A Aposta
Disclaimer
1: Os personagens não são meus. São da JKR.
Disclaimer
2: Nem a história é minha. É da simpática vanityfair. Só estou
traduzindo.
Capítulo
2 – Hermione
Por três
dias inteiros Hermione pensou em insistir para o professor Snape cumprir sua
parte da aposta, alguma coisa além de admitir que “a Srta. Granger é a que
tem a menor probabilidade de me matar.” No início ela rejeitou a idéia. Ela
era, afinal, a melhor pessoa aqui. Ela podia ver que seu orgulho havia levado um
bom golpe mesmo por sua admissão forçada, e além do mais ela ganhou o direito
de perguntar qualquer coisa que quisesse durante a aula.
“Eu
estive pensando sobre as propriedades da dama-da-noite. Como ela pode ser o
ingrediente principal para uma poção como a poção de animação, sendo
utilizada como um estimulante, e nesta que estamos preparando, sendo utilizada
para induzir ao sono?”
Ele se
virou e olhou para ela. Ela podia sentir a frustração mal contida e a raiva
por trás de seus olhos, mas ele não a assustava – isso desde o final de seu
quarto ano e além do mais, Poções a fascinava, com ou sem um professor
rabugento. Por um momento parecia que ele ia responder, mas então ele parou.
“Eu não
sei, Srta. Granger,” ele falou entre os dentes cerrados, e ela tentou imaginar
a quantidade de força de vontade que custou a ele para dizer estas três
palavras. “Mas talvez você queira fazer uma pesquisa sobre o assunto. Eu
espero meio metro sobre o assunto para amanhã.”
Hermione
não se importou com o trabalho extra, ela encontrou a informação facilmente
na biblioteca e o assunto se provou ser muito interessante. Entretanto, após a
quarta tarefa, ela mudou de idéia.
“Senhor,
os NEWTs começam em duas semanas. Eu não tenho tempo para escrever outra redação
nesta semana,” ela protestou após a aula.
“Talvez
você se lembre disto antes de levantar sua mão e perguntar outra coisa
irritante,” ele falou rispidamente para ela.
“Isto
é injusto! Você não está cumprindo sua parte da aposta!”
“É
claro que estou. Eu concordei em chamá-la toda as vezes que você levantasse
sua mão e eu tenho feito isso. Seu braço deve estar muito melhor, embora que
com todas essas redações extras , talvez não,” ele disse zombando, uma
expressão de presunção e satisfação em seu rosto.
Então
ele pensa que venceu? Bem, ele nunca havia cruzado o caminho de Hermione
Granger. Ele se certificaria de que ele se arrependeria do dias em que fez
aquela aposta idiota com ela. Embora primeiro, ela precisasse se um empurrãozinho.
Ela precisaria fazer algumas pesquisas, mas por sorte, esta era uma de suas
especialidades. Ela não tinha certeza do que estava procurando, mas ela estava
aberta para qualquer idéia. O que ela realmente precisava era alguma coisa
embaraçosa, mas não conseguia pensar em uma forma sutil de colocar uma
pergunta destas, tipo “Por favor, professora McGonagall, o professor Snape já
ficou zangado, tirou suas vestes, e dançou nas estufas cantando árias
italianas para as mandrágoras? E se já, você tem alguma evidência, digamos
uma gravação em vídeo disto?” Então ela tentou a segunda melhor coisa.
“Professora
McGonagall, eu queria conversar com você sobre o professor Snape,” ela disse,
cercando a mulher mais velha quando ela saiu da sala de aula a caminho do almoço
no Salão Principal. Ela olhou para Hermione seriamente.
“Ai, o
que ele fez agora?” Perguntou McGonagall.
“Oh,
nada fora do comum,” Hermione mentiu. Ela não contou sobre a aposta, ela não
queria ser uma dedo-duro, e ela teve a distinta impressão de que a professora
de Transfiguração não aprovaria e iria dar um basta em seu plano.
“Eu
estou apenas preocupada, porque ele nunca sorri ou parece se divertir.”
“Você
está bastante apegada a ele recentemente, não?” McGonagall fez um som de
desaprovação. “Primeiro o nomeou Professor do Mês e agora isto; eu lhe
asseguro, Srta. Granger, que o professor Snape está perfeitamente bem, se não
um pouco mal-humorado. Ele sempre foi assim, embora como você deixou de reparar
nisto está além de mim.”
Hermione
pôde ver que a mulher mais velha ainda guardava mágoas por ter sido passada
para trás no Dia de Apreciação do Professor. Ela teria de se redimir de
alguma maneira, talvez um presente no Banquete de Despedida, com um bilhetinho
dizem quem realmente é sua professora favorita.
“Então
ele nunca fica feliz?” Ela perguntou desanimada.
“O único
momento em que ele chega próximo de uma iteração humana agradável é quando
ele exagera no Ogden, e isto acontece principalmente porque ele está bêbado
demais para pensar em coisas inteligentes e cruéis para dizer. Ele fala um
idioma diferente, minha querida, mas uma vez que você o aprende, você pode
reconhecer quando ele pensa bem de alguma coisa ou alguém. Mas é melhor você
permanecer fora do caminho dele.”
“Sim,
senhora,” ela disse, assentindo com a cabeça em concordância, mas ela não
tinha planos de fazer isto. Então Snape falava em um idioma diferente? Bem, ela
sinceramente esperava que ele entendesse chantagem.
Parada do
lado de fora da porta dele no dia seguinte, Hermione respirou fundo e contou até
dez. Ela levou hora e cada miligrama de coragem existente nela para se convencer
a continuar com o plano. Ela apenas esperava estar chutando certo e que suas
suspeitas de que Snape ocasionalmente bebia a ponto de entrar em um tal estupor
que não se lembrava do que fez na manhã seguinte se provasse correto.
‘Eu
posso fazer isto, eu posso fazer isto,’ era o mantra que ela estava recitando.
Ela não voltaria atrás. Finalmente se sentindo pronta, ela entrou em seu
escritório sem bater, avançou até a mesa dele, e atirou um grande envelope
nela.
“O que
significa isto, Srta. Granger,” o professor Snape sibilou.
“Eu
tenho alguma coisa pela qual o senhor possa estar interessado, senhor,” ela
disse com frieza. Uma mão permanecia em cima do envelope, enquanto ela
enterrava as unhas na palma da outra. Onde estava a coragem Grifinória quando
ela precisava? Se ela podia lidar com Lucius Malfoy e Bellatrix Lestrange, então
com certeza ela poderia lidar com Snape, não poderia?
“Eu
sinceramente duvido disto, a menos que você tenha a redação que eu lhe
designei ontem pronta. Três metros sobre os usos do fio de cabelo de unicórnio
em poções experimentais?” Ele disse alcançando o envelope. Ela o tirou de
seu alcance.
“Eu não
vou fazer esta redação,” ela respondeu. Ele levantou a sobrancelha para ela
e fez uma carranca.
“Não
vai?” Ele disse em um tom que claramente indicava ameaça.
“Não,
não vou. Você sabe perfeitamente bem que não existe material suficiente para
escrever um metro sobre este assunto, que dirá três!” A carranca
desapareceu, substituída por um pequeno e malévolo sorriso.
“Então
o que, diga-me, você quer, Srta. Granger?” Ela respirou fundo e olhou para
ele direto nos olhos.
“Quero
que você cumpra sua parte na aposta.”
“Creio
que já discutimos isto. Eu lhe chamo durante as aulas como combinamos.”
“Não
isto. Seu pequeno pronunciamento na hora do jantar na outra noite não foi o que
combinamos. Era para você anunciar que eu sou a melhor aluna que você já
teve, não a que ‘tem a menor probabilidade de te matar com uma poção
desastrosa,’” ela discutiu. A carranca retornou e ela enterrou suas unhas
mais fundo na palma da mão para impedir que tremesse.
“Este
é o maior cumprimento que eu já dei para algum estudante,” ele discutiu.
“Acredito
em você, mas não é o suficiente. Estou preparada, entretanto, para fazer uma
concessão.”
“E o
que seria?” Ele perguntou.
“Você
não precisa fazer o pronunciamento no Salão Principal, apenas para a classe
dos NEWTs do sétimo ano. Contanto que Malfoy ouça.” Isso vai arrancar o
sorriso sarcástico de seu rosto arrogante, ela pensou.
“E se
eu recusar?”
“Eu
pensei que você tivesse honra, Snape.”
“É professor
Snape para você, e de onde você tirou essa idéia?”
“Não
tenho certeza agora, mas isso não vem ao caso,” ela disse.
“Já
estou me cansando disto, Srta. Granger, então quanto antes você chegar ao
ponto melhor,” ele zombou.
“Eu
tenho aqui algumas lembrancinhas da festa de Natal dos funcionários do ano
passado,” ela disse, esperando que ele pegasse a idéia sem ela precisar falar
tudo.
“E?”
“E,
elas mostram um professor Snape muito feliz cantando ‘Os 12 Dias de
Natal.’”
“O
que?” Seu rosto pálido ficou mais branco ainda, a ponto de Hermione pensar
que podia ver cada uma de suas veias. “Não faço idéia do que você está
falando.”
“Você
deveria cortar o Firewhiskey, se me permite dizer, senhor. Especialmente se isto
lhe faz fazer coisas das quais não se lembra.”
“Onde
você as arranjou?” Ele perguntou, apontando para o envelope.
“Isto não
importa. O que importa é que eu as tenho. Sua reputação como um disciplinador
estrito vai sofrer um grande abalo com os alunos cantarolando músicas de Natal
baixinho, eu imagino.”
“Cinqüenta
pontos da Grifinória por chantagear um professor, Srta. Granger. Você me
surpreende,” ele disse e ela sabia que ele estava tentando ganhar o controle
da situação. Ela não poderia fraquejar agora, ela precisava permanecer forte.
“Tenho
certeza de que meus colegas de casa vão entender a perda dos pontos quando eles
virem isto,” ela disse, tirando o envelope de cima da mesa e se dirigindo para
a porta. Ela não havia dado cinco passo antes de ele a chamar de volta .
“Espere.”
Ela parou. “Você tem razão, é justo.”
“Amanhã,
então,” ela disse, se virando para ele. Ele acenou com a cabeça brevemente.
“Saia
de minha vista, Srta. Granger.” Ela obedeceu alegremente, quase dando pulinhos
pelos corredores.
“Por
que você está tão alegra?” O retrato de George, O Repulsivo perguntou com
uma careta quando ela subia as escadas em direção a Torre da Grifinória.
“Eu
acabei de ganhar uma aposta,” ela respondeu com um sorriso.
.:oOo.oOo:.
Ela mal
podia esperar por Poções na manhãs seguinte, e ela chegou lá antes de todo
mundo, sentou-se dez minutos antes dos outros alunos chegarem. O professor Snape
assaltou a sala de sua maneira usual, e as instruções para a poção do dia
apareceram na lousa com um pequeno movimento de seu punho.
“Hoje nós
vamos preparar a Poção Mentira,” ele disse calmamente. “Alguém pode me
dizer quais são as propriedades desta particular poção?” O rosto de
Hermione se fechou. Ele a derrotou novamente.
“Sr.
Finnegan?” Snape perguntou.
“Ela
faz com quem a beba diga mentiras, senhor,” Seamus respondeu.
“Correto.
E por que, Srta. Granger, alguém iria querer uma poção destas?” Ele
perguntou, um sorriso sarcástico no rosto. Ela cerrou os punhos por baixo da
mesa.
“Eles a
tomariam se quisessem evitar falar a verdade, por exemplo, se a verdade fosse
muito dolorosa para ser admitida,” ela disse, estreitando os olhos.
“Esta
é uma razão. Alguma outra?” Um silêncio pesado caiu na sala, enquanto os
alunos tentavam se lembrar se haviam lido alguma coisa sobre isso ou se era uma
daquelas questões onde eles tinham que ‘pensar’ sobre o assunto e concluir
a resposta. Quando ninguém respondeu depois de alguns minutos, Snape começou a
tirar pontos.
“Cinco
pontos da Grifinória. Pode pensar em alguma outra razão, Sr. Potter?”
“Se
alguém fosse um espião, poderia tomá-la para evitar ser pego,” Harry disse
de forma acusatória.
“Você
tem lido muitos romances medíocres, Sr. Potter, e não o suficiente de seu
livro. Menos cinco pontos para a Grifinória,” Snape disse, olhando feio para
ele. “Alguém tem uma resposta inteligente? Ninguém? Um metro e meio
sobre o assunto para a próxima aula com exemplos propícios. Agora comecem,”
Ele vociferou.
Uma hora
mais tarde, Hermione havia terminado a poção. Apagando o fogo, ela deu uma
ultima mexida no líquido verde sombrio.
“Vamos
ver o que você fez,” Snape disse, se dirigindo para a mesa de trabalho dela.
Ele cheirou com desdém e engarrafou um pouco da poção. Ela quase não notou,
tão rápido que ele foi ao adicionar alguma coisa nela. E então o verde da poção
ficou um tom mais escuro, quase impossível de detectar, mas ela viu.
“Todo
mundo, prestem atenção. Apenas um gole fará com que as próximas coisas que
eu diga sejam mentiras. E eu fosse beber o frasco todo então eu não
conseguiria falar a verdade até a próxima semana.” Ele tomou um gole do
frasco, enquanto todo mundo aguardava em expectativa. Ele olhou para Hermione.
“A
Srta. Granger é a melhor aluna que eu já tive,” ele disse e então se virou
para Neville. “Sr. Longbottom é um grande aluno em Poções e o Sr. Potter é
meu aluno favorito.” Ele pausou e colocou a poção em cima da mesa.
“Acho
que funcionou,” Hermione ouviu Seamus sussurrar para Dean. “Ele certamente não
acredita em nada do que ele acabou de dizer.”
“Parece
que você preparou a poção corretamente,” Snape deu um sorriso sarcástico.
“Dois pontos da Grifinória, entretanto, a cor está um pouco diferente.
Classe dispensada.” O silêncio da sala foi quebrado por barulhos altos dos
alunos do sétimo ano correndo para juntar suas coisas e sair, para que eles
pudessem conversar adequadamente sobre o que haviam acabado de testemunhar.
Hermione ficou para trás, esperando até que todos tivessem saído antes de se
aproximar de Snape, que voltara para sua mesa.
“Muito
esperto de sua parte, senhor,” ela disse. Ele olhou para ela.
“Obrigado,
Srta. Granger.”
“Eu só
tenho uma pergunta.”
“Só
uma? Que extraordinário.” Ela ignorou a alfinetada. Ela já havia se
acostumado com isso com o passar dos anos.
“Por
que você colocou alguma coisa na minha poção para arruiná-la? Você estava
com medo de que não poderia admitir que eu sou a melhor aluna que você já
teve?” Ela perguntou.
“Não
faço idéia do que você está tagarelando.”
“É
apenas que se isto não fosse uma mentira então você não conseguiria dizer
isto, é assim que a Poção Mentira funciona. Então você colocou alguma coisa
na minha para arruiná-la, assim você poderia fingir que estava mentindo.”
“Você
está sugerindo que eu arruinei uma poção feita para eu mentir para que eu
pudesse mentir? Acho que você sobrecarregou seu cérebro, Srta. Granger. Isso não
faz sentido. Além do mais, quando suas poções foram alguma coisa além de
perfeitas?”
“Isto
foi um elogio?”
“Não.”
“De
qualquer forma, de volta ao assunto...”
“Que
era?”
“Que
você realmente acha que eu sou a melhor aluna que você já teve, por isso você
teve que arruinar minha poção para poder dizer isso. Isto apenas pareceu uma
mentira, mas, na verdade, a poção não funcionou por isso você pode dizer a
verdade. E a verdade é que você acha que eu sou a melhor aluna que você já
teve.”
“Você
precisa ser tão cansativa? É realmente tão importante assim pra você saber
que você é a melhor aluna que eu já tive? Será que ajuda saber que você é
a aluna mais irritante, tendo batido Potter e Longbottom nisso? O que tal a mais
teimosa e obstinada? Ou incômoda? Você nunca pára de nos tirar do assunto com
suas perguntas, você escreve mais do que eu mando, como se ler sobre o mesmo tópico
ano após ano trinta vezes será de alguma maneira diferente e emocionante em
sua escrita, e o acima disso tudo, você me corrige na frente da classe porque
eu não andei lendo os últimos manuais de Poções. Você acha que eu tenho
tempo para ler tudo o que existe sobre a aquisição dos bicórnios?”
Ela olhou
para ele em descrença, enquanto ele fazia este discurso bombástico e furioso
em sua frente.
“Então
você realmente acha que eu sou a melhor aluna que você já teve?” Ela
perguntou timidamente. Ela achou que ele havia dito isto, mas ela não tinha
certeza, havia tanta frustração descarregada depois disso. Ele suspirou e
beliscou a ponte do nariz com os dedos.
“Sim,
Srta. Granger, você é a melhor aluna que eu já tive.”
“Obrigada,
senhor.”
“Não
fiz por prazer.”
“Eu
sei, mas isto torna tudo muito mais especial,” ela disse sorrindo para ele.
Ele balançou a mão, dispensando-a.
“Mais
uma coisa.”
“O que
agora?” Ele resmungou, fazendo uma careta para ela.
“Eu
apenas queria te dar isto,” ela disse, entregando uma plaqueta para ele. Ele a
pegou, uma expressão de surpresa passando por seu rosto. “Aí diz Mês de
Apreciação do Professor de Hogwarts, professor Severus Snape, ‘O melhor
professor que Hogwarts já teve!’”
“Eu sei
ler,” ele retrucou bruscamente. “É algum tipo de brincadeira?”
“Não.
Eu apenas cheguei à conclusão de que não era uma má idéia afinal, embora a
professora McGonagall estivesse um tanto chateada de não ter sido a primeira
escolhida. Eu falei para os alunos do sexto ano para manter esta tradição,
talvez ela vença no próximo ano,” ela explicou. Ele olhou para ela e os
cantos de sua boca se curvaram em um pequeno sorriso.
“Talvez
sim, talvez não.”
“Quer
apostar nisto, senhor?” Ela perguntou, com um sorriso travesso.
“Não,
Srta. Granger, não quero,” Ele disse sério, mas Hermione reparou que as
alfinetadas normais haviam sumido de sua voz. Ela se virou para sair, parando na
porta.
“Parabéns,
senhor,” ela disse, antes de sair.
A.N.:
Rosas são vermelhas,
Violetas são azuis.
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Eles são a minha luz.