Sociedade dos Protestantes Mortos
... uns foram torturados, nao aceitando o seu livramento, para alcan�arem uma melhor ressurrei�ao: e outros experimentaram escarnios e a�oites, e ate cadeias e prisoes. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de pele de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados.
(Homens dos quais o mundo nao era digno)... 
Hebreus 11:35-38
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                                        A SOCIEDADE E A REFORMA - Continua�ao...
                       
         
          Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso �tico do voto evang�lico, conforme o sum�rio de propostas defendidas na Confer�ncia da AEVB (Alian�a Evang�lica Brasileira)(8): 

I. O voto � intransfer�vel e inegoci�vel. Com ele o crist�o expressa sua consci�ncia como cidad�o. Por isso, o voto precisa refletir a compreens�o que o crist�o tem de seu Pa�s, Estado e Munic�pio; 

II. O crist�o n�o deve violar a sua consci�ncia pol�tica. Ele n�o deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um l�der da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra dire��o; 

III. Os pastores e l�deres t�m obriga��o de orientar os fi�is sobre como votar com �tica e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitar� transformar o processo de elucida��o pol�tica num projeto de manipula��o e indu��o pol�tico-partid�rio; 

IV. Os l�deres evang�licos devem ser l�cidos e democr�ticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar � organizar debates multipartid�rios, nos quais, simult�nea ou alternadamente, representantes das correntes partid�rias possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econ�mica e ideol�gica que caracteriza a igreja evang�lica no Brasil imp�e que n�o sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que � criminoso) e de dividir a comunidade; 

VI. Nenhum crist�o deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar crist�o evang�lico. Antes disso, os evang�licos devem discernir se os candidatos ditos crist�os s�o pessoas l�cidas e comprometidos com as causas de justi�a e da verdade. E mais: � fundamental que o candidato evang�lico queira se eleger para prop�sitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denomina��o evang�lica. � �bvio que a igreja tem interesses que passam tamb�m pela dimens�o pol�tico-institucional. Todavia, � mesquinho e pequeno demais pretender eleger algu�m apenas para defender interesses restritos �s causas temporais da igreja. Um pol�tico de f� evang�lica tem que ser, sobretudo, um evang�lico na pol�tica e n�o apenas um "despachante" de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o crist�o estar� defendendo a Igreja.

VII. Os fins n�o justificam os meios. Portanto, o eleitor crist�o n�o deve jamais aceitar a desculpa de que um evang�lico pol�tico votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benef�cios para a igreja, sejam r�dios, concess�es de TV, terrenos para templos, linhas de cr�dito banc�rio, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da pol�tica haja acordos e composi��es de interesse, n�o se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostitui��o da consci�ncia crist�, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expans�o da causa evang�lica. Jesus Cristo n�o aceitou ganhar os "reinos deste mundo" por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.

VIII. Os votos para Presidente da Rep�blica e para cargos majorit�rios devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das for�as partid�rias por detr�s de tais candidaturas que, no Brasil, s�o, em extremo, determinantes; n�o em fun��o de "boatos" do tipo: "O candidato tal � ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano n�o vai dar nada para os evang�licos"; ou ainda: "O beltrano � bom porque dar� muito para os evang�licos". � bom saber que a Constitui��o do pa�s n�o d� a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Al�m disso, � v�lido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, t�m a inten��o de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na dire��o de um candidato com o qual estejam comprometidos. 

IX. Sempre que um eleitor evang�lico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evang�lico � �timo, mas seu partido n�o � o que eu gosto", � compreens�vel que d� um "voto de confian�a" a esse irm�o na f�, desde que ele tenha as qualifica��es para o cargo. Entretanto, � de bom alvitre considerar que ningu�m atua sozinho, por melhor que seja o irm�o, em quest�o, ele dificilmente transcender� a agremia��o pol�tica de que � membro, ou as for�as pol�ticas que o ap�iem. 

X. Nenhum eleitor evang�lico deve se sentir culpado por ter opini�o pol�tica diferente da de seu pastor ou l�der espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no �mbito pol�tico-partid�rio, a opini�o do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidad�o, e n�o como uma profecia divina.  

8. O protestantismo � a religi�o que mais cresce no mundo, segundo dados estat�sticos. Alicer�ado nessas informa��es, quais as causas desse crescimento? Explique. 


          Segundo fontes fidedignas, o crescimento do protestantismo � inferior ao do islamismo, portanto, n�o � o protestantismo a 'religi�o' de maior expans�o; contudo, o crescimento do n�mero de freq�entadores nos templos protestantes � bastante relevante e, este fato deriva-se principalmente de:

a) avan�o da propaga��o do evangelho -> Internet, r�dio, TV, peri�dicos, etc - segundo dados (9) em 1975, no Brasil o tempo di�rio de programa��o religiosa em televis�o aberta era de 1h10', hoje igrejas j� possuem canais 24h di�rias;

b) aumento da bancada 'evang�lica' na pol�tica -> infelizmente, muitos est�o vendo nesta estat�stica a possibilidade de fazerem da 'Igreja' um trampolim pol�tico;

c) crescimento do com�rcio 'gospel' -> muitos 'artistas' que perderam a fama no meio secular est�o projetando no 'protestantismo' a possibilidade de voltarem � m�dia e refazerem seus patrim�nios;

d) convers�es em massa -> n�o podemos deixar de mencionar o acr�scimo que o Senhor t�m dado a igreja aqueles que h�o de se salvar.  

9. Na sua concep��o o que precisa ser feito para extinguir os parasitas ambiciosos que enchem os templos hoje, n�o no intuito de propagar o evangelho, e sim, tirar proveito dos fi�is? 


Em suma, praticar a Palavra:

1CO 5:11 - Mas agora vos escrevi que n�o vos associeis com aquele que, dizendo-se irm�o, for devasso, ou AVARENTO, ou id�latra, ou maldizente, ou beberr�o, ou roubador; com o tal nem ainda comais.

1TM 3:2 e 3 - Conv�m, pois, que o bispo seja... n�o dado ao vinho, n�o espancador, n�o COBI�OSO DE TORPE GAN�NCIA, mas moderado, n�o contencioso, N�O AVARENTO;

TT 1:11 - Aos quais conv�m tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que n�o conv�m, por TORPE GAN�NCIA.

1PE 5:2 - Apascentai o rebanho de Deus, que est� entre v�s, tendo cuidado dele, n�o por for�a, mas voluntariamente; nem por TORPE GAN�NCIA, mas de �nimo pronto.

Notas

1. Lib. de Sum. Pont. Praef. s�c. II. edi��o de Praga, 1721  
2. Cardeal Bar�nio, Annal. ad Ann. 553. n. 224  
3. Eck Euchiridion. De Ecclesia e tejus autoritate etc.,  
4. card. Hosius, de Expresso verbo Dei, p. 623. Edit. 1584  
5. Exerc�cios Espirituais, traduzidos do latim e prefaciados por Wiseman, p. 180. Londres, 1847 
6. Dominico Babes in Secundum Scundae Hom. Q. I. Art. X, Concil. II, 521. Venet 1587  
7. Revista Defesa da F�, n� 40. 
8. Fonte: AEvB - http://www.aevb.com.br/votoetico.htm - "Dec�logo do voto �tico"
9. http://br.geocities.com/celogomes/dados.htm
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