5.
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*Nosso Alforje*
Em tiracolo numa longa viagem Está sempre em nossos ombros Às vezes carregado de assombros Outras da leveza da acetinagem
Conduzimos sementes variadas Plantamos em terrenos férteis Outras em pedregulhos inférteis O fruto depende das adubadas
Caso o espinho sangre na mão inábil Não culpe a natureza tão perfeita Mas, a falta de tato na espreita Por não usar carinho colhedor hábil
Quantas estradas nós temos a trilhar Com tantos desvios, tantas erupções Na obscuridade oculta dos vulcões A perplexidade vive a nos beirar
No alforje conduzimos amor e ódio Tristezas, alegria, dor e solidão Sucessos, fracassos, abdicação Sabor de adocicado com sódio
Na insanidade de nós herdeiros Desta terra planeta de mistérios Destruída com lentidão e critérios A lágrima tem na face seu canteiro
Somos da própria vida alienígena Estrangeiros do saberes incultos Rendo-me ao Céu por meus indultos E ao amor de nascimento rurígena
E absolvição por fazer do amor Minha ilusão de sonho facundo Minha fantasia quase moribunda Meu estandarte, canto multicor.
Sogueira
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