A magia do ano novo
por
Aline
Snape
Censura: 17 anos (cenas de sexo), diabéticos
Spoilers:
Até o 5°livro.
Avisos
: Cenas de sexo
e açúcar em excesso
Desafio:
Ano novo
Música:
Então é Natal
- Simone
Resumo:
No final de ano, a magia do amor se faz presente e derrete o gelo do coração
petrificado do mais temível mestre de poções.
Agradecimentos:
À Sarah Snape que criou o maravilhoso
site, a Tia JKR que criou este personagem delicioso, ao Alan Rickman por dar
show de interpretação, a Sheyla Snape por me aturar e a todos que tiverem paciência
de ler esta song.
Disclaimer:
Todos os personagens presentes na songfic fazem parte do mundo de Harry Potter,
criados por JKR.
Composição:
Indisponível
Então é
Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
“Não
consigo acreditar que finalmente aconteceu... o que eu mais queria e ao mesmo
tempo mais temia... Severo Snape!!!
Meu último ano em Hogwarts, quando não restava mais nenhuma esperança
de me aproximar de você... Como uma magia do ano novo, nos amamos...”
Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, do amor como um todo.
“Lembro
perfeitamente como tudo começou... Hogwarts ficou completamente deserta... A
maioria dos alunos e professores foram passar as festas de fim de ano com a família.
Meus pais viajaram e eu preferi ficar na escola ao ir para a casa de Rony
Weasley. Minha única alegria era saber que você, meu querido professor Severo
Snape, também ficaria...”
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
“Dia 31 de
dezembro, quando desci para tomar o café da manhã no salão principal, a
decoração fora totalmente alterada. Não havia mais árvores de natal, fitas e
anjos flutuantes. A decoração agora era magnífica com balões mágicos,
estrelas douradas e prateadas brilhando por todos os lados. Lindos enfeites com
os símbolos e as cores das quatro casas alegravam o ambiente. Sem querer senti
uma sensação de felicidade invadir minha alma, coisa que há muito tempo não
sentia...”
Então é Natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
“Quando
estava me retirando do salão, você chegou e sentou-se ao lado do diretor.
Nossos olhares se cruzaram e me perdi na escuridão e frieza daquele olhar...
Senti um arrepio percorrer pelo corpo, diferente dos arrepios de medo que sentia
no meu primeiro ano em Hogwarts. Com o passar dos anos fui percebendo que não
era somente admiração e respeito, sentia um desejo enorme de conhecê-lo
melhor. Passei a alimentar uma idéia infantil de que você seria meu primeiro
homem. O restante do dia não pude evitar que meus pensamentos se fixassem em
você, nas mais diferentes fantasias eróticas.”
Então bom Natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.
“Era quase
meia noite quando Luna me convenceu a descer para o salão e brindar com os
poucos colegas e professores que permaneceram no castelo. Dormir era realmente
impossível, pois o barulho dos fogos de artifício era intenso, mas nada se
comparava aos devaneios de minha mente confusa. Como era difícil para eu
admitir que estava completamente apaixonada por você e que estaria disposta a
fazer qualquer coisa naquela noite para chamar a sua atenção, portanto seria
mais seguro permanecer ali.”
Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
“Após
o belo discurso do diretor, ele pediu que todos se aproximassem e formamos um círculo
para brindar o ano novo. Para minha surpresa, você posicionou-se ao meu lado e
senti meu coração disparar. Foi com grande dificuldade que ergui minha taça
de champagne em frente a sua e ao toque dos cristais, a minha taça espatifou-se
na minha mão. Não foi minha intenção segurar com tanta força, mas sei que
apesar da dor de ter a palma da mão cortada, foi o início de uma belíssima
noite que passamos juntos.”
Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez.
“Recordo-me
que você pegou gentilmente a minha mão ensangüentada, retirou cada caco antes
de pousar suavemente seu braço em minha cintura, ajudando-me a subir as escadas
sob o olhar curioso e um sorriso maroto do diretor. Estranhei que você não me
levou a enfermaria. Estávamos indo em direção a masmorra, mas na metade do
corredor, o sangue que jorrava de minha mão, deixara meu vestido branco com uma
péssima aparência. Eu não tinha percebido a gravidade do corte, estava mais
preocupada com o vestido e preocupada em não deixar transparecer o desequilíbrio
emocional que sentia por tê-lo tão perto de mim.
Era uma sensação maravilhosa poder sentir seu perfume, sentir-se
envolvida naquele braço forte”.
E Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, o amor como um todo.
“Você
parecia aflito, resmungou algo que não entendi quando entramos numa salinha
bastante apertada. Eu nunca havia estado ali antes; era o local onde você
guardava seus estoques de poções e diversos ingredientes em prateleiras altíssimas.
Você agilmente retirou dois frascos da prateleira. Abriu a tampa de um e disse
para eu beber todo o conteúdo. O líquido
tinha um sabor horrível e com muito esforço engoli. Logo em seguida você
disse para eu tirar meu vestido e eu lhe perguntei se você havia enlouquecido.
Sei que você voltou a ser o sarcástico mestre de poções e com o sorriso irônico
de sempre me disse então para tirar a calcinha. Respondi-lhe que se minha mão
não estivesse dolorida, certamente eu teria lhe acertado um soco. –Preciso de
um pano para fazer uma compressa, você não vai querer que eu suje a minha
capa? Vamos Srtª Granger, seu vestido já está todo sujo mesmo... Foram estas
as palavras que você usou. Percebi
que era inútil discutir com você e com lágrimas nos olhos pedi que me
ajudasse, pois com uma mão seria difícil. Para minha surpresa, você voltou a
ser gentil como antes, senti sua mão pousar com delicadeza em meu ombro. Você
dobrou o vestido e comprimiu-o em cima do corte. Agora não pude mais conter
minhas lágrimas e o soluço. Estava me sentindo péssima e completamente
envergonhada por estar de calcinha e soutien na sua frente.
Você abriu o outro frasco e colocou o líquido esverdeado sobre o corte,
comprimindo mais uma vez com o vestido dobrado. Perguntou-me se doía
muito, provavelmente pela minha crise de choro. Não respondi apesar de ter
sentido um alívio imediato. Em seguida você tirou sua capa, colocando-a em
volta de meu corpo trêmulo, não por frio. Com a voz bastante suave, bem
diferente do habitual, você perguntou se poderia ficar com meu vestido.
Estranhei, mas não me sentia em condições de perguntar o motivo. Você fez
uma longa pausa e como eu não respondi, me disse com um sorrisinho meio sarcástico
que precisava repor o estoque de sangue de virgem. Senti meu sangue ferver, meu
rosto ardeu com o rubor, para mim foi a gota d’água, disse-lhe que não tinha
o direito de invadir desta forma a minha privacidade. Queria acertar seu rosto,
mas você segurou firme o meu pulso esquerdo, enquanto eu tentava inutilmente me
livrar de você. Com a outra mão você segurou meu rosto e inesperadamente me
fez calar com um beijo. Jamais pensei que algum dia você me beijaria daquela
forma. Sua boca ávida envolveu completamente a minha e sua língua forçadamente
abriu meus lábios. Seria impossível não corresponder aquele beijo molhado e
ardente. Aos poucos minha fúria foi se extinguindo, o beijo tornou-se mais
suave e meu corpo aproximou-se ainda mais do seu, desejando-o mais do que nunca.
Sua mão soltou o meu pulso e acariciou meu seio, que enrijecido me fez gemer de
prazer. Ainda nos beijando, você fechou a porta da salinha e me pressionou ali
naquele cantinho. Sua mão que segurava meu rosto, agora soltava o grampo que
prendia meu cabelo, enquanto a outra descia lentamente acariciando minha pele.
Por instinto encostei minha coxa em seu membro e percebi seu desejo crescendo
com ele. Desabotoei sua camisa sem ver, pois estava muito ocupada com o longo
beijo que trocávamos. A sensação de sentir minha mão percorrendo seu peito
era única e a curiosidade para descer mais e mais foi interrompida quando sua mão
muito mais ágil que a minha, acariciou dentro da minha calcinha. Senti seus
dedos me tocando e a umidade aumentando. A respiração agora bem mais difícil,
obrigou-me a desvencilhar daquele delicioso beijo. Meus gemidos de prazer
aumentavam no mesmo ritmo dos toques. Inesperadamente você parou e me olhou
como pedindo permissão. Sorri e abri o fecho de sua calça, sentindo seu membro
totalmente excitado e pronto para mim. Rapidamente nos livramos do restante das
roupas e entreguei-me completamente a você. No instante seguinte senti uma dor
suave ao ser penetrada e tornei-me mulher nos braços do homem que tanto
desejei.”
Então bom
Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.
“No dia
seguinte, acordei em sua cama, na masmorra, você ainda adormecido ao meu
lado... Não, não foi um sonho... Havia a marca de um profundo corte na minha mão
direita e as lembranças da minha primeira vez. Sensações maravilhosas
percorriam meu corpo, enquanto contemplava admirada a beleza da nudez masculina.
Foi o melhor reveillon de minha vida”...
Harehama, Há quem ama.
Harehama, ha...
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa...
“Sabemos
que haverá uma guerra no mundo bruxo e segundo o professor Dumbledore, o bem só
vencerá o mal se nos unirmos... Sinto-me
mais forte ao seu lado, mais adulta e mais mulher... Quero ser sua, Severo
Snape, enquanto durar a magia deste amor que este ano novo nos brindou”.