Grupo SOMOS DA MASMORRA

Somos um grupo oriundo da comunidade Snape BR do Orkut e escrevemos fanfics em conjunto através de scraps. Nesta Fanfic desafio participaram até então:

Luciana

Bruno

Camilla

Paula*

Lin

Beatriz

Camila

*Beta*

S.SnapeGirl

Dany

~*Claire

Clica

Tafne

 

DE UM FIM, UM COMEÇO

 

*********

"Grande Sorteio para Aulas de especialização".

Aos melhores alunos, nas melhores matérias. Curso especial de fim de ano até o início do ano seguinte.

Se você tirou um "O" em uma determinada matéria, sua probabilidade aumenta de ganhar o curso desta respectiva matéria.

Que vençam os melhores!****************************************

Isso era o que estava escrito em um grande cartaz na parede com letras animadas desde o meio do ano. Agora já estava terminando, as aulas oficiais estavam chegando ao fim, pela vinda do Natal. A última aula da Prof. Mc Gonagall, tinha os olhares dos alunos já um pouco excitados para ir embora.

- Bem, antes de ir, queríamos dizer os alunos que foram premiados com o curso de especialização de Hogwarts!Fiquem um pouco mais sentados.

Hermione estava na primeira fileira torcendo para que fosse escolhida.

Na sala, também entrou o prof. Snape e Dumbledore.

- Serão escolhidos pelo menos dois de cada casa. Cada qual, terá aulas na matéria em que tirou a maior nota!

Hermione ficou tentando lembrar a matéria em que tirou maior nota. Mas não sabia exatamente qual. Muitas empataram com "O", de Ótimo.

Uma coruja trouxe a seus pés um pergaminho, enquanto Dumbledore tomou-a no braço.

Então, desembrulhando o pergaminho, e antes de começar a falar o nome dos alunos, Dumbledore olhou para sala com seus olhos azuis vivos por debaixo de seus oclinhos de meia-lua, e disse:

- Agora vou dizer os nomes dos alunos sorteados para este curso especial. Mas primeiro vou-lhes dizer algo importante. São dois alunos de cada casa de Hogwarts, e os escolhidos serão treinados na disciplina na qual demonstrou maior talento. Digo também, pelo fato de sermos poucos hoje, pois a maioria dos alunos da escola então já de viagem para passar o natal com suas famílias, serão avisados pelo correio amanhã.

Bom, vamos aos nomes.

Hermione que se contorcia toda na cadeira bem a frente do diretor, não conseguia esconder sua ansiedade e entusiasmo para ser a aluna sorteada.

- Bem, - continuou o diretor - Os alunos sorteados da casa de Sonserina são:Draco Malfoy - após o diretor ter pronunciado seu nome, Draco deu um viva alto, que os olhos da profª. minerva o alcançou com um ar de censura inconfundível, e este jovem por sua vez ficou quieto - por ter tido sua maior nota em Poções, o outro aluno é a sra. Pansy Parkinson - a garota ficou pasmada ao ouvir seu nome, não conseguia acreditar. - por ter tido sua maior nota Poções também. Vamos agora aos alunos de Cornival, os quais não estão aqui, mas vão receber suas corujas amanhã pela manhã. São a sra. Ana Abbout, e o sr. John Filisher, os alunos de Grifinória, a sra. Hermione Granger - esta por sua vez ficou tão feliz que correu até o diretor e lhe deu beijo no rosto de tão emocionada que estava, e voltou correndo para seu lugar, com um olhar de desaprovação do Prof. Snape, o diretor, por sua vez, um pouco tímido continuou - por ter tido sua maior nota em Aritimancia, e sr. Neville Longbotton por ter tido sua maior nota em Herbologia. - ao ouvir as últimas palavras, Neville ficou assustado, não acreditava que podia em momento algum ser escolhido para o tal curso especial.- E agora os alunos de Lufa - Lufa, o sr. Ernie Macmillan por ter tido sua maior nota em Defesa Contra as Artes das Trevas, e sra. Francis de Patuano, por ter tido sua maior nota em Transfiguração, ela receberá também uma coruja avisando-a de que fora escolhida. Bom, estes são os alunos que foram escolhidos para terem o curso especial de Hogwarts. Peço que amanhã, entre as 9 e 11 horas da manhã, se dirijam à sala do Prof. Snape para receber suas instruções sobre o curso especial. Os outros receberam as instruções quando chegarem depois do natal, portanto, isso já um prêmio, pois vocês terão tempo para se prepararem na escola e imaginando como deve ser o curso - disse Dumbledore com um sorriso explícito no rosto - agora podem ir.

Hermione acordou às 8:00 hs da manhã. Estava ansiosa e havia dormido pouco. Passou a noite escrevendo para os pais, que precisavam ser informados de sua sorte. Queria ser a primeira a chegar à sala de Snape e de fato foi.

Bateu na porta e o professor abriu, apontando a cadeira em frente a sua escrivaninha.

- Ah, Srta Granger. Parece que terá de desfrutar o fim de ano conosco - disse ele desdenhoso.

Hermione não se importava, porque era mesmo o que queria, saber mais, sempre.

Snape verificava os papéis em cima da mesa. Olhou atentamente para eles com uma ruga na testa.

- Espere um momento...há um certo equívoco...

Hermione arregalou os olhos sobressaltada. Será q foi desclassificada?

- A sua maior nota foi em artimancia, mas parece que a mesma em poções. Deu empate técnico.

- Bom, mas...posso cursar as duas?

Snape olhou para ela mal humorado e apenas resmungou:

- Consultarei Dumbledore, não que isso me felicite, Granger.

Hermione pensou bem, achava melhor não cursar nada com Snape.

Olhando para ele com uma curiosidade fora do normal, ela perguntou:

-Como vão avaliar em que disciplina eu vou entrar ?!

-Srta. Granger, vou lhe di...

Mas nesse momento, Draco e Pansy entraram na masmorra e lançaram um olhar característico a grifinória, um olhar que ela já conhecia, e já estava acostumada:

-Bom dia Malfoy, Parkinson- disse ela, admirando a cara de ódio dos dois com um sorrisinho irônico, sabendo perfeitamente que eles não poderiam falar ou fazer nada com ela.

-Ah sua...- começou Malfoy, mas para a surpresa de Hermione e Pansy – o que está fazendo aqui?!

 Snape interviu:

-Não diga nada de quê irá se arrepender depois sr.Malfoy. Sentem-se e fiquem em silêncio o diretor já vai chegar.

Não demorou dois minutos e Dumbledore entrou na sala com um natural sorriso.

- Bom dia, crianças. Bom dia, Severo.

- Bom dia, Alvo. Gostaria de lhe mostrar que há um pequeno probleminha aqui.

Snape mostrou à Dumbledore o caso de Hermione e esta observava apreensiva o diretor. Ter aulas com Snape não era o que ela mais queria, mesmo considerando todas as coisas que aprenderia. Snape pareceu perceber o desconforto da menina e logo assumiu um pequeno sorriso no canto do lábio. Um sorriso que não parecia ser de simpatia.

- Severo, eu realmente não sei. Nossa aluna aqui é maravilhosa nas duas matérias e segundo sua professora de Aritmancia, ela poderia lecionar se quisesse, mas e você, o que acha?

Snape fitou Hermione e sem dúvida percebeu seu desconforto. E uma oportunidade assim tão boa, ele não deixaria passar nesta vida.

- Oh sim, professor Dumbledore, Hermione sem dúvida é uma aluna muito... aplicada. Hermione afundou e Snape pode perceber, com um brilho nos olhos.

Para ela, estudar poções com Snape e com aqueles insuportáveis da Sonserina era a pior coisa para ela...

Dumbledore concordou que Hermione fizesse o curso de especialização das duas matérias.

- Esteja aqui amanhã, srta. Granger, às 10 horas. – finalizou Snape.

E ela saiu dali se arrastando, pressentindo algo inexplicável... 

**

Quando chegou no dormitório, Hermione jogou seu material na cama, suspirou fundo e se jogou em seguida.

- Ai!

Um segundo depois, desejou não ter feito aquilo, pois caíra bem em cima de pergaminhos e penas amassados, que a machucara. Sentindo um desânimo tão grande, pesado, rolou no colchão até o outro lado onde ficava o armário com suas vestes e começou a se despir. "Mas que droga!" - pensou ela - "não tem ninguém aqui, não preciso dobrar as minhas roupas, vou deixá-las no chão!" - estava realmente farta de ser a certa, a racional, a responsável.

Hermione carregava um grande fardo que era o de não errar jamais, de nunca fraquejar, de ser inteligente em todas as situações. Mas havia dias, como este, em que ela gostaria de se esquecer de tudo, gostaria de poder falar bobagens como a Luna, de errar como o Neville, de ser bagunceira, atrapalhada, só pra variar...Numa ânsia de se embriagar e esquecer de si mesma, ela apanhou o pijama, a varinha, uma toalha na qual se envolveu e saiu aos pulos o mais rápido que pôde em direção ao banheiro dos monitores. Que melhor opção teria que um banho de espumas coloridas, com os aromas mais tranqüilizantes, na temperatura certa?

Suplicando à sorte para que não encontrasse ninguém no caminho - o que realmente seria azar dos bravos, o castelo estava vazio!- avançou no corredor escuro quando.... 

Quando deu cara com a pessoa que ela menos gostaria nessa hora:Snape.

-Senhorita Granger, isso são trajes para se andar em pleno corredor!?- perguntou o professor, que na verdade parecia mais constrangido do que a garota,mas não disposto a demonstrar.

-É..ah..desculpa...eu tava - Hermione parecia um tomate de tão sem graça e simplesmente não sabia o que falar...

-15 pontos a menos para a Grifinória pela sua audácia!

-O que...- a menina queria questionar, mas a vergonha a impediu e ela saiu andando o mais rápido que pôde.

Snape não conseguiu evitar de olhar para a garota quando ela ia embora, e notar que, havia algo diferente nela, que já não era aquela garotinha no seu primeiro ano, mas que não deixava de ser a sabe-tudo. Ao perceber o que fazia, sacudiu a cabeça pensando: "Por Merlim homem..olhar pra Granger..."

**

No dia seguinte...

Hermione foi a primeira a entrar na sala de Poções. Seu ânimo estava péssimo. Preferia estudar Aritmancia, na verdade podia encarar até Advinhação só para não ter que enfrentar aquele idiota do Snape.

O professor entrou na sala, e ao ver Hermione ali, lembrou- se do outro dia, quando a viu somente de toalha

- "Por Merlin homem, controle-se!!"- pensou rápido.

- Vejo que está animada para nossas aulas, Granger, chegou cedo.

- Bom dia para o senhor também, professor, acontece que literalmente caí da cama.

- Oh, que pena. Espero que não tenha causado nenhum dano ao piso do dormitório com a sua queda - cortou ele.

- Não professor, eu não me machuquei, mas se o senhor fosse um pouco menos.....

Antes que pudesse completar a frase, os outros alunos entraram na sala e Snape começou a aula.

O sinal indicando o final da aula soou, e quando Hermione foi sair, Snape interviu:

- Srta. Granger, fique....

Hermione olhou para Snape desconfiada. Ele parecia querer dizer alguma coisa, mas não saía nada de seus lábios.

- Bem, professor Snape, algum problema?

- Eu, não esperava que fosse ser minha aluna de poções. Causou-me uma certa surpresa.

- Isso porque só dá notas altas aos alunos da Sonserina, por isso Draco e Pansy estão aqui, não é mesmo? – disse ela desafiadora.

- Devo ter lhe dado um a boa nota por algum ato falho, Granger. Também, o que esperar de uma garota que anda de toalhas pelo corredor!

Hermione ficou vermelha. Achou que isso já eram águas passadas, mas ao ouvir o professor citar novamente esse detalhe, sentiu que ele havia reparado um pouco mais nela do que suspeitava. Neste instante, veio uma imagem em sua cabeça, o professor se aproximando dela , tocando-a e então, veio outro pensamento, agora cortante: “O que diabos está pensando Hermione?!Está ficando louca?”

-O senhor tinha alguma coisa pra falar comigo, não professor?- disse Hermione recompondo-se, querendo acabar com aquele momento - É por isso, que pediu que eu ficasse não foi?

-Sim. Queria mesmo falar alguma coisa, mas acabei me distraindo. É em relação às matérias, eu estava programado para receber somente dois alunos. Acho que vamos precisar desses materiais para próxima aula, e por esse motivo achei melhor adiá-la, para poder encomendar esses materiais.

-Claro, professor, mas vai cancelar apenas a aula de amanhã? Pois temos aulas todos os dias.

-Precisa limpar os ouvidos, Granger. Eu disse adiar e não cancelar as aulas. Por esse motivo, você terá duas aulas depois de amanhã e não uma como os outros. Acredito q não vamos ter problemas com isso.

-Não, senhor professor. Posso ir agora?

-Sim, acho que ambos não queremos mais perder nosso tempo.

-Até a próxima aula então. Boa noite.

-Boa noite, Granger. 

Hermione voltou para seu dormitório arrastando os pés. Ela adoraria ter até cinco aulas seguidas, mas com Snape seria a pior coisa da vida dela.

- Droga! Por que com ele?

Mas enquanto ela pensava isso, Snape pensava uma coisa um pouco diferente em sua masmorra.

"Duas aulas seguidas com a Srta. Sabe-Tudo Granger... aquela insolente... mas, quem sabe não será divertido. Passar algumas horas com aquela grifinoriazinha talvez não seja insuportável, apesar de admitir que não é mais uma criança..."

E em seguida, balançou a cabeça com uma ponta de transtorno surgindo no peito, pelos pensamentos que vinham a seguir. E foi se deitar, quase não reconhecendo a si mesmo... 

 

 **

O dia amanheceu e a escola já começava a se preparar para o Natal. Os elfos começavam a ornar os corredores e o salão principal.

Snape acordou de mau humor. Esfregou os olhos e puxou o lençol para o lado levantando-se.

"Odeio festividades natalinas" - pensou - "as pessoas desejando coisas felizes, bando de dissimulados ignorantes".

Hermione chegou à sala, Draco e Pansy estavam lá.

- Que jogada você fez para estar aqui, Granger? - perguntou Draco - Intrometida. Você não é da Sonserina!É só uma exibida.

- Porque tive boa nota, apenas isso - respondeu ela.

- Há, o prof. Snape vai dar um jeito em você, vai se arrepender...

Hermione deu de ombros. Logo chegou o professor, e os dois alunos da Sonserina entraram.

- Granger, vai ficar do lado de fora? - perguntou Snape ríspido.

A grifinória sentiu um arrepio com sua presença, mas não era medo. Draco e Pansy a observavam de dentro da sala, deixando-a bastante irritada.

- Talvez seja mesmo um equívoco eu estar aqui...- resmungou ela.

- Tudo bem, então menos 10 pontos para a grifinória e uma detenção por matar aula!!

- Mas esse curso é uma premiação!

- Mas pode mudar de figura, Granger...

Snape entrou e Hermione pode ver Draco e Pansy rindo lá de dentro.

"Detenção?Como assim, estou de férias!!" - pensou Hermione.

Snape começou a aula, passou aos detalhes mais complexos sobre poções. Malfoy e Parkinson ficaram bastante perdidos e Snape se pegou pensando na sabe-tudo que estava ausente. 

Ainda não acreditando que recebera uma detenção apenas por estar do lado de fora da sala, ela continuou a prestar atenção nas aulas, e se sentia feliz por ver que nem Draco nem Pansy pareciam estar entendendo alguma coisa.

Quando a aula acabou ela se deu conta que teria que ficar ali mais um horário para repor a aula adiada pro Snape.

"Não tem nada pior pra acontecer não?"- ela pensou, enquanto os outros dois saiam da masmorra - "Já nao bastava essa aula extra, ainda tem aquela detenção estúpida?".

Snape parecia estar pensando a mesma coisa, mas ele tinha um propósito, que era tirar aquele sorrisinho de sabe-tudo da cara daquela grifinória. E mal Hermione sabia, que ainda tinha coisa pior pra acontecer naquele dia. 

Snape olhou para a "menina" sentada à sua frente. Não conseguiu conter um sorrisinho malicioso. Depois balançou a cabeça rapidamente,como que, tentando, afastar aquelas idéias malucas de sua cabeça - "Severo, seu infeliz o que é isso !? "

-Abra seu livro, pág.394, Granger, rápido.

Ela abaixou para pegar o livro, e com esse movimento acabou deixando a saia deslizar até a altura da coxa. Snape observou o movimento. Por uma fração de segundo, que ela não notou, o Mestre teve um leve tremor, seguido de um calor que vinha de dentro de seu corpo. Virando de costas com o intuito de escrever algo no quadro, a imagem da bela às suas costas lhe veio à mente. 

 Snape ficou com ódio de si mesmo como poderia ter sentido tesão pela sabe tudo da Granger.

Ele virou-se e começou a observá-la: Hermione estava com os cabelos levantados, devido ao ar quente que se soltava de sua poção. Ela estava até suando, resolveu então, tirar sua capa, erguendo as mangas da camisa que já estava com os dois botões de cima abertos. Hermione estava tão concentrada em sua poção, que nem percebeu que seu mestre de poções estava quase comendo-a com os olhos.

Snape estava pensando loucuras que poderia fazer com a garota, quando disse a si mesmo em voz alta:

- NÃO...PARE DE PENSAR NISSO, SEU IDIOTA!

Hermione deu por si assustando-se.

- Está tudo bem, professor? - disse a garota assustada.

- ISSO É CULPA SUA SAI LOGO DAQUI ANDE ANTES QUE EU LHE DÊ OUTRA DETENÇÃO! - respondeu ele, contrariando o que era a sua vontade naquele momento.

-Como pode ser culpa minha !? Eu só quis ajudar.

-Esqueça o quê houve...volte para seu trabalho, continue a aula.

Hermione, com um pouco de medo, voltou a sua tarefa.

Passados alguns minutos silenciosos, sua poção estava quase pronta, perfeita na verdade, como sempre, ainda estava com calor, os cabelos presos, a camisa ainda entreaberta, o rosto avermelhado, puxou o livro e começou a se abanar com ele. Snape, novamente se pegou cobiçando-a:

-Acabou srta. ?- perguntou, com um imperceptível tremor na voz.

-Quase, professor, ainda falta colocar as lascas de casco de dragão.

Ela se levantou e foi andando até o armário de ingredientes, que ficava do lado da mesa do mestre. Abriu as portas e ficou procurando.

-Está na prateleira de baixo. – falou ele preciso.

- Obrigada.

Hermione se abaixou lentamente até a ultima prateleira, ficou de joelhos no chão, com a saia do lado esquerdo novamente levantada até a coxa, em razão do calor que fazia na sala, por culpa da poção, o que era extremamente estranho, pois estavam no inverno.

Snape olhou para a menina mais uma vez, aquela posição em que ela se encontrava, realmente não o ajudava muito.

Então, em um ato impensável, Snape resolveu ajudar a garota, se abaixando ao lado dela, onde podia sentir seu perfume, sua respiração, o suor escorrendo pelo seu rosto que parecia tão macio quanto a uma pétala de rosa...ele não podia mais suportar...queria tê-la só pra ele, possuí-la de tal forma.

Percebendo a sua cobiça, ela não fez nada, pareceu gostar muito, descobrindo que sentia algo pelo mestre de poções.

- Aqui estão as lascas de casco de dragão, volte ao trabalho - disse um Snape aparentemente indiferente, voltando para a sua mesa, onde fingiu estar corrigindo alguns trabalhos. 

Hermione voltou para seu lugar. Por um momento pensou que achava até mesmo divertido brincar com o professor daquela maneira, logo depois também se martirizou por estar tendo idéias tão absurdas.

Distraidamente jogou a quantidade de lascas necessária na poção, esta adquiriu um tom arroxeado indicando que estava pronta.

-Acabei, professor. - falou.

Snape estava de braços cruzados olhando para ela de uma forma fixa. Ela tremeu da cabeça aos pés com a força daquele olhar, ela sentia como se ele estivesse a olhando por dentro. Mas não conseguia identificar o que ele sentia. Severo Snape era muito bom em esconder seus sentimentos. Ela sabia disso.

-Professor, já acabei a ...

-Eu já lhe ouvi, Granger - interrompeu-a - ponha em um frasco e a traga para mim.

Obedecendo prontamente o Mestre, ela despejou o líquido roxo no vidrinho e levou até a mesa, dando as costas para o professor.

-Granger !

-Sim...

-Não se esqueça da detenção hoje à noite.

-Como poderia professor - disse ela ironicamente, abaixando-se para pegar a mochila de frente para Snape, que não conteve um olhar indiscreto para o decote da menina.

"Hoje a noite você terá que ter muito auto-controle, Severo, meu caro" – disse ele para si mesmo.

 “O que deu nele?”

Hermione pensava inquieta, enquanto caminhava em direção à torre da Grifinória.

Ela obviamente achou estranho o comportamento do professor, e aquele olhar, não era normal.

“Pare Hermione, você está pensando besteiras de novo”

E com uma sacudida na cabeça, ela continuou seu caminho.

***

 

- Entre - Snape disse, quando ouviu as batidas de Hermione na porta de sua sala.

A garota entrou um tanto receosa. Não conseguia esquecer a impressão que teve na sua aula da tarde.

Snape pareceu notar o olhar cauteloso da menina e que evitava encontrar seus olhos.

- Algum problema Srta. Granger?

- Não! Não, professor, nenhum... - ela respondeu um pouco nervosa.

- Verdade? Por que tenho a impressão que você está mentindo? - ele disse se levantando e indo em direção à garota devagar. Ela ficou paralisada, não pode se movimentar com o nervosismo e com aqueles olhos penetrando nela, parecendo ver todos os seus mais profundos sentimentos.

Snape não pôde segurar um pequeno sorriso malicioso na canto da boca e chegou mais perto ainda. Agora seus narizes estavam a centímetros e Hermione estava perdendo os sentidos com tudo aquilo.

Até que um pensamento surgiu em sua cabeça a fez surtar. Não só pelo pensamento em si, mas ela se lembrou que o homem que estava à sua frente era um mestre em legilimência.

Com o desespero daquela cena, na qual incluía Hermione puxando seu professor para si faminta por ele, ambos não se conteram e se separaram.

Snape, que parecia estar se divertindo até ali, perdeu completamente a firmeza e se afastou de súbito. Já Hermione, levou às mãos à boca, e com o olhar mais apavorado que já tivera, contemplou aquela expressão espantada do professor e saiu correndo como se isso dependesse da sua vida, sem ao menos pegar seu material q deixara cair... 

 **

Era véspera de Natal. A escola já estava totalmente enfeitada com os mais variados ornamentos. Havia muitas luzes, embora não houvesse fios elétricos, muitas fitas vermelhas, cantoria. Os alunos que ficaram para o curso de especialização trocavam presentes de amigo oculto.

Hermione recusou os convites de Neville para participar, porque estava muito transtornada com o acontecimento anterior, em que uma detenção acabou por tornar-se algo muito diferente. Ficou perambulando pelo corredor, pensativa e sem rumo. As cenas daquele momento com Snape retornavam a sua mente: os olhos negros de Snape, que a atraíam magneticamente para o fundo daquelas águas profundas. Pôde ver o seu reflexo naqueles olhos, assim como pôde sentir o que diziam, a invasão de sua força em seu corpo.

Um arrepio a fez estremecer. Suas lembranças voltavam obssessivamente, e logo começava a fantasiar se aquelas mãos a tocassem tanto quanto aqueles olhos.

- Granger – disse uma voz conhecida.

Sobressaltada, ela voltou à realidade. Era o diretor Dumbledore.

- Ah, Diretor, eu estava um pouco desligada...

- Não há problema. Está na hora de ir ao salão principal para festejarmos o Natal. Todos estão indo para lá.

- Ah, claro!Estou indo.

Snape também seguia para o salão e acabou encontrando-se com os dois. Ele estava andando apressado e por um instante arregalou os olhos surpreso quando avistou a aluna, mas logo se recompôs.

- Olá, Dumbledore. Se puder me dar licença, preciso conversar com a Granger.

- Claro, pq não? – disse o velho bruxo retirando-se.

Snape virou-se para Hermione ríspido.

- Acha que pode “matar” as minhas aulas? E ainda por cima largar seus pertences na minha sala?Terá mais uma detenção por isso, mocinha.

- É mesmo?Mas eu não quero mais saber das suas aulas. Estou aqui apenas por um prêmio, não por obrigação!Vou passar o ano novo longe daqui.

Com um movimento ele avançou para ela, empurrando-a pelos braços, encostando-a contra a parede. Hermione sentiu sua pulsação aumentar e o corpo aquecer com aquele contato. 

Não sabia se a parede de Hogwarts era fria, ou era ela quem estava com febre.

- O que está fazendo, professor? – perguntou ela meio tonta. Mas novamente aqueles olhos estavam próximos, gritando de desejo. Com a respiração descompassada, Snape parecia que ia devorá-la naquele instante. Aqueles segundos pareciam uma eternidade.

Hermione estava confusa, seus sentimentos eram contraditórios, por isso contorcia-se tentando se soltar, enquanto ele a segurava com uma serpente prestes a dar o bote.

- Solte-me ou vou berrar! – falou Hermione nervosa ainda se debatendo. 

Então Snape por sua vez, parou por um momento, pensando lentamente no que estava fazendo. Parou para poder ver de esguelha se as pessoas os notavam. Então, caindo em si, soltou a menina, que estava fungando violentamente bem próximo às suas têmporas nasais.

- Saia daqui Granger! - disse um Snape totalmente confuso com seus atos.

Hermione por sua vez, quando estava deixando o professor de poções de lado, e a uns três metros de distância, jogou seus longos cabelos castanhos para trás, fitando Snape com um olhar profundo e de puro interesse, e com um sorriso um tanto que malicioso por entre os lábios.

Snape não entendia o que estava acontecendo.

Pare de ser idiota! Ela é uma aluna, e você um professor.

Ficou parado, imóvel, sem ação nenhuma, apenas olhando os lindos olhos castanhos amêndoas de Hermione Granger, a qual ele retribuía com um olhar sem jeito.

Hermione virou a cabeça fazendo voar seus longos cabelos, e seguiu rumo à pequena mesa montada para os poucos alunos que ali estavam na escola. Pois não havia necessidade das quatro mesas para apenas 20 alunos.

Então Snape, foi para o seu lugar na mesa dos professores, e se sentou, permanecendo inerte.

**

Foram longas as horas em que se passou o jantar, e Hermione não conseguia pensar em mais nada além de voltar para sua cama e enfiar o rosto no travesseiro. A comida estava uma delícia, o salão maravilhoso e até os elfos quiseram fazer uma brincadeira se vestindo de duendes.

Snape também não conseguia se concentrar em nada, estava perdido nos seus próprios pensamentos. A Professora Sibila, que a muito lhe falava feliz e com as bochechas coradas por causa do Hidromel, só recebia olhares letais entre uma frase e outra.

- Oh Severo... você está tão elegante hoje... - Sibila dizia deitando a cabeça no braço de Snape, que só fazia olhar para a mulher com desdém, sentindo nojo.

Mas ele não cansava de mirar a mesa dos alunos à sua frente, e por duas vezes cruzara o olhar com o de uma bela garota.

Hermione sentia um calafrio subir pelo seu estômago cada vez que sentia o olhar penetrante de Snape nela. Ela queria sair correndo dali, mas suas pernas não pareciam querer obedecê-la. No fundo, Hermione sabia que o professor a incomodava tanto, porque sentia que dentro de si, algo também correspondia à ele.

“Devo estar louco..”

 Snape pensou balançando a cabeça, mas mesmo assim levantou-se rapidamente e decidido, o que fez Sibila perder o equilíbrio que lhe restava e quase beijar o chão.

- Bêbada... - Snape disse para a descabelada com desprezo na voz, e se dirigiu para a porta do salão. A menina rezava aflita em silêncio para ele passar direto, mas quase gritou quando ouviu aquela voz macia e rouca sussurrar em seu ouvido.

- Ainda não terminamos Granger. Vá até minha sala depois, e não falte a este compromisso também...

E ele partiu, seguido pelo olhar desesperado da grifinória.

**

Após o jantar Hermione subiu para o seu quarto e passou um longo tempo criando coragem para ir à sala de Snape,  enquanto seus pensamentos iam a mil

"Não..eu devo estar delirando..bem, eu espero que eu esteja..deve ser medo" - pensou a menina pouco convincente

"Não...não é medo..é..ai Merlin..não acredito que eu..mas logo Ele!?E ele está correspondendo?!Eu realmente devo estar delirando..." ela queria falar com alguém, mas seus amigos próximos não estavam na escola, e mesmo que estivessem, se ela falasse o que sentia pelo professor de poções, eles talvez iriam interná-la.

Após um tempo de especulação, Hermione desenterrou um pouco de coragem que havia nela, e resolveu ir à sala dele.

Trêmula à porta, ela bateu.

Snape novamente não se reconhecia, estava gostando ou com tesão naquela sabe-tudo?Havia mandado que ela fosse à sua sala, na verdade ele tinha certeza do porque, mas admitir era outro passo, que ele ainda não conseguia dar.

Houve uma batida na porta.

-Entre...- disse ele se surpreendendo com o pequeno tremor que havia em sua voz. 

Hermione entrou e encontrou Severo sentado na sua cadeira meio sem jeito.

- Professor, porque você me chamou aqui? - perguntou Hermione com uma certa ansiedade na voz.

- Senhorita Granger, na verdade queria conversar com você sobre aqueles pensamentos que você tem tido sobre nós - disse com um tom áspero na voz - te peguei pensando “coisas”... e queria saber o que você tem a declarar sobre isso...

Ela não sabia o que fazer pra fugir daquela pergunta, por isso tentou enrolar o máximo que pode.

- E quem é o senhor pra invadir meus pensamentos? - falou a menina com certo medo e desafio na voz. Snape se surpreendeu a audácia dela, mas não perdeu a pose.

- Granger, quando minha pessoa se encontra nesses pensamentos e de forma tão...vulgar, acredito que tenho todo direito de ter conhecimento deles. - Disse ele lembrando de tal pensamento, desejando que fosse verdade e se repreendendo ao mesmo tempo por isso.E mais uma vez abusando da coragem, que nem ela sabia de onde vinha, Hermione rebateu:

- Se quer saber!?Acho que o senhor não se importou com o pensamento, e me arrisco dizer que gostou! - Por um momento os olhos de Snape fraquejaram e ele desviou do olhar da garota se perguntando se ela estava estudando legilimência, obtendo total certeza do que ela estava dizendo.

- Como ousa dizer tal coisa sobre mim?!

- Ouso, porque acredito que seja verdade!! - O Mestre levantou da cadeira e andou em direção à aluna, fitando-a com grande severidade.

Hermione gelou ao que ele se levantou. Pensou em correr, mas era melhor ficar e resolver tudo de uma vez.

Então..

Snape pensou: “ela tem razão de pensar isso de mim, mas pelo impulso que tive no corredor, não por entender sobre legilimência”.

Bateram na porta.

“Quem será?” – pensou Snape aturdido.

Hermione prendeu a respiração de susto. Naquele momento queria esconder-se, mas o professor um pouco desconcertado apenas disse:

- Entre!

Era Sibila. Ela entrou na sala devagar, escondendo algo atrás das costas, mas ao ver Hermione, analisou-a da cabeça aos pés.

- Ahn, Snape, o senhor está acompanhado?Mas não é.... uma aluna da Grifinória? – constatou sensibilizada.

Snape e Hermione se entreolharam naquele momento como se houvessem sido pegos de calças curtas.

- Não...quer dizer...sim!Ela veio pegar o material que esqueceu na última aula! – disse ele imediatamente indo até a estante, pegando os livros de Hermione e entregando-os a ela grosseiramente.

- Oh, claro!Então, menina, pode retirar-se. Tenho algo a falar com o professor Snape – falou Sibila sorrindo com falsa candura.

Hermione fechou a cara e antes de bater a porta olhou para trás. Sibila revelou uma garrafa de vinho oculta e ofereceu-a para Snape, que esboçou um sorriso de desprezo. Hermione sentiu o sangue ferver, ela não conseguia entender o porquê.

 

**

Após o dia de Natal, mais uma aula de poções. Draco e Pansy continuavam errando nas poções e Snape as concertava. Ele não era tão rígido com os sonserinos. Enquanto mexia seu caldeirão, Hermione olhava de esguelha para o bruxo, que fingia não reparar em sua presença.

Será que aquela bruxa descabelada o deixou bêbado para agarrá-lo?”

Snape então, virou seus olhos para ela. Estava lendo sua mente... 

Ela encarou Snape nos olhos pensando a mesma coisa: "Quer saber o q eu penso, pois bem...Estou me perguntando o q aquela bruxa velha, feia e bêbada acabou fazendo com você ontem a noite..."

-Granger - disse Snape olhando firmemente para ela, com uma imperceptível tremida das mãos.

-Sim, professor...

-Não se esqueça de sua detenção hoje, oito horas...compareça.

Tremendo por dentro ela disse:

-Estarei lá professor.

Às oitos horas daquela noite Hermione Granger entrou mais uma vez naquela masmorra úmida e fria.

Encontrou Snape observando a neve e a chuva de granizo pela única janela q era encantada como o teto do Salão Principal, o diretor achava saudável.Trovejava. Estava um tempo péssimo lá fora.

-Boa noite professor...

-Boa noite, Granger. Pode começar a detenção, 500 pergaminhos de 20 cm sobre as propriedades dos cascos do dragões.

Frustrada e aliviada ao mesmo tempo, ela começou a redação.

Snape olhou para a menina ali a sua frente, cabelos soltos lhe caindo pelos ombros, castanhos, hoje em dia, de cachos largos e controlados, olhos amendoados, rosto de traços finos e perfeitos, corpo esguio, definido, atraente. Ela tinha todos os requisitos para ser uma mulher fatal, mesmo sendo ainda uma menina.

Notando esses adjetivos nela, assustou-se pensando novamente, nos empurrões, nos olhares, balançou a cabeça quase q freneticamente e foi tomar um ar novamente na janela.

Quando ele a abriu, uma onda de um vento gélido invadiu a sala.

Hermione que tinha esquecido seu casaco na sala comunal tremeu dos pés a cabeça. Snape viu o movimento, e em um impulso impensado tirou sua própria capa e colou-a

sobre os ombros da aluna.

Ao sentir o peso da capa e as mãos geladas lhe tocando o ombro por cima da blusa, Hermione esboçou sem graça algum agradecimento, queria mais do que tudo evitar aquele tipo de situação, porém o professor permanecia com as mãos em seus ombros.

Snape pensava agressivamente consigo – Não, Severo!! Não!!

Mas ele sentia que a menina podia enxergar isso no fundo de seus olhos e que seus "nãos" soavam como muitos "sim".

Precisava se controlar, se lembrou de que tinha na verdade, tudo a perder. A carreira, a reputação, poderia ganhar mais ou menos 10 anos em Azkaban por tentar fazer alguma coisa com uma aluna. E se sua cabeça lhe falava que ela queria, ele iria ignorar esses pensamentos infundados. Por mais quê seu corpo estivesse implorando por ela, ele não cederia a tais sentimentos descontrolados. Estava se sentindo um animal, e isso era uma coisa que não iria tolerar.

Mas enquanto isso, ainda olhava fixamente para ela, e ainda estava com as mãos nos ombros dela.

Hermione sentiu novamente o olhar sobre ela por mais que não o visse. As mãos geladas sobre seus ombros, o perfume do Mestre muito próximo dela. A capa dele já estava lhe fazendo sentir mais aquecida. Mas não pronunciou nada. Nem um "obrigada", a situação a tinha feito entrar e completo estupor. Ainda sem pensar em nada ela fechou os olhos, como que querendo relaxar e absorver o momento tão simples mais ainda assim tão estranho, sublime, não saberia dizer.

Snape tentava pensar sensatamente sobre tudo o que estava acontecendo dentro dele. Fez menção de tirar a mão e se afastar, mas quando parecia estar conseguindo esquecer, a menina falou com sua voz mais suave e controlada que conseguiu:

- Snape... - ela disse virando receosamente o rosto, encostando a pele macia e quente do seu rosto na mão fria de Snape. Assim como ela, o professor sentiu um tremor no estômago, mas nenhum dos dois teve coragem para se mover. Até que o homem respondeu devagar e assustadoramente sedutor para a garota.

- Sim, Hermione...

Ela com o susto de ouvir o seu nome por ele, se virou completamente na cadeira, olhando diretamente para aquele mar escuro que eram seus olhos.

Sentindo o olhar audacioso, ele agiu sem refletir. Segurou os braços da menina com força e a puxou para si agressivamente, mas ela não o temeu, talvez tenha ficado surpresa, mas não teve nenhuma reação contrária. Seus rostos estavam a centímetros e seus olhos fitavam-se furiosos. Até q ele não suportou mais e desceu o rosto até ela. Primeiramente o beijo foi tímido, mas não demorou para se tornar desesperado e audacioso.

Hermione passou os braços pelo pescoço do homem perdendo todos os sentidos. As mãos dele passeavam pelas suas costas e descendo cada vez mais.

Ele a segurou pela cintura e a levantou até a mesa, às costas dela. Os seus corpos se juntaram e ele desceu a sua mão até as coxas da aluna, agora expostas devido à saia erguida. A garota gemia a cada movimento dele e ela já passava as mãos por dentro de sua camisa. Naquele instante, nenhum deles estavam se importando para o resto do mundo, nem sequer para a razão. Apenas se desejavam cada vez mais, como nunca. Até o oxigênio não tinha tanta importância quanto ambos.

O clima aumentava a cada segundo e ela estava completamente entregue. Podia fazer qualquer coisa ali sem pensar, mas ele mesmo teve um último lapso de razão e se afastou dela. A respiração de ambos estava ofegante, e ele teve que usar todo o seu auto-controle para lhe virar as costas e andar até a janela. Ela não entendia o que acabara de acontecer.Há menos de um minuto eles estavam muito próximos de fazerem amor e agora, ele estava longe, mas, ela via claramente o que estava passando pela cabeça do mestre. Ele era muito mais velho que ela, um professor, ex-comesal e ela, praticamente uma menina, apesar de saber exatamente que deixara de sentir-se assim, uma aluna daquele homem.

“O que aconteceria se ele não tivesse se afastado?” -pensava consigo mesma se realmente estttava preparada para aquele momento. Enquanto ela pensava, ele estava parado na janela, com os pensamentos a mil.

Como pudera?? Perdera praticamente todo seu auto-controle emocional. Desde quando não se sentia assim, um animal em fúria, um monstro, um pervertido sexual. O que achava que estava fazendo?? Ela era sua aluna, praticamente uma menina.

- Saia, agora.

- Como assim???

- Por favor, Granger, vá embora.

- Espera um pouco, há menos de dois minutos estávamos praticamente fazendo amor e agora você me manda sair?

- VÁ EMBORA!!! Se ainda tem algum resquício de juízo, vá embora. Não vê que não podemos??

- Podemos sim, é só você aceitar que está louco por mim.

- VOCÊ-É-MINHA-ALUNA!!!!!!!!!!!!!

- e que diferença faz?

- TODA. AGORA VÁ.

-Não, Snape, não vou.

- Vai sim senhora, não vou continuar com esta loucura.

Falando isso, agarrou-a pelo braço e a arrastou grosseiramente para a porta da masmorra, mas ao abrí-la para colocar a menina para fora, Dumbledore estava chegando...

Snape parou repentinamente, e olhou pra Dumbledore com cara meio assustada...não esperava que ele estivesse lá. Hermione queria ficar invisível.

- Por que, Professor Snape, está segurando dessa maneira uma aluna?! - perguntou Dumbledore com rosto preocupado

- Aahnn...- Snape soltou Hermione rapidamente com um movimento brusco - Eu estava com Hermione, pois estava cumprindo uma detenção comigo...e já estava na hora de ir embora, só a estava guiando até a porta...

 -1º: a Srta. Granger sabe muito bem onde fica a porta. E 2ºela é a Srta. -Dumbledore deu ênfase na palavra - Granger.

-Desculpe...mas, o senhor queria falar algo comigo?!

-Sim, mas vamos conversar em sua sala, por favor. -virou-se para Hermione -Desça para jantar, a comida está maravilhosa.

-Sim,senhor -respondeu ela se apressando e quase correndo para sair dali.

**

O ano novo estava quase batendo à porta.

Hermione passou a aula de artimancia com a cabeça no beijo que Snape lhe dera, seus sentidos se esvaindo em caldalosos rios de desejo, suas mãos percorrendo seu corpo. Depois começou a lembrar-se do que causava nele, ele parecia até um pouco indefeso. Isso lhe deu algumas idéias, afinal, ele foi grosseiro em expulsá-la da sala daquela forma.

Na aula de poções, Snape disfarçava tranqüilidade com os sonsos da sonserina, mas Hermione sabia que ficava tenso com sua presença. E que provavelmente continuaria a sondar seus pensamentos depois do “incidente”.

Legilimência” – pensou vingativa – “Acho que vou imaginar coisas muito mais interessantes agora, professor Snape”.

Hermione mexia a sua poção fantasiando, o que ocorreria se ele não tivesse se afastado naquele momento crucial. Ficou fantasiando as coisas mais picantes possíveis que faria com ele, enquanto o beijava...

Snape olhou para ela e hesitou. Deveria usar a legilimência? Talvez não fosse apropriado. Ele andava de um lado para o outro como um tigre enjaulado, entre a vontade de saber o que ela pensava ou esquecer tal tática que ela já conhecia. Mas ele não resistiu e murmurou....Legilimens....

- Prof. Snape, essa poção explosiva serve para os fogos do ano novo? – perguntou Pansy sobre sua poção.

Ele a ignorou completamente, começou a ficar ofegante, a suar e até apoiou-se em sua mesa para não cair. Hermione fixou o olhar nele com um sorriso no canto dos lábios e por um longo segundo, o mestre fixou seus olhos nela um pouco mais tranqüilo, não precisava ler seus pensamentos para saber o que ela pensava.

Snape se remoia com seus pensamentos de sim e não. Os alunos da sonserina estavam preocupados demais consigo mesmos para perceber a troca discreta de olhares entre eles.... 

-Granger, deixe-me ver sua poção- disse se controlando o máximo.

E toda a turma de lesados da Sonserina, se viraram para ver o mestre ralhar com a sangue-ruim Grifinória.

Ela se virou e com uma expressão sugestiva, abriu caminho para ele passar. Estava curiosa para saber qual defeito ele acharia em sua poção, pois ela sabia que estava perfeita. Os alunos da Sonserina também estavam agitados. Estavam loucos para ver o professor ralhar com a Sabe-Tudo. Snape olhava tudo atentamente, mas não estava com aquele ar arrogante de sempre.

- Ótimo trabalho, Granger. Continue assim - ele disse suavemente encarando a aluna nos olhos, e se distanciou dela, quase flutuando. Esta, porém, quase caiu de surpresa, perdeu o equilíbrio e se agarrou na mesa. Os alunos da Sonserina não tiveram uma reação muito diferente e Draco até mesmo derrubou as ervas venenosas que estava segurando.

- Draco! Junte isso agora, a não ser que queira ganhar uma detenção, também! – ralhou Snape com o aluno sem maiores intenções.

A sala caiu em silêncio tão grande, que a única coisa ouvida era o borbulho das poções. Depois de um tempo, Draco se abaixou e juntou as ervas, ainda com os olhos arregalados. Ele não estava acreditando, ninguém estava.

O que deu em você?” - Hermione pensou.

Snape olhou para ela com os olhos penetrantes de sempre e em seguida deu as costas para a turma.

- Continuem suas poções - o professor murmurou ainda de costas e se retirou. Só voltou no fim da aula para dispensar os alunos.

**

No dia posterior,que não haveria aula, sem pensar, Hermione tentou seguir o professor e correu atrás dele até sua sala. Chegando lá, Snape a aguardava em sua mesa e cinicamente se dirigiu a ela:

- Perdeu algo aqui, srta Granger??

- Certo, já que você está aí...vamos esclarecer tudo de uma vez por todas! - disse Hermione súbita, mas com a voz firme.

- Hmm...está bem...

-Por que está me tratando assim?!Primeiro você me beija, e depois você não quer mais nada!Fique sabendo que eu não sou um brinquedo!!- começou Hermione explodindo.

 -Hermione...digo...Srta.Granger, nós não podemos continuar a nos encontrar...isso pode comprometer minha carreira!E além do mais, a srta. é minha aluna. Se alguém descobre...ainda mais sendo uma sangue ruim...

- Você parece gostar muito do meu sangue!

Nessa hora alguém bate a porta. Snape e Hermione ficam assustados, mas Snape recuperando seu jeito frio atende a porta. Era Sibila, disse que precisava falar com Snape.

Hermione que já estava com algum ciúmes, retirou-se às pressas e ficou espiando pela abertura da porta.

-Diga o que quer, Sibila...

-Severo eu, você deve saber que eu...

- Que você...? - Snape incentivou impaciente.

- Que... Q-EU-ESTOU-COMPLETAMENTE-APAIXONADA-POR-VOCÊ-E-Q-SE-VOCÊ-NÃO-ME-QUISER-VOU-ME-ATIRAR-DESSA-MASMORRA!

 Snape ao mesmo tempo se surpreendeu e não com a afirmação feita pela mulher à sua frente, sinceramente fazia algum tempo que ela vinha arrastando uma asa para ele. De súbito, ele sentiu um desejo de que gostaria de ouvir isso de uma certa aluna da Grifinória, mas diante de tal situação tirou esse pensamento da cabeça.

Então essas palavras saíram de sua boca, sem ao menos que ele tivesse pensado nisso.

- Sinto muito, mas foi um desperdício de seu precioso tempo, pois já estou apaixonado por outra pessoa.

Ao dizer isso, a aluna que ouvia tudo por atrás da porta, sentiu um calor e alívio por ouvir aquelas palavras. 

 -Mas quem poderia ser a sortuda? - disse Sibila, sem entender nada.

 - Creio não ser da sua conta – respondeu ele retomado seu jeito frio de falar – Não se parece em nada com um sacerdote a qual eu deva me confessar...e mesmo que fosse... se não se incomoda tenho mais o que fazer , e aposto que a senhora também...

Como que terminando o assunto, Snape saiu da sala deixando Sibila paralisada com o que acabara de ouvir . Ao passar pela porta Snape, deparou-se com Hermione que não soube o que fazer.

- Esta perdida? Acaso não sabe aonde fica o salão principal ? – perguntou ele irônico caminhando pelo corredor onde se via o rastro de sua capa.

Hermione ficou um pouco paralisada,  e depois logo virou-se e saiu andando pelo corredor vazio.

"Ele esta apaixonado por mim ? Ele admitiu , mas como pode ser tão grosseiro comigo se ele gosta de mim ?"

Hermione seguiu pelo corredor sem notar os passos que a seguiam lentamente pelos corredores.

Era Sibila que vinha logo atrás. Ela estava com a pulga atrás da orelha depois que encontrara a aluna grifinória na sala de Snape no Natal. E estava disposta a descobrir se era essa a pessoa por quem Snape estava apaixonado. Decidiu então espionar seus passos.

Hermione continuou andando pelo longo corredor. Neville e Luna estavam no caminho e logo se aproximamaram da amiga:

- Olá, Mione! Eu ganhei um champagne na aula de Herbologia!Vamos beber?Como você está?Preparada para o ano novo? – perguntou Neville amigavelmente.

Hermione respondeu com a cabeça um “sim” tímido. Neville que já havia reparado que Mione andava meio desligada, pensativa, insistiu mais um pouco:

- Você está diferente, parece um pouco distante nestes dias, aconteceu alguma coisa?

- Ela está apaixonada – emendou Luna sonhadora com seu típico colar de cervejas amanteigadas.

Hermione arregalou os olhos vermelha de vergonha, gaguejando:

- C-c...como assim?!

- Estou vendo corações saltitantes em volta do seu cabelo...- delirou ela.

- C-c...corações?

Sibila tentava ouvir o que diziam, mas não pôde. Se tivesse as orelhas extensíveis...

- Não diga bobagens, Luna! Pare com essas brincadeiras! – retrucou Hermione rispidamente, seguindo em frente pelo corredor. Sibila continuou atrás, passou pelos amigos de Hermione disfarçando com um falso sorriso, perseguindo-a.

Hermione andava a passos largos feito um touro cego e acabou esbarrando-se com Alvo.

-Bom dia, Srta.Granger - disse com um largo sorriso no rosto.

-Bom dia, diretor...

Alvo também deu bom dia à professora Sibila que estava escondida, e que sendo descoberta pelo velho bruxo, imediatamente se revelou.

-Bom dia -disse sem graça.

Hermione olhou pra professora e ficou preocupada em saber que ela estava lhe seguindo, sua suspeita foi confirmada quando Dumbledore lhe deu uma sutil piscadela. Por um instante, ela se desesperou, em pensar que Dumbledore pudesse ler seus pensamentos. Aquilo já se tornara algo traumático! Tentou afastar rapidamente o que imaginava , mas antes que pudesse tentar Alvo já estava convidando-as para ir ao salão em sua companhia. As duas meio sem jeito cada uma por um motivo, decidiram que não seria educado recusar tal convite.

Chegando ao salão principal, Hermione logo notou que Snape ainda não se encontrava presente.

Sentou-se ao lado oposto da mesa aonde se encontrava Sibila, evitando assim, perguntas que ela viesse realizar . Com o som tímido do balançar de sua capa, Snape entrou sem olhar para o local que Hermione estava sentada, muito perto por sinal devido as poucas mesas, caminhando ao acento ao lado de Dumbledore , evitando também o olhar perspicaz do diretor . 

Dumbledore começou a tentar criar alguma conversa percebendo as energias no ar:

- Então Severo, como tem sido as aulas?

O professor que havia se perdido nos pensamentos e na preocupação de evitar tais olhares, não soube responder.

- Perguntarei a um de seus alunos... – insistiu o diretor.

E uma sensação de alívio passou pelo Mestre de poções, que logo se esvaiu, quando percebeu que o diretor dirigia sua pergunta à menina que ocupava seus pensamentos.

- Srta. Granger, como tem sido as aulas de poções?

Hermione se exaltou com a pergunta do diretor, e olhando para Snape, que tinha uma expressão um pouco ultrajada, respondeu:

- Tem sido...boas...aprendendo novas coisas, o senhor sabe...

Por mais que não estivesse mentindo,parecia que estava, e ela não podia revelar o porquê.

**

- Chega desta maldita situação!Tenho que resolver isso imediatamente! – pensou ela sem agüentar mais aqueles rodeios, sempre haviam obstáculos, não paravam de se multiplicar.

Era dia 30 de dezembro e seus amigos Luna e Neville não paravam de lhe perguntar como ia passar o ano novo. Suas respostas eram apenas evasivas, ela só pensava em estar meio às vestes negras do seu professor de poções, entre seus cabelos que lhe emolduravam o rosto.

Decidida, correu até as masmorras e entrou de supetão na sala de Snape, imaginando que lá estivesse. Como não estava, subiu as escadas e foi procurá-lo no seu cômodo pessoal. A porta estava fechada e um pouco sinistra.

- Coragem, Hermione...coragem...- sussurrou para si mesma.

TOC- TOC.

Ela aguardou uns instantes, tremendo e arfando de nervosismo. Ninguém respondeu. A garota achou que ele também não estava por lá e quando já ia dando meia volta, a porta se abriu abruptamente com seu professor enrolado em um roupão negro e o cabelo molhado. Seus pés pareciam quase roxos de frio.

- AHHH – assustou-se Hermione completamente corada e constrangida.

- O que está fazendo aqui?Com bate na minha porta sem aviso prévio?!

- Eu...eu...por que atendeu a porta desse jeito?!Poderia ser qualquer pessoa! – respondeu ela, reparando que ele havia lavado os cabelos oleosos...

- Ninguém bate na minha porta e me procura por aqui, sua inconseqüente!Além do que, estou dentro do meu cômodo, diferente de você que anda de toalhas pelo corredor!

- Não sou inconseqüente...estou ficando...- retrucou Hermione com mais calma.

Snape respirou fundo, depois da surpresa, acabou ficando meio desconfiado e não queria que ninguém os visse, por isso puxou a aluna para dentro do quarto e bateu a porta.

- Granger, espere um momento, preciso colocar uma roupa, porque está um frio de rachar!Sente-se!E não toque em nada, ouviu bem? – advertiu.

Hermione sentou-se em uma poltrona timidamente, observando com receio tudo ao redor. O quarto estava repleto de livros por toda parte. Havia um grande caldeirão em um canto e uma prateleira cheia de líquidos coloridos. 

Muitas velas acesas, uma inclusive, colada na superfície de um crânio em cima da mesa. A cama estava coberta por uma manta escura e tinha alguns pergaminhos com anotações sobre ela.

- O que estou fazendo aqui...eu acho que pirei, me deram alguma poção do amor, não é possível.... – sussurrou ela.

Snape voltou e olhou fixamente para Hermione, que sentia seu coração bater forte que chegava doer.

- Queria me dizer algo, Granger ?? - Snape que tentava controlar seu desejo de agarrar Hermione , mantinha um tom seco na voz .

- Eu ... bem eu ... - Hermione não sabia por onde começar , estava quase desistindo do que fora fazer.

- Queria resolver um assunto comigo ... - disse Snape com um tom de superioridade

- Será que dá para o SENHOR parar de ler meus pensamentos ? Que tal esperar eu falar antes ? - Hermione sentia uma certa revolta dentro de si , ao se controlar um pouco reparou que havia levantado da poltrona em que se encontrava.

- Bem ... não farei mais . Ahn, tinha algo para me dizer ? - sua voz saia extremamente formal , o que deixava o clima pesado. 

Hermione respirou fundo, enquanto ele a fitava com uma fisionomia impenetrável.

- Eu queria dizer, professor, que... Eu sempre o achei detestável, mas por alguma estranha ironia, eu...

- Granger, eu não deveria ter deixado que entrasse aqui...- interrompeu Snape - não foi adequado.

Snape desceu seus olhos negros pelo corpo da menina, quase tão lascivamente que parecia despí-la.

- Deixe eu falar! - retrucou ela - cale a boca!

O bruxo ficou quieto. Com quem ela pensava q estava falando?!

- Eu quero você. Pode entender isso? - desafiou ela - mas para me ter, tem que admitir para mim...

 - Escute sua...

- Se quiser realmente admitir que me deseja...não demore. Não tenho até o ano que vem!

Hermione ia mais uma vez saindo como muitas outras vezes, mas ele a agarrou beijando-a vorazmente. Depois, soltou-a de repente, deixando-a completamente desconexa. Então abriu a porta e falou com uma mistura de raiva e desejo:

- Não ouse me dizer o que tenho que fazer. Saia e feliz ano novo, Granger!

Hermione saiu lentamente, já estava se tornando um hábito ser expulsa pelo mestre. Tudo o que mais ouvia ultimamente era saia daqui, fora variações. Mas depois acabou sumindo tão rápido, que parecia ter desaparatado.

 

**

Era véspera de ano novo... 

Snape não queira se levantar para tomar o café, queria evitar ao máximo a presença de Granger, pois sabia que não conseguiria se controlar ainda mais sabendo que o desejo era mútuo. Era errado e impossível,mas estava acontecendo.

Mas, Dumbledore fez questão de que todos os professores estivessem no café, e havia sido impossível no dia anterior o fazer mudar de idéia, e também não queria dar a impressão de que algo estava errado.

Mas por mais que tentasse, ainda teria uma última 'aula' para dar as notas e auxílio aos alunos. Então teria que falar com a menina mais uma vez antes que a escola enchesse,mas seria o rápido que pudesse. Decidiu se levantar..

Entrou no Salão sem nem ao menos olhar por onde ia. Sentou-se a mesa dos professores. Não se controlou. Olhou a mesa dos alunos. Seus olhos encontraram os dela. Ela estremeceu. E ele viu.

Falaria com ela na aula.

A menina não conseguiu conter um sorriso. Aquela situação estava parecendo mais cômica do quê outra coisa nesse momento. Ela estava se comportando de uma maneira infantil. Tinha q falar com ele. Dizer q ela não era daquele jeito. Que ela entendia a situação de ambos. Que o esqueceria. E nunca mais tocaria nesse assunto.

No fim de mais uma torturante aula. Ela se aproximou da mesa do mestre.

-O que você quer dessa vez, Grang...

-Falar com vc... 

 - Creio que já esteja falando ...- Snape tentava ao máximo não pensar no quanto a queria.

- Você sabe o que eu quis dizer, PROFESSOR - sua ultima palavra saiu como se fosse grifada , deixando Snape um pouco mais irritado .

- Não sei, Granger , e se não for algo se suma importância ...- ao dizer isso começou a mexer nos papéis a sua mesa preparando-se para um retirada estratégica.

Snape não estava prestando atenção em absolutamente nada do que tinha em mãos.

 "Ela não desiste ? Menina insolente!"

A aluna continuava parada, observando-o firmemente.

- O que ainda faz aqui, Granger ? Perdeu algo ? - disse fitando longamente o rosto dela.

-Não se preocupe, não o importunarei mais – murmurou ela – E não precisa mais me expulsar de lugar nenhum.Nunca mais.

Não era aquilo que Snape esperava ao se dar conta de que a porta havia sido fechada. Ele já estava ficando acostumado com essa maldita cena, suspirou fundo e desabafou para si mesmo:

Estou perdendo a cabeça. Essa garota está brincando com fogo.”

Por sua vez, a bruxinha saiu bufando com a indiferença de Snape após tudo o que aconteceu. Sua auto estima estava zero,como pudera se apaixonar pelo professor mais tenebroso e sem coração de Hogwarts...

Encaminhou-se até a sala comunal. Ainda longe do seu destino, Hermione estacou por um momento. Olhou ao seu redor. Estava com aquela conhecida sensação de estar sendo seguida. Ouviu um farfalhar de capa. Virou-se e viu uma barra de vestes pretas sumindo pela esquina do corredor. Sem pensar no que estava fazendo correu até o lugar que tinha visto a capa. Dobrando o corredor não viu nada. Apagou aquele fio de esperança que tinha no peito. Tinha que admitir para si mesma que estava realmente apaixonada por ele. Mas não queria que ele soubesse. Entendia a atração que o mestre sentia por ela. E teria cedido a ele. Se não tivesse se envolvido daquela maneira. Apaixonara-se por homem que por ela, só sentia atração física. Estava sendo clara consigo mesma. Para ele, ela não passava de um pedaço de carne. Somente sexo. E o impressionante era que isso não a incomodava. Ela queria tê-lo novamente, queria entregar-se a ele, mas sabia que, se o fizesse sofreria imensamente mais depois. Em seus devaneios, acabou chegando ao quadro da Mulher Gorda. Quando ia falar a senha, sentiu que havia alguém atrás dela. Virou-se e encarou o homem de seus pensamentos. Segurava a varinha em uma mão. Tremia. Estava com o rosto vazio de expressão. Pegou-a pelo braço com violência. Mas ela não se importou deixou-se levar por ele.
Desceu com ela um lance de escada chegando a um corredor deserto e escuro, encostando-a contra a parede. Espalmou as mãos na pedra fria ficando de frente para ela encarando-a nos olhos. Hermione só conseguia ver pedaços do rosto dele. A única iluminação era uma janela ao fundo, onde a lua brilhava. Nevava, estava frio, mas ela não se importava.

Snape olhava para ela com ódio, desejo, repulsa, talvez até mesmo amor, todos os sentimentos proibidos e contraditórios. Se sentia um animal. Tinha se deixado levar. Ela não saia de sua cabeça. Precisava fazê-la parar. Não sabia como lidar em uma situação como aquela. Ela estava enlouquecendo-o.

Snape observou-a por uns instantes. Ela já não tinha mais forças e nem sequer mais o olhava. Que ele fizesse a ela o que quisesse. Aquela tortura não poderia prosseguir mais. Ele percebeu que ela estava entregue. Que não mais o desafiaria com sua rebeldia. Encostou seu corpo contra o dela na parede e começou a beijá-la com selvageria no pescoço, puxando com as duas mãos a sua blusa até desprender os botões, revelando o colo de Hermione.

Os lábios de Snape desciam vorazmente entre os seios dela, que já não respirava compassadamente, e escorava-se na parede como alguma referência. As mãos dele subiram por suas coxas, até chegar a sua calcinha, que ela nem percebeu como desapareceu. Ele não parava de beijá-la, ia de sua boca, a sua orelha, ao seu pescoço...
Snape ofegante ergueu uma das pernas dela, colocando-se entre elas, enlaçando-se decidido. Hermione deixou escapar um gemido, achou que fosse perder os sentidos quando o percebeu dentro dela...

Snape a beijava de uma forma muito lasciva, e ela, que já não lutava mais contra seus sentimentos, começou a brincar com os botões da capa dele, até que ele, tomado de súbita lucidez, disse mais para si mesmo do que para ela : precisamos sair daqui. E dizendo isto, a abraçou ainda mais forte, aparatou com ela em sua cama.
- Por que faz isso comigo?? Não me ama,,, apenas me quer como um brinquedo.
- Oras, estamos transando e você vem meee perguntar isso?? Assim você corta totalmente o clima - disse ele irritado indo se sentar. Na realidade, sentia-se assim por ter sucumbido aos seus próprios impulsos.

 - Desculpe, mas mesmo querendo e muito esse momento, não é assim que eu o previ.
- O que quer dizer com isto, menina?? OOO que foi que previu??? Um "eu te amo" antes de tudo?? Acho que se esqueceu com quem está lidando – descontou ele.

- Disso eu sei muito bem, mas achava que ao menos pudesse ser um pouco menos animal sabia, um pouco mais "homem" se é que me entende. Sabe, que me dissesse ao menos que não sou apenas um objeto de desejo. 

- Eu não consigo te entender. Você simplesmente começa a se oferecer para mim, me procura no meu quarto, me deixa louco, e agora vem querer falar de sentimento?Eu não sou um homem que se entrega facilmente. Você já devia saber disso. Agora, se é só isso...
- Está bem, mas pense melhor no que eu lhe disse.

 - Vou pensar - respondeu ele com ironia.

Olhou para ela de novo. Sabia que tinha agido da pior maneira. Havia se descontrolado. De novo. Mas parecia estar mais incomodado com aquilo do que ela. Hermione fechou a blusa sem muita pressa. E saiu do quarto dele como quem sai de uma sala de aula. Totalmente indiferente.

Nesta noite, todos se preparavam para comemorar o ano novo e estavam muito agitados. Elfos faziam os preparativos para a festa da virada, várias garrafas de Hidromel, vinho e cerveja amanteigada. Outros faziam a manutenção dos fogos mágicos para a formação das mais diversas figuras animadas no céu, dentre elas, os emblemas de todas as casas de Hogwarts. E justo hoje, Hermione tinha vontade de desaparecer. Enquanto todos estavam lá fora animados, ela ficou na sala da Grifinória, sentada sobre sua cama, colocando um livro na frente do rosto cada vez que alguém entrava, tentando camuflar seus sentimentos como se fossem transparentes.

Finalmente acontecera, ela teve a sua primeira vez. E com a pessoa menos apropriada. Sentia um misto de humilhação e excitação. De repente, Snape a transformara em uma mulher de verdade. Com as pernas trêmulas e doloridas pelo acontecido no corredor, parou de frente para um espelho contemplando a si mesma. Aparentemente, nada mudara, mas pelos incômodos físicos e a turbulência de sentimentos que emergiam de dentro dela, na verdade, absolutamente tudo mudou.

Ela se lembrou daquele momento animalesco, quando ele tal como uma besta, a tomou sem cerimônia. Seu coração começava a bater mais forte e o corpo já pulsava, mas voltar às palavras desdenhosas dele no quarto, era como se tivesse sido abatida por um tiro estuporante.

Teria que descer para o grande banquete no salão principal e depois assistir a queima de fogos. Abriu sua mala e retirou um vestido branco belíssimo para a hora da virada. Seu peito ardia intensamente ao pensar em rever aquele homem, mas sua mente negava-se, como se estivesse sendo ardilmente atraída por um bruxo manipulador, que a escravizaria. Mas ela também exerceria poder sobre ele...

 

....

Ainda não foi finalizada.

 





VOLTAR

Hosted by www.Geocities.ws

1 1