ENTREVISTA COM O SONATA ARCTICA
SONATA ARCTICA: Marko Paasikoski, Tony Kako, Jani Liimatainen, Tommy Portimo, Welbert Rabelo (METAL BRASIL), Daniel Leite (Tradutor) e Mikko Härkin.


        Inicialmente, inspirado no STRATOVARIUS, o SONATA ARCTICA vem conseguindo se firmar e ter personalidade própria em suas músicas. Para tanto, o conjunto se tornou uma das grandes revelações da Finlândia, cujo país, nos últimos anos, vem contribuindo para o Heavy Metal com grandes nomes, como NIGHTWISH e SENTENCED. No ano de 2002, a banda, que hoje é composta por Tony Kakko (vocal), Jani Liimatainen (guitarra), Marko Paasikoski (baixo), Tommy Portimo (bateria) e Mikko Harkin (teclados), trouxe o Silence Tour para o Brasil. Nesta passagem pelo Brasil, o SONATA ARCTICA veio parar na Capital Federal. Assim, a METAL Brasil, aproveitando a passagem do grupo, através da METAL YEARS, conseguiu uma breve entrevista, onde eles fazem um resumo de toda a história da banda. Confiram os melhores momentos...

      Como surgiu a oportunidade de tocar pela primeira vez no Brasil? O que vocês estão achando do público brasileiro?

       Jani Liimatainen: Na verdade, não sei como essa oportunidade apareceu. Era para termos tocado aqui em setembro do ano passado, mas saímos em turnê com o GAMMA RAY. Então, nós decidimos vir este ano. Até agora o público tem sido legal, mas nós temos tido muitos problemas técnicos. As pessoas são muito legais, mas as coisas não funcionam... (risos).

      A cada álbum, a banda vem evoluindo, tanto musicalmente como nas composições. Vocês acreditam que a turnê no ano passado ao lado do STRATOVARIUS e do RHAPSODY contribuiu para que os membros do SONATA ARCTICA ficasse mais coeso?

      Jani Liimatainen:
Para mim foi meio estranho no começo... Eu conheço o trabalho do Kai Hansen desde do Keeper of the Seven Keys, do HELLOWEEN e, para mim, ele é um dos padrinhos e influência da música que tocamos. Foi muito estranho dividir o mesmo público com o GAMMA RAY, sendo tão legal quanto com o STRATOVARIUS. Daí, eu me pergunto: "O que virá depois? O IRON MAIDEN?" (risos gerais). Na verdade, eu nunca conseguiria tocar com eles de tão nervoso Foi inacreditável!!! Eu pessoalmente sou tão jovem. Tenho apenas 21 anos e o Kai Hansen tem quarenta e qualquer coisa, o dobro da minha idade e tanta experiência, o que nos ensinou bastante. Ele é um músico e compositor tão conhecido, além de bom vocalista e muito gente boa.

   Vocês recentemente fizeram uma turnê com o GAMMA RAY na Espanha. Como foi tocar ao lado de um dos ícones do heavy metal?

       Jani Liimatainen:
Sim, claro! Ficamos mais confiantes, pois quanto mais você faz algo, você se torna mais habilidoso. Como nós tocamos o ano todo nessa turnê, acabamos melhorando... (risos). Nós começamos entender melhor a nossa música, nossos fãs, o que nós queríamos fazer e o que deveríamos estar fazendo. Daí, quando voltamos ao estúdio, notamos a diferença... Quando fizemos o primeiro álbum, não tínhamos tanta experiência e, essa turnê com o STRATOVARIOUS, foi uma verdadeira escola para nós. Aprendemos o que fazer e, principalmente, o que não fazer (risos). Com certeza, isso aparece no álbum Silence e agora que estamos fazendo a turnê deste disco, estamos aprendendo algumas coisas que devem ser notadas no próximo trabalho.

       Quais os planos para o futuro? Vocês já tem idéia quando ficará pronto o novo álbum e qual a linha musical a ser seguida?

       Jani Liimatainen:
Na verdade, não temos tido muito tempo para trabalhar no próximo disco porque temos feito muitos shows nesta turnê. Devemos voltar para a Finlândia no fim desta turnê. Em seguida, iremos tocar na Rússia e alguma coisa na Suécia. Somente após, iremos pensar no próximo álbum, provavelmente em setembro ou outubro estaremos em estúdio gravando. O álbum deve estar pronto no final do ano e ser lançado no início de 2003. No momento, temos duas músicas gravadas que não saíram no Silence, mas devem ser lançadas de alguma maneira, como single ou parte do próximo disco. Essas duas músicas são bem diferentes do que fizemos até agora, por isso não sabemos se o próximo álbum será mais parecido com elas ou com o Silence, mas esperamos que essa evolução musical notada desde o primeiro disco continue aparecendo. (N.R.: Vocês irão gravar no Finnvox Studios?) Não, iremos gravar no mesmo estúdio dos trabalhos anteriores. Na verdade, o estúdio dele. (N.R.: aponta para o sósia do Obelix que acompanhava a banda. Fato comentado na hora... Então a banda irá gravar no estúdio do Obelix?) (risos gerais).

       No início, a banda se chamava TRICKY BEANS e tocava até Pop Rock. O que foi que aconteceu que vocês mudaram de nome e de estilo musical?

       Jani Liimatainen:
Quando começamos, fazíamos covers de tudo, de SPIN DOCTORS até MEGADETH (risos). Daí, começamos a tocar músicas próprias e bem diferentes do que tocamos hoje, mas foi um começo. "Letter to Dana" foi uma das primeiras músicas que escrevemos, ele era bem diferente do que é hoje. Quando ouvimos o álbum Visions do STRATOVARIUS, ficamos bastante empolgados e percebemos que esse era tipo de som que queríamos fazer. Então, passamos a tocar vários covers do STRATOVARIUS em cidades próximas e acabamos chegando até aqui... (risos). Com o tempo, percebemos que o nome TRICKY BEANS não tinha nada haver com o nosso novo som, passamos, então, a usar SONATA ARCTICA.

       Vocês estão lançando o álbum ao vivo Songs of Silence - Live in Tókio. Como foram os shows no Japão que originou este novo trabalho?

       Jani Liimatainen:
Assustador!!! Nós nunca tínhamos gravado ao vivo antes. Então, a atmosfera estava muito tensa. No final, acabou dando tudo certo, mas tivemos alguns problemas: o Tony ficou doente durante esta viagem ao Japão. Ele teve febre e uma gripe muito forte. Assim, seus vocais não estavam tão bons o quanto deveria. Sem dúvida, não é o melhor que podemos fazer ao vivo. Não estou querendo justificar o álbum, nós gostamos muito do disco também. Talvez se não tivesse sido tão estressante, tivesse saído melhor.   

Por Welbert Rabelo.
Brasília/DF, 23/03/02

Retirada do site Metal Brasil

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