Parte II
Debruçado no parapeito da janela, Snape apertava as têmporas. Sua dor de cabeça era mais do que insuportável. Já havia tomado frascos de uma poção analgésica/calmante, mas parecia que o efeito era reverso. Cada vez que tentava descansar, as imagens teimavam em voltar a sua cabeça. Primeiro sentia uma enorme repulsa de si mesmo, tinha agido como um descontrolado, havia cometido uns dos piores erros de sua vida, desde sua saída dos Comensais da Morte. Aliás se ele não tivesse sido um Comensal, realmente aquele seria o seu pior erro. Atacara, uma menina de 16 anos. Sentia como se a tivesse estuprado. E achava q era isso mesmo que havia feito, fizera sexo a força, com uma adolescente, uma criança. A situação se piorava ainda mais, quando lembrava do ocorrido. Na verdade lembrava dela. O cheiro dela, a pele macia, o rosto lindo, olhos profundos, boca doce e quente, pernas torneadas, seios fartos, corpo perfeito. A menina perfeita. Ela era inebriante. Sentia-se outro homem perto dela. A srta.Granger exercia sobre o Mestre de Poções um poder que ela mesma desconhecia. Ele se transformava em um animal. Imaginava ele, em seus devaneios, que se a possuísse, que se ele a tivesse, esse desespero todo passaria. Nunca cogitou a possibilidade de tê-la, mas depois da noite passada percebeu que estava enganado. Muito enganado. Não só ainda a desejava, como a desejava mais do que antes. Se a encontrasse no caminho para a festa de ano-novo a agarraria novamente. Contrariando tudo isso, ele estava preocupado com ela, queria tê-la em seus braços, queria saber se ela estava bem, queria protegê-la. Não queria que ela sofresse. Ele estava ficando maluco.
Com uma vontade tremenda de ficar trancado no quarto, colocou suas vestes formais, negras como seus olhos, e desceu para a festa. Para ela, ele pensou.
Chegando no salão principal, Hermione vasculhou-o com os olhos cor de avelã. Ela estava magnífica com o seu vestido gracioso branco para a virada do ano, olhando para Snape com o seu olhar habitual chamativo e ao mesmo tempo inocente,que só ela conseguia lançar, poderia domar aquele homem rude, que não se conformava em estar amando uma grifinória e estar sendo correspondido.
Os outro professores estavam bem vestidos para a virada do ano assim como os demais alunos. Luna não saia do lado Neville e estavam a conversar animadamente.
Logo o banquete se iniciaria, e a meia noite não tardava a chegar, todos olhavam os relógios ansiosos para fazer a contagem regressiva.
Snape sentou-se ao lado de Dumbledore e tentou disfarçar os olhares presunçosos à bela aluna grifinória, que era dona de seus pensamentos faziam dias.
Dumbledore, que estava entretido conversando com Minerva, nem se deu o trabalho de reparar em Snape, para a sorte do mesmo, que não conseguia mais disfarçar tão bem que nada estava acontecendo.
Pouco depois, ninguém menos que Sibila adentrou o grande salão, da mesma maneira destrambelhada, sentando-se à mesa dos professores ao lado de Snape.
Sibila olhou o mestre de poções debaixo a cima, encarando-o com um sorrisinho. Ela já parecia afetada pelo álcool. Snape ignorou dando um breve olhar a professora com desdém. Hermione viu a atitude de Sibila e ferveu de ódio, com grande esforço para se conter e parecer normal e não muito rude com Luna e Neville, que não tratavam de assuntos interessantes.
O pensamento de nenhum dos dois estava na virada do ano que estava cada vez mais próxima, e sim no outro. Nas lembranças da tarde e na esperança quase inexistente do que poderia acontecer, após o desastroso final. Por um lado pensavam que seria bom se a escola enchesse talvez toda aquela loucura acabaria, mas era o que temiam. Por mas que negassem para si mesmos, estavam apaixonados.
Snape se segurava para não ler a mente da menina, mas queria desesperadamente saber como ela se sentia a respeito dele depois de como agira.E se surpreendeu com o q encontrou.
Hermione não agüentava fingir que nada havia acontecido, estava inquieta..."eu sei, ou pelo menos espero que esteja lendo minha mente..siga-me" lançando um breve olhar para quem dirigia tal pensamento, se levantando e saindo do salão.
**
Poucos minutos depois, o Mestre de poções desculpou-se com o diretor por ter que se ausentar, com a desculpa esfarrapada que havia esquecido algo em seus aposentos.
Hermione se dirigiu por um corredor escuro e vendo se não vinha ninguém indesejado, entrou numa pequena sala, também escura.
Sentou-se numa poltrona antiga, esperou por algum tempo, até que o professor entrou no local. Ele quase instantaneamente se arrependeu de ter vindo, pois quando chegou lá não sabia o que dizer. Ambos estavam encabulados, mas ele fez questão de olhá-la com o mesmo olhar frio de sempre.
- Professor...- Hermione começou vacilante. Snape cogitou a possibilidade de ser arrogante com ela, mas por fim disse apenas:
- Sim srta. Granger.
Ela se confortou por ouvir um tom mais suave e sentiu-se encorajada a continuar.
- Eu andei pensando. Bem, o senhor sabe o que vem acontecendo há algum tempo, os sentimentos...e... eu só queria dizer que... estou disposta a esquecer tudo isso.
Snape surtou por dentro. Por mais que aquilo fosse o certo, não esperava ouvir tais palavras. E nem queria que aquilo acontecesse, por mais que relutasse contra tais sentimentos. Ele olhou para ela surpreso que não retribuiu o seu olhar, continuou olhando para suas mãos.
Vendo que ele não ia dizer nada ela continuou:
- Eu sei que... o senhor tem uma carreira e eu sou uma simples aluna, com toda uma vida pela frente e blábláblá. Mas eu estou disposta a fazer isso simplesmente, porque vejo que o senhor não sente o mesmo por mim...- ela disse já com a voz falhando e sentindo os olhos marejarem. Tomada pela vergonha pelas suas lágrimas ela quis sair rápido dali - e eu não quero desperdiçar sentimentos caros por alguém que não merece.
Snape se surpreendeu mais uma vez, mas pelo tom raivoso da menina. Ele sabia que sentia algo por ela e sentia um aperto ao ouvir aquilo, mas a natureza de amar lhe era desconcertante. Sempre agira pela razão, nunca deu ouvidos aos sentimentos. Porém agora, se arrependia disso.
Hermione queria falar tudo o que segurava no peito, mas não conseguia. E vendo esta como sua última saída, ela se levantou num pulo e se dirigiu rápido para a porta, ainda evitando os olhos do professor.
Ela parou alguns centímetros depois dele e fitando a porta, murmurou.
- Eu digo adeus a tudo o que sinto por você, professor Snape.
Ele sentiu um aperto ainda mais forte e pela primeira vez na sua vida ele deixou a razão de lado e deu ouvidos aos seus sentimentos. Ele se virou abruptamente e a agarrou pelo braço, fazendo-a olhar para ele. Snape pensou em dizer alguma coisa, mas falar sem ser rude seria um passo muito grande. Ele preferiu ficar calado.
Ainda segurando o braço da garota, ele se aproximou lentamente dela. Sentia o corpo rígido e nervoso da menina,e sentia que ela tremia. Ele a puxou de uma vez para si, sem ser cruel, e colou o seu corpo no dela. Abaixou sua cabeça lentamente e ambos os lábios encontraram-se tímidos desta vez. Não tinha a selvageria e Hermione sentiu um formigamento subir-lhe as pernas, fazendo-a amolecer. Ele a segurou mais firmemente devido à entrega da garota e a beijou mais avivadamente. logo Hermione subiu seus braços pelo pescoço do professor e adentrou seus dedos em seus cabelos recém lavados, fazendo-os arrepiar.
Não demorou nada e a garota sentiu algo quente e bastante úmido encontrar seus lábios e ela deu passagem para a língua de Snape entrar na sua boca. Ela retribuiu com fulgor.
As mãos do professor passeavam pelas costas e pela cintura da grifinória e ele a ouvia soltar leves gemidos. Porém, quando suas mãos subiram um pouco mais pela frente da garota, ela gemeu mais alto, desprendendo sua boca da dele. Eles se fitaram nos olhos por alguns segundos e ambos sentiram que não agüentavam mais. Ele depositou suas mãos no quadril dela e o elevou até sua cintura. Hermione cruzou suas pernas em torno dele e o homem a carregou até um sofá empoeirado. Ele a deitou no sofá e passou a mão na coxa nua da menina, sentindo cada centímetro da sua pele macia. Ela se encarregava de despir o tórax do professor e gemia a cada toque que ele dava.
Snape tirou o vestido dela e ela o despiu também. A única luz no aposento era a da lua, adentrando por uma fresta da cortina.
23:55 - Eles se fitavam sem arranjar o que dizer um para o outro. Ela estava estirada no sofá, completamente entregue, enquanto Snape a olhava avidamente detalhando cada centímetro do seu corpo formado. Seus seios perfeitos, com os bicos firmes, parecendo duas cerejas. A cintura delicada, o quadril em forma redonda, gracioso. As coxas curvilíneas e os seus pelos pubianos ralos, mostrando parcialmente sua parte mais íntima...
23:56 - Ele percorreu o corpo dela com as mãooos, deliciando-se com tudo o que presenciava e sentia tremores cada vez que escutava seus gemidos sinceros. Ela estava com os olhos fechados, para poder absorver ao máximo cada toque dele, e isso quase a fazia perder os sentidos...
23:57 - Ele abaixou sua cabeça, depositando mais um beijo nos lábios quentes da garota, e desceu o rosto pelo corpo dela. Parou num dos bicos do seio e os chupou, dando leves mordiscadas, que a fazia delirar...
23:57 - Ele continuou percorrendo o corpo dellla. Beijou-lhe a barriga suavemente, usando a ponta da língua e ela logo sentiu desejo por mais. Ela queria mais dele, não estava mais suportando sua ansiedade. Ela empurrou a cabeça dele mais para baixo e ele a fitou por algum tempo. Decidiu q era divertido para ele leva-la á loucura e desceu devagar em direção ao ponto que ela queria, mas passou direto.
23:58 - Ele levantou a perna dela e mordia leeevemente a extensão da coxa. Porém , ela queria mais.
- Qual é Snape, o que pensa que está fazendo?
- Te mordendo, srta. Granger - ele respondeu com um leve sorriso maroto.
- Pois vá morder a sua avó, eu quero mais.
Ela sentou-se reta no sofá e baixou a calça frouxa dele. O apalpou por mais algum tempo e o puxou para si.
23:59 - Eles se beijaram demoradamente, enquaaanto ambos avançavam com ferocidade um para o outro.
5...
Ele passou as mãos pelos seios dela...
4...
... ela gemeu cada vez mais alto, louca de desejo...
3...
... ele passou sua mão por baixo dela e a pôs sentada...
2...
... ela se abriu dando passagem para ele...
1...
Ele entrou dentro dela com tal ferocidade que se não fosse a bateria de fogos lá fora, os gritos da garota ecoariam por todo a castelo. Ele investia nela cada vez mais forte e ela enterrava suas unhas nas costas dele, explodindo de desejo. Cada volta que ele dava, ela o sentia ir mais fundo, rasgando o que ainda não fora aberto.
Conforme o proceder, as investidas aumentavam a velocidade, seguindo o ritmo furioso dos fogos que explodiam do outro lado da janela.
Ela o sentiu como nunca dentro de si, gritando de prazer. Vozes felizes se exaltavam lá fora, e o brilho colorido dos fogos iluminava a sala deixando-a ainda mais exuberante, como se já não bastasse a felicidade e a voracidade dos dois corpos que habitavam ali dentro.
Ela o agarrava cada vez mais forte e ele sentia como se a fosse arrebentar, porém, diminuir o ritmo seria o mesmo que suicídio para eles. Os seus corpos transpiravam e o suor misturava, deixando tudo ainda mais fantástico do que já estava.
Eles não sabem quanto tempo aquilo durou, mas logo ambos chegaram ao seu auge e caíram entrelaçados sobre o sofá, arfando como animais. Eles selaram aquele momento com mais um caloroso beijo e assim terminou, a primeira de muitas celebrações de um novo ano juntos.
The
end – FELIZ 2006!!!