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| Soneto aos Escritores Eu cago, incontinente, na cabe�a Desses a quem chamamos escritores, Que julgam, a si mesmos, provedores De uma arte, que a mim n�o interessa. Eu escarro nos seus escritos brilhantes, Poetas, cronistas, bund�es literatos, Por mim, que apodre�am com seus ornatos, Que as tra�as lhes corroam os semblantes. Para mim, senhores, mais nada importa... J� n�o quero ser bom, se nasci torto. Se essa estrada minha se faz mais torta, N�o h� disfarce, rem�dio ou conforto Pra minha mediocridade invejosa: Que fodam-se todos, em verso e prosa! Rio, 09/08/2001 |
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