Carregando imagem...
V
                    
Soneto aos Escritores

Eu cago, incontinente, na cabe�a
Desses a quem chamamos escritores,
Que julgam, a si mesmos, provedores
De uma arte, que a mim n�o interessa.

Eu escarro nos seus escritos brilhantes,
Poetas, cronistas, bund�es literatos,
Por mim, que apodre�am com seus ornatos,
Que as tra�as lhes corroam os semblantes.

Para mim, senhores, mais nada importa...
J� n�o quero ser bom, se nasci torto.
Se essa estrada minha se faz mais torta,

N�o h� disfarce, rem�dio ou conforto
Pra minha mediocridade invejosa:
Que fodam-se todos, em verso e prosa!


Rio, 09/08/2001
m
Xclique para ouvir
Hosted by www.Geocities.ws

1