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Capítulo 1 Pensamentos inconscientes De 9:00 às 11:00 da manhã Hermione gemeu. Cada parte do seu corpo doía e sua cabeça girava. O que havia acontecido? Ela abriu seus olhos e viu um teto muito alto. Havia uma réstia de sol pálido brilhando que vinha de uma janela muito, muito alta e protegida com barras. Ela esfregou os olhos, tentando encontrar algum sentido no que estava vendo. Ainda hesitante, ela se levantou e abriu os olhos outra vez. Uma cama estreita de ferro, um travesseiro, um cobertor tão puído que ela não o daria a um cachorro, uma mesa, uma jarra, uma tijela e um copo. Só isso. Não havia mais nada na sala...bem, o que era aquilo no canto? Ela olhou atentamente para lá. Ah, ótimo! Um penico. A verdade caiu sobre ela. Ela era uma prisioneira. E as coisas começaram a voltar a sua memória. A batalha entre a luz e a escuridão, o bem e o mal. Harry e Voldemort lutavam em algum lugar lá fora. Ela havia sido capturada. Um feitiço desferido pelas suas costas. Mas onde ela estava? Ela ficou quieta e prestou atenção, mas não ouviu nada. O silêncio era completo, ou ela estava sozinha ou um feitiço silenciador havia sido lançado na cela. Ela tremeu. Estava frio lá dentro. Voldemort os havia pego desprevenidos, atacando no meio da noite. Ela não teve tempo de trocar o pijama por algo mais quente. Ela vestia apenas shorts e uma camiseta de alcinhas. Não era muito prático para uma batalha, mas trocar de roupa não havia sido sua prioridade quando Voldemort e seus Comensais da Morte apareceram em Hogwarts de repente. Ela se perguntava o que teria acontecido com os outros. Harry, Ronny, Gina...todos. Eles ainda estariam vivos? A pergunta, e sua possível resposta, fez um gosto amargo subir até a sua boca. Ela levantou, cambaleante, e andou até a mesa. Ao menos havia água no jarro. Ela derramou um pouco no copo e bebeu. Ela soltou um grito e deixou o copo cair quando a porta da cela bateu violentamente contra a parede. No mesmo instante o ar se encheu de gritos e lamentos vindos de fora. Obviamente ela não estava sozinha. Mãos invisíveis jogaram um corpo em sua direção. Hermione correu até a porta, mas ela se fechou antes que pudesse alcançá-la. O som metálico do cadeado se fechando a deixou novamente no silêncio. Ela encostou a cabeça contra a porta fechada respirando profundamente a fim de acalmar a sua frustração. Aqui estava ela, encarcerada, enquanto seus amigos lutavam a mais importante batalha da história do mundo bruxo. Ela se sentia tão desamparada. Lentamente ela se virou para o monte de trapos que agora jazia esparramado no chão da cela. Ela não podia ver seu rosto, mas reconheceria aquele cabelo em qualquer lugar. “Professor Snape!” exclamou Hermione. De 11:00 da manhã até 1:00 da tarde Havia dor, ele sabia disso. Sua cabeça parecia dividida em duas e certamente havia sangue. Suas costelas, do lado esquerdo, também doíam cada vez que ele respirava. Ele tentou controlar a respiração, encurtando cada inspiração, a fim de diminuir a dor. Então ele abriu os olhos. E os abriu ainda mais. Uma visão à sua frente! Uma mulher extremamente atraente, com uma esplêndida cabeleira encaracolada, se inclinava sobre ele e passava as mãos sobre seu corpo inerte. A gravidade havia afastado a camiseta dela do corpo dando a ele a fantástica visão de um maravilhoso par de seios. Apesar da dor, ele sentiu seu membro ficar rígido e não viu nenhuma razão para evitar a ereção. Afinal, era ela que o estava provocando. Ele gemeu com satisfação. Ela olhou para ele. Adoráveis olhos amendoados, longos cílios escuros, faces rosadas e lábios carnudos e sexies. O que aquela criatura maravilhosa estava fazendo, manuseando o corpo dele daquela maneira? Ela estava falando. “...essor, o senhor tem um lenço?” Hummm, ela estava mais aprumada agora e a camiseta dela havia retornado ao lugar. Mas ele ainda podia ver os mamilos rígidos sob o tecido. “Meu...bolso,” ele conseguiu falar com dificuldade. “Qual? No seu manto?” “Não... calças.” Uau, céus! A mão dela estava dentro do bolso das calças dele, viajando em direção ao seu membro ereto. Ela deu um gritinho e tirou a mão do bolso dele, trazendo um lenço branco. “Eu ... Eu vou pegar um pouco de água”, disse ela se virando. Ele pode ver que ela estava completamente vermelha. Era doloroso se virar para vê-la, mas valeu a pena. Apenas olhar para aquele traseiro firme, parcamente cobertos pelo shorts muito curto, e as pernas dela... Ele gemeu mais uma vez, sua mão se movendo para o seu pênis dolorido, desejando que ela voltasse a cuidar dele. Em resposta as suas preces, ela o fez. “Isso pode doer um pouco.” Hummm, vá em frente... porque ele deveria se preocupar com isso? Ele gritou quando o lenço, frio e molhado, foi colocado gentilmente sobre a sua cabeça, perpetrando uma dor lancinante através do seu crânio. Bem, aquilo matou a excitação. “Desculpe, professor. Eu tinha que deter o fluxo do sangue. O senhor tem um corte feio do lado da sua cabeça.” ‘Professor?’, pensou Snape franzindo as sobrancelhas. Ah, mas é claro. E essa é...? Ele olhou para ela, enquanto a realidade voltava para ele. Granger. Hermione Granger. Ele fechou os olhos novamente e suspirou aliviado. Ufa! Aquela havia sido perto. Muito perto. Capítulo 2 Quando, mas não porque Entre 1:00 e 2:00 da tarde Ela olhou para ele preocupada. “Professor, é Hermione Granger...tente se concentrar. O senhor sabe quem eu sou?” Ele acentiu com a cabeça e abriu seus olhos. “Sim, senhorita Granger. Eu sei quem você é. Me ajude a sentar, sim...” Ela o ajudou de forma que suas costas recostassem na parede enquanto mantinha o lenço na sua cabeça. “O que aconteceu com o senhor?” “Eu estava retornando ao castelo e pude ver atividade frenética atavés de algumas janelas.” Ele tirou o lenço das mãos dela e olhou para ele, estava encharcado de sangue. “Infelizmente eu subestimei a quantidade de seguidores que estavam lá. Eu estava pronto para duelar com dois deles quando vi, em uma janela, o reflexo de Lúcio Malfoy atrás de mim. Antes que eu pudesse me virar ele atacou...” “Eu não sei exatamente quantos seguidores eram, mas ao menos oito Comensais da Morte e Voldemort...”, Hermione começou a explicar. “Senhorita Granger!”, falou Snape contorcendo o rosto. “Você se importa? Eu já sinto dor suficiente e não é necessário aumentá-la dezendo o nome dele.” “Eu sinto muito...Eu esqueci. Lúcio Malfoy deve tê-lo atingido com o feitiço Caducus, eu suponho.” “Por que você acha isso?” “O Caducus pode provocar confusão temporária quando o efeito do feitiço se dissipa e como senhor não parecia saber quem eu era...” Sem dúvida ele não sabia que ela era, pensou Hermione. Com quem ele a havia confundido, para ter tão óbvia ... e embaraçosa... reação física? Tudo que ela estava fazendo era procurar um lenço nos bolsos dele a fim de deter o sangue... e ele respondeu de forma bastante...intensa. Ela sentiu suas faces ficarem quentes. Isso apenas acentuou a sua recente descoberta do fato de que ele não era apenas um professor, mas também ... um homem. Ela sabia quando aquilo havia ocorrido, mas não porque. Alguns meses atrás, durante a primeira aula de Poções depois do feriado de Páscoa, Snape estava circulando pela classe, inspecionando os caldeirões de cada aluno. Quando ele alcançou o dela, ele se inclinou sobre seu ombro para observar dentro do caldeirão e uma mecha do cabelo dela de alguma maneira se prendeu no botão da veste do professor. Quando ele se virou para deixá-la, ela deu um grito de dor enquanto seu cabelo sofria um puxão violento. Então se seguiram os quinze segundos mais embaraçosos da sua vida, enquanto ele soltava seu cabelo e a repreendia: “Durante as aulas, prenda esse cabelo ou o mantenha curto”. Ela não pensou muito no episódio até algumas noites depois quando Gina começou aquela conversa ridícula: “Se você fosse obrigada a dormir com alguém de Sonserina, quem você escolheria?” Sem hesitar, Gina, Parvati e Lavender disseram em uníssono: “Malfoy!” Hermione olhou para elas sem acreditar. “Malfoy? Vocês não podem estar falando sério!” “Bem, quem mais há lá? Goyle?”, perguntou Lavender. “Eca!”, gritaram Parvati e Gina, batendo os pés no chão. “Imagine ter aquilo bufando e ofegando sobre você!”, exclamou Gina. “Vamos lá, Hermione. Quem mais há lá, além do Malfoy?” “Ninguém. Eu não tocaria nenhum deles nem com uma varinha de três metros.” “Buuu...a pergunta não é essa. Se você fosse obrigada, quem você escolheria?” A mente de Hermione subitamente se voltou para o momento quando o seu cabelo ficou preso no botão da veste de Snape. Como, no processo de soltar seu cabelo, ela havia ficado perto dele, tão perto que sua cabeça ficou junto ao seu peito e seu ombro chegou a se apoiar nele. Ele lembrou ter sentido a solidez do corpo dele, notando a manga da veste que flutuava enquanto seus braços se moviam, a envolvendo momentaneamente e o aroma masculino que desprendia dele. A lembrança fez um calor dominar seu corpo. Ela esteve tão perto, ligada a ele. Foi quase como se aquele momento tivesse sido uma experiência íntima. Ela ficou chocada ao perceber que a possibilidade de compartilhar uma experiência íntima real com ele a excitava. “Vejam só, ela está corando. Vamos lá, Hermione.. quem é o Sonserino sortudo?” Ela olhou para as outras. “OK, eu acho que vocês tem razão, tem de ser o Malfoy.” Entre 2:00 e 3:00 da tarde Parecia que o sangramento havia parado. Ao menos a dor na sua cabeça havia diminuído e ele conseguia respirar melhor agora. Ele tinha que concordar com Granger, o feitiço paralizante poderia ter sido facilmente o Caducus, sem dúvida ele havia ficado desnorteado. Mas ele temia que Malfoy tivesse usado um de seus preferidos: Imus Viritas. Freqüentemente Lúcio aumentava seu prazer ao machucar as pessoas usando esse feitiço em particular. No processo de voltar a consciência, a vítima normalmente revelava seus desejos mais secretos. Isso não apenas divertia Malfoy como podia se mostrar bastante útil algumas vezes, para chantagem ou outros fins. Ela não precisava saber disso. Quanto menos detalhes ela soubesse do que se passou em sua mente durante sua recuperação, seus mais secretos desejos, melhor. Que ela continuasse a pensar que havia sido a Caducus. Ele olhou para ela. Ela parecia estar ilesa. Ela levou água para ele beber, enxaguou o sangue do lenço e colocou o travesseiro da cama sob as costas dele, fazendo com que ele ficasse um pouco mais confortável. Todo esse cuidado e atenção de um aluno? Essa era uma experiência singular. Da forma que ele tratava cada um deles ele esperava ser deixado no chão para que pisassem nele. Granger, entretanto, tinha um senso extraordinário de moralidade e ética. Ela não o deixaria sofrer. Existia um senso de decência nela. “...Céus, ouça você mesmo, defendendo a sabe-tudo Grifinória.” Ele continuou a olhar para ela enquanto ela parava ao lado da mesa e bebia um pouco de água. Ele apreciou todas as curvas, cobertas e descobertas do seu corpo, os músculos delineados, mas ainda femininos sob sua pele sedosa e fresca, enquanto ela levava o copo aos lábios... “Você precisa parar com essa bobagem adolescente! Você tem de parar de olhar para ela desse jeito.” Tudo começou aquela noite, alguns meses atrás, durante o feriado de Páscoa, quando ele acidentalmente a viu saindo do banheiro do terceiro andar. Ela estava usando uma robe delicado que chegava aos pés. Sua pele parecia limpa e rosada devido ao banho e seu cabelo estava preso no alto da cabeça dando a ela um ar Grego. Foi impossível não lembrar da estátua de Afrodite que uma vez ele havia visto na casa de Lúcio Malfoy. A visão dela o vez parar em seu caminho. Era tarde, a escola quase vazia devido ao feriado, ninguém estava por perto e ele tinha certeza que ela não o havia visto em meio as sombras, quando ele parou e a observou, fascinado. Ele, verdadeiramente, não tinha segundas intenções quando a comparara com uma estátua. Então ela começou a andar lentamente pelo corredor em direção a ele, sua mão indo até os cabelos e os soltando dos prendedores. Ela balançou a cabeleira fazendo com que se espalhasse sobre os ombros, mas o movimento fez com que a nécessarie que carregava caísse ao chão. Ao abaixar-se para pegá-la, o nó que prendia o robe se afrouxou, o roupão se abriu completamente, e durante poucos segundos ele teve uma visão completa do seu corpo nu antes que ela se envolvesse novamente no tecido amarrando-o e continuando através do corredor. Ele afundou-se ainda mais nas sombras, segurando a respiração, sabendo que ela o interpretaria erroneamente se o encontrasse bisbilhotando. Ela passou por ele sem vê-lo. Nunca antes ele havia reagido a uma aluna daquela forma. Na verdade, fazia um longo tempo desde que qualquer mulher provocasse tal reação nele. Ele teve de esperar uns bons minutos, todo o tempo recitanto ingredientes de poções, antes que fosse capaz de sair das sombras e percorrer o caminho até seus aposentos sem embaraços. Naquela noite, na privacidade da sua cama, ele pensou nela parada no corredor. Ele não era dado a fantasias, mas nessa ocasião ele se permitiu uma. Ela havia aberto o roupão, mas antes de fechá-lo ela olhou para frente e o viu parado no fim do corredor. Ao invés de gritar de medo e aversão, ela sorriu e deixou o robe aberto enquanto caminhava em direção a ele, entrando nas sombras junto com ele, pressionando seu corpo nu contra o dele, permitindo que ele a tocasse, a beijasse. A mão dele, nesse momento, havia se transformado na mão dela, acariciando-o com uma expertise além da sua idade e experiência. Depois, ele ficou enojado com ele mesmo. Ela era uma aluna. Mal tinha completado dezoito anos. Há alguns meses atrás ela ainda era uma menina, e ele seria preso caso a fantasia se realizasse. Ele não podia acreditar que havia se deixado levar por uma fantasia idiota, uma fantasia...vulgar. Jovem aluna e professor de meia-idade. Ele se sentiu envergonhado de ter imaginado clichê tão patético. Ele era melhor do que isso. Mais forte que isso. Agora aqui estavam eles, trancados juntos em uma cela. Sua mente precisava se concentrar na batalha lá fora, nas conseqüências... e no destino de ambos caso o lado errado saísse vencedor. |