Se
acontecer
(Djavan)
por
Taty Snape
As
estrelas brilham sem saber
Mas
cada vez melhor
Pois
foi só você aparecer
Todas
desceram pra ver
Em uma noite fria de Dezembro todos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts estavam preparados para o pior. Como todos sabiam, Lord Voldemort estava mais forte do que nunca e continuava com sua idéia fixa de acabar de uma vez com Harry Potter. Mas o Lord das Trevas tinha conhecimento que isso seria muito difícil, pois a Ordem da Fênix crescia assustadoramente. Havia aurores formados, Professores, alunos e alguns pais, e todos tentavam proteger Harry e a eles mesmos da fúria de Voldemort.
Ultimamente ninguém confiava em ninguém, todos ficavam sempre com o pé
atrás, mas Hermione Granger mais do que nunca precisava confiar em uma pessoa
mesmo que não quisesse ou não soubesse como, mas essa pessoa salvara sua vida
e isso significava muito para ela, principalmente por se tornar uma pessoa muito
importante em sua vida. Mas Graças a Deus e a Dumbledore tudo estava bem agora.
Seu exército finalmente acabou com o exército de Voldemort, mas Hermione ainda
podia sentir o frio daquela noite gélida. Seu corpo parecia está todo
congelado e ela não sabia o que fazer. Ela, parada, só conseguia contemplar o
céu, que por incrível que pareça, estava estrelado. Seu coração batia
apressado e suas pernas não se mexiam.
Hermione, Harry e Rony foram àquela noite à casa de Hagrid para ver se
ele estava se saindo bem com os gigantes, que agora confiavam em
Dumbledore. Mas algo aconteceu. Antes de chegarem à cabana de Hagrid,
apareceu à volta deles vários dementadores. Rony se desesperou e tentou
correr, mas não adiantou. Com sua varinha em punho, Harry tentou conjurar seu
patrono, mas algo estava errado, não saia nenhum som de sua boca. Com um ato
desesperado, Hermione conjurou seu patrono, ele não foi muito forte, mas
permitiu que eles saíssem correndo para a cabana de Hagrid.
Eles corriam, mas não conseguiam ver um palmo a sua frente. De repente
Hermione parou bruscamente e percebeu que não estava onde deveria estar.
Certamente ela havia se perdido dos seus amigos e inconscientemente acabou indo
parar na Floresta Proibida. Hermione não conseguia raciocinar direito, até seu
cérebro parecia estar congelado. Ela gritou a mais alto que pode, mas não
havia sinal de ninguém por perto. Talvez estivesse bem afastada do castelo.
Hermione esta muito cansada, não sabia o que fazer e nem a quem recorrer. De
repente alguém passou por ela, passou tão rápido que ela não viu quem era.
Ela então gritou por ajuda e em seguida desmaiou.
Atenção
Sua
expressão sutil
Depois de algumas horas, Hermione abriu os olhos calmamente, mas quase
teve um treco. Ela estava quase que completamente aquecida nos braços de Snape.
Ele reparou que ela acordara e disse sutilmente: - Não se preocupe srta.
Granger, logo poderemos sair daqui.
Hermione somente assentiu. Ela não sabia o que dizer estava
completamente envergonhada de estar nos braços e casacos de Snape. Mas como
estava muito fraca e ainda sentia um pouco de frio, ela continuou ali,
bem quieta. Hermione podia perceber e sentir que Snape não
tinha nenhuma intenção maldosa com relação a ela. Ele só a estava
protegendo e isso significava que ele realmente tinha sentimentos. De repente
Snape se levantou e levantou Hermione junto. Ele agora estava de pé com
Hermione em seus fortes braços e envolta pela maioria de seus casacos. Hermione
estava impressionada com a compaixão de Snape. Ele tirara seus próprios
casacos para protege-la e ainda a carregava em seus braços.
Porque
não foi só visão
O
coração sentiu
Alguns minutos se passaram e Hermione já conseguia ver, ao longe,
algumas luzes do castelo acesas. Snape por sua vez estava super vigilante.
Olhava para todos os lados com Hermione nos braços e a varinha que não parava
quieta em sua mão direita. De vez em quando Hermione via e sentia Snape
olha-la, mas logo ele desviava o olhar. Talvez ele somente a olhava para ver se
ela estava bem. Mas mesmo assim Hermione sentia muita gratidão por tudo que
Snape estava fazendo por ela. Depois de alguns minutos eles adentraram no
castelo. Hermione sentiu um grande frio invadir seu corpo e percebeu que Snape
também o sentira. Snape subiu rapidamente as escadas que levava até a
enfermaria, mas se assustou de não encontrar Madame Pomfrey lá. Hermione sabia
que isso não era um bom sinal. Será que os dementadores estavam no castelo e
fizeram que todos sumissem? Não,
isso não era possível, Dumbledore nunca permitiria.
Snape deu meia volta e andou, quase correndo, em direção ao escritório
de Dumbledore. Quanto mais andavam, mas medo Hermione sentia. O castelo estava
completamente vazio e Hermione não sabia por que. Até os fantasmas não
estavam por perto.
Enche
de sombra um olhar vazio
Percorri
tantas fontes até ver você
Sair
do nada
Eles chegaram à gárgula. Snape falou a senha e eles subiram a escada em
direção ao escritório de Dumbledore. Hermione já estava se sentindo melhor,
mas estava adorando estar nos braços dele. Eles entraram no escritório e Snape
se assustou mais uma vez, Dumbledore não estava lá. Mesmo sem Dumbledore, ele
sabia que eles estariam seguros no escritório. Snape conjurou uma maca e deitou
Hermione nela. Era nítido, mas Snape realmente estava preocupado. Ele andava de
um lado para o outro e olhava sempre pela janela. Depois de muito andar, ele se
sentou em uma cadeira defronte para Hermione.
-
Pensei que pelo menos Dumbledore ainda estivesse aqui. Eu não sabia o
que estava acontecendo, mas acho que Dumbledore conseguiu tirar todos daqui.
Ele olhou para Hermione e disse displicentemente:
-
Menos nós dois.
Hermione arregalou os olhos. Não sabia o que pensar, será que todos
estavam realmente bem? Será que Dumbledore realmente tirara todos a tempo? Por
que ela e Snape estavam lá? Será que seus amigos não sentiram sua falta?
-
A srta. está confusa, não está? Perguntou Snape vendo a cara
aterrorizada de Hermione.
-
Sim Senhor.
-
Eu também ficaria. – respondeu Snape ficando de pé – Não sei ao
certo o que aconteceu, mas o Lord das Trevas queria por que queria entrar em
Hogwarts com todo o seu exército. Eu só fiquei sabendo na hora e vim correndo
para cá. Vi alguns dementadores na entrada e resolvi entrar pela floresta.
Sorte a sua, não?
Hermione fez que sim com a cabeça e Snape voltou a falar.
-
Suponho que Dumbledore conseguiu receber o meu aviso antes do Lord das
Trevas atacar. Que bom...
-
Mas nós ficamos. – disse Hermione sem esperança.
-
Casualidade srta. Granger. Talvez destino.- respondeu Snape calmamente
– Mas pode ter certeza que nada de mal vai acontecer conosco.
Hermione se assustou com o que Snape disse, mas gostou muito de saber que
ele não era tão ruim quanto ela pensava.
Pura
e sã
Com
as mãos de Jasmim, vá roçar se rosto
Pro
amor ardente despertar por mim
Snape voltou a andar pela sala, olhou a lareira, olhou para o teto e olhou para os retratos. Todos que deveriam estar nos retratos também não estavam lá.
-
O Senhor relamente acha que estamos seguros aqui? Perguntou Hermione
agora sentada.
-
Penso que sim. – respondeu Snape analisando-a – Tenho certeza que
nenhum deles saberia a senha e Dumbledore nunca deixaria quem ele não quisesse
entrar. O castelo parece estar bem calmo, talvez não estejam mais aqui, mas
acho mais seguro esperarmos até amanhã. Não podemos ter muita certeza aqui,
mas amanhã iremos para o Largo Grimmauld. Como a srta. deve ter percebido, a
lareira está lacrada.
Hermione olhou diretamente para a lareira. Ela ainda não havia reparado,
mas o escritório parecia até estar de mudança. Caixas amontoadas e todos os
armários e a lareira estavam lacrados. Hermione então voltou a si e percebeu
que Snape havia conjurado chá e sanduíches para eles.
-
A srta. deve estar com fome. Coma e depois descanse.
Snape, muito educado, serviu Hermione e depois se serviu. Os dois
permaneceram calados durante o lanche. Depois, Snape conjurou outra maca, deu
boa noite a Hermione e se deitou um pouco distante dela. Com Snape distante,
Hermione começou a se sentir triste e sozinha. Ela rolou na maca e não
conseguia dormir. Ela tinha quase certeza que Snape também não conseguiria
dormir, mas ela continuou deitava e agora estava
contemplando o teto. Hermione sentiu um formigamento estranho em seu estômago.
Seu coração batia acelerado e ela não conseguia parar de pensar em Snape. Se
a situação não fosse tão complicada ela pensaria que talvez pudesse estar...
Não pode ser... Apaixonada.
“Claro que não! Mas por que não?”Pensou."Pode até ser que
isso que eu estou sentindo, mas ele nunca sentiria nada disso por mim. Talvez eu
esteja confusa, afinal, ele me salvou, mas durante essa poucas horas que estamos
juntos ele demonstrou ser uma pessoa maravilhosa.”
Se
acontecer
Serei
seu (sua) até o fim
O tempo foi passando. Hermione olhou em seu relógio e ele agora marcava quatro horas da manhã. Mas até agora ela não tinha conseguido pregar os olhos. Hermione estava inquieta. Não parava de pensar nos acontecimentos e em Snape. Sua cabeça doía muito e seu coração batia desesperadamente com esse sentimento que a consumia. Hermione se levantou e se dirigiu até a janela. Estava muito escuro e muito calmo lá fora. Ela ficou algum tempo contemplando a escuridão e quando ia voltar para sua maca ele se assustou com Snape. Ele estava parado, bem a sua frente.
-
Não dormiu, né? Nem eu. – disse Snape caminhando lentamente.
-
Não estou me sentindo bem. – respondeu Hermione displicentemente.
-
Acho que é a minha presença que a está incomodando. Se a srta. quiser,
eu posso me afastar mais.
-
Não, não. – disse Hermione automaticamente – Claro que não é o
Senhor, eu realmente estou me sentindo muito segura ao seu lado.
Hermione se maravilhou, nunca vira Snape sorrir antes. Ele parecia ter
rejuvenescido uns 10 anos. Snape continuou sorrindo e olhou Hermione
profundamente.
Eles
ficaram se olhando por alguns segundos e Snape disse:
-
Fico feliz de poder está te dando segurança. Realmente fico muito feliz
de estar aqui com a srta.
Hermione sorriu. Ela se sentia envergonhada, mas ao mesmo tempo se sentia
feliz por estar ali com Snape. Snape estava muito diferente. Suas atitudes eram
respeitáveis e não era a toa que Dumbledore confiava nele.
Depois disso, eles não dormiram mais. Snape estava dando a Hermione
altas dicas sobre os Niem’s e conversavam sobre os outros assuntos do colégio.
Por alguns segundos parecia que eles tinham esquecido dos acontecimentos.
Eu
não largo da sua mão
Nem
que caia um raio, eu saio
Sem
você na imaginação
Amanheceu lentamente. O céu estava completamente nublado e ainda fazia muito frio. Snape e Hermione tomaram um demorado café da manhã e depois e Snape se preparou para descer.
-
O Senhor vai me deixar aqui, sozinha? Perguntou Hermione assustada.
-
É melhor a srta. ficar, não sei se está tudo bem lá embaixo.
-
Eu não quero ficar. – disse Hermione segurando a mão de Snape –
Quero ir com o Senhor.
Snape ficou muito vermelho com a aproximação da moça, mas gostou
muito. Ele abriu a porta e desceu as escadas. Hermione foi em seguida. Agora
eles já estavam fora do escritório e longe da gárgula. Snape e Hermione
olhavam para todos os lados com as varinhas em punho. Eles caminhavam
rapidamente para a sala mais próxima que era a sala de Feitiços. Quando eles
se preparavam para entrar na sala, eles ouviram um barulho. Hermione agarrou o
braço de Snape que a protegeu. Passaram-se alguns minutos e nada mais foi
ouvido no interior da sala.
-
Talvez tenha sido algum bicho. – disse Snape cada vez mais próximo de
Hermione
-
É. – respondeu ela desinteressada.
Hermione não sabia se queria mais sair dali, estava tão bom que ela
queria continuar ali tão perto dele.
Snape abriu a porta e eles entraram. A sala estava totalmente
desarrumada. Snape pegou o pó de flu, mas antes de joga-lo, ele ouviu um forte
estalo. Quando percebeu o que estava acontecendo se viu completamente abraçado
e beijando Hermione apaixonadamente.
Eles permaneceram se beijando com muito amor. Depois se olharam com muita
ternura. Snape acariciou o rosto feliz de Hermione e se sentiu o homem mais
feliz do mundo. Snape segurou a mão de Hermione e os dois desapareceram juntos
no fogo verde da lareira para a felicidade.