(Ivan
Lins)
Vieste
na hora exata
Em
uma manhã
frio, Severo Snape estava na sua masmorra pensando na noite anterior. Como seria
possível aquela menininha ter se tornado uma moça tão linda. Desde que os
olhos de Severo de Hermione Granger cruzaram-se naquela noite, ele
não parava
de pensar nela. Enquanto isso, na torre da Grifinória, Hermione Granger estava
sentada em uma confortável poltrona pensando naquele homem,
que há pouco tempo, ela odiava, mas admitia que algo naquele olhar havia
mudado, ele não parecia tão cruel, seu olhar tinha sentimento, amor, era o que
parecia...
Depois de
tantos pensamentos, Hermione desceu para o café da manhã acompanhada de seus
dois amigos, Harry e Rony. Quando eles chegaram no salão principal, Snape e
Hermione não conseguiram disfarçar, pois ele a olhava incessantemente.
Ela tentava
não olhá-lo, mas era impossível , pois o seu olhar era de paixão.
Alguns dias
depois, o encontro foi inevitável, pois Hermione teria aula de Poções naquela
tarde. Antes de começar a aula, Snape se preparava, pois não poderia se portar
feito um idiota apaixonado diante de toda turma. “Apaixonado???” pensava
ele... “será que era isso mesmo, paixão????”
Quando
Hermione entrou com a sua turma, Snape fez de tudo para não olhá-la, mas seus
olhos o traíram e, ao vê-la, sentiu que poderia estar dentro de uma fogueira,
quão intenso calor que sentira. Durante a aula, Hermione tentava disfarçar,
mas não parava de olhar para ele. De repente, Snape se aproximou de Hermione
para ver sua poção (pretexto!), ela sorriu contrariada e ele tentou
corresponder, mas foi impossível, ele nem ao menos podia retribuir. Hermione
lamentou e achou que não foi uma boa idéia sorrir. Terminou a aula e Snape não
teve coragem de dizer a Hermione o quanto ele gostava dela. “Mas que
bobagem...” pensava ele com raiva
“ Como uma moça como Hermione pode gostar de mim? É impossível alguém
gostar de mim...”
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres
colhidos pra mim
Hermione saiu da sala decepcionada, ela esperava, pelo menos, uma palavra
de afeição. Aos poucos, ela
admitiu que estava completamente apaixonada por ele.
“Mas
como???” dizia ela sozinha a caminho da biblioteca “ Ele é meu professor, e
pelo que sei, ele não tem carinho por ninguém... Será que estou confundindo
meus sentimentos???”. Para quem estivesse de fora era obvio dizer que Hermione
nutria um amor platônico por Snape, mas ela sabia que não era isso, pois seu
coração palpitava toda vez que o olhava.
Caiu à noite e Hermione ainda estava na biblioteca estudando. Quando ela percebeu que a hora do jantar já havia passado, ela juntou suas coisas e saiu da biblioteca apressada. Hermione subia as escadas com muita pressa e de repente bateu de fronte a alguém. Hermione caiu e todos seus livros também. Ela sentiu que seus lábios sangravam. Quando ela olhou, Snape descia as escadas assustadas.
- Você se machucou? - perguntou ele.
-
Não, quero dizer, não sei.... – respondeu Hermione ainda no chão.
Snape
a levantou e quanto as suas mãos tocaram as dela, ele sentiu todo o seu corpo
queimar. Hermione ficou maravilhada como o gesto do professor e disse
carinhosamente quando ele pegava seus livros que haviam caído no chão:
-
Muito obrigada!!!!
Snape
olhou-a e de repente sorriu. Hermione ficou fascinada por aquele maravilhoso
sorriso, tão sincero. Snape pegou todos os livros, muitos por sinal, e quando
ia devolver a sua dona, percebeu que seus lábios sangravam.
Ele
pegou um lenço e começou a secar o sangue. Hermione extasiou-se de tanto
amparo. Snape se preocupou e disse suavemente:
- Não pára de sangrar, Srta. Granger!
- O quê? – perguntou Mione sonhadora – Ah!!! Sim. Vou até a
enfermaria.
- Não – disse Snape rapidamente – Madame Pomfrey já está dormindo.
Vamos até minha masmorra que eu cuido disso...
Hermione assentiu sem ao menos pensar e foi junto de Snape para a sua
Masmorra.
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Mione percebeu o quanto ele era cuidadoso e carinhoso com ela. Ela se sentou em uma c confortável cadeira, ele, colocou os livros em sua de sua mesa e foi pegar algo para estancar o sangue. Hermione acompanhava Snape com o olhar, ele não percebia, pois estava muito preocupado. Quando ele voltou para perto dela, ela percebeu que ele trouxe consigo um pequeno frasco que continha um líquido amarelado. Hermione ia perguntar quando Snape disse:
-
Não se preocupe. Esta é a poção sarus, que serve para parar com o
sangramento.
-
Ah, sei!! – respondeu Hermione
contrariada -“como ele sabia que
eu perguntar?” pensou Mione, “mas é claro, eu sou a famosa sabe- tudo”.
Snape
sorriu e colocou a poção em uma gaze. Hermione prestava atenção em tudo. Ele
ajoelhou-se em sua frente. Mione sentiu a poção gelada em seus lábios e
recuou. Quanto mais ela recuava, mais Snape se aproximava.
Ela
sentia, cada vez mais próxima, a respiração dele. Hermione tentava se afastar
mas era impossível, pois existia uma força maior de atração. Ela o olhava
com tanta paixão que seus olhos não desgrudavam dos dele. Quando Snape
percebeu que Mione o olhava, ele afastou-se um pouco. Mas não adiantou,
Hermione não agüentou e o beijou. Snape sentiu todo seu corpo aquecer. Aos
poucos, suas mãos tocaram o rosto e o braço de Hermione.
Ela
se deixou levar pelo prazeroso beijo sem se importar como que poderia vir
depois. Snape sentia que havia encontrado a única pessoa capaz de fazê-lo
realmente feliz.
Aos
poucos eles pararam de se beijar e se olharam um tanto interrogativos.
Hermione
colocou a mão sobre a boca e sorriu.
Vieste
com a cara e a coragem
Com
malas, viagens prá dentro
de mim
Meu amor
Snape percebeu que Hermione tinha gostado do beijo e que não se
arrependera. Snape se levantou cabisbaixo e disse:
Me desculpe, eu não tive intenção de fazer isso.
Hermione respirou fundo e disse radiante:
- Não precisa se desculpar... a intenção foi toda minha.
Snape a olhou incrédulo. Ele não sabia o quanto ela era decidida.Ele
ficou completamente sem graça e querendo mudar de assunto disse:
- Seus lábios já pararam de sangrar. Acho melhor a Srta. ir para a
torre da Grifinória.
- O Sr. não quer que eu fique? Perguntou Mione triste.
- Não é isso... Já está tarde e alguém pode sentir sua falta.
Hermione sabia que ele se preocupava com ela. Ela pegou seus livros,
despediu-se polidamente e saiu. Quando ela saiu, Snape se jogou em uma poltrona
e disse para si maravilhado: “ela gosta de mim... ela me ama”.
Hermione chegou à torre da Grifinória mais feliz do que nunca. Quando
ia subir para o dormitório feminino, Harry surgiu das sombras e disse:
- Mione! Onde você estava? Eu estava preocupado. Aconteceu alguma coisa?
- Não Harry. Não aconteceu nada, está tudo maravilhosamente bem. –
respondeu Mione sorrindo.
- O que é isso? Perguntou Harry apontando para sua boca.
- O quê? Isso? Ah, eu machuquei sem querer. Não se preocupe.
Hermione deu um suave beijo no rosto de Harry e subiu rapidamente para o
dormitório feminino.
Harry ficou se questionando, mas como estava muito tarde, decidiu dormir
e esquecer o assunto.
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas
ao vento
Em
sua masmorra, Snape não parava de pensar naquele maravilhoso beijo. Hermione,
na torre da Grifinória, também não parava no beijo,
“mas será que ele gosta de mim?” “Como????” Hermione se
perguntava intrigada “Ele sempre me desprezou... nunca me olhou...” , e de
tanto se indagar, Mione dormiu.
Amanheceu
em Hogwarts, e Snape ainda não tinha conseguido dormir. Mas, mesmo assim, se
sentia muito feliz. Na sala comunal da Grifinória, Hermione acordava depois de
uma maravilhosa noite de lindos sonhos. Naquele dia não haveria aula, todos
iriam para Hogsmeade.
Mone
se levantou rapidamente e se aprontou, ela precisava muito falar com Snape,
“mas será que ele não vai me achar oferecida demais?”, “e se ele não
sentir o mesmo que eu sinto por ele?”. Hermione ficou imaginando várias
coisas sobre a situação que ele tinha que encarar,
pois
ao seu ver, aquilo poderia ser real ou um grande sonho de sua parte.
Em
sua masmorra, Snape pensava a mesma coisa... mas decidiu que tinha que falar com
ela. Ele iria colocar todas as cartas na mesa, tudo o que ele sempre quis dizer
a alguém quando se ama. E se ela aceitar, irei fazer de tudo para nós sermos
muito felizes. Durante o café da manhã, Hermione não parava de olhar para
mesa dos professores, pois Snape ainda não havia chegado.
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, Velando por mim
Mione
já ia desanimando quando, de repente, uma coruja negra deixou cair em suas mãos
um pequeno bilhete, que dizia o seguinte:
“ Srta. Granger, gostaria muito de poder conversar contigo. Se não for pedir muito, gostaria de vê-la depois do café da manhã em minha masmorra. Ass: S.S”.
Hermione
não pôde disfarçar a felicidade e o alívio que ela estava sentindo naquele
momento. Harry e Rony, que observavam Hermione atentamente, disseram:
-
Está tão feliz. Recebeste uma boa notícia?
-
Sim... – respondeu Mione tomando seu suco – recebi uma ótima notícia e não
poderei ir a Hogsmeade com vocês.
-
Não??!! – perguntou Rony – Por quê? Não me diga que você vai a
biblioteca?
“Que
idéia boa!” Ela ainda não havia pensado nisso, e respondeu ironicamente:
-
Alguém tem que estudar nesse lugar, não é mesmo Rony!
-
Rony e Harry calaram-se na mesma hora e ficaram completamente sem graça. Eles
decidiram não perturbar mais a amiga.
Todos
os alunos já estavam indo para fora do castelo, enquanto isso, Hermione
despistava alguns pestinhas e em seguida corria para as masmorras.
Ao
chegar à porta, Hermione respirou fundo e entrou. Do lado de dentro da
masmorra, Snape esperava ansioso. Quando ele viu Mione entrar, ele levantou-se e
sorriu com grande satisfação. Hermione retribuiu o sorriso e viu que não era
um sonho. Snape foi ao encontro de Mione, mas não sabia com agir, Hermione também
não sabia o que fazer, mas por um
impulso,
eles se abraçaram. Eles não sabiam explicar, mas o amor invadia o coração de
ambos, era tão forte que eles não precisavam falar, eles se entendiam só pelo
olhar.
Depois
desse momento bem juntinhos, Snape e Hermione conversaram muito. Conversaram
sobre tudo o que eles sentiam um pelo outro e, chegaram a conclusão que se
amavam muito e que não poderiam mais viver um sem o outro. Depois de fazer
muitos planos, eles decidiram as suas vidas e que assumiriam todas as conseqüências
daquele amor. Snape pensava, “se a pessoa que eu amo chegou no momento exato,
na hora e xata, é porque ela manda e mora no meu coração, para todo o
sempre”.
Vieste
de olhos fechados num dia marcado
Sagrado prá mim
Meu amor