Capitulo 5: Pelos olhos do Mal
Era outono, e era o mais belo de todos.
Hagrid decidiu levar os colegiais do 1º ano para um passeio na floresta, acompanhados de um pequenino quadro de Dumbledore, da Professora Granger e de Minerva Mcgonagall.
As folhas acobreadas caiam aos montes das grandiosas árvores da Floresta. Hagrid ia à frente guiando os outros, porém quando ele abriu uma barreira de árvores e se deparou com um vale forrado pelas folhas acobreadas, seus olhos se arregalaram ao divergir das folhas o ser vestido por uma capa de farrapos avermelhados, de joelhos, com o tronco estirado no chão, os braços hirtos à frente da cabeça como se estivesse proferindo uma prece.
-Severus! – O quadro de Dumbledore urrou.
Hagrid sorriu, e foi de encontro ao professor, contudo, quando já estava bem próximo do corpo inerte do homem, Snape ergueu a cabeça revelando grandes olhos que emanavam um brilhou dourado, e sorriu sádico.
Todo o seu corpo se ergueu e ele flutuou a alguns metros do chão, com suas mãos esticadas para o lado, ele desenhou um circulo, trazendo as para frente, e urrou algumas palavras. Magia negra. Uma esfera dourada se materializou em frente suas mãos enluvadas pelo tecido negro, e esta disparou em frente a Hagrid, fazendo, com o impulso com que Snape fosse alguns centímetros para trás, e com que Hagrid fosse jogado para o lado com o impacto da esfera dourada com o chão.
Snape desceu majestoso até o solo, voltando a ficar de joelhos sobre as folhas acobreadas.
O capuz da capa foi até seu rosto e cobriu, deixando aparecer apenas seus lábios finos que sorriam sádicos, mostrando seus enormes caninos muito afiados. Ele descobriu o braços, mostrando suas – realmente – longas luvas de couro, que cobriam-lhe até os ombros.
Ele fez grandes movimentos circulares com as mãos e os antebraços, chamando, como uma sereia chamaria seu marinheiro para dentro d’água.
Como Lily Evans o Chamou.
Todo o corpo de Hermione, de repente, ficou rígido e depois leve, como se fosse anestesiado, ela caminhou sem controle algum até ele, a longa cauda de seu vestido negro se arrastando pelas folhas.
Quando ela já estava a poucos centímetros de distancia dele, Snape fez sinal com uma das mãos, para que ela se deitasse, e assim Hermione fez, deitando-se sobre as pernas dele, e apoiando sua cabeça em seu abdome. Depois disso, sua visão escureceu e deslizou para um pesado sono.
Snape voltou a olhar para os outros e quando um deles ousou avançar contra ele, grandes lobos surgiram da floresta, rosnando ferozes para que os alunos não se aproximassem. Snape voltou a sorrir, abraçou hermione mais forte e logo depois havia se transformado em um enorme lobo negro, que disparou pela mata juntamente com os outros.
Minerva correu até onde snape estava, e se deparou com a capa e as luvas largadas no chão, e quando estava a centímetros de tocá-las, elas se transformaram em cinzas que foram levadas por uma forte rajada de vento.
Quando Hermione despertou, reparou que estava em um enorme leito muito branco, rodeado de cortinas também brancas.
O chão era forrado de folhas acobreadas, as paredes eram de gelo, e um vento gélido soprava no cômodo.
Abriu uma das cortinas e deparou com Snape, vestindo a mesma capa de farrapos, cabisbaixo e com o capuz a cobrir-lhe o rosto. Ele parecia uma estátua a sua frente e Hermione desconfiou que nem respirando ele estava mais.
-Professor Snape? – chamou-o se aproximando de joelhos, por sobre a cama. Nada aconteceu.
-Professor Snape? – Chamou um pouco mais alto. Nada.
-Professor Snape? – Gritou com lágrimas nos olhos.
Ele lentamente ergueu a cabeça e pôs-se a olhá-la sem emoção nenhuma.
-O que foi Granger? – Ele perguntou neutro.
-O Senhor vai me tirar daqui, não é? Você é o único que pode, sabe defender sua mente, pode escapar, o Senhor pode se libertar! – Concluiu Hermione sorridente.
-Não estou sendo obrigado a fazer isso Granger. Eu o faço por amor a minha rainha! – Respondeu Snape, novamente sem emoção, agindo apenas como um fantoche.
-Isso
não é verdade! No fundo o Senhor quer sair daqui! Eu sei que o Senhor quer!
Eu sei!
-Eu não quero.
-Então o Senhor vai me deixar morrer! – Berrou Hermione
agarrando-o pela capa.
-Você
não vai morrer – Ele não se mexeu. Não nenhuma reação da parte dele –
Você é prisioneira de minha rainha, é uma refém, para que minha rainha
possa exercer seu reinado em paz!
-Quem sua rainha? – Tentou por uma última vez.
Ele engoliu em seco. Viu medo nos olhos dele.
-Nós não proferimos o nome da minha rainha! – Ele respondeu com a voz trêmula.
-Nós? A outros aqui? – Perguntou quase em um grito de desespero.
-Outros não! Outras! – Respondeu um conjunto de vozes femininas muito agudas e irritantes.
Snape desatou as mãos de Hermione de sua capa e se afastou. Seus pés flutuando a alguns centímetros do chão.
Três mulheres orientais vestidas de preto e com uma faixa cinza transparente cobrindo os olhos, se achegaram a sua cama lentamente. As outras duas seguiam todos os movimentos da primeira, como em uma coreografia fúnebre.
Viu por trás delas, Snape se enrolar na capa e desaparecer dali. Seu coração disparou tremendo freneticamente de medo.
-Vamos levá-la para um local mais aconchegante! – Disseram a três mulheres rindo assustadoramente.
(N/A)1: Quem puder ler ouvindo a música Call Me When Your're Sober do Evanescence vai gostar.
(N/A)2: Quem tiver lendo pode fazer o favor de me mandar um review? Obrigado!