Show
Me Love
By
Designer J
***
Disclaimer
#1: Todos os personagens contidos nesta fanfic, são de propriedade de J.K.Rowling
e parceiros comerciais, ou seja, a utilização destes nesta fanfic dá-se
unicamente como forma de entretenimento, sem qualquer lucro financeiro por parte
do ficwriter^^
Disclaimer
#2: A música utilizada nesta fanfic é executada pelo grupo russo t.A.T.u,
e pode ser encontrada no álbum “t.A.T.u – 200 km/h In The Wrong Lane” em
duas versões, uma normal (3 minutos e pouco) e a outra “extended” (tem
quase 6 minutos!), e quanto ao álbum eu o recomendo a todos^^
***
Dedicatória:
Dedico esta fanfic à minha querida amiga Sarah Snape que, com suas
maravilhosas fanfics do shipper HG/SS, me viciou no par e me inspirou a escrever
essa “pequena” songfic, talvez não chegue a ser tão boa quanto as fics que
ela escreve, mas foi feita com o carinho e a dedicação que esse casal merece^^
Beijos pra você, Sarah!!
Nota:
(1) Todos os trechos da música estarão em itálico (letra original) e
em negrito (tradução da letra); (2) A letra está na integra, ou seja,
inclui as passagens em russo que iniciam a música, mesmo que elas não tenham
muito a ver com a estória em particular, preferi manter a letra sem cortes; (3)
acredito eu que exista uma versão dessa música em russo, então se puderem
escutá-la, aproveitem, porque embora as versões em inglês sejam muito boas,
as russas são muito melhores^^
***
<Allo>
[Allo]
Alô
Alô
<Vidish'
veter?>
[Nu, i chto?]
Você
vê vento?
Tá, e daí?
<Posmotri
v okno>
[Nu i chto?]
Olhe
pela janela.
Tá e daí?
<A
vchira bylo solntse>
[Nu i chto?]
Ontem
tinha sol.
Tá e daí?
<Zachem
ty vse vremya govorish' odna i tozhe?>
[A ya
avtootvychik]
Por
que você fala o tempo todo a mesma coisa?
Eu sou uma secretária eletrônica.
***
15
minutos. Apenas mais 15 minutos. Por que o relógio parecia não correr?? Era a
última aula do dia, com certeza ela não era a única rezar pelo fim da aula,
claro que suas razões diferiam em muito das dos outros, todos queriam se
afastar daquela sala, porém ela queria “apenas” se aproximar da mesa. Da
mesa em que “ele” sentava... e o maldito relógio não mexia seus ponteiros!
This
was an accident
not the kind where sirens sounds,
Never even noticed
we're suddenly crumbling.
Isso
foi um acidente
Não do tipo em que soam as sirenes
Eu não havia ao menos notado
Que de repente nós estamos nos desintegrando
O cruel relógio
atendera às suas preces. Todos os alunos saiam da sala de poções, iriam
jantar, ou fazer os deveres, ou o que quer que fosse. Para ela não importava.
Importava o que faria agora.
Olhava o
professor a sua frente, como poderia ainda manter-se tão negligente a sua
presença? Já não tinha feito o bastante para que ele se mantivesse mais
atento?
Levantou-se
da carteira fria, dando desculpas aos amigos, dizia que tiraria dúvidas com o
professor e logo voltaria. Sim, aquela imagem de estudante implacável ainda lhe
perseguia, e talvez por isso, fosse tão fácil livrar-se deles alegando dúvidas...
tão tolos.
Ele ainda
mantinha a face baixa, observava diversos pergaminhos com anotações e planos
de aula, embora mantivesse aquela pose de calmo alheamento, ela tinha certeza de
que ele já a notara.
“Então,
Srta. Granger? Dúvidas?” aquela voz letal ainda dava-lhe arrepios, e o fato
de não levantar a face ao lhe questionar fez sentir-se frágil, sabia porém o
quão doce a voz poderia se tornar.
“Sim –
ela sorriu, ele já sabia o que ela desejava – estaremos juntos esta noite?”
“Talvez”
ele disse, e se este ‘talvez’ se tornaria um “sim” ou um “não”, nem
um dos dois perguntou ou respondeu, apenas permitiram que seus lábios se
unissem mais uma vez na masmorra fria de inverno.
As mãos e
os dedos se entrelaçaram. Os olhares se esbarraram e os lábios se uniram e
separaram, sem que a respiração de um deixasse de tocar a do outro. Quando, no
quarto do professor, as roupas foram deixadas pelo chão e os lençóis se
confundiram, apenas sons inaudíveis foram emitidos por entre as frestas da
porta e os vãos dos tijolos.
Tell
me how you’ve never felt
delicate or innocent,
Do you still have doubts that
us having faith makes any sense.
Diga-me
como que você nunca
Se sentiu delicada ou inocente
Você ainda tem dúvidas
De que termos fé faz algum sentido?
“Não sei
porque ainda insiste – Severo disse mantendo Hermione em seus braços, sentia
o corpo dela junto ao seu, compartilhando o calor e o leito – não me
menosprezo, como você teima em dizer. Mas por que ainda insiste em permanecer
ao meu lado? Sei que sabe mais sobre mim do que muitos cogitariam, sabe que sou
mais velho, e ainda assim insiste. Também não acredito que o faça por
notas... é muito inteligente. Não necessita desses truques.” disse ele mais
uma vez em uma tentativa de traze-la a realidade. Não negava que desejava a
garota, contudo, será que não se arrependeria ela ao perceber o que fazia? Não
se arrependeria por... “desperdiçar” sua juventude??
Tell me nothing ever counts
lashing out or breaking down.
Still somebody loses ‘cause
there's
no way to turn around,
Diga-me
que nada conta
Violência ou desespero
Mesmo assim alguém perde
Por que não há como voltar
“Já
disse. Só estou aqui por que o amo – disse ela com uma ponta de
ressentimento, será que não a queria como ela imaginava que Severo a queria?
Sempre tentando fazê-la se separar dele, mesmo já tendo cedido mais do que se
aceitaria que um professor cedesse a uma aluna – eu o amo, Severo” permitia
que seus dedos corressem pelo peito da amante, enroscando os nos pêlos deste,
aspirava o aroma másculo... gostaria de transmitir toda sua sinceridade a ele,
mas será que ele a compreenderia?
Staring
at your photograph
everything now in the past
Never felt so lonely I
wish that you could show me love.
Olhando
a sua fotografia
Tudo pertence agora ao passado
Nunca me senti tão só
Queria que você pudesse me mostrar amor
“Por
favor, não me fale sobre Amor. Sabe o que penso que o amor é apenas uma
desculpa que as mulheres dão ao abrir as pernas, ou que os homens dão para que
elas as abram... Acredito em atração... Mas...
Amor?
Não acredito que isso exista” a garota o olhou chocada, não sabia se
deveria repreende-lo, afinal, havia chamado-a de quê? Havia ele dito que ela
apenas queria justificar por que “abria” as pernas para ele? Ela sabia o que
sentia, e acreditava que era correspondido... mas teria ele tanto medo de amar
que não conseguia admitir a si mesmo o que sentia?
Show
me Love,
Till you open the door.
Mostre-me
amor
Até que você abra a porta
Em
virtude de não conseguir qualquer resposta adulta o bastante para revidar,
devido à raiva que sentia, apenas o esbofeteou e levantou-se do leito.
“Se
é o que pensa de mim. Então me esqueça.”
Precisava
que ele acreditasse em sua urgência. Ele pareceu ofender-se bastante, pôs a mão
sobre o lugar em que ela o tocara violentamente e a olhou enfurecido.
“Sabe
que por esse tipo de ‘agressão’, pontos poderiam ser descontados de sua
casa?” não, esse não era Severo, seu amante, era o Prof. Snape, seu algoz.
“Ora,
talvez o que tenha feito comigo nesta cama – ela indicou acusadoramente os lençóis
bagunçados – possam custar seu emprego em Hogwarts, não?? Afinal, mesmo que
você dissesse que eu me joguei sobre o ‘senhor’ – ela frisou a palavra
como forma de evidenciar o tom ameaçadoramente formal que a conversa tomava –
ainda assim, não deveria ter cedido a mim, não? E ainda poderia acreditar que
‘não é a primeira vez’” mas uma vez ela frisou a frase, era o tipo de
jogo que dois podem jogar.
Show
me Love,
Till
i'm up off the floor.
Mostre-me
amor
Até
que eu fique no chão
“Que
garota de língua afiada!” ele exclamou observando-a se vestir, não estava
disposto a prolongar uma discussão. Analisava como de uma pirralha sabichona
passou a jovem de 17 anos com a qual compartilhava seu leito. Admitia que o
interesse era mútuo, e que a ele não eram apenas os momentos em que seus
corpos se tocavam que eram importantes. Momentos antes de se tocarem quando
conversavam sobre trivialidades e apenas sorriam; momentos depois, quando
dormiam abraçados, ou antes de dormir faziam planos, mesmo que nunca se
relaizassem apenas como uma diversão... como quem brinca de casinha. Eram
instantes nos quais ele era apenas um homem e não o professor carrasco que
todos odeiam, e ela lhe proporcionava isso. Não conseguia ver aquilo como amor.
Mas via-o como um grande afeto, e embora insistisse que ela o deixasse para
viver a vida que deveria viver, não via a si mesmo sem ela.
Show
me Love
Till
it's inside my pores.
Mostre-me
amor
Até
que entre nos meus poros
“Adeus”
ela sussurrou da porta, ainda ajeitando a gola, quando viu o professor seminu
erguer-se da cama segurando-a no recinto.
“Se é tão
importante, me mostre o amor”.
Teve
vontade de chorar, estaria ele realmente cedendo a seu pedido? Poderia ela lhe
mostrar o amor?
“Claro,
vou mostrar” inocentemente ele acreditou que sua demonstração do amor se
faria levando-o novamente aos lençóis, mas não, ela apenas o beijou no rosto
e deixou o quarto sem qualquer palavra. Qual seria a intenção da garota?
Show
me Love,
Till im screaming for more
Mostre-me
amor
Até que eu grite por mais
Amor?
ele se perguntou. Era aquilo o amor? Perguntou-se novamente. Se soubesse, jamais
teria permitido que ela o mostrasse. Sim,
sim, deveras confuso para se compreender narrado a partir deste ponto. Voltemos,
então, ao dia seguinte a saída de Hermione do quarto de Snape.
Random
acts of mindlessness
commonplace occurrences,
Chances and surprises
another state of consciousness’
Atos
casuais de irracionalidade
Eventos derivados de lugares comuns
Ocasiões e surpresas
Um outro nível de consciência
Amanhecera
o dia, e Harry e Rony haviam estranhado a demora de Hermione, mas nada
questionaram. Ela seguiu em seus estudos como sempre seguira, a exceção de
nunca mais ter ficado após os fins das aulas com Severo. Passara a não mais
lhe dirigir um sorriso velado quando em sua aula estava, não mais lhe respondia
as cartas das corujas, e se ele tentasse passar-lhe alguma atividade que
incorresse em ficarem a sós, ela utilizava-se de seu crédito com McGonagall
para se livrar. Quando ele finalmente aceitara ser apresentado ao Sr. Amor,
Hermione fugia dele, teria ela caído em si? Teria pensado no que ele havia
dito? Não, ela havia prometido. Ela... prometera...
Tell
me nothing ever counts
lashing out or breaking down
Still somebody loses cause
there's no way to turn around,
Me diga que nada conta
Violência ou desespero
Mesmo assim alguém perde
Por que não há como voltar
“Srta.
Granger,
Não serei enfim apresentado ao Sr. Amor? Ou simplesmente abandonou a convicção que tanto admiro em você? E desistiu?
SS”
Ela leu e releu o bilhete, conseguia perceber que ele ainda não a compreendera, mas se faria compreender em breve. Mas dias se passaram, e finalmente parecia afetar o professor. Não mais conseguia ser malvado com os alunos, e freqüentemente perdia-se no assunto, ao perceber que em sua classe “alguém” não lhe dava atenção. Entretanto, nada poderia ter sido pior do que a cena que vira ao final de sua aula. Ele chamou-lhe para conversar, precisava esclarecer o que ocorria, e esta ignorando tomou os lábios de um grifinório qualquer, o qual preferia não se lembrar do rosto ou do nome para não o assassinar com um Avada Kedavra.
A cena lhe
roubara a convicção, e então não mais tentou interpelar Hermione. Pensou
consigo, então, aquilo era amor? Sim, sabia tratar-se de ciúmes também, mas não
seria ciúme conseqüência do amor? Então amor era a necessidade intensa de
dar e receber afeto, ter a certeza de ser correspondido, ter a certeza de que
aquele sorriso maroto que ninguém mais vê é só seu?
Tell me how you’ve never felt
delicate
or inonocent,
Do you still have doubts that
us having faith makes any sense,
Me
diga como que você nunca
Se sentiu delicada ou inocente
Você ainda tem dúvidas
De que termos fé, faz algum sentido?
“Srta.
Granger. Detenção.” Ele havia dito e ninguém acreditava. Hermione Granger,
dita a mais inteligente das grifinórias errara uma das poções mais simples do
mundo mágico, e quase destruíra a masmorra da sala de poções. Sua detenção:
ficar para limpar a masmorra após as aulas. Sabiamente, Hermione deduzira que
em nada errara na poção, seus ingredientes haviam sido propositalmente
trocados, e ao contrário da reação de muitos alunos, ela não protestou a
detenção, aceitou-a cordialmente, é claro que não deixou transparecer sua
satisfação em ter Severo de volta. nao deixou que esta transparecesse aos
outros, ele vira aquele
sorriso maroto. Aquele sorriso que era só seu.
You play games I play tricks
girls and girls but you’re the one,
Like a game of pick-up-sticks
played by f*****g lunatics.
Você joga , eu faço
truques
Garotas e garotas, mas você está sozinha
Como um jogo de palitinhos
Jogado por lunáticos f*****s
Novamente
roupas estavam pelo chão, e os lençóis estavam desfeitos. As duas figuras em
meio a penumbra da masmorra apenas observavam o crepitar do fogo na lareira,
mantendo a respiração compassada e os corpos em um uníssono bater de
corações...
“Eu
a amo” dissera ele, e ela não pôde acreditar.
“Então...
me mostre o seu amor.” Ela pediu. Ele não pôde recusar.
Show
me Love,
Show me Love,
Give all that I want
Mostre-me
amor,
Mostre-me amor,
Dê tudo o que eu quero
Show
me Love,
Till
you open the door.
Me
mostre
amor
Até
que você abra a porta
Till
i'm up off the floor.
Mostre-me
amor
Até
que eu fique no chão
Show
me Love,
Till
it's inside my pores.
Mostre-me
amor
Até
que entre nos meus poros
Show
me Love,
Till im screaming for more
Mostre-me
amor
Até
que eu grite por mais
Fanfic Por Designer J Em 22 Jun 2003. Comentários, please^.~