Agradecimentos
especialíssimos a minha querida irmã-beta Sheyla Snape, que mesmo morrendo de
sono e sem inspiração, em plena madrugada, teve a paciência de ler e me dar
dicas quentes! E outros tantos a minha outra também muito querida irmã,
Gabrielle Briant, que, sem querer, me inspirou algumas idéias para transformar
isso aqui numa NC-17 hehehehe!
Reveillon
-
Parte I -
Floresta
Proibida
Hermione Granger estava sentada na beira de sua cama no dormitório
feminino da torre da Grifinória, olhando para o seu vestido estendido sobre a
cama. Era 31 de dezembro. Deveria estar feliz como todos por um ano novo vir,
mas não conseguia, não podia. Desde que seu 7º ano se iniciara, há apenas
quatro meses, muitas coisas aconteceram, algumas boas, muitas ruins, e o simples
fato de que era seu último ano ali em Hogwarts era o bastante para entristecê-la.
Lembrou-se de seu romance com Draco Malfoy, que se iniciara em seu 6º
ano, mas que há um mês terminaram. Draco, apesar de ser um garoto muito
bonito, inteligente e, Hermione descobriu mais tarde, capaz de amar, fez a
besteira de insistir em tornar-se um Comensal da Morte, seguindo os passos de
seu pai. Isso bastou para Hermione nunca mais querer olhá-lo na cara novamente.
Ela jamais manteria relação alguma com um homem que seguia um ser tão maligno
como Voldemort, que ainda por cima queria destruir todos os trouxas e mestiços
do mundo. Por mais que seu coração doesse, ela não podia permanecer com ele.
Teria de se conformar. Se Draco realmente a amasse como dizia, escolheria ficar
com ela. Mas ele era covarde demais para ir contra seu pai e Voldemort.
Sentia-se só… Não apenas naquele momento, mas era uma solidão
constante. Harry e Rony haviam ido passar o Natal e Ano Novo com a família,
enquanto ela preferiu permanecer no castelo para estudar para os NIEM’s, que não
estavam tão longe assim. Porém, sabia que mesmo se seus melhores amigos
estivessem ali, ela ainda se sentiria sozinha…
Resolveu vestir-se e descer logo, antes que alguém viesse a sua procura.
Ficaria apenas por algum tempo por respeito a Dumbledore, mas voltaria para sua
cama assim que possível.
Com um aceno da varia, seu cabelo estava impecavelmente arrumado em um
rabo-de-cavalo alto. Mais um aceno e a maquiagem estava pronta. Algo simples e
leve, assim como seu vestido branco.
Desceu a Torre da Grifinória, indo em direção ao Salão Principal.
Logo que chegou viu as poucas pessoas que permaneceram no castelo. Dumbledore
contava alguma piada ao ouvido de Minerva McGonagall enquanto dançavam, a julgar
pelas risadas um tanto escandalosas dela.
Filch permanecia recostado a um canto, acariciando sua gata, com a cara de desagrado de sempre, olhando para Hagrid que carregava a professora Sibila Trelawney pelo salão, tentando em vão acompanhar a valsa que tocava ao fundo.
Um elfo-doméstico trouxe uma bandeja até Hermione, contendo alguns copos de cerveja amanteigada, suco de abóbora e taças de champanhe. Ela preferiu champanhe para tentar afogar a inexplicada tristeza.
Continuou vagando pelo salão, olhando para o nada, apenas sentindo o álcool
e a música tomando conta de seu cérebro. Sabia que apesar de ter permissão
para consumir champanhe por já estar no sétimo ano, não devia abusar… Era
fraca demais para o álcool. E poderia levar uma séria repreensão do diretor
por passar da conta. Mas quem se importava? Todos estavam ocupados com suas
conversas e danças… Ao menos quase todos.
Draco Malfoy chegou por trás, passando o braço pela cintura de Hermione
e, com a outra mão, tirando a taça de champanhe de sua mão.
- Não acha que já bebeu demais por uma noite, Hermione?
- Não, Draco, eu não acho. E quero beber mais. Pode devolver minha taça?
- Só se você me der um beijo…
- Draco… por favor… Já falamos disso. Combinamos que iríamos evitar
nos falarmos por algum tempo.
- Mas eu não quero evitar falar com você, Hermione. Você sabe o que eu
quero. Que tal irmos até a Torre de Astronomia para assistirmos à queima de
fogos?
- Não, não é uma boa idéia. Eu… eu acho que realmente bebi demais.
Não quero me arriscar ficar a sós com você. Draco, entenda, já acabou. Eu não
o amo mais. Acabou. Terminou. Agora é cada um para o seu lado. Olha lá, a
Pansy está chamando você… Dê uma chance a ela e me deixe em paz.
Draco soltou um suspiro e largou Hermione, olhando para o chão.
- Tudo bem, Hermione… Já entendi. Você está me dando mais um fora.
- Mas que droga, Draco, você me obriga a fazer isso! Eu não o quero
mais, entende? Eu quero ficar sozinha. Preciso rever algumas coisas, pensar
sobre minha vida, pensar sobre o que farei quando sair de Hogwarts. Eu preciso
estudar para os NIEM’s. Eu preciso… eu preciso ficar sozinha. Dê-me licença.
Sem esperar por uma reação, Hermione afastou Draco de sua frente com o
braço e saiu a passos largos em direção aos jardins. Precisava tomar um ar.
Logo que pisou fora do castelo, o vento gelado do inverno penetrou com
força em sua pele. Abraçou a si própria, numa tentativa de se esquentar.
Tentou ignorar o frio e continuou andando sem rumo. As lágrimas chegaram fáceis
e ela nem sabia exatamente o porquê de elas terem aparecido.
Andou sem parar, torcendo para que o frio congelasse também suas mágoas,
além de suas lágrimas. Andou até sentir uma mão quente segurando seu braço,
obrigando-a a parar e se virar para a pessoa.
- Hermione, o que faz aqui fora nesse frio?
- Neville… Ah, eu não sei! – respondeu ela, abraçando o amigo e
chorando no seu ombro.
Longbotton afagou os cabelos da moça, pedindo para que ela se acalmasse.
- Vamos lá para dentro, Hermione, então você me conta o que está
acontecendo.
- Não! Eu… eu não quero entrar. Prefiro ficar aqui fora.
Ele suspirou.
- Bem… ao menos parou de nevar. Tome – disse ele colocando seu paletó
sobre os ombros da garota. – Agora me conte, Hermione… O que aconteceu? Por
que está assim?
- Eu… eu não sei, Neville… É que… Ah, sei lá! Acho que estou
gostando de alguém.
- Mas e Draco?
- Eu não o amo mais. Ele me decepcionou muito. É claro que meu
sentimento não se extinguiu assim, por inteiro… Mas não quero mais saber
dele.
- Sei… então, de quem está gostando?
Hermione suspirou e se virou de costas para Neville. Não estava certa se
queria dividir isso com alguém ainda.
- Prefiro não dizer, Neville… Ao menos por enquanto.
Apesar do frio, o garoto sentiu seu rosto esquentar, e seus olhos
brilharam, quando ele imaginou o que aquilo que ela disse poderia significar.
Colocou sua mão sobre o ombro dela.
- Hermione, eu… Há algo que eu gostaria de lhe contar. É que…
- Diga, Neville – falou ela, votando-se para ele e enxugando as próprias
lágrimas.
Longbotton segurou as duas mãos
de Hermione nas suas e olhou fundo em seus olhos.
- Hermione, eu estou apaixonado por você. Desde que nos conhecemos… Eu
sempre achei que jamais teria chances com você, a mais inteligente, a mais
bonita, a melhor em tudo… Mas agora eu estou dizendo tudo a isso a você com
esperança de que seja de mim que você está gostando. Eu amo você, Hermione.
Ela ficou em estado de choque. Não respondeu, não mexeu um músculo
sequer, ficou apenas olhando para aquele garoto a sua frente, o brilho nos olhos
dele lhe confirmando as palavras que ele lhe dissera. Mas não, não era por ele
que ela se apaixonara. Não seria certo dar esperanças a ele.
- Neville… - ela começou, retirando suas mãos das mãos dele – eu
gosto muito de você, gosto da sua amizade, sua companhia… Mas infelizmente não
é de você que eu gosto. Eu preferiria que fosse, porque você é tão legal…
E tenho certeza de que seria um namorado perfeito. Mas… Não, eu não posso. Não
seria honesto com você e nem comigo mesma. Sinto muito por fazê-lo sofrer. Não
queria que fosse assim… Mesmo sabendo que não devo alimentar esse amor que
sinto por outro homem, por ter certeza de que minhas chances são zero, prefiro
sofrer esse amor e ficar sozinha a enganar alguém tão bom como você.
- Então… isso é um fora.
- Não, Neville, por Merlin, não!
- Então tenho alguma chance
de conquistar você? Devo ter esperança?
- Não. Quer dizer… Não que eu não queria, é que…
- Tudo bem, já entendi. Sofra por essa pessoa, então, que você tem
certeza que não te quer… Passar bem, Hermione.
- Neville, espere!
Mas ele já havia ido. Foi então que Hermione percebeu que ainda estava
com o casaco dele. Colocou a mão no bolso e sentiu algo. Ao retirar a mão,
junto veio um pedaço pequeno de pergaminho. Ela o abriu e leu:
“Hermione,
Eu sou e sempre serei um covarde. Não sei se conseguiria lhe dizer isso
pessoalmente, mas acontece que me apaixonei por você. Na verdade acho que eu
deveria criar coragem e lhe falar pessoalmente, não é? Você jamais iria
gostar de um garoto que não consegue ser homem o bastante para fazer uma
declaração ao vivo, certo? Então, por favor, encontre-me daqui 15min. no Salão
Comunal da Grifinória para podermos conversar. Lá ninguém poderá nos
incomodar. Estou te esperando!
Soltou mais um suspiro e ficou olhando para o pergaminho, sentindo que
acabara de perder um amigo.
O som de um primeiro fogo de artifício a assustou. Hermione olhou para o
céu escuro e viu uma explosão de cores se espalhando pelo veludo negro que
cobria a noite. Logo o céu já estava todo coberto por inúmeros fogos de artifício
de formas e cores diferentes. Alguns formavam frases, outros desenhos e até
algumas cenas animadas.
Se fosse um ano atrás, ela estaria se divertindo muito com tudo aquilo.
Mas não conseguia. Sentiu-se com se todos os sentimentos de tristeza e solidão
voltassem de uma só vez, somando-se agora ao pesar por ter magoado seu amigo
Neville. Ele não merecia aquilo. Deveria ir conversar com ele. Por sua culpa, a
festa de Reveillon de um de seus melhores amigos transformou-se em tristeza.
Como se já não bastasse ela própria estar desanimada…
Continuou andando, sem enxergar nada a sua frente, ouvindo os gritos de
“feliz ano novo” e os fogos estourando cada vez mais distante. Podia ouvir
como os outros estavam felizes e animados e sentiu-se triste principalmente por
não compartilhar da alegria de um novo ano, de um novo começo…
por não estar compartilhando de toda a felicidade que a rodeava.
Mal ela sabia que não era a
única.
De súbito, uma mão
colocou-se em seu ombro e a virou bruscamente fazendo-a encara-lo. Ela soltou um
gritinho de susto quando viu uma pessoa alta com uma capa e um capuz negro
encobrindo seu rosto quase por completo. Seu primeiro pensamento foi um Comensal
da Morte. Bem… quase acertou.
Seus
olhos instintivamente percorreram o pouco do rosto que estava a mostra, e
rapidamente ela pôde reconhecer o nariz adunco, a pele macilenta e extremamente
branca que quase brilhava em contraste ao negro da capa. Perdeu-se um pouco nos
finos lábios que há tanto tempo lhe eram objeto de anseio, desejo… Foi
interrompida em seus pensamentos pela voz aveludada que lhe chamava.
-
A senhorita por acaso poderia retornar do mundo da lua e prestar atenção no
que eu estou falando?
- Professor Snape!
Assustou-me!
- Perdão, senhorita Granger, mas sinta-se com sorte que fui eu quem lhe
abordei, e não alguma criatura perigosa que a visse aqui nessa floresta.
Foi então que Hermione parou para prestar atenção ao local estava.
Surpreendeu-se ao perceber que estava na Floresta Proibida, e não era apenas na
entrada… Havia penetrado fundo na floresta, e os fogos de artifício agora
eram apenas um som baixo ao fundo, misturado ao som dos grilos e criaturas que
Hermione preferia não tomar conhecimento.
- Puxa! Nem me toquei. Eu estava distraída…
- Distração que poderia ter lhe custado a vida! Por que não está lá
festejando com os outros?
- Eu não estou muito animada para festas, professor Snape. E o senhor, o
que faz aqui?
- Eu estava… - então ele parou de falar e olhou aborrecido para sua
aluna. – Oras, eu não lhe devo satisfações! Agora é melhor irmos andando
antes que sejamos encontrados primeiro.
- Ah, professor, mas eu tenho certeza de que se alguma criatura maligna
aparecesse, o senhor iria me proteger e acabar com ela em menos de cinco
segundos.
- Poupe-me de sarcasmos, senhorita Granger, e andemos logo!
Ela deu uma risadinha e começou
a seguí-lo. Mas repreendeu-se em seguida ao se tocar que sua animação havia
voltado ao ver seu Mestre de Poções preocupado em salvá-la. Não deveria se
animar. Não por ele. Era loucura sentir o que estava sentindo!
Após cinco minutos de caminhada, Hermione tropeçou em uma raiz de árvore
e caiu com um baque forte no chão.
- Ora, Granger, será que não consegue olhar por onde anda?
- Eu… não vi… - seus olhos se encheram de lágrimas.
- Agora vai chorar como uma menininha mimada?
- Professor… eu torci o tornozelo… Está doendo!
Ela tirou a mão de cima do tornozelo. Snape fez uma careta, então bufou
e se abaixou perto dela.
- Bela hora para se torcer o tornozelo, hein, senhorita Granger!
-
Peço perdão, professor, eu deveria ter deixado para torcer meu tornozelo
quando já estivéssemos fora daqui! – gritou ela, com raiva. – Ou quem sabe
pedir permissão para ele para torcê-lo na sua presença?
Snape se espantou com a
coragem da garota. Então apenas suspirou e analisou o tornozelo dela.
- Está certo… Mas não
posso fazer nada aqui. A única coisa que posso fazer é colocar um feitiço
para anestesiar a dor temporariamente, então sairemos daqui e a senhorita será
tratada pela Madame Pomfrey.
- Tudo bem – ela respondeu baixo.
Hermione ficou observando o professor tocar gentilmente em seu tornozelo
e encostar a ponta de sua varinha ali, murmurando um feitiço. Logo a dor havia
passado completamente. Snape estendeu a mão para ajuda-la a se levantar.
- Obrigada, professor – ela disse enquanto se levantava, mas não
conseguiu se manter de pé, e teria caído novamente no chão, se não fosse
pelos braços ágeis do bruxo que a ampararam. – Oh, obrigada de novo! Acho…
que não conseguirei andar sozinha.
- Ahn… - Snape olhou-a de cima a baixo, admirando as belas formas da
aluna, que já era uma verdadeira mulher, sob o vestido, tentando ignorar a
pulsação que sentiu entre as pernas. – Deixe que eu a ajudo – ele disse,
colocando-a sobre seus braços.
Hermione deu um sorriso discreto, não sabendo se deveria se sentir
triste por estar naquele local com seu tornozelo torcido, ou feliz por estar nos
braços do homem que nos últimos meses vinha invadindo seus sonhos. Passou os
braços em volta do pescoço dele e deixou sua cabeça descansar no peito do
professor.
Quase 10 minutos de caminhada já haviam se passado, e Hermione começou
a sentir a dor voltando.
- Professor – ela chamou –, será que falta muito para chegarmos? Meu
tornozelo está doendo de novo!
- Não sei, senhorita Granger. Eu conheço essa floresta como a palma de
minha mão, mas confesso que nunca havia estado aqui antes… Mas isso é muito
estranho, porque tenho certeza de que estávamos no caminho certo. Algo aqui está
errado.
Snape parou e colocou Hermione no chão, mas sem soltá-la. Ambos olharam
a sua volta, e tudo o que viram foi árvores, árvores e mais árvores. Ao olhar
para cima, não se via céu, não se via lua, não se via ou ouvia fogos, o único
som do lugar era o piar das corujas. Estava muito escuro; a única luz do lugar
era a que saía da ponta da varinha de Snape.
Hermione apertou o braço do professor e deu um gritinho agudo.
- O que foi, senhorita Granger?
- Ali – disse ela com a voz e a mão tremendo, apontando para um ligar
entre as árvores –, eu vi…
- Viu o quê? – perguntou o bruxo, impaciente.
- Não sei! Um vulto, uma sombra, sei lá! Mas tinha algo se mexendo ali!
Ele ficou olhando para o local para onde ela apontara, quando os dois
ouviram um barulho de folhas sendo remexidas atrás deles, e se viraram
bruscamente.
- Professor, o que é isso?
- Eu não sei, senhorita Granger. Mas tenho um palpite…
- Que palpite?
- Se for o que eu estou pensando, isso tudo aqui é apenas uma ilusão
para pensarmos que estamos perdidos, e então ficarmos desesperados. E a partir
dessa fraqueza, o que está fazendo isso conosco continuará criando ilusões
para acharmos que vamos morrer, até ficarmos loucos e desorientados, podendo
nos levar ao suicídio.
- Oh, por Merlin, então o
senhor acha que pode haver vários bichos-papões por aqui?
Mais um vulto passou depressa, dessa vez perto deles. Hermione deu outro
gritinho.
- Na verdade, eu tenho certeza. Quando eles estão em bando, ao invés de
se transformarem naquilo que mais nos assusta, criam uma situação como esta.
Por isso, senhorita Granger, lembre-se das suas aulas de Defesa Contra as Artes
das Trevas: não se deixe levar pelas ilusões, tenha consciência de que é
tudo mentira e nada poderá lhe machucar. Eu estou aqui para protegê-la. Fique
de olhos fechados e não largue minha mão! Lembre-se que a maior arma contra
eles é ignora-los! Vou tirar a senhorita daqui o mais rápido possível.
Hermione assentiu, segurando firme na mão no professor e então fechando
seus olhos. Com a mão livre, apertou em volta de si o casaco de Neville.
Esquecendo totalmente a dor em seu tornozelo, deixou lugar para um medo súbito
e intenso de que ela e seu professor que descobrira amar não fossem sair vivos
dali.
N/A:
Fim
do comecinho!! Hehehehe. Esclarecendo a história dos bichos-papões… Eu não
achei outro bicho legal pra colocar nessa parte da fic, então inventei essa de
bicho-papão em bando… Espero que tenham gostado!!
Prometo não demorar a postar a próxima parte!