por Katrina Snape
N/A – Mais uma Hg/Ss de autoria minha! He...não sei se ficou
muito boa, mas o resultado me agradou bastante. Ah, o avisinho de sempre: Geente,
quem não gosta do casal, faz o imeenso favor de não ler, viu? Também se
quiser ler, a vontade, só não venha reclamar comigo depois, ok? Bem, acho que
é só. A música é do álbum “Romance” de Luis Miguel. Um beijo para a
Sarah(linda!) para o Jorge(demais!) e para o SexySnape !hehe...
Disclaimer: Os personagens citados não me pertencem e esse
conto foi elaborado sem objetivos financeiros.
O
som de passos era levemente abafado pela grama ainda umedecida pela chuva de
momentos atrás, a qual ainda se fazia notar nos cabelos e nas vestes do homem
cabisbaixo que ali jazia, agora no chão próximo ao lago, envolvendo o corpo
com os dois braços, os quais tremiam levemente.
A
cena era a mais improvável que se podia imaginar, e a paisagem não seria menos
melancólica se o antes silencioso rouxinol deixasse de cantarolar sua triste
melodia, enquanto o homem lançava suavemente o corpo para trás, sentindo o
toque suave e macio da grama molhada em suas costas.
Cómo
se tus pasos
ya
no cruzan el portal
O comprido cabelo negro caía sobre os olhos, agora transparentes pelas lágrimas que teimavam em cair como que em silenciosa súplica, e as quais manchavam o belo rosto do professor, que finalmente adormecia.
Os primeiros raios de sol despontava no horizonte, quando ele abriu os olhos. Estava no mesmo lugar onde adormecera, mas não tinha mais vontade de se erguer.
- Minha culpa... – sussurrou – minha culpa....
Cómo
pretender esta realidad
Cómo
si hasta ayer brillaba
el
cielo en tu mirar
Vira o mais puro afeto, a mais completa felicidade escorrer por entre os dedos sem que lhe fosse possível segurá-la.
O amor, sim, a mais bela história de amor...que venceria preconceitos e
dúvidas, uma história marcada pelo vigor e pela alegria, pelo carinho e pela
afeição, poderia ter sido um sonho, um sonho que fora realidade.
A descoberta do mais doce sentimento, seguida por um beijo profundo e
arrebatador.
Todas essas lembranças e possibilidades valsavam na cabeça do Mestre
das Poções, que agora sentia mais do que nunca a pontada aguda da solidão,
que parecia querer-lhe arrancar o último raio de vida do coração, triste, só,
desesperado.
Cómo
consolar
A última e mais triste memória
do Mestre das Poções perseguia-o em seus sonhos, pesadelos, e tomavam sua
mente mesmo enquanto estava acordado.
A triste e sussurrada frase de despedida...
“Eu te amo...eu o amo, siga em frente...”
Seguir em frente. Mas como? Como ele conseguiria sem ela?
- Hermione...
Os lábios formavam o nome da mulher que se fora, e a qual levara
com ela...tudo.
“ Por favor, não...”
Ele ouvia a própria voz, e parece que podia ver-se abraçado ao corpo
sem vida da jovem, as lágrimas caindo no belo rosto da adolescente.
Ya
no oye en el jardín
Hermione se fora faziam duas semanas, mas pareciam-se anos, décadas talvez.
O pranto não secara, a tristeza não se apagara, e só o que se fora foi
a vontade de viver.
Com esse pensamento, Severus ergueu os olhos para o lago.
Na cabeça, a lembrança das antigas brigas em sala, do rosto corado de
Hermione demonstrando ódio ao encará-lo, e da visão do mesmo ódio de
transformar em exasperada surpresa, pouco após o primeiro beijo roubado.
Severus Snape lembrava-se então de como o sentimento entre os dois se
multiplicara, tendo se iniciado inexplicavelmente com apenas esse beijo.
Ele podia ver as noites em frente a lareira das masmorras, as longas
conversas próximas a chamas aconchegantes...parecia que podia sentir o calor do
corpo de Hermione junto ao seu, quantas vezes ela não adormecera em seu colo,
abraçada a ele, como uma criança sonolenta?
Nada mais agora, nada.
Que
mañana volveras
A
guerra. A maior guerra que já
ouviu-se notícia. O bem contra o mal.
Comensais
e aurores enfrentavam-se no povoado de Hogsmeade.
Snape
encontrava-se entre os Comensais, mas volta e meia mirava um feitiço em seus
“companheiros” de luta, sem nunca acertar auror algum.
Espantada, umas das comensais volta-se contra ele.
- Enlouqueceu, Snape? Está assassinando seus companheiros! – diz ela,
deixando o rosto emergir das sombras. Bellatrix.
Se temer e sem nem ao menos lançar um olhar a bruxa a seu lado, Snape
voltou-se contra os Comensais da Morte, continuando a lutar furiosamente.
Sem
que percebesse, porém, Bellatrix adiantou-se por trás dele, empunhando a varinha e
a apontando para as costas do Comensal.
-
Avada Kedavra! – gritou.
-
NÃO!!!! -
um grito mais alto cruzou a batalha, e a cena seguinte foi uma confusão
total.
Um
amontoado de pessoas encobriam a visão, mas mesmo assim, aurores pararam de
lutar, e comensais baixaram as varinhas, enquanto a multidão ao redor do
professor de dissipava.
Snape
jazia de costas no chão da rua, e sobre ele, sem se mover, estava Hermione.
-
Não... – ele murmura, afastando um pouco o corpo da moça, para poder se
sentar.
Com
os olhos semi- cerrados, ele estava quase inconsciente, e só pronunciou essas
palavras:
-
Eu te amo...eu o amo, siga em frente...
E
os belos olhos castanhos se fecharam, quando a cabeça tombou de leve para o
lado.
-
Hermione... – o sussurro incrédulo de Snape enchia o ar – Hermione, Mione,
meu anjo...por favor, não...NÃO!!!
O grito avassalador
atravessou a noite, angústia, desespero, aflição...tudo em um único lamento.
De volta a beira do lago
agora, as tão constantes indagações:
“Eu merecia tal prova de amor e coragem? Ai de mim, tolo apaixonado,
afogando-se em pranto. A antes tão bela vida não tem mais sentido.”
E quando Severus sentiu a fria corrente do lago invadindo-lhe os
sentidos, lembrou que esquecera de dizer adeus.
Fim
N/A 2 : E aí? Comentem, por favor