Fanfic de Harry Potter

Disclaimer: Os personagens de Harry Potter não me pertencem, e sim à J.K. Rowling. Mas eu seqüestrei o Prof. Snape, e neste momento ele está amarrado e amordaçado em cima da minha cama, e não existe magia que possa tirá-lo de lá!

Categoria: Drama, romance

Resumo: Hermione acidentalmente volta ao passado, e conhece o jovem Severo Snape. Pode esse erro passar sem ser percebido? (correspondente ao livro "Harry Potter e o Cálice de Fogo")

 

 Vira-Tempo

 

Parte 1

 

         Hermione Granger acabara de receber o vira-tempo das mãos da Professora McGonagall. Empolgada pela oportunidade de assistir a todas as aulas, a menina tremia com o artefato nas mãos. Estava sozinha, em frente ao Salgueiro Lutador, e preparava-se para usá-lo pela primeira vez. Lembrava mentalmente as instruções que recebera: "Girar apenas uma vez para cada hora que deseje voltar, e nunca, jamais contar sobre isso para alguém." Era uma grande responsabilidade e Hermione estava feliz por ter se provado digna de tal confiança.

A grifinória prepara-se para voltar duas horas no tempo, mas um forte espirro inesperado faz com que o objeto caia no chão. Desesperada, ela pega o objeto e o examina cuidadosamente. Está intacto! Hermione suspira aliviada e gira-o duas vezes...

  Hermione volta no tempo, mas uma presença a assusta. Há um menino com o uniforme da sonserina sentado sob a árvore, observando-a assustado.

— Quem é você? – ele pergunta – Como apareceu aqui de repente?

— He – Hermione Granger. – ela gagueja, nervosa. Não esperava encontrar ninguém ali, e, haja o que houver, não pode deixar que ele perceba como ela apareceu de repente.

— E como você apareceu aqui? – o rapaz insiste.

— Eu... aparatei!

— Não se pode aparatar dentro de Hogwarts. O que você está aprontando?

"Maldição! Esse garoto tinha que ter lido a História de Hogwarts?" – Hermione pensa. O sonserino continua a falar, examinando-a cuidadosamente.

— Nunca te vi por aqui. Você é grifinória, não é? De que ano?

— Quarto ano.

— Eu sou do quinto ano da sonserina. Severo Snape.

"Severo Snape?! Não pode ser!" Hermione pensa, enquanto sente suas pernas tremerem "Essa não! O vira-tempo deve ter quebrado! Eu não retornei duas horas no tempo! Retornei vinte anos!"

— Algum problema, menina? Está passando mal?

Hermione senta-se sob o Salgueiro, tentando se recompor do choque. Nem reparara direito no garoto com quem conversava. Mesmo assim, ele não lembrava em muito o seu professor. Era pálido e magro como o Snape atual, com cabelos e olhos extremamente negros. Porém, sua aparência não era tão fechada e severa, e ele sorria para ela. Seus cabelos eram oleosos, porém curtos, e Hermione até o achou bonito, exceto por aquele enorme nariz de gancho. O jovem Snape senta-se ao seu lado.

— Posso te chamar de Hermione? Porque não está assistindo ao quadribol, junto com os outros?

— Eu... não gosto de esportes. – ela mente – E você, porque não está lá?

— Não quero ver aquele Potter se exibindo!

— Potter... James Potter?

— O próprio. Ele já aprontou muitas para mim, e não o perdôo por isso. – o garoto toma uma aparência mais séria e continua a falar – Eles se aproveitam porque não sou popular como eles e fazem de tudo para me humilhar.

— Eles quem? – Hermione pergunta, embora já saiba a resposta. Severo

 pronuncia cada nome como um cão rosnando.

— Potter! Lupin! Black! Pettigrew! Eles me humilham e difamam a ponto de ninguém querer falar comigo. Você é a primeira pessoa com quem converso em duas semanas.

Hermione silencia-se. No fundo do coração ela compartilha a dor do seu futuro professor.

— Eu tenho um amigo muito popular – ela fala – Só ando com ele e o melhor amigo dele. Quando brigamos, fico completamente sozinha. Ninguém quer falar comigo, porque acham que sou exibida, só porque estudo muito.

— Bem vinda ao clube – Severo fala – Podemos ser amigos, e não vamos precisar mais desses esnobes.

Um forte sentimento de afinidade une os dois nesse momento. Encaram-se sem palavras, até que Hermione quebra o silêncio.

— Talvez nem tudo seja como parece. Pode ser que não seja intenção do Potter te prejudicar. Já ouvi falar sobre ele e... não parece o tipo de coisa que ele faria.

— Você conhece a fama do aluno mais popular de Hogwarts. É claro que o lado sórdido dele não é revelado. Mas um dia eu vou desmascará-lo, eu juro!

— Mas Snape, apesar disso, você não deve ficar assim, tão rancoroso. Isso pode afetar o seu humor para sempre. Você é um garoto legal. Não pode se tornar um adulto fechado e antipático!

— Me chame de Severo. Você me acha legal? Mesmo?

— Sim, acho.

— É a primeira garota que me diz isso. – Severo olha para o chão, envergonhado.

— Do que você gosta, Snape? Quero dizer, Severo? – a grifinória tenta fugir do assunto.

— Gosto muito de estudar. Principalmente defesa contra a arte das trevas.

— E poções? – ela pergunta.

— Adoro poções! Me encanta a beleza de um caldeirão fumegante, o poder dos líquidos, que podem até evitar a morte!

Hermione fascina-se ao ver a paixão do seu mestre pelas poções ainda em sua formação.

— Também gosto muito de estudar. – ela diz – E gosto de todas as matérias. E busco sempre ler muito para me aperfeiçoar.

Hermione e Severo começam a discutir vários livros, descobrindo inúmeros gostos em comum. Duas horas depois são interrompidos pelo ruído dos alunos que retornavam para o castelo. A partida de quadribol terminara e pelos rumores, ambos perceberam que a grifinória havia sido a campeã.

— Pelo menos terei um pouco de paz. – Snape fala – O Potter vai ficar todo exibido durante dias, e assim ele esquece um pouco de me importunar.

— Você vai entrar agora? – Hermione pergunta. Embora a conversa esteja lhe agradando muito, ela tem que retornar ao seu tempo e nem sabe se o vira-tempo irá levá-la de volta, ou se ficará para sempre presa no passado.

— Eu estava tendo uma outra idéia... – Severo a encara com um olhar tão penetrante que faz a menina tremer dos pés à cabeça. Toma-a nos braços e beija-lhe os lábios com voracidade. Seus lábios são quentes e macios e seus beijos são ansiosos, como se desejasse possuir a menina de corpo e alma. As mãos deslizam sobre as vestes, o casal abraça-se fortemente em sua repentina paixão.

Hermione não acredita no que está fazendo, aquele é o seu professor de poções. Mas, ao mesmo tempo, não é. É a versão adolescente dele, um rapaz muito simpático que lhe despertou tão rapidamente esta incontrolável paixão. Em seus braços ela sente-se segura, amada, desejada, enquanto a língua do jovem Severo enrosca-se na sua, os lábios sugam sua face e pescoço.

Eles não sabem se passou meia ou uma hora enquanto namoravam. Mas era chegada a hora de entrar, Severo precisava estudar.

— A gente se vê amanhã, Hermione? Onde posso te encontrar?

— Eu acho que não vou poder, Severo.

— Você não gostou? – ele pergunta, levantando uma sobrancelha. Como sempre, esse gesto causa um calafrio na garota. Mas desta vez não foi um calafrio de medo, e sim de paixão.

— Gostei muito – Hermione segura as mãos brancas do rapaz – Você nem imagina o quanto!

— Então, te espero aqui, no Salgueiro Lutador, amanhã, no mesmo horário.

Severo fala e vai embora, sem dar chances de Hermione falar mais nada.

— Eu te verei amanhã sim, Severo. Só que não será mais o doce Severo que conheci hoje, e sim o odioso Professor Snape que você se tornou...

Hermione corta uma mecha do cabelo e com um feitiço, cola-o no Salgueiro Lutador. Pega o vira-tempo e gira-o duas vezes, em posição inversa.

 

Ela tem certeza de que houve um deslocamento no tempo. Não sabe ao certo quantas horas ou anos se passaram. Está em frente ao Salgueiro Lutador, e um vulto caminha em sua direção. Ao aproximar-se mais, ela o reconhece. Professor Severo Snape! Ela havia voltado ao seu tempo! Porém, sua alegria dura pouco. A expressão do professor não é nem um pouco amistosa e de longe ele começa a esbravejar:

— Srta. Granger, menos 50 pontos para a grifinória!

Surpresa, a menina exclama.

— Porque, Professor Snape? O que eu fiz?

— O que você fez? Acha pouco remexer todo o passado? Entrar na vida das pessoas e sumir sem dar satisfações?

Hermione fica pálida. Então, Snape lembrava-se dela? Para completar sua surpresa, o professor tira do bolso uma mecha de cabelos. O mesmo que ela havia deixado para ele, no Salgueiro Lutador, há vinte anos atrás...

Continua...

27/11/03



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