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Inicialmente, inspirado
no STRATOVARIUS, o SONATA ARCTICA vem conseguindo se firmar e ter
personalidade própria em suas músicas. Para tanto,
o conjunto se tornou uma das grandes revelações da
Finlândia, cujo país, nos últimos anos, vem
contribuindo para o Heavy Metal com grandes nomes, como NIGHTWISH
e SENTENCED. No ano de 2002, a banda, que hoje é composta
por Tony Kakko (vocal), Jani Liimatainen (guitarra), Marko Paasikoski
(baixo), Tommy Portimo (bateria) e Mikko Harkin (teclados), trouxe
o Silence Tour para o Brasil. Nesta passagem pelo Brasil, o SONATA
ARCTICA veio parar na Capital Federal. Assim, a METAL Brasil,
aproveitando a passagem do grupo, através da METAL YEARS,
conseguiu uma breve entrevista, onde eles fazem um resumo de toda
a história da banda. Confiram os melhores momentos...
Como surgiu a oportunidade
de tocar pela primeira vez no Brasil? O que vocês estão
achando do público brasileiro?
Jani Liimatainen:
Na verdade, não sei como essa oportunidade apareceu. Era
para termos tocado aqui em setembro do ano passado, mas saímos
em turnê com o GAMMA RAY. Então, nós decidimos
vir este ano. Até agora o público tem sido legal,
mas nós temos tido muitos problemas técnicos. As pessoas
são muito legais, mas as coisas não funcionam... (risos).
A cada álbum, a banda
vem evoluindo, tanto musicalmente como nas composições.
Vocês acreditam que a turnê no ano passado ao lado do
STRATOVARIUS e do RHAPSODY contribuiu para que os membros do SONATA
ARCTICA ficasse mais coeso?
Jani Liimatainen: Para mim
foi meio estranho no começo... Eu conheço o trabalho
do Kai Hansen desde do Keeper of the Seven Keys, do HELLOWEEN e,
para mim, ele é um dos padrinhos e influência da música
que tocamos. Foi muito estranho dividir o mesmo público com
o GAMMA RAY, sendo tão legal quanto com o STRATOVARIUS. Daí,
eu me pergunto: "O que virá depois? O IRON MAIDEN?"
(risos gerais). Na verdade, eu nunca conseguiria tocar com eles
de tão nervoso Foi inacreditável!!! Eu pessoalmente
sou tão jovem. Tenho apenas 21 anos e o Kai Hansen tem quarenta
e qualquer coisa, o dobro da minha idade e tanta experiência,
o que nos ensinou bastante. Ele é um músico e compositor
tão conhecido, além de bom vocalista e muito gente
boa.
Vocês recentemente fizeram uma turnê
com o GAMMA RAY na Espanha. Como foi tocar ao lado de um dos ícones
do heavy metal?
Jani Liimatainen:
Sim, claro! Ficamos mais confiantes, pois quanto mais você
faz algo, você se torna mais habilidoso. Como nós tocamos
o ano todo nessa turnê, acabamos melhorando... (risos). Nós
começamos entender melhor a nossa música, nossos fãs,
o que nós queríamos fazer e o que deveríamos
estar fazendo. Daí, quando voltamos ao estúdio, notamos
a diferença... Quando fizemos o primeiro álbum, não
tínhamos tanta experiência e, essa turnê com
o STRATOVARIOUS, foi uma verdadeira escola para nós. Aprendemos
o que fazer e, principalmente, o que não fazer (risos). Com
certeza, isso aparece no álbum Silence e agora que estamos
fazendo a turnê deste disco, estamos aprendendo algumas coisas
que devem ser notadas no próximo trabalho.
Quais os planos para
o futuro? Vocês já tem idéia quando ficará
pronto o novo álbum e qual a linha musical a ser seguida?
Jani Liimatainen:
Na verdade, não temos tido muito tempo para trabalhar no
próximo disco porque temos feito muitos shows nesta turnê.
Devemos voltar para a Finlândia no fim desta turnê.
Em seguida, iremos tocar na Rússia e alguma coisa na Suécia.
Somente após, iremos pensar no próximo álbum,
provavelmente em setembro ou outubro estaremos em estúdio
gravando. O álbum deve estar pronto no final do ano e ser
lançado no início de 2003. No momento, temos duas
músicas gravadas que não saíram no Silence,
mas devem ser lançadas de alguma maneira, como single ou
parte do próximo disco. Essas duas músicas são
bem diferentes do que fizemos até agora, por isso não
sabemos se o próximo álbum será mais parecido
com elas ou com o Silence, mas esperamos que essa evolução
musical notada desde o primeiro disco continue aparecendo. (N.R.:
Vocês irão gravar no Finnvox Studios?) Não,
iremos gravar no mesmo estúdio dos trabalhos anteriores.
Na verdade, o estúdio dele. (N.R.: aponta para o sósia
do Obelix que acompanhava a banda. Fato comentado na hora... Então
a banda irá gravar no estúdio do Obelix?) (risos
gerais).
No início, a banda
se chamava TRICKY BEANS e tocava até Pop Rock. O que foi
que aconteceu que vocês mudaram de nome e de estilo musical?
Jani Liimatainen:
Quando começamos, fazíamos covers de tudo, de SPIN
DOCTORS até MEGADETH (risos). Daí, começamos
a tocar músicas próprias e bem diferentes do que tocamos
hoje, mas foi um começo. "Letter to Dana" foi uma
das primeiras músicas que escrevemos, ele era bem diferente
do que é hoje. Quando ouvimos o álbum Visions do STRATOVARIUS,
ficamos bastante empolgados e percebemos que esse era tipo de som
que queríamos fazer. Então, passamos a tocar vários
covers do STRATOVARIUS em cidades próximas e acabamos chegando
até aqui... (risos). Com o tempo, percebemos que o nome TRICKY
BEANS não tinha nada haver com o nosso novo som, passamos,
então, a usar SONATA ARCTICA.
Vocês estão
lançando o álbum ao vivo Songs of Silence - Live in
Tókio. Como foram os shows no Japão que originou este
novo trabalho?
Jani Liimatainen:
Assustador!!! Nós nunca tínhamos gravado ao vivo antes.
Então, a atmosfera estava muito tensa. No final, acabou dando
tudo certo, mas tivemos alguns problemas: o Tony ficou doente durante
esta viagem ao Japão. Ele teve febre e uma gripe muito forte.
Assim, seus vocais não estavam tão bons o quanto deveria.
Sem dúvida, não é o melhor que podemos fazer
ao vivo. Não estou querendo justificar o álbum, nós
gostamos muito do disco também. Talvez se não tivesse
sido tão estressante, tivesse saído melhor.
Por
Welbert Rabelo.
Brasília/DF, 23/03/02
Retirada
do site Metal
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