Tempo
para o amor
Original
em inglês por Lhyra
Versão
em português por Noctivague
Aviso:
Eu não os possuo, só brinco com eles.
Darling
stop confusing me
(Meu
bem, pare de me confundir)
With
your wishful thinking
(Com
a sua crença ilusória)
Hopeful
embraces
(A
esperança abraça)
Don’t
you understand?
(Você
não entende?)
Severo
Snape estava sentado na sua aula de poções do sétimo ano, a irritante
Sabe-Tudo diante dele com o frasco cheio de Poção Polissuco. Ele sabia que ela
a havia feito corretamente. Ela sempre fazia as poções corretamente. Era o último
exame dela.
Os
olhos dele eram duros como ônix. Ele sabia. Sabia desde aquela maldita partida
de quadribol do começo do semestre. Ele sentira o olhar dela sobre si. Era uma
sensação cálida, quando ela olhava para ele. Os olhos cálidos dela, cheios
de desejo e uma ponta de dor.
Nesse
momento, ela estava diante dele, também olhando para ele com uma pergunta no
olhar, a qual ele não podia responder. Quando a mão dela se estendeu para lhe
entregar o frasco, as mãos deles se encontraram. Foi como trovão pelas veias
dele. O seu sangue correu mais depressa e ele sentiu o seu corpo responder ao
toque - muito suave - dela. Ela o confundia.
Um
pequeno pedaço de pergaminho se seguiu e, então, ela saiu da sala. A folha
estava dobrada e ele estava com um pouco de medo de a abrir. Ele se controlou e
desdobrou o bilhete. Havia apenas umas poucas linhas escritas com a clara letra
dela.
Eu
sei que você sabe, Professor Snape.
Estou apaixonada por você. Maldita coragem grifinória - preciso dizer,
antes que eu tenha que deixar Hogwarts.
I
have to go to through this
(Tenho
que passar por isso)
I
belong to here where
(Pertenço
a este lugar onde)
No
one cares and no one loves
(Ninguém
se importa e ninguém ama)
No
light no air live in
(Luz
nenhuma, ar nenhum vive em)
A
place called hate
(Um
lugar chamado ódio)
The
city of fear
(A
cidade do medo)
Ele
estava sentado no seu escritório, como fazia todo fim de tarde. A garrafa
estava vazia, como ficava todo fim de tarde. Dessa vez, era porque ele estava
cheio de medo dos seus próprios sentimentos. Havia aquela droga de garota - não
- mulher grifinória que o ficava encaraanddo, e havia o seu outro eu, a parte
dele que sentia um desejo ardente por amor, pelo calor da emoção. Ele suspirou
profundamente. O Senhor das Trevas desaparecera para sempre, mas os seus
seguidores não haviam sido todos pegos. Os poucos que haviam fugido estavam
prontos para se vingarem contra Snape e o Trio Maravilha. Um deles - Lúcio
Malfoy - foi pego em Hogwarts. Ele tentara matar Neville...
Severo
não podia imaginar Hermione Granger naquele tipo de situação. Ele se levantou
da sua cadeira e começou a andar de um lado para o outro. Deixar o maldito
castelo e as suas responsabilidades para trás!... e levar Hermione com ele,
alguém que se importava com ele, alguém que amava...
I
play dead
(Eu
me finjo de morto)
It
stops the hurting
(Isso
pára a dor)
I
play dead
(Eu
me finjo de morto)
And
the hurt stops
(E
a dor pára)
It’s
sometimes just like sleeping
(Às
vezes, é exatamente como dormir)
Curling
up inside my private tortures
(Me
encolhendo dentro das minhas torturas particulares)
I
nestle into pain
(Eu
me aninho na dor)
Hug
suffering
(Abraço
o sofrimento)
Caress
every ache
(Acaricio
cada dor)
Ela
estava sentada à intensa luz do sol. As últimas poucas horas em Hogwarts,
todos estavam se divertindo, ficando bêbados ou totalmente loucos...
Ela
queria que ele tivesse lhe respondido uma única vez. Sabia que ele sentia o
amor dela por ele, mas ele nunca dissera uma palavra. O olhar dele estava sempre
repleto de emoção, quando ele pensava que ela não percebia. Ela soluçou e
uma lágrima solitária caiu sobre a grama. Soluços sacudiram o seu corpo e ela
abraçou os joelhos e deitou a cabeça sobre eles.
-
Não. - disse uma voz muito baixa e macia. As mãos dele se aproximaram dela e a
seguraram firmemente contra ele. - Por favor, não chore por minha causa.
Ele
a abraçou e beijou os cabelos, o pescoço e, então, o rosto dela.
-
Por favor, meu amor, eu não posso. Não hoje, nem amanhã, nem daqui a meio
ano. Não é a hora, minha querida. Eu te amo, mesmo, Hermione, mas não é a
nossa hora...
Ele
a beijou apaixonadamente e se retirou.
Hermione
estava sentada no trem de volta para casa em Londres. Ela sabia que haveria um
tempo para o amor e a felicidade...
I
play dead
(Eu
me finjo de morto)
It
stops hurting
(Pára
de doer)
(FIM)
N/A:
Muito obrigada a Noctivague por traduzir esta história. Por favor, leiam e
comentem! :-) Letra de Björk & David Arnold.