O PORTAL
por
Aline Snape
Censura:
NC 17 (cenas de sexo)
Gênero:
Romance.
Desafio:
III ( o meu)
Resumo:
Final do primeiro semestre e os alunos foram para suas casas curtir as rápidas
férias. O famoso trio já estava no sétimo ano e faziam grandes planos para o
futuro. Hermione era a única que não tinha planos para seu futuro, somente
para o presente imediato. Depois de
bolar quinhentos planos, decidiu-se por um, que consistia em esquecer um objeto
na sala de aula da masmorra. Snape antes de apagar a luz da sala de aula percebe
o estojo da aluna e ao tocá-lo para guardar, é arremessado no espaço. Ao se
dar conta que tratava-se de um portal, era tarde demais pois já se encontrava
num local totalmente estranho.
Notas:
Sou fã de carteirinha do sexy Snape. Os desafios são ótimos porque nos obriga
a bolar fics.
Agradecimentos:
À Sarah Snape e Sheyla Snape que
me aturam há anos, agradeço aos leitores e fãs do casal e aos autores que
contribuem para manter o site atualizado.
Disclaimer:
Todos os personagens presentes na fic fazem parte do mundo de Harry Potter,
criados por JKR.
O professor Snape estava exausto, afinal aquele ano estava sendo bastante
cansativo. Seu cansaço não era apenas físico, por conta de inúmeras provas e
poções realizadas, mas também o cansaço emocional. Aquele trio sempre lhe
dera trabalho, mas ultimamente algo estranho estava acontecendo. Raramente
sentia-se assim, Não confiava em
nenhum elfo para ajudar. Somente uma aluna ganhara sua confiança, mas jamais
poderia contar com a ajuda dela, porque além de ser da Grifinória, sentia-se
um tanto transtornado toda vez que se aproximava dela.
Naquela tarde não foi diferente quando lhe alcançou os resultados das
provas. Sentiu uma vontade enorme de apertar a mão da aluna para parabenizá-la,
mas com receio de ser mal interpretado pelos alunos da Sonserina, preferiu mais
um dos seus comentário sarcásticos “garantiu seu título de Srtª Sabe
tudo”? Arrancando risos dos demais alunos. Na verdade tinha receio de
demonstrar algum afeto por ela. Sabia o quanto irritado ficava todas as vezes
que dava aula para a turma dela. No início achava que Harry Potter fosse o
principal motivo, a insolente “celebridade”, mas não podia mais se enganar.
A cada ano que passava, aquela menina de cabelos cacheados e olhar intenso,
apresentava-se mais madura e mais feminina. Se não bastasse observá-la
discretamente enquanto movimentava-se pela sala de aula, com a desculpa de
verificar os caldeirões dos alunos, passou a observá-la também no salão
principal. Numa noite poderia jurar que o diretor lançou-lhe um olhar
interrogador, enquanto jantavam.
Não era raro ter sonhos eróticos com ela, o que o deixava meio
envergonhado. Afinal sua aluna tinha quase a metade da sua idade. Se por um lado
sua consciência lhe dizia para ser mais racional, por outro, seu coração
dizia que amor não tem idade, que merecia mais uma chance. Sentia-se
emocionalmente abalado em pensar que aquela garota irritante cresceu e se tornou
uma moça atraente, inteligente e que de certa forma preenchia o vazio que
durante anos o perseguia.
Felizmente aquela foi a última aula do semestre e entraria em férias.
Teria bastante tempo para colocar seus pensamentos devidamente no lugar.
Conhecia uma poção forte suficiente para bloquear aquela sensação de desejo
e sentimento que há muito tempo não sentia.
Naquela noite, depois que concluiu o antídoto da paixão, verificou se a
sala de aula estava em ordem. Antes
de apagar a luz, ele percebeu um objeto brilhante na mesa dos alunos da Grifinória.
Era um estojo dourado e ao tocá-lo para guardar, foi arremessado no espaço. Ao
se dar conta que tratava-se de um portal, era tarde demais pois já se
encontrava num local totalmente estranho. Ao cair no chão do quarto, seu
impacto foi amortecido por um grande urso de pelúcia. A moça que estava
dormindo na cama acordou sobressaltada. Acendeu o abajour e deu de cara com um
professor Snape assustado. Sua sorte foi que ele esquecera a varinha mágica em
cima da mesa de aula em Hogwarts, pois certamente receberia um feitiço crucius...
-
Que
diabo de lugar é esse???
-
Boa
noite Prof. Snape, que surpresa encontrá-lo em meu quarto! (“Para ser
sincera, estava te esperando desde às dezoito horas, quando terminou o
expediente em Hogwarts”).
-
Se
foi alguma brincadeira sua, mocinha... Nós vamos acertar as contas!
-
Não
sei do que o Sr. está falando professor... O senhor invade o meu quarto a esta
hora da noite e além de me acusar, está falando alto. Vai acordar os meus
pais!
Severo
levantou-se rapidamente do chão, procurando arrumar a capa esvoaçante. Não
conseguiu conter a dor que sentiu em suas costas e emitiu um gemido agudo,
fazendo uma careta feia em seguida.
Hermione
mal podia acreditar que seu plano estava dando certo, mas de certa forma começava
a ficar preocupada, pois não sabia muito bem como lidar com o mau jeito
inesperado nas costas dele. Sabia que o gênio do mestre era dificílimo e
naquelas circunstâncias a tendência era piorar.
-
Algum
problema, professor? Posso ajudar?
-
Problema
nenhum, Srta Granger... Depois de um dia exaustivo aturando alunos idiotas,
venho parar aqui, sem minha varinha para lhe azarar e agora para completar minha
miosite resolveu voltar.
Hermione
pulou da cama, esquecendo-se que se encontrava de babydol. Apoiando o braço do
professor, o ajudou a sentar-se na cama. Acendeu a luz do quarto e foi até a cômoda
pegar um creme à base de cânfora. Severo reparou nos minúsculos trajes de
dormir da aluna e segurou um suspiro. Estava começando a gostar do imprevisto.
Poderia aparatar dali a qualquer momento, mas para isso precisava ficar em pé.
Mas naquele momento era outra coisa que ficara em pé...
Sempre
que havia mudança brusca de temperatura, a miosite atacava. Era verão em
Londres e ele já começava a suar por baixo das vestes e capa. Ou seria por
outros motivos, já que seu olhar não desviava um milímetro das cochas da
aluna.
-
Professor,
se o senhor me permite, posso lhe fazer uma massagem... Tire sua camisa para
passarmos este creme. É tão bom quanto as suas poções, pode confiar em mim!
-
Enlouqueceu,
Srta Granger? O que seus pais vão pensar se me virem aqui, em seu quarto e sem
camisa? (“Eu até confio em você, minha cara, mas não confio mais em mim,
depois de vê-la assim...”).
-
Não
se preocupe, eles costumam bater antes... (“Eles vão pensar mesmo que
enlouqueci, não sei como fui gostar de você, logo de você...”).
Severo
foi desabotoar a capa, mas sentiu nova fisgada.
-
Deixe-me
ajudá-lo...
A sensação de ser despido por ela era inexplicável, melhor ainda foi
sentir seus dedos deslizarem com o creme por toda a suas costas. Ela foi
bastante cuidadosa para que os movimentos fossem lentos e que a cânfora
penetrasse bem na região dolorida. Mesmo assim Severo emetiu alguns gemidos,
porém não eram mais de dor e sim, de prazer.
-
Tem
efeito anestésico ou enfeitiçou seus dedos, Srta Granger?
-
Está
se sentindo melhor, não é? Sim a cânfora é uma planta trouxa que tem efeitos
antinflamatório e de analgesia.
-
Muito
obrigado! Acho que agora já posso levantar.
-
Nada
disso! Agora o senhor deita de bruços na minha cama que eu vou lhe fazer
massagem...
-
O
quê??? A Srtª bebeu alguma poção alucinógena? (“Você não faz idéia de
quanto perigoso pode vir a ser este seu gesto...”)
-
Deixe-me
ajudá-lo, sei q o Sr. vai se sentir melhor!... Me conte, como veio parar em meu
quarto... (como coisa que eu não sei...).
Snape
sabia o quanto irresistível era o convite de ser massageado e antes que seu
lado racional intervisse, deitou-se de bruço, conforme ela pediu.
Hermione
lentamente ia massageando as costas enquanto Snape, lentamente ia
cedendo ao toque delicado e confortável das mãos dela.
-
Bem,
Srtª, ainda acho que não estou aqui por acidente. Havia um portal em sua mesa
na minha sala de aula. Ainda a pouco quando toquei no objeto para guardá-lo fiz
esta viagem. Saiba que já estou atrasado, preciso organizar muitas coisas na
minha sala antes de me deitar.
-
Prof.
Snape, os alunos não podem utilizar portal em Hogwarts... (“eu não, mas vc
tem autorização para usar, por isso meu plano deu certo”).
Snape estava mesmo cansado, fechou os olhos e aproveitou para relaxar
durante a massagem. Para quê discutir naquele momento íntimo e talvez único.
O toque das mãos dela, além de aliviar a tensão, transmitia calor, segurança,
carinho... Foi se deixando envolver pelo perfume suave, pelo desejo de também
tocá-la, pela paixão alucinante... Quando sentiu sua segunda ereção, perdeu
a noção do certo ou errado e virando-se abruptamente, tomou-a pela cintura e a
beijou ardentemente. Hermione ainda surpresa com a reação repentina do mestre,
mas sem querer perder mais nenhum segundo, entreabriu seus lábios permitindo
que o beijo tornasse cada vez mais intenso, saciando momentaneamente a ambos.
Entre
longos beijos, as carícias trocadas ficavam mais ousadas. Snape sentia seu
membro rígido, latejante, precisava agir logo. Sabia que perderia o controle em
breve. As mãos dele que ora tirava a calcinha dela, ora tirava a sua própria
roupa, agora sentia a umidade crescente ao tocá-la mais intimamente. A respiração
de ambos era ofegante, quebrando o silêncio da noite. O olhar dele suplicava
pelo consentimento dela e ela em resposta, sorria maliciosamente.
Quantas vezes Hermione sonhou com aquele momento mágico? Quantas vezes
desejou sentir os dedos ágeis dele tocando seu corpo? Seu perfume másculo
intorpecendo-a por inteira? Por mais impossível que fosse, o professor Snape
era mesmo o homem de seus sonhos. Finalmente agora estava tornando-se mulher ao
ser penetrada pela primeira vez, pelo homem que amava.