Sociedade dos Protestantes Mortos
... uns foram torturados, nao aceitando o seu livramento, para alcan�arem uma melhor ressurrei�ao: e outros experimentaram escarnios e a�oites, e ate cadeias e prisoes. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de pele de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados.
(Homens dos quais o mundo nao era digno)... 
Hebreus 11:35-38
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������                                                                           � PASTORCENTRISMO

          O pastoreio � uma das fun��es ministeriais mais sublimes que o Senhor Jesus Cristo deixou para o bom andamento de sua Igreja. De todos os of�cios eclesi�sticos citados na B�blia como; presb�tero, evangelista, di�cono e outros, posso dizer sem medo e incoer�ncia textual que o pastoreio � um dos mais preciosos; o pr�prio Senhor Jesus comparou-se a� �um bom pastor, que d� a vida pelas suas ovelhas.Jo 10:11.
          A B�blia diz que devemos seguir o exemplo de Cristo nas boas obras, e isto deve ser algo observado principalmente por aqueles que s�o chamados para guiar o seu povo. Infelizmente tem sido um desastre a observ�ncia de tais caracter�sticas por parte de alguns pastores. H� na B�blia uma s�rie de qualidades que identificam um homem chamado para o pastoreio, mas elas n�o t�m sido observadas. N�o estamos mais encontrando pastores nem um pouco indulgentes, ou seja: clementes, misericordiosos e tolerantes.
          Tais desacordos eclesi�sticos me fizeram lembrar de um fato ocorrido com um irm�o no principio de 2003. Este irm�o conta que dois anos ap�s a sua convers�o em 1991, sentira o desejo de cooperar na obra do Mestre. Iniciou ent�o um per�odo de ora��es pedindo ao Esp�rito uma confirma��o dos seus anseios; tal resposta veio atrav�s do seu ent�o pastor e desde aquele instante tem feito a obra do Senhor com dedica��o. Ao longo do tempo vieram saberes e experi�ncias das mais variadas poss�veis; foram treze anos fazendo a obra de Deus entre alegrias, tristezas, frustra��es, e � claro, muitos frutos.� M�s em 2003, uma dessas tristezas vieram com uma dose de for�a que este irm�o n�o conseguiria suportar; levando-o ent�o passar por problemas psicossom�ticos. A causa de seus males foram anseios espirituais frustrados, pois pela terceira vez fora anulada a consagra��o do seu oficio diaconal. Mais acredite, ele n�o fizera nada que fosse suficientemente justific�vel o ato de anula��o praticado pelo seu ent�o pastor; o que se sabe � que o irm�o fora ao templo central no dia marcado, para receber a t�o esperada consagra��o. Chegando ao templo foi orientado a sentar-se com sua esposa em lugares que estavam reservados para os consagrando. Logo ap�s acomodar-se, vendo o pastor da regi�o onde fora apresentado, saiu para cumpriment�-lo; os dois tiveram alguns minutos de conversa, mais o pastor omitiu a anula��o da consagra��o deste irm�o. Resumindo; tudo havia terminado; e a consagra��o n�o veio; o ch�o foi tirado de debaixo dos seus p�s, e o que � pior, fora exposto ao rid�culo diante de quase tr�s mil pessoas dentro daquele templo. Tais l�deres n�o foram indulgentes com este irm�o, n�o foram clementes, misericordiosos; mais foram arbitr�rios e desp�ticos, n�o dando direito de resposta as prov�veis raz�es que tinham contra ele. O irm�o entrou em um estado psicol�gico e emocional chamado pela psiquiatria de "depress�o maior". Foram longos tr�s anos de uma decad�ncia que atingiram todos os lados de sua vida. Agora medite um pouco sobre este epis�dio singular, ocorrido na vida de um servo de Deus, e, responda para si mesmo.
          O que nosso Salvador e Mestre faria, se ele estivesse no lugar daquele pastor regional? Ser� que Ele daria ouvido a tais fal�cias? O Senhor legiferaria sob o irm�o de forma t�o arbitraria e antecipada?
          N�o! Claro que n�o! O Senhor Jesus � justo juiz.
Is33.22.
          Nossos pastores precisam voltar-se para Cristo e aprender dele as verdadeiras qualidades contidas no car�ter de um pastor - "Se � que o mesmos realmente tem o chamado para tal minist�rio!"- Urge dizer que, n�o basta apenas ter um curr�culo invej�vel de experi�ncias acumuladas ao longo dos anos em fun��es diaconais, presbit�rio, coordena��o, diretoria, administra��o disto ou daquilo. N�o se reconhece qualquer minist�rio na vida de um homem atrav�s de experi�ncias vividas em fun��es ou administra��es eclesi�sticas. Mais h� quem diga "Fulano realmente tem chamado para ser um pastor, porque ele j� foi di�cono por alguns anos e um bom presb�tero dirigindo a congrega��o tal; por isso o pastor regional gostou muito do seu trabalho e o levou a evangelista; logo, logo ele ser� um pastor"- "Meu Deus quanta ignor�ncia b�blica e espiritual!"  A lideran�a eclesi�stica faz mal uso da B�blia, interpretando ou fazendo uma eisegese� do texto que se encontra em
Ef�sios4.11:

        
"E ele mesmo concedeu uns para ap�stolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres".�
         
          Os mesmos dizem que, atrav�s deste texto de Paulo, Deus, deixa algo impl�cito - Uma escala hier�rquica - ou seja: Todos os que almejam o episcopado devem come�ar a partir do diaconato,para que a ordem na igreja possa ser mantida. Por favor, n�o me interprete mal quem estiver lendo este artigo. Claro que eu n�o discordo de que �com o passar do tempo, foi nescess�rio que as comunidades eclesi�sticas se organizassem, estabelecendo suas regras estatut�rias com a finalidade de manterem a ordem interna. �
          Mais em se tratando de uma interpreta��o contextual; ao lermos o verso 12 entenderemos que este responde o verso 11, quando Paulo registra que Ele (Jesus), deixou tais minist�rios tendo em vistas, n�o essa
AUTORIDADE [Do lat. Auctoritate], que traz o sentido de: Direito ou poder de se fazer obedecer, de dar ordens; Poder atribu�do a algu�m; dom�nio ou superioridades ministeriais; Mais sim AUTORIDADE indicando: Permiss�o, autoriza��o, tomar decis�es, direito de a��o, Influ�ncia, prest�gio; cr�dito, Indiv�duo de compet�ncia indiscut�vel em determinado assunto; e partindo desta realidade enunciada visando o "aperfei�oamento" dos santos para o "desempenho do seu servi�o", para a "edifica��o" do corpo de Cristo.                  Paulo enfatiza duas coisas importantes neste texto, edifica��o (instru��o, educa��o, ensino, informa��o)e aperfei�oamento (refinamento, melhoramento, apuro) moral e espiritual.
          Ent�o quando Paulo registra em alguns textos acerca de sua autoridade, apenas est� nos fazendo entender a extens�o ou amplitude de sua atua��o ministerial e espiritual; levando em considera��o o que o texto ensina acerca de tais minist�rios. Por isso Paulo diz: �

          "
Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos conferiu para edifica��o e n�o para destrui��o vossa n�o me envergonharei." 2Cor�ntios10:8.
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          Paulo n�o est� falando de um dom�nio, como alguns, cheios de arrog�ncia andam preceituando por ai, dizendo;
eu fa�o, eu mando, eu tiro, eu coloco, eu excluo, eu fa�o o que quero por que eu sou o pastor.                          Observe que o "eu" vem sempre na frente; logo, eu tomo a liberdade de criar esta forma ling��stica chamando esse mal de Pastorc�ntrismo; fazendo uma analogia ao egocentrismo, ou seja, homens considerando o seu pr�prio eu como o centro de todo interesse, acham que tudo deve estar centralizado neles; obreiros inchados com o seu pr�prio ego, cheios de vaidade e orgulho, s�o homens pretensiosos e oportunistas, fazendo uso do nepotismo para proporcionar benef�cios a si mesmos. O irm�o Judas chama tais obreiros de:

       
"Rochas submersas, que em vossas festas de fraternidade, se banqueteiam juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem �gua impelidas pelos ventos; �rvores em plena esta��o dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas." Judas 1:12 .

         
Se fossemos classificar alguns destes grupos de obreiros, usando termos b�blicos, o chamar�amos de, "Fariseus hip�critas". E se Paulo estivesse conosco nestes dias, com certeza parafrasearia nosso Senhor, quando em certa ocasi�o foi de encontro aos fariseus dizendo:
         
           "Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque fechais o reino dos c�us diante dos homens; pois v�s n�o entrais, nem deixais entrar os que est�o entrando!"
           "Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, est�o cheios de rapina e intemperan�a!"
           "Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um pros�lito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que v�s!"
          "Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente est�o cheios de ossos de mortos e de toda imund�cia!"
          " Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque dais o d�zimo da hortel�, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justi�a, a miseric�rdia e a f�; dev�eis, por�m, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!"
          "Ai de v�s, escribas e fariseus, hip�critas, porque devorais as casas das vi�vas e, para os justificar, fazeis longas ora��es; por isso, sofrereis ju�zo muito mais severo!"
.Mateus 23.
         
          Em minhas medita��es sempre h� uma infinidade de questionamento em rela��o a tais obreiros. Ser� que eles s�o t�o superiores ao ponto de n�o pecarem? - Permita-me um pouco de sarcasmo! -  Ser� que eles s�o anjos disfar�ados de pastores?... Ops! Desculpem-me, eu me esqueci que em nosso meio pastor se escreve com letra mai�scula, por ser um nome t�o sagrado; afinal de contas eles s�o os representantes de Deus no meio de seu povo "Os anjos da igreja", logo s�o inquestion�veis, n�o dados ao erro, e, claro, os �nicos capazes de interpretar os ensinos morais e espirituais da b�blia de forma infal�vel. Ali�s, seria bastante sugestivo trocar o t�tulo deste artigo:
PASTORCENTRISMO, por, PAPASTORISMO.
          O nosso Cristo, nunca demonstrou arrog�ncia ou atitudes desp�ticas; nunca agiu com parcialidade, ou mesmo mostrou ser irasc�vel; mas sempre se manifestou com mod�stia e democracia; sempre atuou com imparcialidade e serenidade.
          Todos n�s, como servos de Deus, sem distin��o de fun��es ou t�tulos eclesi�sticos, mas como apenas membros de sua Igreja santa, dever�amos vistoriar os nossos atos e palavras, para ver se encontramos alguma combina��o com os princ�pios ensinados pela B�blia. Mais se descobrirmos algo discrepante ou resistente a tais princ�pios, busquemos ent�o seguir o que o Ap�stolo Jo�o em sua primeira carta escreveu exortando os da sua �poca dizendo:

        
"Aquele que diz que permanece nele, esse deve tamb�m andar assim como ele andou.1 Jo�o 2:6 RA.

          Este ensinamento � altamente relevante e significativo para os nossos dias como igreja, mais ele est� entrando no que eu posso chamar de obsoleto. Mais eu fico a pensar  - Ser� que alguns ensinos b�blicos tornam-se realmente obsoletos?! -
          �Sigamos os ensinos dos nossos Ap�stolos e aqueles que nosso pr�prio Salvador nos deixou, para que nunca venhamos a ser pegos pelo diabo em nossos caminhos espirituais e morais.�

                                                                                                                                       
EX TOTO CORDE.
                                                                                                                                         
C�cero de Sousa.
                                                                                                                                              13/01/007� ���������
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