A Aposta
por Vanityfair
tradução de Ângela Danton
Disclaimer
1: Os personagens não são meus. São da JKR.
Disclaimer
2: Nem a história é minha. É da simpática vanityfair. Só estou
traduzindo.
Capítulo
1 – Snape
Ele
reparou que ela havia levantado a mão de novo. Ele pensou em ignorá-la,
testando sua paciência e resistência muscular, mas então mudou de idéia; ele
sabia que ambos eram ilimitados. E embora ela não ficasse mais balançando o
braço daquele jeito irritante de seu primeiro ano, ele sabia que ela não ia
abaixá-lo até que ele a chamasse.
“Sim,
Srta. Granger?” Ele perguntou. Ele franziu a testa para ela da maneira de
costume, sabendo que isto também ia ser ignorado. Ele temia aquele momento
quando o medo de um aluno se transformava em desrespeito. Isto normalmente
ocorria nos dois últimos anos, mas, para seu azar, Hermione Granger progrediu
em relação a isto também; ela deixou de temê-lo em seu terceiro ano em
Hogwarts.
“É
sobre aquilo que você escreveu sobre onde adquirir pó de bicórnio, bem é
que...” ela hesitou.
“O que,
Srta Granger?” Ele perguntou de maneira brusca. Ele começou a calcular
mentalmente quantos pontos ele poderia deduzir sem sofrer a ira de Minerva
McGonagall.
A garota
parecia mortificada e murmurou alguma coisa inaudível. Com sua paciência se
esgotando, ele se aproximou a passos largos da mesa que ela dividia com Weasley
e a encarou.
“Por
favor, compartilhe com o resto da classe. Estamos todos esperando por seu
conhecimento infinito,” ele disse, sua voz não estava mais zangada, mas sim
doce e macia de sarcasmo. Ela pareceu ficar afrontada por seu tom de voz e com
desânimo ele percebeu que em vez de murchá-la como ele havia pretendido, ela
havia inflado sua confiança.
‘Malditos
Grifinórios e sua coragem,” Ele pensou, quando ela levantou sua cabeça e o
olhou nos olhos.
“Está
incorreto, senhor. Você escreveu na lousa que bicórnios podem ser encontrados
na Bretanha, mas eles só existem na Rússia e no Peru. Esta é uma das razões
do pó de bicórnio ser um ingrediente de Poções tão caro” ela disse.
Ele a
olhou com surpresa, e então seu sangue começou a ferver. Instintivamente, ele
buscou sua varinha antes de se lembrar que azarar um estudante era um ato
repreensível.
“De
toda a arrogância e impertinência... Apenas porque de vez em quando eu te
acuso de ser uma sabe-tudo insuportável, não significa que eu realmente
acredite que você saiba tudo,” ele rosnou. “Vinte pontos da Grifinória por
sua séria falta de respeito e falha ao ler o texto que eu determinei.”
“Mas,
senhor,” ela protestou.
“E
detenção hoje a noite,” Ele adicionou por boas medidas. “Todo mundo, de
volta ao trabalho!”
Todas as
cabeças na sala relutantemente se voltaram para seus caldeirões quando ele
marchou pelas fileiras. Ele podia ouvir Malfoy e seus amigos fazendo piadinhas
sobre a humilhação dela e ele podia ver Weasley tentando consolar a garota.
Ele reparou que seu rosto estava vermelho e havia duas pequenas lágrimas
escorrendo pelas suas bochechas, caindo em sua poção.
“Volte
ao trabalho, Weasley,” ele brigou, parando em frente a mesa deles mais uma
vez.
“Seu
choramingo é imaturo e nada atrativo, Srta. Granger. Você vai arruinar sua poção
se continuar a chorar dentro dela, e eu odiaria vê-la falhar na sua tarefa de
hoje em adição ao que você já realizou neste período,” ele disse em voz
baixa, mas de forma brusca. Ela não retornou seu olhar penetrante, mas enxugou
seus olhos nas mangas de sua veste, de maneira desafiadora.
Ele se
endireitou e retornou para sua mesa, sentindo-se triunfante. Ele colocou Granger
em seu devido lugar e com menos dez pontos da Grifinória, a Sonserina ia passar
à frente. Ele parecia certo de que conseguiria encontrar mais dez pontos para
tirar em algum lugar. Hoje era um bom dia, apesar de tudo.
.:oOo.oOo:.
Ele
passou o resto do dia pensando em coisas para dar para a Srta. Granger fazer
durante a detenção. Ele pensou em fazê-la fazer alguma coisa vil, como
esfregar caldeirões sem magia ou limpar a sala de troféus, mas no fim chegou
à conclusão de que se quisesse fazê-la aprender sua lição ela teria de ser
forçada a confrontar sua conduta.
“Você
escreverá uma redação de dois metros sobre os perigos do orgulho arrogante.
Você definirá o que é, analisará e dará exemplos, incluindo o seu de hoje
na aula. É isto que você fará durante a detenção. Você escreverá outra
redação, de seis metros, sobre as propriedades do pó de bicórnio para me
entregar na terça,” ele disse para ela aquela noite.
“Mas,
professor, os N.E.W.T.s estão chegando e eu preciso fazer revisão!” Ela
protestou.
“Ainda
faltam três semanas! E você devia ter pensado nisso antes de sua pequena exibição
hoje na aula.”
“Eu
afirmo o que disse, senhor.”
Sua contínua
teimosia o deixou sem palavras. Ele zombou, escarneceu e a humilhou em frente de
todos os seus colegas. Ele tirou pontos, deu uma detenção, e mesmo assim ela
continuava acreditando que ela estava correta e ele errado.
“Eu
ensino Poções desde antes de você ter nascido, sua garota insolente,” ele
cuspiu as palavras, “Você realmente acha que de alguma maneira você conhece
mais sobre ingredientes do que eu?”
“Não
senhor,” ela respondeu.
“Muito
bem.” Ele se virou para sair de perto dela para deixá-la trabalhar,
suspirando alto quando escutou ela falar novamente.
“Mas eu
acho que seu material está desatualizado.” Ele se virou rapidamente para ele,
suas vestes esvoaçando ao seu redor.
“Está
me chamando de velho?” Ele perguntou.
“Não...
não quis dizer isso... eu...,” ela se esforçou para responder. A gagueira
dela o acalmou de alguma forma e subitamente ele teve uma idéia.
“Eu
proponho uma aposta, Srta. Granger,” ele disse com suavidade. Ela olhou para
ele com grande surpresa por aquela mudança repentina de comportamento.
“Uma
aposta, senhor?”
“Sim,
se você puder me provar que você está certa e eu estou errado, então você
vence a aposta. Se, pelo contrario, você não puder, então eu venço,” ele
explicou.
“Mas o
que eu ganharei?”
“Está
tão certa de que vai vencer?” Ele perguntou, assombrado pela contínua presunção
dela.
“Não
concordaria com isso se não tivesse certeza, professor.”
“Então
você concorda?”
“Sim,
mas o que está em jogo?”
“Suponho
que eu possa lhe retornar os pontos que você perdeu hoje, se, e apenas se, você
puder provar que está certa.” Ele fez questão de falar de uma maneira em que
as palavras ‘eu’ e ‘errado’ não ficassem na mesma frase. Ele desprezava
admitir que estava errado; contudo, neste caso ele estava certo de que não
teria que admitir. Ele teria um grande prazer em humilhar a Srta. Granger.
“Isto não
é necessário. Eu já recuperei estes pontos em Feitiços,” ela lhe disse.
Então
isso explicava porque mesmo tirando mais quinze pontos de um aluno do terceiro
ano da Grifinória, a Sonserina ainda estava atrás na Taça das Casas na hora
do jantar. Parecia que apesar de todos os seus esforços, sua casa iria perder a
Taça pelo sétimo ano seguido.
“Sugiro
algumas coisa mais valiosa que pontos, senhor.”
“Como,
por exemplo?”
“Já
que você se sente tão inclinado a me ensinar sobre orgulho arrogante, eu acho
que poderíamos começar por aí.”
“Estou
ouvindo,” ele disse, fazendo um gesto com sua mão para ela prosseguir. Isto
poderia ser melhor do que ele pensava. Se ele vencesse esta pequena aposta, ele
poderia se assegurar que ela nunca mais levantasse a mão em sua aula novamente.
“Se você
vencer, então eu vou declarar na frente de todo mundo no Salão Principal que
você é o melhor professor que Hogwarts já teve.”
Ele
gostou da idéia. Ele imaginou a cara das pessoas, especialmente McGonagall e
Vector quando ela admitisse que o professor favorito dela era o seboso Mestre de
Poções.
“E se
você vencer?” Ele perguntou.
“Então
você anunciará para todos durante o jantar que eu sou a melhor aluna que você
já teve.”
Esta
parte não parecia muito tentadora. Ele realmente não gostava de nenhum de seus
estudantes. Uns dois da Corvinal não eram muito ruins, mas mesmo seus próprios
Sonserinos esgotavam a sua paciência diariamente. Ele certamente não gostaria
de declarar em público que uma Grifinória era a melhor aluna que ele já teve.
“Eu
aceito, mas tenho uma coisa a acrescentar. Se eu vencer então você nunca mais
irá levantar sua mão ou perguntar alguma coisa em minha aula.” Ele observou
o rosto dela se contorcer em fúria.
“Eu não
penso...”
“Apenas
pense nisso como uma medida de segurança para que você nunca mais se coloque
em uma situação como essa novamente, Srta. Granger,” ele disse
interrompendo-a.
“Certo,”
ela bufou, “mas se eu vencer, então você deve me prometer me chamar quando
minha mão levantada. Meu braço realmente começa a doer de vez em quando.”
“Você
pode sempre abaixá-lo,” Ele explicou. Ela não respondeu, apenas olhou feio
para ele.
“Fechado,
então?” ele perguntou, oferecendo a ela sua mão. Ela olhou para a mão dele
por um momento e depois para ele, antes de apertarem as mãos.
“Fechado,
professor.” Eles ficaram olhando um para o outro por alguns momentos
desconfortáveis, ambos inseguros do que fazer em seguida.
“Bem,
de volta ao trabalho,” ele disse finalmente, “Eu quero aqueles dois metros
prontos ainda hoje a noite.”
“O
que!” ela exclamou indignada. “Eu ainda tenho detenção! Mas eu
pensei...”
“Pensou
o que? Que iria escapar da sua punição por causa da nossa pequenina aposta? Eu
acho que não. Mesmo que você estivesse certa, você decidiu apontar o engano
na frente de toda a turma de N.E.W.T. do sétimo ano. Isso foi desrespeitoso e
mostra uma certa desconsideração em relação aos meus sentimentos pessoais, o
que eu tomo como ofensa. Agora ao trabalho!”
Enquanto
ela escrevia furiosamente, ele se sentou atrás de sua mesa e tateou seus livros
de poções. Finalmente encontrando o que ele queria, ele casualmente caminhou
para onde a Srta. Granger estava sentada escrevendo sua redação. Ele olhou
sobre o ombro dela. Na verdade, ela já havia escrito mais do que o que ele
havia pedido, mas parecia estar acabando. Entretanto, ele reparou que havia
apenas um parágrafo muito curto mencionando o incidente durante a aula.
“Aqui,”
ela disse, colocando o trabalho nas mãos dele, “Está pronto.”
“E é
apenas...” ele conferiu o relógio na parede, “Meia-noite. Espero que você
não tenha muita lição.”
“Posso
ir?”
Ele achou
aquela educação forçada, irritante e desejou mais do que tudo que ela fosse
embora, mas não antes de ver o seu livro.
“Ainda
não,” ele disse, colocando o livro na frente dela. “Abra na página 687 e
leia a segunda linha do terceiro parágrafo.” Ela o olhou com suspeita, mas
fez o que ele mandou.
“Diferente
dos unicórnios, os bicórnios são raros mas há uma pequena população no sul
de Gales, Sibéria e nos Andes, na América do Sul,” ela leu em voz alta.
“Então
veja bem, Srta. Granger, era você quem estava enganada.”
“Mas,
eu sei que li isto em algum lugar...” ela disse mais para si mesma que para
ele. “Posso pegar emprestado este livro, professor?”
“Dois
dias, Srta. Granger, você tem dois dias e então eu espero o seu anúncio no
Salão Principal.”
.:oOo.oOo:.
Ele não
achou que ela saiu da biblioteca nos próximos dois dias. Entre suas aulas, a
redação de 6 metros, e a tentativa desesperada de provar que ele estava
errado, ela estava se afogando no meio de pergaminhos e livros empoeirados.
Com
grande antecipação, ele esperava ansiosamente pelo jantar na quinta-feira a
noite.
“Você
está quase sorrindo, Severus,” Minerva arrulhou para ele naquela irritante
maneira dela quando ele tomou seu lugar na mesa principal, então de repente
ficou séria. “Quantos pontos você tirou desta vez?”
“Nenhum,
sua bruxa,” ele escarneceu. Não era verdade. Ele havia tirado 36 pontos da
Grifinória hoje – não foi seu melhor recorde, mas também não foi mal. Ele
não podia contar a ela a verdadeira razão por trás de seu bom humor. Ela
poderia contar para Albus e definitivamente tentaria dar um basta nisto.
“Você
nunca está feliz depois de um dia de aula sem nenhum motivo,” ela o acusou,
devolvendo o olhar feio dele com um dela própria. Um tilintar alto interrompeu
a guerra de olhares deles.
“Ummmm,
com licença,” ele ouviu Granger falar enquanto batia na ponta de seu copo com
a colher. Até mesmo agora ela continuava cheia de confiança, sua voz nunca
perdendo o tom mandão de sabe-tudo. Sentando-se na ponta da cadeira, ele
esperou.
“Eu
apenas gostaria de dizer a todo mundo que hoje é o Dia de Apreciação do
Professor aqui em Hogwarts e eu acho que está mais do que na hora de
reconhecermos o valor do professor Snape – o melhor professor que Hogwarts já
viu.”
Todos no
salão se viraram e olharam para a garota. Colheres caíram no chão, o grande
barulho que elas faziam ao tocar o chão era o único som no salão silencioso.
Ela havia feito um milagre, que ele apenas havia visto ser realizado pelo
diretor – ela fez com que uma sala inteira de adolescentes barulhentos e
famintos ficasse quieta.
“Certo,
sim...” ela gaguejou, perdendo a confiança, “Bem... no próximo mês
teremos um outro Dia de Apreciação do Professor, portanto tragam os seus votos
para mim antes do dia 30. Uh... obrigada.” Ela se sentou rapidamente.
Houve uma
erupção de som no salão; os estudantes continuaram as conversas de onde
haviam parado e comentavam sobre o pronunciamento de Hermione.
“Que
boa idéia!” Ele ouviu Flitwick exclamar para Minerva.
“Sim,
mas estou curiosa sobre o porquê de Severus ter sido o primeiro a ser
nomeado,” Ela disse com amargura. Ele sorriu para si mesmo. Ela estava com ciúmes,
exatamente como ele esperava que ela estivesse.
“Acho
que isso deveria ser óbvio. Eu sou obviamente desvalorizado,” ele disse com
uma carranca. “Já era hora de alguém perceber meu valor por aqui, pena que
tinha de vir de pessoas como Granger.”
Ele
terminou sua refeição rapidamente e saiu com as vestes esvoaçando. Não foi
até que ele estivesse em seu escritório, sozinho e corrigindo as lições, que
ele se permitiu sorrir aos eventos do início da noite. E ele mal podia esperar
pelas três semanas livres das perguntas de Granger. Pena que ele não havia
pensado nisto antes, ele poderia não ter sido obrigado a suportar as perguntas
irritantes dela a cada cinco minutos por anos. Bem, ele se asseguraria de
aproveitar bem enquanto durasse. Seus devaneios foram interrompidos por uma
batida na porta.
“Entre!”
Ele falou alto. A porta se abriu para revelar o objeto de seus pensamentos.
“Ah,
Srta. Granger, eu gostaria de agradecer pela honra de ser a primeira pessoa
designada no seu Dia de Apreciação do Professor. Foi muito criativo de sua
parte.”
“Não
tem de quê, professor,” Ela respondeu com frieza, “Na verdade é por isto
que estou aqui.”
Ele olhou
para ela, confuso.
“A
aposta está encerrada. Eu venci e você perdeu. Eu estava certo e você errada.
O que mais?” ele perguntou.
“Isto,”
ela colocou um livro nas mãos dele. “Página 567, quinta linha do terceiro
parágrafo.”
Ele pegou
o livro, mas não o abriu.
“O que
é isto, Srta. Granger?”
“Apenas
leia a página 567, a quinta linha do terceiro parágrafo,” Ela disse
vagarosamente.
Com as
sobrancelhas franzidas ele abriu o livro na página indicada e começou a ler,
“As populações de bicórnio têm se reduzido na ultima metade do século,
fazendo com que a aquisição de seus chifres tenha se tornado mais difícil que
antes. O rebanho que habitava as montanhas da parte sul de Gales desapareceram
completamente graças ao aumento da população trouxa e falta de fontes viáveis
de alimentação.”
Ele parou
abruptamente.
“Não
posso acreditar que eu não tenha encontrado antes, mas eu sabia que eu tinha
lido em algum lugar que não havia mais bicórnios na Bretanha. Eu apenas não
conseguia me lembrar onde eu tinha visto e então repentinamente após o jantar
me ocorreu de olhar em alguns dos livros que meus pais compraram para mim no meu
aniversário. Eu abri este e aí está...”
“Já
chega,” ele falou rispidamente, batendo o livro na mesa.
“Sim...
bem, este é um livro bem novo, tenho certeza que foi por isso que você não
sabia. Ele foi impresso este ano,” ela disse timidamente.
“Vinte
pontos por ser uma sabe-tudo irritante.”
“Mas,
professor,” ela protestou indignada.
“Eu
estou devolvendo.”
“Não
é necessário, senhor, mas obrigada. Estarei esperando ansiosa pelo jantar
amanhã a noite,” ela disse com um sorriso ardiloso e antes que ele pudesse
responder, ela foi embora.
Ele podia
ouvi-la assoviando enquanto ela praticamente pulava pelo corredor e por um milésimo
de segundo, a mão de sua varinha coçou e imagens dele lançando algumas azarações
passaram por seus olhos. Eles estavam nas masmorras, ninguém iria ouvir, e
depois de um rápido feitiço de memória ninguém ficaria sabendo – nem mesmo
a Srta. Granger. Não, ele era um péssimo perdedor, mas nem tanto assim, e mais
importante, ele podia ser pego por algum estudante perambulando, fantasma ou até
mesmo um retrato intrometido.
Sentando-se
vagarosamente, ele pensou nesta reviravolta. O que ele irá fazer? Ela havia
astutamente disfarçado seu anúncio em uma premiação, mas não havia coisa
nenhuma do tipo Dia de Apreciação do Estudante. Ele conjurou sua garrafa de
firewhiskey Ogden e deixou suas correções de lado. Ele iria pensar ele algo,
ele sempre pensava.
.:oOo.oOo:.
Mas desta
vez ele não pensou. Ele passou a maior parte do dia pensando no que ele poderia
dizer no Salão Principal aquela noite e nada vinha a sua mente até o tão
temido momento chegar. Ele a viu olhando para ele de seu lugar entre Potter e
Weasley. Como um prisioneiro sendo guiado para a morte, ele vagarosamente se
levantou.
“Escutem,
seu bando de cabeças-ocas, eu tenho um anúncio para fazer. A Srta. Granger
anunciou a noite passada que era para eu ser apreciado este mês. Estou aqui
para dizer para vocês não fazerem isto. Não estou aqui para adquirir seus
agradecimentos ou sua admiração. A maior parte dos dias eu rezo para
sobreviver às suas tentativas absurdas na arte de fazer poções. Dito isto,
vocês todos poderiam seguir o exemplo da Srta. Granger, ela é a que tem a
menor probabilidade de me matar com uma poção desastrosa.”
Terminado
seu pequeno discurso, ele rapidamente deixou o salão. Ele não queria ver a reação
deles e especialmente não a dela.
Ele não
a viu novamente até segunda-feira. Ela não falou nada a respeito do
pronunciamento. Tecnicamente, ele não havia cumprido a sua parte da aposta.
Tecnicamente, era para ele admitir que ela era a melhor aluna que ele jamais
teve. Ele estava imaginando se ela seria corajosa o bastante para apontar isto
para ele, quando ele reparou em sua mão levantada. Não haviam se passado nem
três minutos desde o início da aula.
“Sim,
Srta Granger?” Ele perguntou de má vontade. Ela sorriu triunfante. Estas
iriam sem as mais longas três semanas até o fim do ano letivo.