Cruel
To Be Kind
By
Designer J
Disclaimer
#1: Todos
os personagens contidos nesta fanfic, são de propriedade de J.K.Rowling e
parceiros comerciais, ou seja, a utilização destes nesta fanfic dá-se
unicamente como forma de entretenimento, sem qualquer lucro financeiro por parte
do ficwriter^^
Disclaimer
#2: A
música utilizada nesta fanfic é executada pelo grupo Letters To Cleo e
é tema de “10 Coisas que Odeio em Você”, um dos meus filmes
favoritos ^.~
***
Dedicatória:
Dedico
esta fanfic às minhas queridas amigas, Sarah Snape e Annick Suplicy que são
duas das coisas mais fofas que já encontrei nesse mundo e que me dão um enorme
apoio em todos os sentidos ^-^ Beijos sabor de chocolate com avelãs para as
duas!
***
Oh
I can't take another heartache
Though
you say you're my friend
I'm
at my wits end
You
say your love is bonafide
But
that don't coincide
With
the things that you do
“Detenção”, essa
palavra parecia ser como um doce na boca do Prof. Snape, ou assim pensava a
maioria dos alunos. Obviamente, os motivos eram sempre considerados injustos (e
geralmente o eram), e não havia muito a ser feito para que o fizesse mudar de
idéia. Quem tirara a “sorte grande” desta vez? Hermione Granger. Não se
sabia por qual razão a garota passara ser alvo da fúria constante de Snape, e
talvez fosse melhor não tentar adivinhar...
Estava a garota de olhos
arregalados, relativamente pasma com o último acontecimento; tentara mais uma
vez ajudar o inútil Neville e, como parecia ter se tornado um costume, dera-se
mal!
“P-prof. S-sna-p-pe, a
cu-culp-pa na-não f-foi d-da Mi-ion-ne! F-foi m-min-nha!” tentara argumentar
um trêmulo Neville em um estado completamente descontrolado.
“Sr. Longbottom, – iniciara
o professor em tom letal e pausado que indicava toda a impaciência que
adquirira devido ao ‘pequeno’ acidente em suas masmorras, amedrontando ainda
mais o covarde garoto – quando eu passo qualquer lição, espero que
meus alunos sejam capazes de cumpri-las sozinhos, no entanto, se o
senhor necessita de ajuda, deveria estudar mais. E quanto à senhorita, –
dissera ele virando-se em direção da garota Granger – creio que já deva
saber o que penso quanto a sua conduta de querer passar por melhor que os
outros, não? – continuara ele sob o olhar embevecido dos sonserinos que
tampavam com as mãos os sorrisos hipócritas – E sendo que isto já se
repete, apenas uma boa detenção para corrigi-la, não é mesmo, senhorita?”
“Sim, professor” ela
respondera sentindo-se impotente e alvo dos olhares piedosos dos grifinórios e
dos zombeteiros dos sonserinos. Talvez não devesse mais ajudar Neville. Sim,
havia boas razões para se querer uma detenção, entretanto, aquela
humilhação semanal era realmente necessária?
And
when I ask you to be nice
You
say you gotta be
Cruel
to be kind, in the right measure
Cruel
to be kind, it's a very good sign
Cruel
to be kind, means that I love you
Baby,
you gotta be cruel to be kind
Ela entregara-se ao trabalho de
cortar raízes e se perguntava se ele era necessário de fato. Com os dedos
firmes prendia as raízes, e com a faca picava-as em tamanhos semelhantes,
jogava-as no frasco e, por vezes, olhava o homem sentado na mesa, de cabeça
baixa mirando os manuscritos, ora lhes acrescentando coisas, ora lhes riscando.
Cansada, ela largou a faca
sobre o balcão no qual trabalhava e jogou-se em uma cadeira contando quantos
segundos levaria até que ele lhe chamasse à atenção. Sim, foram poucos.
“Creio que sua detenção
ainda não tenha terminado, Srta. Granger.”
“Eu sei” respondera ela,
sentido-se tentada a provocá-lo.
“Então? O que espera?”
redargüira ele em um tom levemente brando, no entanto, ainda autoritário.
“Estou cansada. Não quero
mais fazer isso” ela respondera em uma expressão exausta e infeliz.
“Não é uma questão de
gostar ou não. Apenas faça e, se possível, aprenda a controlar seu
exibicionismo.”
“Eu não me exibo!”
exclamara ela em um tom mais alto, levantando-se da cadeira como se abandonando
o cansaço e exibindo uma fúria flamejante nos olhos.
“Não? – dissera como se
tivesse ouvido algum absurdo realmente inacreditável – Então o que seria
aquele seu espetáculo semanal de ajuda ao pobre Longbottom?” um pequenino
sorriso cruel desenhou-se nos lábios do homem admirando o rubor de ira nas
faces da moça que cerrava os punhos como se para atacá-lo.
“Seu...!! – ela gritara já
sem autocontrole atacando-o com os punhos cerrados e incertos no tórax do
professor – eu não me exibo! Apenas tento ajudar um colega! – ela o fazia
afastar-se para trás evitando os socos, enquanto ele via-se cada vez mais próximo
de sua mesa – já estou cansada! Sempre humilhada, sempre errada, nunca
reconhecida, nunca elogiada!” Snape sorria de um modo
que só a fez odiá-lo mais.
O professor acabou por cair
deitado de costas sobre a mesa, ao passo que a garota caiu por cima dele,
chorando lágrimas amargas sem mais forças para tentar discutir.
But
you still mystify, and I wanna know why
I
pick myself up off the ground
To
have you knock me back down
Again
and again
“Sente-se melhor?” ela
estranhara o tom brando com o qual ele lhe questionara, por isso apenas
assentiu. Naquele instante, encontravam-se sentados, cada um com uma xícara de
chá nas mãos. Ela o bebia a pequenos goles sob o olhar inquisidor e, talvez,
até um tanto compassivo do outro.
“Obrigada” ela murmurara
quando lhe fora oferecido um lenço com o qual secou as lágrimas e assoou o
nariz.
“Então, se já se sente
melhor... – ele fizera uma pausa que a deixou em uma leve expectativa –
volte a sua detenção” o tom seco de sua voz parecia inumano a Hermione que o
olhava desgostosa e novamente irada.
Ela atirou a xícara ao chão,
deixando que o líquido molhasse o piso e os cacos se espalhassem.
“Acho que isso lhe custará
alguns pontos, senhorita...” ele começara, porém sendo interrompido.
“Não me interessam os
pontos!! Por que é assim tão desalmado?! Não consegue ser um pingo humano?! Não
consegue... ter um pouco de pena de... mim?! Eu gosto tanto do sen...!!”
calou-se como se prestes a revelar um grande segredo.
Ela
não soube o que o fez agir de tal maneira (talvez sua quase confissão, mas não
se poderia ter certeza), mas ao invés de qualquer reprimenda, recebeu um leve
afago em seus cabelos cheios e uma carícia delicada em sua face. Não poderia
negar que toda vez que ele lhe mandara para uma detenção essa cena lhe fora o
mais doce delírio e o mais excitante desejo, mas... por que agora?
And
when I ask you to explain
You
say you gotta be
Cruel
to be kind, in the right measure
Cruel
to be kind, it's a very good sign
Cruel
to be kind, means that I love you
Baby,
you gotta be cruel to be kind
A
leve carícia se tornou mais íntima, e a moça sentiu seu corpo ser abraçado
pelo homem, de modo um tanto casto, um tanto urgente. Seus olhos permaneciam
cerrados sentindo o calor como se temendo que não passasse de uma ilusão;
sentiu os braços lhe abandonarem e abriu os olhos melancolicamente, ele a
olhava como se perscrutando toda sua alma e parecia sorrir, não zombeteiro, não
compassivo, apenas... afetuoso?
“Não
tenho pena de você. Não sou, muito menos, desumano” ela sentiu a iminência
de um beijo e não tentou detê-lo, assumindo em seus lábios um pequeno
segredo. As mãos grandes tocando-lhe as costas carinhosamente e os lábios úmidos
completando os seus, olhava-a como se ela fosse um presente de natal sendo
aberto aos poucos.
O
beijo cessou e ela pareceu envergonhada, olhando-o como se esperando alguma
explicação que a princípio parecia que não seria dada, mas que no entanto o
foi.
“Pode
não parecer, eu sei, mas não quero seu mal, sabe? – ela ainda se encontrava
nos braços dele e podia escutar como o coração dele também estava agitado,
enquanto sua voz era mais branda, sem no entanto, deixar de ser atraente de um
modo bastante letal – na realidade, a quero muito bem” confessara ele
tomando-lhe novamente os lábios.
“Mas
profes...” ela pretendera dizer quando o beijo se desfez, ao mesmo tempo em
que dois dedos selaram sua boca em um pedido mudo de silêncio.
“Aqui,
ao menos nesse momento, poderia ser Severo?”
“Claro...”
Pelo
resto da noite, nada mais significante foi dito; contudo algumas coisas puderam
ficar mais claras. Hermione tivera um de seus desejos mais íntimos realizados.
Severo se permitira render-se ao
carinho por alguém, permitira um pouco mais de espaço ao seu coração.
But
you still mystify, and I wanna know why
I
pick myself up off the ground
To
have you knock me back down
“Detenção” ele dissera
naquela manhã e, novamente fora para ela. Hermione já podia compreender certos
aspectos sobre Severo, mas nem um era tão intrigante quanto este. Por que mesmo
depois de um mês juntos, encontrando-se às escondidas, trocando cartas tolas,
pequenas confidências e trivialidades, ele ainda parecia querer persegui-la?
“Por que é tão cruel
comigo? Pensei que me quisesse bem...” murmurara ela durante a detenção,
obviamente não eram mais castigos penosos, alguns eram até bastante leves,
entretanto ainda havia a eterna humilhação em sala de aula.
“E quero; quero-a muito
bem” retrucara abraçando-a enquanto a encostava contra a parede beijando-lhe
a face e pouco depois os lábios.
“Então por que faz isso?”
“Menina tola... acha que sou
cruel?”
“Acho.”
“Sou cruel para ser gentil;
apenas na medida certa, deve ser um bom sinal, talvez signifique que eu a amo, não?”
“É... então, seja cruel
para ser gentil...”
And
when I ask you to explain
You
say you gotta be
Cruel
to be kind, in the right measure
Cruel
to be kind, it's a very good sign
Cruel
to be kind, means that I love you
Baby,
you gotta be cruel to be kind