O presente pedido de aniversário

por Susana Snape

 

Fariam três anos de namoro se ele não tivesse me traído.

É, começo tudo do começo.

Me chamo Hermione Granger, e após a guerra eu descobri-me apaixonada por Severo Snape, magicamente ele afirmou sentir o mesmo por mim e lá estávamos nós vivendo uma torrida e feliz história de amor impossível digna de Jane Austen afinal nem Mr Darcy e Elisabeth Bennet se bicavam tanto, mas então ontem véspera do nosso aniversário eu o vejo sair de uma loja de móveis e decoração bruxa com uma mulher e eles estavam muito próximos, eu entrei na loja e me falaram que era “Severo Snape e a noiva comprando móveis para  a casa”.

HELO EU SOU A NOIVA DELE, EU ACEITEI O PEDIDO DE CASAMENTO, EU VOU- OU MELHOR IA- CASAR COM ELE.

A que dúvida saí correndo atras deles....

Flash Back

Hermione sai correndo da loja Moveis e encantos e acaba alcançando os dois quando eles estavam quase atravessando uma rua.

“Severo.”

Ele a olhou e saiu declarando.

“Não e nada do que vocês está pensando.”- Severo viu fúria no olhar da noiva que saiu falando sem a menos lhe dar tempo de formular uma frase melhor.

“A não é, segundo do vendedor você estava com a sua noiva comparando móveis, que lindo, só tem um pequeno detalhes essa ai não é a sua noiva, eu era a sua noiva.”

“Que papo é esse de era?”

“Exatamente o que você ouviu, eu era. – ela arrancou a aliança da dedo e atirou no chão.”

Severo ainda tentou alcançar Hermione mas ela desaparatou antes que ele conseguisse puxa-la ou explicar alguma coisa.

Fim do flash back

 

Severo ainda bateu a minha porta durante duas horas mas eu fiz um feitiço que não deixou isso perturbar minha leitura e a minha casa é protegida ele não pôde entrar então acabou indo embora que fique com a noiva dele e me deixe em paz.

Esse dia de hoje começou interessante eu acordei as oito da manhã e até meio dia e meio, agora pra ser mais precisa, não tive nenhuma visita nada, absolutamente nada, muito estranho porque eu combinei ir a uma loja de brinquedos trouxa com os dois filhos do Ron porque ele não vai poder mas os danados nem vieram ainda.

Um abatida frenética na porta e lá fui eu só poderiam ser as crianças.

Ou não...

“Hermione que bom que finalmente parece que vai me ouvir- eu tentei fechar a porta mas ele a segurou aberta então eu fui entrando lhe dei as costas, mas ele me seguiu fui juntar as coisas pra sair com os Weasley que iriam bater a porta a qualquer momento e ele me seguiu.”

“Hermione, você não pode Ter ficado brava porque o vendedor supôs que eu estava comprando móveis com minha noiva só porque eu estava com uma mulher.”

“ E com que cara de pau você vem me dizer com a maior normalidade do mundo que levou uma mulher comprar a nossa mobília.”

“Nossa mobília?”

“É ou era pra moquifinho que você tá montando com aquela vadia.”

“Ei, não fale assim dela.”

“Você tem a petulância de defende-la?”

“Claro, você não sabe de nada e está sendo precipitada, e aquele showzinho ontem de jogar nossa aliança no chão, escute aqui mocinha se você não pode confiar em mim, por que aceitou usa-la?”
“Porque eu amo você, mas não vou aceitar traição, me deixa em paz.”

“Não antes de te contar o que realmente aconteceu.”

“E porque eu iria querer ouvir, Severo eu estou a ponto de bater em você, é melhor pra nós dois você sair daqui.”

“Eu corro o risco, me escute...”

Flash Back na visão de Severo...

O dia estava muito tedioso, desde a queda de Voldemort os dias eram assim normais, normais demais para mim.

Não vejo hora de chegar às 20 horas para ir a casa de Hermione, quero passar a noite lá pra ficar o nosso dia todo grudado nela.

Foi então que andando pela rua para resolver problemas da escola, é eu estou lá ainda, encontrei uma velha amiga( ex-colega de escola). Ela em um acidente com a poção que muda a cor dos olhos ficou cega.

Tentei me livrar dela mas não consegui e acabei deixando ela ir comigo comprar uns móveis que eu precisava para a minha sala em Hogwarts, ordens de McGonagall que cada professor tivesse o que desejasse como eu fui abrir a minha boca e falar que queria um tipo de prateleira que não tem em Hogwarts ela mandou-me comprar.

Entrei na loja Moveis e encantos porque vi uma prateleira lá que era exatamente o que eu precisava, e a srta Hoffmann seguiu-me.

Na loja o vendedor me reconheceu porque minha lista de casamento está lá, a mania de minha noiva de espalhar listas de presentes por todas as lojas bruxas e eu fui em algumas e justamente nessa eu havia ido.

O vendedor tratou a mim e a Srta Hoffmann com muita delicadeza eu comprei o que precisava comprar e fui saindo da loja, para despachar minha companhia e ir a casa de Hermione, eu como um bom Genttleman não pude negar um favor que ela me pediu.

“Snape, será que poderia me acompanhar até em casa, estou sem meu elfo guia como pode ver e são só duas quadras daqui.”

Agora alguém me responde como eu poderia negar um favor desses a ela? Eu posso ser sádico, mal humorado, irônico mas ai a deixar a moça cega sozinha no meio da rua? Então quando eu estava ponto de atravessar a rua Hermione apareceu e o olhar acusador dela me deixou só com um frase na cabeça.

Fim do Flash back

Hermione ria.

“Você pensa que eu vou acreditar nessa sua história?”

“Se você tivesse me recebido ontem teria ouvido a própria srta Hoffmann mas você não abriu a porta.”

Hermione ficou mais inclinada a acreditar nele mas então algo aconteceu.

A porta bateu ela foi atender com Severo em suas costas e deu de cara com o recém Viúvo Ron Weasley e os dois piralhos dele.

As crianças ficaram na sala enquanto Hermione foi buscar um casaco, mas Severo queria dizer uma última coisa.

“O que significa isso? Quer dizer que você rompeu comigo não por causa de Hoffmann e sim pra abocanhar o Weasley?”

“O QUE VOCÊ ME TRAÍ E QUER INVERTER A COISA.”

“Não grite as crianças estão ouvindo da sala.”

“Escute aqui- ela disse baixinho- se eu quisesse o Ron, ele estaria comigo e não teria casado você sabe que ele casou depois que começamos a namorar. Hoje é aniversário dos gêmeos e eu me ofereci para leva-los até uma loja de brinquedos trouxa comprar os presentes. Algum problema?”

“Todos, hoje é o nosso dia.”

“E daí...- ela ia continuar mas um dos meninos entrou no quarto e pegou na mão de Severo.”

“Nós vamos, o Sr vem junto, né?  Vai ser legal.”

“Tia Mi podemos tomar sorvete na volta?- disse o outro na porta.”

“Vamos, querida, não deixemos os meninos esperarem.”- Severo disse com a expressão mais cínica que conseguiu fazer.

Hermione bufou. E acabou seguindo Snape que sentiu uma chance de chegar perto dela novamente no menino que estava tão carinhoso para o lado dele.

A moça ia a frente com um dos gêmeos, Severo logo atras com o outro que falava sem parar deixando-o louco para azara-lo.

“Sr, o sr e Tia Mi estão brigados.”

“A Tia Mi está me acusando de algo que eu não fiz.”

“Severo , não envolva o menino nisso.”

Os dois garotos se olharam e olharam para o casal.

Seguiram os quatro para a loja de brinquedos trouxas.

Os meninos se perderam por prateleira e mais prateleiras nos três andares de loja Hermione tentou segui-los mas logo desistiu e combinou deles juntarem o que iriam querer e encontra-los no térreo em um lugar projetado para os pais esperarem os filhos, um lugar com café e revistaria.

Severo apenas acompanhou Hermione calado, conhecendo a noiva como conhecia preferiu deixa-la falar quando desejasse.

E nessa postura passaram-se alguns minutos em total silencio, ele não agüentava mais aquele silêncio.

“Até que são bem comportados aquele dois.”

“São - só então ela levantou os olhos para eelle.”

O assunto morreu e eles ficaram de novo em silencio.

“Então você levou a Srta Hoffmann até em casa?”

“Levei, não ia deixa-la na rua sozinha. Mas ela fez questão de ir falar contigo mas você não nos recebeu.”

Ela olhou para ele o amava e acreditou na história dele mas mesmo assim não se daria por vencida tão fácil.

“Você pode me levar até ela?”

“Claro, assim que os Weasleys forem embora. É o sonho de aniversário de namoro, passear com os filhos dos outros em uma loja de brinquedos.”

Hermione riu, aquele era um bom sinal para Severo, ele sabia que aquilo não duraria muito mais do que algumas longas e chatas horas e ainda tinha a noite toda para comemorar.

Após o termino da compra, Hermione entregou os meninos e os brinquedos na toca e foi com Severo ver a tal mulher.

“Você deve ser Hermione, entre.”

O apartamento da moça era bem decorado e limpo, Hermione sentou e imediatamente um copo de Hidromel apareceu em sua frente.

“Olha querida, eu queria muito falar contigo depois do ocorrido ontem, sabe Snape estava sendo gentil comigo me levando para casa porque eu pedi, sabe eu perdi a visão em um acidente com um daquelas poções que mudam a cor dos olhos eu errei a poção e sem notar apliquei ela nos meus olhos, meu elfo havia voltado para casa e então não vi problema algum nisso, não quero te atrapalhar tá bom, por favor.”

Hermione apenas emitia sons como aham, ah, oh, etc ver que Severo estava falando a verdade era muito duro, não acreditou nele, iria casar com um homem em quem não tinha total confiança.

Mas mesmo assim ainda ficou dialogando com a mulher por mais duas horas. Então eles finalmente se retiraram.

“Então qual a nossa programação?- Severo estava ansioso por um momento com sua noiva a sós.

“Você vai pra sua casa, eu pra minha e deu.”

“Você não acredita que eu não e traí.”

“Acredito mas não muito, você pode Ter combinado com ela o fato da moça ser cega não a transforma em santa.”-Severo ficou chocado com aquilo.

“Hermione, você acha que eu seria capaz de fazer uma canalhice dessas? Você realmente não me conhece.”

“Olha, eu sinto muito ainda estou muito balançada com isso tudo, me dá um tempo.”

“É engraçado que você me pede um tempo no dia que deveria ser o mais feliz da nossa relação. Tudo bem, Hermione, você sabe onde me procurar caso mude de idéia.”

Severo desaparatou.

Agora estava em casa triste aquele noite que ele tinha planejado a semanas estava arruinada, tudo porque ele foi abrir a boca sobre as prateleiras de Hogwarts não serem as mais indicadas para armazenar as poções dos alunos.

“Hogwarts, sempre Hogwarts, minha vida é isso ai por culpa de Hogwarts.”- ele disse a primeira garrafa da primeira coisa com álcool.

Tirou a capa e o casaco que usava por baixo ficando apenas com a camisa, que ele abriu os primeiros 3 botões para ficar mais a vontade ele e sua tristeza.

Sentia vontade de ficar ali a noite toda enchendo a cara quieto ele sabia que quando uma mulher pedia tempo  normal era ela começar a trata-lo com indiferença até que toda ou qualquer afeição fosse virando nada mas o que ele sentia por Hermione era muito forte para se diluir até virar nada. Foi quando achou uma garrafa.

Era uma safra super especial de Vinho feito por elfos que ele ganhou de Hermione no primeiro aniversário de um mês namoro, lembrava que ela fez questão de comemorar um mês, seis meses e depois um ano e no primeiro mês apareceu com essa garrafa, uma safra rara considerada a melhor safra já feita nunca se conseguiu um vinho tão bom, era muito difícil conseguir, mas ela sabendo como ele apreciava a bebida, conseguiu uma para ele.

Ela estava guardada a três anos, queria que a garrafa fosse aberta apenas em um momento especial. Aquele momento.

Pegou duas taças, o vinho, um pequeno embrulho, e foi do jeito que estava para a porta dela.

Bateu e logo Hermione surgiu com um roupão e chinelos.

“Severo o que você faz aqui, ei você bebeu?”

“Só um pouco, eu quero que você me faça companhia nela- ele ergueu  a garrafa que foi reconhecida.”

“Você disse que só ia abri-la em um momento especial e eu pedi um tempo e quando se pede um tempo...”- ele fechou a boca dela com a mão.

“Pedir tempo é uma maneira delicada de dar um chute em alguém. Então eu decidi que quero abri-la porque sei que você vai me comunicar em breve que não existe nada entre nós e eu acho que devemos bebe-la juntos.”

Ela virou a deixou ele entrar.

“Eu vou buscar as taças.”

“Não precisa aqui estão.”

Ele os serviu e beberam, Hermione estava ficando corada devido era muito vinho para uma pessoa mal acostumada com a bebida. Logo ela já estava sem o roupão, apenas de camisola sentada no chão ao lado de Severo.

“Sabe que quando eu pedi um tempo era só pra pensar na minha conversa com a sua amiga e não porque eu queria acabar com a nossa relação, eu amo você.”

Snape a olhou.

“Ainda não estou bêbado o suficiente para seguir minha programação da noite.”- via-se fogo nos olhos dele.

“Ah é.” Ela retirou a taça da mão dele e levantou.

Ela saiu da sala e retornou com um pequeno pacote.

“Feliz três anos de namoro.”

“O que tem ai?”

“Uma pequena coisinha que simboliza o que eu espero que você me dê.”

“Eu dou o que você quiser- ele nem abriu a caixinha só retirou do bolso uma pequena caixinha também- ela também tem um pedido.”

“Vem cá...”

Aquela foi uma romântica e cansativa noite de amor exatamente como Severo queria desde o início, nada de festas, só ele e ela naquela cama com a menor quantidade possível de pano ao redor.

Dia amanheceu e Ambos levantaram ainda com um pouco de dor de cabeça mas muito felizes.

Hermione abriu a caixinha dela primeiro e deu um pulo, Severo apenas sorriu ao abrir a dele.

“Você quer mesmo?”- Hermione perguntou

“Muito, é só o que falta para completar a nossa felicidade.”

“Mesmo eu dando os meus Pitis no meio da rua.”

“Apesar de ser chato me sinto amado com toda a situação. Mas achei que você não ia querer.”

“É só o que nos falta.”

Hermione e Severo se dirigiram abraçados de volta ao quarto, mas não sem antes largarem na mesa seus presentes( pedidos).

Hermione deixou o par de sapatinhos de bebe com o simblo da sonserina ao lado do babeiro com o simbolo da Grifinória que Severo ganhou.

E rumaram juntos para o quarto providenciar um herdeiro, que seria um grande Corvinal ou ainda uma bela Lufa-lufa.

 

FIM

Bem, tá meio tosco mas foi o que saiu. Por favor comente

Susana.



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