos materiais, e, ao sentir o desejo interno, suplicar a Mãe Divina, que é um parte do nosso Ser, assim como o nosso Pai, para que elimine este defeito, da seguinte forma
Mãe Divina! Elimina este defeito! (pedimos mentalmente)
Quando alguém morre, o que que leva deste mundo, Honra? Riquezas? Dinheiro? Beleza? Nada levamos, tudo isto é ilusório e não devemos nos iludir com estas coisas.
Se vemos uma mulher bonita, nos identificamos com ela, o desejo brotará e adormeceremos nossa consciência, qual é a realidade dessa mulher? Como será daqui a 30 anos? Muitas vezes pode ser belíssima por fora e horrível por dentro! O mais importante é o que levamos por dentro, nossos sentimentos, pensamentos, o nosso Ser, o corpo é um mero veículo, um transporte para o nosso Ser. Devemos refletir de maneira objetiva sobre todas as coisas e não nos identificar, cada objeto, cada coisa, tem sua utilidade, porém, quando nos fascinamos começamos a sonhar e viver encima deste sonhos ilusórios.
Muitos acham que dinheiro dá felicidade, porém, a verdade é que o dinheiro é útil, para pagar nossas contas, para compra comida, porém, não dá felicidade. Mas muitos vivem a vida inteira correndo atrás dessa ilusão até que vem a morte mostrando a verdade terrível, porém, já é tarde demais.
Assim, no nosso dia-a-dia devemos ser práticos e deixar de sonhar com as coisas, ver além da ilusão, além das formas ilusórias, e não nos deixar levar por nossos desejos e sonhos, devemos suplicar a morte deles a nossa Mãe Divina no exato momento em que aparecerem.
COMO DISTINGUIR O MUNDO FÍSICO DO MUNDO ASTRAL?
Nos imaginemos numa sala, onde estou falando sobre estes assuntos numa conferência , ou você que me lê, atrás da tela do seu computador, em sua casa, no seu serviço ou em qualquer outro lugar em que me lê.
Bem, primeiramente, você, nós, observamos ou não atentamente o ambiente ao redor?
Certamente que não, nós, adultos, achamos que já conhecemos as coisas, e não as observamos atentamente, as crianças, ao contrário, tem os olhos maravilhados, observando tudo como novidade, observem atentamente as coisas, tocam-nas, procurando compreende-las, saber o que são e como são, nós adultos nos aborrecemos das perguntas infantis e achamos sua curiosidade coisa de criança, porém ali está a consciência se expressando.
O que nos conhecemos de verdade no mundo? Já vimos a alma de uma árvore? Já vimos o Real Ser de alguma pessoa? Já investigamos algo no mundo astral ? Certamente que não! Só conhecemos a casca das coisas, e achamos que conhecemos a realidade.
Ocorre também que nunca estamos no mesmo lugar duas vezes, como certo filósofo grego disse: " É impossível se banhar duas vezes no mesmo rio, pois a água já não é a mesma!"
Isto é uma realidade, a água que estava nas margens do rio a um minuto foram levadas pela correnteza, e agora as que vemos são outras, um ilusão, mas que nos engana!
Assim, dia após dia andamos no mesmo lugar, muitas vezes uma casa é erguida, depois uma árvore é cortada, são colocados cartazes na rua e tirados, as folhas secam, etc. Após varios anos passando no mesmo lugar acreditamos que nada mudou, pois vamos mecanizados, mas se alguém chega com uma foto daquele mesmo lugar a dois anos perceberemos as diferenças e ficaremos espantados.
Devemos ser observadores atentos das mudanças, pois se não percebemos uma árvore cortada, pois passamos pela rua dominados por pensamentos tolos e egóicos, "do que vou fazer", "tenho que ir em tal lugar", e nem sequer percebemos a falta de uma árvore, como perceberemos que estamos no astral?
Um observador atento perceberia: "Aqui existia uma árvore ontem, mas hoje não."
Em seguida se perguntaria:
"Estou no MUNDO FÍSICO ou estou no MUNDO ASTRAL?"
E, finalmente, daria um pulinho a frente com a clara intensão de flutuar no meio circundante.
Se não flutuasse, tudo bem, está no mundo físico, mas, se flutuasse se perceberia de imediato no MUNDO ASTRAL .
Bem, não flutuamos, então continuamos nossa caminhada, digamos que estamos votando para casa, lá pelas cinco horas, vem alguns pensamentos "vou fazer isto amanhã, blá, blá" , o que fazemos? Não nos deixamos enredar por eles, pois aí está o Defeito, o Ego , Morte-em-Marcha: supliquemos a nossa Mãe Divina que o elimine.
Vemos um outdoor com uma mulher atraente, vem o desejo, transformamos a impressão, ela envelhece e virá pó, então suplicamos com força internamente a Mãe Divina para eliminar todo desejo.
Assim os defeitos, os egos vão surgindo, um a um, lá fora, não nos identifiquemos com nada, e por dentro, supliquemos.
Ocorre que o outdoor perdeu um pouco da cor ou rasgou de um dia para o outro, devido a uma chuva , se estivéssemos pensando, ou nos identificássemos com ele, não perceberiamos esta mudança.
Aproveitamos a descida da calçada e damos mais um pulinho, SEMPRE com a intenção de flutuar.
Se flutuamos, estamos em ASTRAL, senão, estamos no mundo físico.
Assim continuamos a caminhada, ao chegarmos perto de casa, o tempo fecha, como nestes tempos loucos de ultimamente, vem nuvens furiosas que surgem do nada e fecham o céu rapidamente.
Se pensamos: "Vai chover", estamos criando um conceito, deveríamos sim refletir "É possível que chova , será isto um fenômeno do mundo físico ou do mundo astral!” E assim, com está pergunta, realizamos novamente o Saltinho.
Devemos ter sempre a desconfiança de que estamos no Astral. Pois se tivéssemos a certeza, despertaríamos todas as noites, o que ainda não ocorre.
Você tem certeza realmente que está no mundo físico? Quando você está dormindo você já se perguntou se estava sonhando? Certamente que não! Então neste exato momento em que me lê você pode estar no mundo astral, sonhando, como você pode ter certeza que não? Para comprovar se está no mundo físico ou no mundo astral, o que fazer? Dê um saltinho.
O que fazemos no Mundo físico repercute no Mundo astral, assim, ao trabalhar para o Despertar aqui, despertaremos no mundo astral, de repente, no meio dos nossos sonhos veremos algo inusitado, não cairemos em fascinação, refletiremos e indagaremos, “Será que estou no mundo físico ou no mundo astral?” Realizaremos o pulinho com a intenção de flutuar e o resultado sera o Despertar da Consciência no mundo astral.
Despertando no meio do sonho poderemos realizar viagens astrais conscientes.
OUTRA MANEIRA DE DIFERENCIAR O FÍSICO DO ASTRAL
É aconselhável fazer o máximo de pulinhos diários, porém, para dar resultado, sempre da forma consciente explicada acima. Desta forma estamos aproveitando inteligentemente as diferenças entre o Físico e o Astral.
Muitos, porém, trabalham, e não podem ficar pulando e nem sair para ir ao banheiro toda a hora, pois o saltinho deve ser algo discreto, como no caso em que se aproveitou a calçada para efetuar o pulinho. O próprio Mestre Samael Aun Weor nos conta que, ao entrar num escritório foi recebido por uma dama, ele olhou tudo atentamente e de repente viu na mesa uma borboleta de plástico de voava. Ele refletiu: "Este fenômeno não pode ser natural do mundo Físico, só pode ser um fenômeno do mundo Astral!". Em seguida pediu licença a dama, e, estando sozinho no jardim, efetuou o saltinho e pode se ver flutuando no Astral.
Num caso que não pudéssemos sair, no caso no trabalho ou numa reunião, o que faríamos quando percebemos algo diferente?
Aproveitamos o fato de conhecermos outra diferença entre o físico e o astral: a elasticidade do corpo astral.
No astral, de forma diferente do físico, não existe a matéria condensada, assim o corpo pode ser esticado ou contraído. Ao perceber, por exemplo, numa reunião, um novo documento, estranho e que nunca vimos, sendo distribuído, reflitamos, e puxemos um dos nossos dedos com o objetivo de o alongar, fazendo a mesma pergunta mentalmente : ESTOU NO MUNDO FÍSICO OU NO MUNDO ASTRAL!
Se estiver no físico, nada ocorrerá, mas se o dedo se alongar, despertará no Astral.
AO DESPERTAR NO ASTRAL
Ao Despertar no Astral, devemos suplicar a nossa Mãe Divina ou ao nosso Pai que está em secreto que nos leve aonde possamos obter conhecimento, podemos:
Suplicar e Orar a Mãe divina ou ao Pai que nos leve a Igreja Gnóstica.
Invocar um Mestre e realizar a conjuração (o que será visto em um capítulo posterior )
Visitar qualquer lugar no Mundo (uma cidade, um país, um amigo distante)