| Sociedade dos Protestantes Mortos | |||||||||||||||||||||
| ... uns foram torturados, nao aceitando o seu livramento, para alcan�arem uma melhor ressurrei�ao: e outros experimentaram escarnios e a�oites, e ate cadeias e prisoes. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de pele de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados. (Homens dos quais o mundo nao era digno)... Hebreus 11:35-38 |
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| ����� �������������������������� ARCA DA ALIAN�A ����� �������� "Uma amea�a � Igreja de Cristo" Eis a� um dos objetos f�sicos que causam mais fasc�nio do que qualquer outro j� mencionado na B�blia. Um grande mist�rio paira sobre este "utens�lio sagrado". A Arqueologia questiona a exist�ncia de tal objeto dizendo que ele � mais m�tico do que real. "N�o existem evid�ncias concretas a respeito dela. A Arca n�o pode ser um objeto de procura da arqueologia, a mesma � assunto para historiadores b�blicos", afirma o arque�logo israelense Israel Finkelstein, autor de A B�blia Desenterrada[1]. No entanto, "muitos arque�logos procuram evid�ncias atrav�s de seus achados para dar respostas � sua pr�pria f�. Qualquer vest�gio � analisado com o desejo de encaix�-los nos relatos b�blicos", diz o historiador Andr� Chevitarese, da UF do Rio de Janeiro.[2] Mas o caso � que ainda hoje tais objetos usados pelos antepassados dos Israelitas causam um estranho fasc�nio a todos os segmentos religiosos; inclusive os Pentecostais e Neopentecostais. Tal fasc�nio � intensificado nos olhos de cientistas, arque�logos, religiosos, protestantes e n�o protestantes, quando os estudos e as buscas s�o direcionados para os materiais do sagrado Templo do Israel antigo. Encontrar a arca da alian�a seria uma grande descoberta; e porque n�o dizer, a maior de todas j� feita pela humanidade; e � claro, segundo uma mat�ria de revista, para alguns seria a "prova incontest�vel da exist�ncia de Deus". Mas porqu� encontr�-la seria uma grande amea�a para o povo que se diz servos do Senhor Jesus? Ora a resposta � quase que autom�tica, a pr�tica da "Idolatria". Algumas comunidades evang�licas j� est�o causando o maior embara�o e confus�o em torno de alguns dos objetos usados no antigo templo (objetos estes que s�o apenas c�pias dos verdadeiros) e algumas outras bobagens tiradas de costumes pag�os impregnados em nossa cultura. Segundo alguns relatos, o �pice da un��o e do poder em algumas igrejas que convidam estes pregadores e mestres do movimento re-judaizante � o momento em que o Shofar[3] � tocado, pois segundo os iniciados, "a un��o � muito grande por saberem que o som do instrumento � a pr�pria voz de Deus falando". Conseq�entemente naquele momento, alguns entrando em �xtase espiritual ou "emocional", come�am a gritar e pular ou fazer os mais diversos gestos corporais, enquanto outros choram muito e falam em "l�nguas estranhas", e ainda outros se espatifam pelo ch�o "arrebatado". O problema � saber com exatid�o, por quem est�o sendo arrebatados. Segundo a experi�ncia de um amigo, que participara de um culto destes, com perplexidade relatava tal absurdo dizendo: "em um desses cultos o ato foi consumado com chave de ouro, onde os crentes passavam por debaixo da bandeira de Israel, significando a renova��o de sua alian�a com Jav�". Agora diante desta realidade, imagine a p�ndega que a massa evang�lica n�o faria em torno de um achado dessa amplitude! Uma das coisas mais �nfimas a que ocorreria seria dividirem as (igrejas, templos, denomina��es, congrega��es, sinagogas ou casas), ou como voc� quiser considerar, em dois "compartimentos", onde um deles seria o lugar reservado para a arca ou "santo dos santos". Tal lugar seria propositadamente atr�s dos altares, que seriam separados por cortinas ou v�us. Ah!... N�o devemos nos esquecer que as cortinas teriam lindos desenhos de anjos e querubins de asas estendidas. �A esta sala seria permitida a entrada do pastor ou l�der da denomina��o somente, levando talvez, os pedidos de ora��es do pov�o, as cartas para Deus, fotos de parentes e outras "besteiras" para serem depositados aos p�s da "Arca da Alian�a", e que s� seriam retirados ap�s Deus ter ouvido a ora��o e os pedidos dos crentes. Se eu usar um pouco mais de ousadia nesta minha conjectura, posso at� imaginar um pastor de uma destas congrega��es, quando em pleno culto, pregando uma mensagem, sobresteve[4] dizendo: "Queridos irm�os acabo de ouvir a voz de Deus, terradosuldaar�bia... ... (supostas l�nguas estranhas), Ele est� me chamando l� atr�s, pois me diz neste momento, terradomantodasprovas... ..., que ouviu os pedidos de ora��o depositados nos p�s de sua arcaaa! iii, aaai, sssss, uuuiiii, terrademist�rio!!!...". Neste momento o �xtase toma conta do povo enquanto o pastor adentra as cortinas para falar com o seu suposto "Deus". Ao retornar com os pedidos de ora��o, o pastor diz com muita propriedade que falou com Deus e que o viu em uma coluna de fogo por cima da arca da alian�a! Ap�s ter relatado "tamanha experi�ncia de santidade e poder" dentro daquele lugar reservado, lan�a logo os seus chav�es em altos brados repetitivos dizendo: Adore! Adore! Adore! Receba! Receba! Receba! Deus te ouviu! Deus te ouviu! Deus te ouviu! Ent�o, j� cansado e suado, para terminar, d� aquele sopro pelo microfone, estende as m�os para o povo cair, roda o palet� e d� uns pulos! E assim, conclu�do esta etapa primeira, o ciclo se reiniciaria novamente em um outro dia de culto. ����� Muitos que lerem este artigo sabem que eu n�o estou satirizando ou sendo sarc�stico, ou at� mesmo fazendo um tempestade num copo d'�gua falando de coisas que j� n�o sejam conhecidas, pois o descaramento e o descomedimento s�o patentes em muitos lugares por onde passamos; principalmente no que diz respeito aos objetos que fazem parte da liturgia evang�lica. Com certeza voc� j� deve ter ouvido falar dos convites alardeado por alguns, chamando o povo para irem em busca dos ramos de arruda santa, �gua ou pedrinhas do rio Jord�o, rosas len�os e fitas ungidos, sess�es do descarrego, terapia do amor, fogueira santa, chaves de Davi e outros "amuletos evang�licos". Alguns desses vaidosos e cheios de sofismas[5], se defendem dizendo que est�o apenas usando meios para incentivar a f� dos crentes, para que possam alcan�ar a ben��o. Entretanto eu n�o consigo encontrar outro meio de identificar tal atitude que n�o seja como "idolatria camuflada e cheia de engodo". Torno tamb�m, imediatamente necess�rio clamar contra o movimento re-judaizante; que eu considero como um grupo de "cegos espirituais destitu�dos da Gra�a de Cristo", pois os mesmos andam tentando invadir todos os segmentos evang�licos, e, cheios de malicia e perspic�cias buscam incutir na mente dos irm�os uma inova��o doutrin�ria maldita. Procuram adaptar ao nosso "Evangelho da Gra�a" os ritos, leis e costumes do antigo concerto entre Deus e Israel. Diante deste quadro espiritual ca�tico e impregnado de sofismas eu s� tenho que me lembrar das palavras de Paulo: "Mas, se o nosso evangelho ainda est� encoberto, � para os que se perdem que est� encoberto, nos quais o deus deste s�culo cegou o entendimento dos incr�dulos, para que lhes n�o resplande�a a luz do evangelho da gl�ria de Cristo, o qual � a imagem de Deus" {2Co 4.3,4}. Lembremo-nos tamb�m das palavras do Senhor, o nosso Mestre maior, ensinando certa vez aos seus disc�pulos dizendo: "Como n�o compreendeis que n�o vos falei a respeito de p�es? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus". "Ent�o, entenderam que n�o lhes dissera que se acautelassem do fermento de p�es, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus".{Mt 16.11,12}. Agora pense um pouco comigo... Ser� que alguns do nosso meio est�o entrando em um n�vel de gra�a maior que n�o estamos conseguindo acompanhar, como andam afirmando uns entre muitos? Se essas pessoas agem assim diante de um objeto como um simples chifre de carneiro e uma bandeira, imagine a problem�tica que ter�amos em m�os se algum arque�logo conseguisse achar a ?arca perdida do Santo dos Santos!?. Imagine o tamanho deslocamento da massa evang�lica do mundo inteiro, saindo em peregrina��o ao local de exposi��o da arca da alian�a, com a justificativa de "buscar um contato mais pr�ximo com Deus" e "Buscar por��o dobrada de poder" etc, etc, etc! Se a adora��o ao nosso Jesus vem sendo substitu�da nos cultos por adora��o a anjos e berrantes feitos de chifres de carneiro, ent�o o nosso Deus soberano seria substitu�do com muita facilidade, por uma simples c�pia da arca da alian�a. Eu percebo que o que vem ocorrendo � uma falta de percep��o espiritual de muitos l�deres, em n�o conseguirem conceber o n�vel profundo de desgra�a em que muitos do nosso meio evang�lico v�m caindo. Sutilmente a idolatria e o paganismo tomam os seus lugares de honra em nossas igrejas evang�licas. O povo evang�lico engana-se ao pensarem que nunca chegaremos a cometer o mesmo erro que a Cat�lica Romana empreendera no passado, culminando neste ajuntamento idol�trico que s�o hoje. N�o nos enganemos achando que estamos livres de males t�o prof�cuos para o diabo. Sejamos s�brios e prudentes, buscando sempre e em todo tempo analisar tudo, para que possamos reter o que � bom para o nosso crescimento e edifica��o espiritual. N�o nos esque�amos que coisas acontecer�o nos �ltimos dias, que se poss�vel, enganar�o at� os pr�prios escolhidos de Deus. Se continuarmos dando tamanha liberdade a esses movimentos que vem ocorrendo em nosso meio, o futuro da igreja do Senhor Jesus estar� correndo s�rios riscos de apostasia espiritual e teol�gica. N�s, os l�deres, pastores e te�logos que se sentem com um s�rio compromisso com a verdade, n�o podemos ficar omissos diante deste quadro, como se estiv�ssemos em cima de um muro vendo a vida e o tempo passar; pelo contr�rio devemos abrir as nossas bocas e com voz de arauto bradarmos com coragem contra essas "mentiras com pitadas de verdade". Devemos ter intrepidez para seguirmos desmascarando esses falsos mestres, falsos pregadores e falsos pastores que deturpam e sujam a santa ortodoxia b�blica com seu sectarismo profano.� Vigiemos, pois, para que o nosso advers�rio n�o nos pegue desprevenidos. EX TOTO CORDE |
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| ������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������C�cero de Souza. | |||||||||||||||||||||
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| [1]Aventuras na Hist�ria Edi��o 44 2007 Ed. Abril. | |||||||||||||||||||||
| [2]Aventuras na Hist�ria Edi��o 44 2007 Ed. Abril/ pg.28. | |||||||||||||||||||||
| [3]Instrumento feito do chifre do carneiro que emite sons como o de uma trombeta. | |||||||||||||||||||||
| [4] N�o prosseguir, parar, deter-se. | |||||||||||||||||||||
| [5]Argumento aparentemente v�lido, mas, na realidade, n�o conclusivo, e que sup�e m�-f� por parte de quem o apresenta; fal�cia, silogismo er�stico. | |||||||||||||||||||||