RCP

Matéria publicada no jornal "O estado de São Paulo" de 17 de agosto de 2000 ref.:David Brown – THE WASHINGTON POST

Técnicas para reanimação serão simplificadas nos EUA

Objetivo é evitar que leigos não se sintam despreparados em casos de acidentes.

Os procedimentos para a reanimação cardiopulmonar básica estão sendo modificados para tornar as tentivas de salvamento mais simples, mais eficazes e mais fáceis de serem ensinadas.

A partir do próximo ano, o curso-padrão de reanimação, oferecido pela Associação Americana do Coração, não mais instruirá as pessoas a procurarem o pulso antes de aplicar as compressões em quem estiver inconsciente, sem respiração ou imobilizado. As pessoas que se recusam a executar respiração boca-a-boca têm a opção de fazer apenas compressões no peito. O objetivo é fazer com que os salvadores em potencial – que já hesitam em fazer uso dos procedimentos de reanimação – não tenham a sensação de que são incapazes de ajudar uma pessoa em perigo.

O curso básico de reanimação, feito por 2,4 milhões de americanos nos últimos dois anos, será reduzido para 2 horas – atualmente são necessárias de 3 horas a 3 horas e meia. O ensinamento e a divulgação dos novos procedimentos enfatizarão a importância da disseminação cada vez mais generalizada dos dispositivos automáticos para aplicar choques no coração conhecidos como desfibriladores.

Hoje, de cada 100 pessoas que sofrem parada cardíaca fora de um hospital, apenas 5 sobrevivem. A Associação do Coração acredita que poderá aumentar esse índice para 20% se mais pessoas aprenderem as técnicas e houver mais disponibilidade de disfibriladores externos automatizados, que analisam o ritmo cardíaco e podem provocar um choque adequado.


Vale lembrar que essas mudanças alteram o protocolo para leigos, fazendo-se 15 compressões para cada duas repirações, havendo ou não a presença de duas pessoas socorrendo.

Hoje em dia fazemos 15 compressões a cada duas repirações, checando os sinais a cada 4 ciclos, quando sozinhos ou;

fazemos 5 compressões a cada respiração, checando os sinais a cada 10 ciclos, quando em dupla.

Isso tudo nos leva a perguntar:

Se nos Estados Unidos, nos últimos dois anos 2,4 milhões de pessoas têm o curso da AHA, só 5% das vítimas de PCR fora de hospitais têm a "sorte" de se safarem, qual será a taxa brasileira, onde não se encontra defibriladores em locais públicos e às vezes nem em hospitais ?


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