(de Hermione a Severo Snape)
Em
vida minha inopinadamente entrastes.
Atenção
a chamou-me, a sagacidade tua, perspicácia,
Assim,
involuntário, porém, como o jeito lúbrico teu.
Labrego
és, nada pródigo; és um mistério.
Gosto-te
mesmo assim.
Os
vagidos meus, não ouves, tu... compreensível.
Fátuas
idéias passam-me,
Mas
mesmo fugazes,
Em
puro frenesi encontro-me.
Neófita
para de amor assuntos, sou.
Mas
se dói, o amor, como a dor minha,
Incondicional,
amo-te, e eternamente.
E
ficar tão longe de ti, amando-te, é ruim,
"É
pior do que se entrevar."
Mas
perto tu estás, tão perto...
Do
alcance meu, longe.
Negros
fuzilam verdes, intimidam,
Desaprovação
e desprezo mostram.
Mas
jamais se perderão, verdes, de negros,
Mesmo
que se percam, negros, de verdes.
Tua
figura esquecida nunca será
Pela
mente minha.
Tu,
do pobre coração meu,
Jamais
esvair-se-á.
Mestre
és, mestre das exatas,
Mestre
da Luz e das Trevas,
Mestre
da hipocrisia,
Mestre
do sarcasmo, da sagacidade.
Voz
tão sedutora...
Música
aos ouvidos meus.
Voz
tão gélida, distante...
Palavras
rancorosas e grosseiras.
Um
mortal ódio, por mim sentes.
Deveras,
infelizmente.
E
leva-te a, tal ódio, extremos;
Fogem-me
lágrimas.
Fui,
ao acreditar, inepta, em mudanças.
Cria,
em tu, eu, amado,
Em
mudanças, em esperanças!
O
engano, porém, meu, mostrastes.
Desejo
e capacidade, de viver só, provastes.
A
arrogância tua as pessoas afasta,
E
tu mostras ser proposital.
Mas
por quê?
De
teus erros sei, teus defeitos conheço,
E
tudo isso amá-lo mais só me faz.
Amo-te
e reclamo-te, não abro.
Mas
não ser meu queres...
Novamente
fogem-me lágrimas,
E
não ver-te consolar-me só piorar faz.
Juntos,
como luz e trevas seríamos:
O
breu teu com o clarão meu.
Desejo-te
a cada passado e minuto futuro.
Mas
nunca os tive ou os terei,
Nem
mesmo posso do presente desfrutar,
Ou
de respeito, uma palavra.
Amo-te,
amo-te, amo-te...
Quero-te,
quero-te, quero-te...
Desejos...
Vida em vão.
Amo-te em vão.
Giana De Marco
22/04/2004
N/A: Espero que todos gostem!!! Tá, eu não sou uma POETA, mas dá para encarar, né?