por Yane Snape
Era noite em Hogwarts, todos
os alunos estavam dormindo em suas casas, ou pelo menos, todos os alunos
deveriam estar dormindo.
-Meu pé Rony! Já é a segunda vez!
-Ah! Relaxa
Hermione! Eu também não estou nem um pouco feliz de ficar espremido com você
debaixo dessa capa! Além do mais você também pisou no meu pé.
-Vocês querem
calar a boca! - bufou Harry - Que coisa mais chata! - e suspirou
-O QUE?! Hagrid, você
está maluco, nós não podemos cuidar de dragões, você sabe, eles são perigosos,
por favor desite disso!- uma trovoada abafou as palavras de Rony.
-Ah Rony,
eles são... Hrmione que é que você tá olhando?
-Qume é aquele
Hagrid?
-Snape, ele sempre vai lá jogar quadribol, e às vezes vem até tomar
chá comigo, muito simpático, o Snape, quando não se trata de alunos, marotos ou
Harry- e sorriu, só que o sorriso se apagou quando todos ouviram a porta bater e
uma corrente de ar frio entrar, Hermione havia saído correndo da
cabana.
-Hermione, que foi? - Rony
parou ao ver Hermione, estática debaixo de uma chuva gélida, olhando para o céu
do campo de quadribol. Snape estava voando lá, provavelmente treinando
arremessos, pois uma bola ia em direção às balizas e quando as atravessava,
voltava pra ele, que estava arremessando.
-O que foi? - Harry chegou
ofegante
-É... é... o meu... vampiro! - suspirou Hermione
-Quem? -
perguntaram os garotos sem entender
-O Snape.
-Nó sabemos que é o Snape...
mas desde quando ele passou a ser seu vampiro? - perguntou Rony abafando o
riso
-Do que é que você está rindo, posso saber senhor
Ronald-*Sabão*-Weasley?
-Você chamou o morcegão, de seu vampiro Herm...
-É
melhor irmos andando, eu sinceramente não quero estar aqui pra ver o acontecerá
se Snape nos pegar!
-Ele não fará nada, Harry!
-Claro que não! Ele só vai
nos tirar cinqüenta pontos, e nos dar uma bela detenção! Fora isso nada de mais!
- disse Rony com amargura - Vamos sentarrr e esperar ele descer para dizer: "Olá
professor, viemos vê-lo voar, como o senhor fica bonito todo molhado, hein, seu
corpo é uma graça", ou talvez "O senhor me desperta tanta curiosidade...". Fala
sério Hermione! 'Bora Harry, se ela quiser ficar, que fique!
-Tudo bem Rony,
vamos embora!
-Eu vou pegar a capa que deixei logo ali atrás! Dêem-me um
minuto. - Harry saiu correndo, e logo voltou com a capa nas mãos, eles acenaram
para Hagrid antes de colocar a capa.
No castelo...
-...ele não ficou lindo
depois que resolveu cortar o cabelo e os manter penteados, e desde que deu um
jeito naqueles dentes.. - Hermione suspirava, sentada na sala comunal, enquanto
os meninos jogavam xadrez - Está assim de garotas suspirando por ele, e eu acho
que no meu caso já passou de suspiros... Vocês estão me
ouvindo?
-Nãoooooooooo!
-Arg... Eu vou dormir! Tenham uma péssima
noite!
-Isso aí, some! - Harry abafou uma risada, às palavras do
amigo.
Dias se passaram e Hermione
durante todo esse tempo ia ver Snape jogar quadribol à noite, da antiga sala de
Dolores Umbridge, se tinha uma boa visão do campo, assim ela não correria o
risco de ser pega, ou não.
-"Mas onde estaria ele, estava lá à cinco minutos
atrás, tudo bem que a chuva estava forte mas nem mesmo sua silhueta se
via..."
-Boa... Madrugada Srt. Granger!
Hermione se virou para ver quem
falara, e deparou com a cena mais linda que já vira. Snape todo molhado (por
causa da chuva de fim de verão que ainda teimava em cair), cabelos (agora curtos
e desalinhados, com franja) esparramados pelo rosto, camisa grudada no corpo, um
aspecto sério em seu rosto com barba por fazer e uma Firebolt em
mãos.
-Pro... pro... fessor!
-Eu sou tão interessante assim? - sibilou ele
se aproximando - Três semanas direto, srt., que a vejo nessa janela me
observando. Que aconteceu? - ele não parecia o mesmo Snape de antes, frio,
sarcástico e... ela não pôde terminar seus pensamentos pois se sentiu
encurralada na parede por dois braços fortes... um hálito gelado,com cheiro leve
de menta e provavelmente um pouco de álcool, perto de rosto... era inebriante...
dispersava todas suas preocupações e medos, só queria que aquele momento não
terminasse nunca.
-Eu... eu...
-Você? - ele a incentivou num sussurro, o
que tornava a situação mil vezes melhor
-Por Merlim, por que a voz dele tem
que ser tão melosa assim? - foi a única coisa que conseguiu
pensar
-...
-Eu... não sei... o que... é professor... só sei que...
observar vo... você, me traz uma... excelente sensação... é como se eu
flutuasse... é como se olhar você.... me completasse!
-Sério? - perguntou,
agora respirando arfante perto do pescoço da moça
-Ãhhhhh! - ela gemeu
devagar e timidamente, até o ar expelido por ele era gelado
-Considerarei
isso um sim! - e sorriu, se aproximando dos lábios dela, que se sentia indefesa
perto dele. E quando sentiu aqueles lábios gelados tocando o seus devagar, foi
como ir ao céu e voltar, e o pior ou melhor, ela não sabia dizer, era a língua
dele pressionando de leve sua boca, como que pedindo para ser tocada e quando
isso aconteceu foi melhor, muito melhor, como alguém podia beijar tão bem, ela
não sabia, pra falar a verdade ela não sabia de nada só tinha plena noção de que
estava nos braços do homem que mais desejava e que nesse momento o mesmo homem
desabotoava seu camisete de uniforme, com mãos suaves e frias...
Na manhã seguinte...
Tímidos raios de sol entravam
pela fresta da cortina da sala, a moça custou a abrir os olhos, era como se eles
estivessem pesados, mas não tinha opção, tinha que constatar se aquilo não fora
apenas um sonho. Abriu-os e se virou para seu lado esquerdo dop chão onde um
homem dormia serenamente envolto em um lençol branco assim como ela... Não foi
um sonho... Ela se aproximou dele devagar e o beijou ternamente nos lábios. Ele
se mexeu e abriu os olhos... sua expressão inicial era susto mas depois se
tornou... vergonha.
-... ... ... ... - * "silêncio constrangedor" *
-Me
perdoe, srt. Eu juro que foi apenas um impulso eu, não sei nem o que dizer...
eu... por Merlim ... eu não deveria ter tomado aquele brandy...
-Shiiii! -
ela colocou um dedo em sua boca e o fez se calar - Relaxe! Está tudo bem, não
queira justificar, nada do que aconteceu aqui não era desejado.
-Mas eu
estava bêbado...
-Parecia bem sóbrio quando disse que estava flutuando, e eu
confesso, também flutuei, bastante!
-Então quer dizer que...?
-Que desejei
tudo, que eu te amo, que essa foi a melhor noite de minha vida.
-Você...
você... o que?
-Eu te amo... e pelo visto mexi com seus sentimentos também! -
acrescentou ao ver a expressão de espanto dele
Houve uma pausa nas
explicações e declarações, na qual os dois apenas se observaram.
-Eu não
sei...
-Mas pode aprender!
-Me perdoe, mas...
-Eu posso te
ajudar!
-Olha, eu...
-Você não é tão indeciso assim em suas aulas!
-É
diferente.
-Não, não é! Você aprendeu a ser professor não aprendeu, pois
então, pode aprender a me amar, como eu te
amo!
-...
-Severo?
-...
-Sever...
-O que é amar? É querer estar
vinte e quatro horas perto, é querer agarrar, beijar, sentir
alguém?
-Hum-hum!
-... ... ... ...
Ele suspirou e sorriu
maliciosamente, ela correspondeu, só o que importava agora era... Ele não pôde
terminar seus pensamentos, pois ele beijou-a fazendo com que caísse de novo no
chão...
-Hoje, srt., será apenas um beijo, amanhã quem sabe não será uma
vida... - ele sussurrou sugando lentamente o lóbulo de sua
orelha.
Levantou-se vestiu a calça, pegou a vassoura que estava esquecida a
um canto e ao chegar na porta parou pra olhar a moça que estava sentada
segurando o lençol à cima dos seios...
-Se quiser jantar comigo esta noite,
me espere no saguão de entrada! - deu uma piscadela
Hermione nem acreditando
no que tinha acontecido deixou-se cair no chão de novo.
-Jantar... é claro
que eu vou jantar! - sorrindo maliciosamante.
FIM
N/A: Foi emocionante,
não? Eu fiquei até de castigo por essa fic, tive a idéia às 2 da madrugada em
pleno sábado, mamãe quase me matou quando me ouviu ligar o PC, por esse
sórdido motivo eu demorei pra colocá-la em prática. Mas isso não
interessa.
Tirem suas conclusões, só peço que, por favor... Comentem, as suas
opiniões são extremamente importantes!
Todos os personagens
da série Harry Potter pertencem a JKR, Warner Bros e etc, enfim, essa é uma
história sem fins lucrativos, visando apenas emocionar, divertir dentre outros,
os leitores que buscam coisas meio que... impossíveis e
improváveis!