Por Claire D’Lune
Sinopse da fanfic: Hermione
se vê solitária em pleno Reveillon, ela sente o peso do mundo em suas costas e
quer ficar sozinha pra refletir. Será esse o melhor caminho? Como várias coisas
são despertadas com um simples esbarrão? Há tantos mistérios na vida das
pessoas que nem elas mesmas são capazes de compreender. Tudo pode acontecer num
único sonho... ou numa única noite.
Nota do autor: Esta é uma NC-17, feita
em resposta ao desafio de Ano Novo do site. É apenas uma one-shot. O que já foi
bem difícil pra eu escrever, pois desenrolar uma história do tipo em uma fic
curta é um pouco complicado. O meu medo principal foi de perder o foco. Mas cá
está, e espero que gostem. Se tiverem críticas (boas ou ruins), por favor, me
enviem. Pois eu espero melhorar sempre.
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No seu
último ano escolar ela já podia sentir falta de tudo que vivera ali naquele
castelo. Mas Hermione Granger estava decidida que a sua vida não era só
combater bruxos malignos sobre a sombra de Harry Potter, nem muito menos
esperar afagos do já insuportável e metido Ronald Weasley.
- Eu te
odeio Rony Weasley! - Disse em voz alta, no meio do quarto vazio por causa das
alunas que viajaram nas férias de Natal.
O Natal
passara e ela havia ganhado um daqueles suéteres tricotado pela mãe Weasley,
qual vestia no momento. Molly Weasley provavelmente pensara que Hermione era praticamente
da família após o verão passado quando pegou Rony e ela em beijos ardentes,
"presos" no armário de vassouras. Mas Rony era metido solteirão e
após aquele verão Hermione não o quis mais.
- Você que
fique com as suas vadias! - E depois de dizer isso se pôs a pular na cama feito
louca, rindo. A sensação era de liberdade, estava só e era livre.
Era manhã
do dia trinta e um de Dezembro, e ela e Neville eram os únicos da Grifinória
que restavam no castelo. Ela preferiu ficar em Hogwarts a agüentar o Ano Novo
na Toca ou com seus pais na França. Mas logo estaria sozinha, pois a avó dele
viria buscá-lo pra passar esses últimos dias junto dela e dos pais que foram
liberados pra ficarem em tratamento em casa. Neville estava contente com isso.
Dava pra ver pelos sorrisos mais sinceros, isso deixava Hermione muito feliz.
Neville era um amigo de alta estima com ela.
Ficou
deitada na cama, após tantos pulos olhando fascinada para as cortinas da cama.
A sensação de liberdade era maravilhosa. Decidiu vestir e sair pra tomar café.
Estava frio, havia nevado na noite anterior. Colocou uma saia envolpe, que era
meio velha e por isso estava curta, meias longas pra esquentar as pernas, uma
camisa, um outro suéter, e um cachecol grosso. Desceu até o salão comunal, onde
estava Neville provavelmente esperando por ela.
- Bom dia
Neville!
- Bom dia
Mi-mione! - Ela notou que ele estava olhando pra suas pernas.
- Isso é
frio? Ou você não devia olhar pra minhas pernas?
- Desculpe.
- Ele corou.
Ela foi até
ele e o abraçou.
- Se comporta...
Vamos tomar café! - Sorriu, puxando Neville, que ainda estava vermelho, pela
mão.
Iam
seguindo caminho para o salão principal, que estava vazio por causa das férias.
Os alunos das outras casas se juntaram a eles na mesa da Grifinória. Luna Lovegood
e Teo Boot da Corvinal e Ernie Macmillan da Lufa-lufa. Haviam alguns
sonserinos, mas não se misturavam. Draco Malfoy era bem atraente com aqueles
olhos verdes, mas a maioria das meninas achavam que o fim dele era se afogar no
próprio ego. Então a única que lhe dava bola era Pansy Parkinson, sentada ao
seu lado na mesa, com cara de que a comida tinha um cheiro ruim. Outro que
estava ao lado deles era Goyle. Os alunos sentados na mesa da Grifinória
julgavam que eles ali estavam porque não tinha muita graça ir pra casa com os
pais presos em Azkaban. O pessoal na mesa Grifinória observaram McGonagall se
aproximar.
- Bom dia
Alunos! Só vim avisar que não teremos uma grande festa por causa do número de
alunos. Mas as torres do lado de Hogsmeade vão estar disponíveis caso vocês
queiram um bom lugar para ver os fogos do vilarejo.
Hermione
ouviu a mensagem, e viu que Severo Snape se encaminhava para a mesa da
Sonserina, provavelmente para dar o mesmo recado. Lembrou que Neville iria
embora e essa noite ela estaria sozinha. Logo que saíram do salão principal,
ela e Neville depois de se agasalharem, caminharam pelo pátio coberto pela
neve. Deixando as pegadas bem marcadas. Quando iam sentar em um dos bancos, o
grupo Sonserino apareceu.
- Que ótimo
que os pombinhos estão aqui! - Draco deu um sorriso amarelo.
- Nem ligue
Neville. - Hermione comentou. - Idiotas devem ser ignorados...
Eles
passaram pelo grupo. Draco se virou e petrificou Neville.
- Me ignore
agora, sague-ruim!
- Você não
cresce Malfoy?
- Eu cresci
sim Granger, todos nós crescemos. E temos problemas. Por exemplo, o meu amigo
Goyle... - Sem que percebesse Pansy Parkinson havia dado a volta e lhe segurou
as mãos atrás das costas.
- Sua...
sua... - Hermione tentou se soltar e Draco apressadamente ajudou Pansy. Desta
maneira ela estava presa. Ela puxou o cachecol do pescoço de Hermione com
violência e vedou seus olhos. - Pra que?
- Meu amigo
Goyle tem problemas com as meninas, Granger. E muitas vezes nós temos que
ajudá-lo.
- Que
Nojento!
- Esquece
Malfoy, eu não vou beijar uma sangue ruim! - Goyle falou engolindo seco, como
se tivesse medo de Malfoy.
- Calado
animal! Faça sua parte!
Hermione
começou a chutar o vento querendo acertar Goyle ou qualquer coisa que não fosse
vento. Estava furiosa com a quebra do seu sossego. Malditos sonserinos. Ela
sentiu uma mão deslizando em sua coxa e se debateu mais ainda e acabou
acertando algo. Ouviu uma exclamação de dor vinda de Goyle.
- BASTA! -
ouviu a professora McGonagall dizer.
Sentiu que Draco a empurrara pra frente
e ela no impulso caiu. Mas não caiu no chão.
"Cai
sobre a professora!" - pensou alarmada.
Mas o corpo
sob o dela não era de mulher, era um homem. O peito era aconchegante e o cheiro
era bom, não era mirrado como dos outros meninos sentiu que ele colocou a mão
no joelho dela com a menção de levantá-la, depois em sua cintura. Foi então que
caiu em si. Aquele era o professor Snape, foi o que ela soube por causa da
veste que comumente usava. Sentiu o rosto enrubescer e até pensou em não tirar
o cachecol do rosto. Mas era bobagem. Ficou pensando em muitas coisas, até que
ouviu.
- Srta.
Granger, você está bem? - A professora Minerva perguntou logo após tirar a
azaração de Neville.
"Tenho
que levantar! Tenho que levantar!". Hermione pensou.
- Estou
bem. - E se levantou lentamente ainda de olhos vedados. - Sentiu ele a apoiando
pelos ombros sem nem dizer nada. E assim que ficou de pé tirou o cachecol sobre
a cabeça, pois o nó estava apertado demais para ser desfeito. Olhou para Snape
que tinha a mesma cara de desdém de sempre. Chegou a desejar colocar a venda
novamente, pra se esconder de vergonha.
- Eu sei
Minerva... eu mesmo cuidarei disso. - Ele disse diante do olhar inquisidor da
professora. E saiu esvoaçando as vestes atrás dos sonserinos imaginou Hermione.
- Srta.
Granger acho melhor você cuidar desses joelhos. - Ela olhou para os próprios
joelhos que deixaram marca de sangue na meia. Tinha ralado os joelhos. -
Longbotton, acho melhor o senhor arrumar suas coisas para estar pronto quando
sua avó chegar, o que não tarda. Se precisarem de mim, estou em meus aposentos.
- A professora McGonagall voltou ao caasstelo.
Hagrid
encontrou com eles quando ia sair do castelo para sua cabana.
- Hey
Mione, é só lavar bem com água e sabão. - Hermione riu.
- É o que
minha mãe diria Hagrid, é o que ela diria! Vai ver os fogos de Hogsmeade hoje?
- Não. -
Ele ruborizou um pouco mais que o normal. - Vou a uma festa com Madame Maxime.
- Ah,
certo, divirta-se!
Hagrid
acenou ainda tímido e partiu pra cabana.
- Pode vir
comigo se não quiser ficar aqui sozinha, Mione... - Neville convidou.
- Não se
preocupe, Neville, eu vou ficar bem. Acho que você merece um tempo só com seus
pais. - sorriu.
Hermione
foi até o banheiro dos monitores para lavar os joelhos enquanto Neville foi
arrumar suas coisas para ir embora. Ela decidiu por tomar logo um banho tirou
delicadamente a roupa e entrou na banheira quente. Esfregou levemente os
joelhos com água e sabão e apoiou a cabeça numa pequena toalha que tinha
colocado na borda deixando o corpo relaxar. A água estava numa temperatura
aconchegante. Ela fechou os olhos para relaxar um pouco.
-
Delicioso... - suspirou.
Pensou em
como seria gostoso poder deitar no peito dele. De como era bom sentir o calor
dele. Que aquele cheiro irresistível deveria ser bem mais forte quando beijasse
seu pescoço. Colocou a mão na cintura
se lembrando de como era o toque dele em seu corpo. Passou a mão pelo rosto
sentindo quão bom seria ter o toque dele. Desceu as mão pelo pescoço, pelo
peito, pelos seios e viu sua respiração alterar. Abriu os olhos assustada com
os próprios pensamentos.
"Convenhamos
Hermione Granger, você não é tão santa assim". Ela pensou consigo mesma e
deu um pequeno sorriso. "Ele é homem, o toque dele é bom e o corpo é
aconchegante. Mas e daí? Ele é seu professor. Ótimo! Tudo o que você precisava
é de encrenca!"
Calou os
próprios pensamentos e terminou o banho.
"Tudo
que tenho a fazer é continuar como se nada tivesse me chamado atenção."
Snape era
professor dela e não objeto de desejo. Ela havia tomado essa decisão. E era
assim que devia ser. Quando chegou no salão comunal Neville já estava de saída.
Ela abraçou forte o amigo e este disse que em alguns poucos estaria de volta.
Mesmo assim ela já não estava vendo tanta graça em ficar sozinha. Ficou um
tempo no salão comunal sozinha, por isso vestida à vontade com camisa e um
shorts jeans, lendo o Profeta Diário que dizia sobre as comemorações de Ano
Novo em Hogsmeade. Uma página em específico dizia de feitiços que podiam ser
realizados somente naquela data. Ela achou interessante saber que usar roupa
íntima vermelha não era simplesmente uma simpatia trouxa. Mas que na Grécia
era, com os devidos cuidados mágicos,de devotar o novo ano a Deusa Afrodite,
pedindo por amor. Vagueou o pensamento entre os seus amigos e acabou por
adormecer na poltrona.
Mergulhou
nos sonhos como se fosse algo real. Por mais que quisesse sua imaginação não a
deixava. Snape tinha a impressionado de tal forma, que ela sentia desejo por
ele. Estava só e estava livre. Devia poder desejá-lo. Mas ele era mais velho,
era um professor rabugento e repugnante por vezes. Quis que ele a desejasse com
a mesma intensidade que ela sentia por ele. Foi quando viu que ele invadira a
Torre Grifinória para que pudesse tomá-la nos braços. Ela que estava na sala
comunal a princípio se assustou e ergueu da poltrona para tentar enxotá-lo
dali. Mas ele a agarrou e sussurrou no ouvido dela que adoraria saber o que uma
sabe-tudo é capaz de fazer. Ela o olhou nos olhos duvidando do que ouvira.
Então ele a beijou, lenta e profundamente. Como se quisesse sentir cada gosto
que havia nela.
Assim,
Hermione se deixou levar. Sentindo as mão dele em seu corpo, abraçada ao
pescoço dele deixando com que ele tomasse conta dela. Ele subiu a mão pelo
ventre dela e foi desabotoando sua camisa aos poucos, deixando exposta a
lingerie vermelha. Desabotoou o shorts dela deixando que caísse sobre os pés.
Assim ela o viu sentar no sofá, no salão comunal da Grifinória e a chamar para
que sentasse em seu colo. Hermione caminhou até ele como em transe e sentou em
seu colo o envolvendo com as pernas. Ela beijou o pescoço dele sentindo seu
cheiro inebriante. E ele a puxou pra si fazendo com que seus corpos ficassem
colados. Se soltando um pouco ela foi soltando os botões da camisa dele
enquanto ele lhe arrancava suspiros enquanto acariciava suas coxas. Ela
acariciou o corpo dele e ele pôs se a beijar seu pescoço, seu ombro e descer
pelo seu peito, afastando a alça do sutien e alcançando seus seios já
intumescidos pelo desejo. Ela se sentiu perdida nos braços dele quando ele se
pôs a dar pequenas mordidas em um de seus seios enquanto apertava levemente o
outro com a mão. Deu um leve gemido quando ele passou a língua por eles. Ele
desabotoou o sutien tirando quase sem que ela percebesse. Voltou a beijá-la,
apertando contra o corpo. Ela sentiu seus seios apertados contra o peito dele.
A sensação de ter ele entregue ao desejo e se entregar era libertadora. Era
como se o cheiro do corpo dele e o dela fossem um só, enquanto o calor deles se
misturavam. Os beijos já continham mais volúpia e os corpos se desejavam. Ela o
olhou profundamente nos olhos dele o desejando cada vez mais.
Abriu a
calça dele o sentindo excitado. E o acariciou enquanto ele a beijava. Ela o
abraçou forte quando ele a tocou com os dedos, afastando sua calcinha e
sentindo seu sexo. Mordeu levemente a orelha dele e sussurrou para que ele a
tomasse. E assim ele a penetrou segurando firmemente pelas coxas, quando ela se
contorceu levemente para trás de prazer. Correu as mãos pelas costas dela a
puxando pra beijar seu corpo enquanto ambos se movimentavam sentido o desejo
explodir. Os gemidos dela aumentavam e a respiração deles ofegava. Ela pode
sentir os dedos do pé adormecerem e teve espasmos conforme o ritmo dele
aumentava. Ele tinha o rosto enfiado no pescoço dela e ela sentia sua
respiração quente batendo contra a pele. Sentiu perder o controle do próprio
corpo e ele a segurou pela cintura mantendo o ritmo que a penetrava. Foi quando
ela sentiu como se uma corrente elétrica passasse por cada nervo de seu corpo,
perdendo totalmente o controle dos músculos se arqueando pra trás num orgasmo
de prazer, com gemidos que abafavam os dele. Ela pode sentir ele queimar dentro
dela e chegar ao ápice do prazer poucos instantes depois que ela. E assim ambos
ficaram ofegando. Ela se abraçou nele, deitando a cabeça em seu peito nu. E ele
acariciou sua cabeça ainda segurando seu corpo contra o dele.
Ficaram um
tempo assim sentindo a presença um do outro tentando acalmar a respiração. Ele
a fez sentar-se na poltrona recompondo-se. Ela não sabia que podia se sentir
assim, como se fosse invadida por uma quente brisa. As bochechas estavam
rosadas e as pernas bambas. Ela parecia sonhar e deitou a cabeça pra trás
esquecendo da vida e fechando os olhos pra sentir aquela sensação. Ele segurou
em seus ombros balançando como se quisesse acordá-la, chamando.
- Granger!
Granger! Acorde!
Ela acordou
assustada, tinha o Profeta Diário aberto em seu colo. Snape a olhava e ela viu
nos olhos dele uma breve preocupação, mas logo a expressão de desdém voltara a
seu rosto. Foi quando ela percebeu que tudo não passara de um sonho.
- A
professora McGonagall ficou preocupada por você não ter aparecido pra comer e
pediu que eu viesse. Em vão, obviamente, ela não pensa que grifinórios sejam
tão preguiçosos.
Ela ficou
olhando pra ele atônita. Ele virou e saiu pelo quadro da mulher gorda.
"Um
sonho... droga... um sonho!". Ela pensava consigo mesma não acreditando.
Foi até o
quarto e abriu levemente a camisa, vendo a lingerie branca e provando pra si
mesma que não passara de um sonho. Se viu com um certo desencanto e praguejou
contra Snape.
- Eu é que
não quero nada com você seu SEBOSO!...DROGA!
Arrumou-se
novamente e foi até a biblioteca ler alguma coisa que a desviasse daqueles
pensamentos. Mas parecia impossível. Encontrou com Luna, e até pediu o exemplar
do Pasquim para ler, porque as conversas de Luna eram malucas demais. Chegou
até conversar um pouco com ela, mas tudo fora em vão... aquele sonho não a
deixava. E o resto do dia passara arrastado. Estava frio demais lá fora pra
poder sair e caminhar. Ficou um bom tempo olhando pela janela da Torre da
Grifinória. Se surpreendeu quando viu Snape do lado de fora, circulando pelo
lado do castelo e se abaixou na janela como se ele pudesse vê-la, mas não tirou
os olhos dele.
Aparentemente
estava com muito frio. Então porque estaria andando ali? Não se prendeu muito a
esses pensamentos e apenas ficou olhando enquanto ele caminhava. Ficou pensando
que a vida dele devia ser um tanto solitária, enfim, aquilo tudo havia vindo da
ambição dele a partir do momento que havia se tornado um Comensal da Morte.
Nada do que ele fizesse poderia mudar aquilo. De repente ela sentiu seu desejo
se tornando pena. Desejou ficar ao lado dele para apoiá-lo quando precisasse.
- Ah,
peloamordeDeus... Hermione Granger, você o odeia, sempre odiou... Ele sempre
quis que você se sentisse uma fracassada. Olhe para o rosto dele é sempre o
mesmo desdém de sempre. - Se lembrou que quando ele a acordou parecia levemente
preocupado. - Ele não estava preocupado com você Hermione Granger, ele estava
preocupado com ele mesmo ali sozinho com uma aluna em trajes...er pequenos...
Será que ele estava me olhando há muito tempo? - Ela colocou a mão tapando a
boca com espanto. - Decididamente não Hermione Granger... Decididamente a vida
é muito mais que um desejo.
Sentou
encostada a parede com os braços cruzados sobre o joelho e a cabeça apoiada nas
mãos. E o único desejo que tinha agora era não estar mais só. Sentiu algumas
lágrimas correrem pelo rosto. Se recompôs no banheiro depois de um tempo e foi
jantar.
No salão
principal havia uma mesa apenas, visto que quase não haviam alunos. Os
professores ainda não haviam chegado, então os alunos estavam bem separados. Os
três da sonserina num canto, os outros quatro alunos no outro. Dumbledore que
estava engraçado com vestes coloridas chegou juntamente com Minerva McGonagall
e Severo Snape. A professora sentou ao lado de Hermione questionando se ela
estava bem a julgar pela aparência abatida e esta assentiu, dizendo que só
tinha dormido demais aquela tarde. Ao lado da professora sentou-se Dumbledore e
ao lado dele e dos sonserinos, Snape. Hermione agradeceu por sentar longe o
suficiente dele. Os demais professores presentes de sentaram-se do outro lado
da mesa, sobrando o lugar que Hermione imaginou estar reservado pra Hagrid que
havia ido a uma festa com Madame Maxime. Ela sorriu por saber da felicidade
dele. Dumbledore fez um breve discurso.
- Meus
caros, estive um pouco ausente hoje por causa de uma breve viagem que precisei
fazer. Espero que todos tenham se comportado bem na minha presença. - Hermione
teve a leve impressão que ele a olhou por um instante. Decidiu ignorar o fato.
Deveria estar se referindo aos sonserinos.- Não vamos ter uma grande festa
hoje, o que não significa que o jantar não vai estar divino. E eu tenho certeza
que todos nós merecemos um bom Hidramel, ou uma boa Cerveja Amanteigada. Eu
desejo um ótimo Ano Novo a todos vocês. - Neste momento como sempre o jantar
apareceu e junto dele muitos copos empilhados de hidramel e cerveja
amanteigada.
Hermione
tomou um grande gole de cerveja amanteigada, o que a fez se sentir melhor.
Sorriu pra Luna que estava ao seu lado, como sempre ela lançou um olhar
enigmático. Mas Hermione não se importou e continuou a comer e por vezes
conversava com a professora McGonagall sobre os feitiços que havia visto no
Profeta Diário. Depois de umas cervejas a professora confessou que se bem
feito, o uso de lingerie vermelha podia ter ótimos resultados. Claro, que a
professora se retirou um pouco envergonhada depois que comentou tal coisa.
Hermione olhou a mesa. Dumbledore e Flitwich conversavam animadamente sobre
alguns artefatos da Zonkos. Ela achou graça da maneira que Flitwich dava
risinhos abafados com a mão.
O pessoal
da Sonserina parecia entediado. Os outros alunos perto dela estavam sonolentos.
Snape parecia olhar pro nada enquanto a professora Sybila que nunca aparecia
pra jantar dizia que estava com um mau presságio das coisas que podiam
acontecer a ele aquela noite. Hermione disse que iria se retirar e negou quando
Luna pediu que fosse olhar os fogos junto com eles. Hermione se sentia
chateada, decidiu olhar os fogos sozinha e refletir um pouco.
Ao chegar
no dormitório ela resolveu logo colocar a roupa para dormir, já era tarde, iria
olhar apenas os fogos e depois dormiria. Achou engraçado abrir a gaveta e
encontrar prontamente sua camisola vermelha. Decidiu arriscar o uso da lingerie
vermelha só para comprovar se daria mesmo certo. Afinal não teria nada a
perder. A camisola era longa, de tecido tafetá, e por isso não passaria frio. O
seu cólon era coberto por um fino bordado em vermelho, as mangas eram compridas
e largas. Pra completar o "traje" ela colocou uma calcinha vermelha.
A única de sua gaveta, pois não era de se arriscar muito com lingeries. Colocou
um casaco longo e pesado, amarrou na cintura e saiu da Torre da Grifinória se
encaminhando para outra torre do castelo. Esta torre possuía uma escada íngreme
e tortuosa, por isso os alunos não tinha curiosidade por ela. Já tinha estado
ali antes escondida. Como quando ela ajudando os amigos, tivera que ajudar
Hagrid se livrar do filhote de dragão. Mas dessa vez o caminho parecia estar
mais difícil. Quando enfim chegou ao topo da torre, conseguia ver luzes em
Hogsmeade. Ela pensou em quantas festas poderia ter lá fora e quanto às pessoas
se sentiam felizes, completas aquela noite. De repente bateu um vento muito
frio e ela se abraçou querendo se aquecer. Apoiou os braços contra o parapeito
da torre e ficou olhando para Hogsmeade.
Foi quando
um espetáculo de luzes no céu começou acontecer. Se lembrou da copa de
Quadribol, qual tinha ido assistir, do verdadeiro show que fizeram no céu. E
agora não era pra menos. Continuou encostada ao parapeito, mas os olhos estavam
bem abertos, maravilhados com tudo o que via. E assim foi durante mais de meia
hora segundo ela calculou. Mesmo com o ar frio, ela ainda ficou um pouco lá
fora. Deitou a cabeça nos braços ouvindo o som de risadas trazidos pelo vento.
- Não
durma, Granger. Não quero ser novamente testemunha dos seus sonhos de luxúria.
Ela ergueu a cabeça assustada, mas sem
olhar para trás.
- Você não
é a única que conhece essa torre. Mas garanto, se eu soubesse que estaria aqui
não teria vindo. - A voz de desdém retrucou atrás dela.
- Então
porque ficou aí olhando? - Ela tomou coragem em dizer.
- Não devo
explicações a você! - Snape disse severamente. - Cheguei quando os fogos já
estavam no céu, decidi ficar olhando. - Acabou por responder diante do silêncio
dela.
Ela sentia
muito frio e assoprou os dedos procurando não deixar com que eles congelassem,
então os colocou no bolso do casaco. Decidiu ignorar a presença dele e era bem
mais fácil senão olhasse pra ele. Embora que ela não tinha o mínimo talento pra
Oclumência. Até onde será que ele sabia do seu sonho? Começou a nevar e ela
soltou uma exclamação. Ficou olhando maravilhada para o céu como se os fogos de
Hogsmeade tivessem voltado ao céu.
- Eu sei o
que você sonhou... Mas por que eu, Granger? - Ele a olhava de cima.
- Hoje
cedo, quando caí sobre você... me chamou atenção. Deve ter sido por isso.
- Não
minta! Eu sei que você esteve o dia todo pensando nisso.
- Pare de
ler minha mente! - Ela berrou furiosa o encarando finalmente.
- Não é tão
fácil ler a mente das pessoas Granger, mas você praticamente está gritando em
seus pensamentos. E que idéia é essa de tudo ser culpa da lingerie vermelha?
- Vá para o
inferno ... - Ela disse com a voz calma e foi se retirando da torre.
- Feliz Ano
Novo pra você também Granger.
Ela se
precipitou pela escada sentindo um pouco de raiva e de vergonha. Isto a fez
pisar em falso e cair rolando escada abaixo até o lance seguinte. Viu a vista
embaçar e por fim foi invadida pela escuridão. Ao abrir os olhos lentamente,
sua cabeça latejava e seu corpo estava dolorido. Lembrou da queda, mas ficou
tranqüila ao perceber que estava bem. Foi recuperando o sentido aos poucos e
percebeu que estava numa cama macia e aquecida. Estava sem o casaco e havia um
pequeno curativo em sua testa. Olhou ao redor e percebeu ser o dormitório da
Grifinória e estava em sua própria cama. Ouviu passos se aproximando e fechou
os olhos por causa da dor de cabeça que sentia.
- Beba.
Ela olhou
incrédula. Snape a havia levado para o dormitório e cuidado dela. Ele lhe
oferecia uma bebida muito parecida a Champagne. Ela tentou pegar das mãos dele,
mas sentia fraqueza, ele percebeu e a ajudou com o cálice.
- É uma
poção para que você se reanime. Perdeu muito sangue por causa do ferimento na
cabeça.
Ela sentiu
calidez invadir o corpo, o que a fez se sentir melhor. Suspirou e devolveu o
copo nas mãos dele.
- Obrigada.
Ele sentou
numa poltrona próxima a ela.
- Eu vou
ficar aqui por enquanto... - explicou diante do olhar insistente dela.
Ela deitou
de lado, de costas pra ele. Fechou os olhos tranqüila e estava quase dormindo.
Ele se levantou e mexeu no curativo dela e acarinhou seu rosto de leve.
- Pensei
estar solto... - Percebeu ela ainda acordada, sentou novamente.
- Se você
quer me tocar melhor inventar desculpa melhor.
- Que
ousadia.
- Eu posso
não conseguir ver o que se passa na mente das pessoas, mas eu sei que estava
mentindo.- Ela sentou-se na cama e o encarou. - Se você sabia o que eu estava
sonhando quando veio procurar por mim, por que não me acordou?
-
Curiosidade. - Ele se levantou andando pelo quarto. - Afinal Hermione Granger,
o que faria uma grifinória se sentir atraída por mim? É claro que eu achei que
você sabe muito de certas coisas. Que seus conhecimentos não devem ser só
teóricos. - Disse enfatizando a última palavra olhava pra um quadro onde
algumas meninas de pijama dormiam encostadas em almofada. Hermione se levantou
da cama com algum esforço. - Deite-se, você ainda não tem força pra andar.
Qual não
foi a surpresa dele quando ela parou na sua frente e disparou um tapa em seu
rosto.
- Mais
respeito.
- Ora ora,
só disse a verdade. - Ela mirou outro tapa, mas ele desviou segurando seu braço
e ela se desequilibrou caindo em seus braços. - Hoje deve ser o dia de você
cair sobre mim, não é mesmo?
Ela o olhou
com raiva ainda e suas faces estavam a poucos centímetros de distância. Ficaram
assim em silêncio durante um tempo. A raiva foi se esvaindo dos olhos dela. Ela
foi aos poucos aproximando os lábios do dele. Quando eles se tocaram, ela
recuou e virou o rosto.
- Apenas me
ajude a ir até a cama, sim?
Ele ficou
olhando fixamente para ela, mas ela parecia arrependida. A pegou nos braços e a
colocou delicadamente na cama. Ela evitava olhar pra ele, então ele acariciou o
rosto dela e beijou sua testa. Mas antes de se afastar, não resistiu e a beijou
profundamente. Ela, sentada na cama, enlaçou o pescoço dele em um abraço e
correspondeu ao beijo com intensidade. Ela soltou o corpo e ele a deitou na
cama, se acomodando sobre ela. Ele mordeu os lábios dela e parou só fitando o
pequeno sorriso que surgiu em seu rosto.
- Não
podemos. - Disse ele lentamente medindo cada palavra. - Você é adorável, uma
mulher linda, irresistível. Mas não posso fazer isso. - Acarinhou o rosto dela
lentamente, vendo a expressão séria que havia tomado. - Não se preocupe, a sua
vida é você quem faz e ela não é vazia como você pensa. Você tem tudo pra ser
feliz. Faça as escolhas certas e não as fáceis. Não faça como eu... - Ele
sentou-se na cama e a deixou deitada. - Durma Hermione, você está fragilizada,
até amanhã estará bem. E eu... vou ser só o professor. Como sempre...
Ele foi
saindo do quarto deixando Hermione estática.
- Professor...?
- O que é?
- Ele virou para ela.
- Preciso
aprender Oclumência. - O comentário dela fez com que um breve sorriso no canto
dos lábios dele surgisse.
- Eu posso
te ajudar. Mas só isso...
- Eu
entendo... - Ele se virou pra sair novamente.
-
Professor...? - Ele virou novamente esperando que ela falasse. - Esse é meu
último ano aqui...
- Eu sei.
Mas acho melhor você não pensar nisso. Apenas durma e deixa que a vida faça
acontecer às coisas.
Ele lera
novamente seus pensamentos. Mas a última frase em si foi reconfortante. Ela se
acomodou na cama e dormiu. Sonhou novamente com ele, mas era algo diferente,
era um sentimento diferente. Um sorriso surgiu em seus lábios enquanto sonhava.
Assim, ele suspirou aliviado e pode voltar aos seus aposentos.
There comes a time to be free of the
heart
I wanna be ready, ready to start
On a love journey, got places to go
Made up my mind and I have got to let you know
Heaven help the heart that lets me inside
Heaven help the one who comes in my life
Heaven help the fool that walks through my door
'Cause I decided right now
I'm ready for love
A funny feeling's coming over me
Now I'm inspired and open to being
In a love place but it's out of my hands
I'm telling you baby that you got to understand
Heaven help the heart that lets me inside
Heaven help the one who comes in my life
Heaven help the fool that walks through my door
'Cause I decided right now
I'm ready for love
I can't see what's out there for me
And I know love offers no guarantees
I'll take a chance and I'm telling you something babe
I got to let you know
Heaven help the heart that lets me inside
Heaven help the one who comes in my life
Heaven help the fool that walks through my door
'Cause I decided right now
I'm ready for love, ready for love
Take a chance, take the chance on love
(Heaven Help – Lenny Kravitz)
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