O Inesquecível Dia das Bruxas

por Aline Snape

Aviso: cenas de Sexo

Resumo:  Hermione já era uma bruxa bem sucedida. Fazia apenas dois anos que deixara Hogwarts, e já estava graduada na mais importante Escola de Bruxaria de Lion. Abrira seu próprio boticário no Beco Diagonal. Tudo parecia ir muito bem no mundo dos negócios, exceto no seu mundo particular. Sentia saudades de alguém, mas não era fácil admitir...

   Disclaimer: Todos os personagens presentes na fic fazem parte do mundo de Harry Potter e pertencem a J.K.Rolliwing

 Agradecimentos: À Sarah Snape que bolou este interessante desafio,  as amigas virtuais, as pessoas que lerem esta fic e ao maravilhoso site dedicado ao Amado Mestre!

 NA: Esta fic é uma versão de “O encontro” onde eu (Aline Snape) faço par com o delicioso Prof. Snape, que por sua vez, faz parte do SnapeFest 2005, uma iniciativa do grupo SnapeFest, e está arquivada no site http://oxetrem.com/fest 

 

 

O INESQUECÍVEL DIA DAS BRUXAS

 

      Era um dia muito especial. O dia das bruxas sempre foi comemorado em grande estilo no mundo bruxo. Seria uma ótima desculpa para Hermione Granger deixar um pouco o trabalho de lado e procurar se divertir, relaxar... Fazia muito tempo que não encontrava seus amigos, sentia saudades daquele tempo em que era feliz e não sabia.

     Lembrava das festas de Halloween que ocorriam no Castelo de Hogwarts, eram muito boas, mas nada se comparava as de Hogsmeade. O professor Dumbledore jamais deixou os alunos freqüentarem Hogsmeade nesta data... Apenas os professores tinham permissão de se divertir no vilarejo.  Nunca dera muita importância para tal fato, pois era um dia quase esquecido para a maioria dos nascidos trouxas. Agora, já adulta e bem sucedida, ficara realmente curiosa para descobrir a fama daquelas festas em Hogsmeade.

 

Naquela tarde, inicialmente pensou em ir a um baile no próprio Beco Diagonal, mas a curiosidade de ver de perto as festas em Hogsmeade era muito tentadora. Sabia que encontraria alguns professores de Hogwarts. A idéia de se encontrar novamente com o bruxo mais atraente que um dia conhecera, deixava-a completamente excitada, não perderia esta oportunidade por nada.  Nunca quis admitir que se apaixonara pelo professor mais carrasco que um dia conheceu. Lembrou do baile de formatura, quando o viu pela última vez. Após dançar a última valsa com ele, Hermione não resistiu a proximidade e o beijou rapidamente antes que ele estendesse a mão para se despedir. Teve que sorrir desta última lembrança... Se não fosse tão jovem naquela época, teria coragem para se declarar, mesmo sabendo que ele riria de sua cara.  

      Após o expediente, Hermione voltou rapidamente para seu apartamento e se arrumou de forma bem sensual. Colocou uma capa de lã por cima de suas poucas vestes, pois  o frio lá fora era intenso. A neve branca destacava-se do chão, dando um belo efeito a paisagem.  Depois de deixar seu prédio, já na outra esquina  avistou a chave do portal. As múmias entregavam panfletos nas ruas, convidando para as festas de inúmeros bares noturnos. Hermione já tinha em mente qual o bar que freqüentaria.

 

     Enquanto isso, anoitecia em Hogsmade.  A diversão era geral. Todos estavam radiantes, até mesmo uma figura sinistra vestida de preto que olhava com certa admiração tanta algazarra, enquanto bebia sua cerveja. Pensava o quanto prazerosa prometia ser aquela noite, pois estava mesmo precisando relaxar. Logo em seguida seus pensamentos foram interrompidos pela sua colega de trabalho, a professora Sibila:

- Vamos dançar, prof. Snape?

- A Srtª. tomou chá de cogumelo?         Seu humor estava ótimo, pois segurou-se a tempo antes de dizer: “ainda não bebi o suficiente para isso”

- Ora, vamos... Você é que deveria beber chá de cogumelos, para ver se entra logo em órbita...

- Eu pretendo dançar, sim... mas acabei de chegar e lamento informar que já tenho companhia para esta noite.

      Seria difícil citar qual dos dois bruxos demonstrou mais desdém em sua fisionomia. A professora Sybila jamais cogitaria em lançar algum feitiço, pois o professor Snape, pelo seu passado, era muito precavido e com certeza ela sofreria as conseqüências. Resmungou qualquer coisa e achou mais seguro ir abordar outro professor para dançar com ela.

 

***

      Hermione sentiu seu corpo girar e só voltou ao normal, no momento que reconheceu Hogsmeade, arrumou sua capa e bolsa. Já era noite e a pequena cidade começava a tomar vida. Entrou no bar mais animado, sentou-se num canto e retirou seu espelho da bolsa para se certificar que seu cabelo estava alinhado. Aos poucos o bar lotava com bruxos e bruxas exoticamente vestidos. O local foi espaçosamente ampliado por feitiços, onde diversos casais dançavam ao som mais esquisito  que ela já ouvira.

      Seus olhos Iniciaram uma busca por alguém conhecido, ou por um certo alguém. O garçom veio lhe oferecer bebida e ela optou por uma cerveja amanteigada, a fim de recordar seus melhores momentos de estudante. Tinha quase certeza que ele estaria ali, em algum canto...

      Meia hora depois de olhar todos casais dançando e checar cada canto, virou-se e logo atrás de si viu a figura sinistra sentada solitária no interior do bar. Apesar da luminosidade mínima, reconheceu a silhueta sensual do bruxo alto, elegantemente vestido com sua capa preta. Sentiu seu coração dar um sobressalto ao vê-lo sentado tão próximo a sua mesa. Sabia que não seria fácil conversar com ele, conhecia seu sarcasmo e desta vez não podia contar com o título de melhor aluna para dançar com ele. 

      Assim que o garçom deixou uma cerveja na mesa dele, ela pensou em levantar-se para cumprimentá-lo, mas a dona do bar, uma bruxa muito bonita, bem vestida, o assediou. Antes de sentar-se em cima da mesa, a bruxa beijou-o maliciosamente na boca. Mesmo com o som alto da música, Hermione pôde ouvir a conversa que seguiu após o longo beijo.

- Que saudades, meu bruxinho gostoso!!!... Sentiu minha falta?

- Como vai senhorita Rosmerta?   Sorrindo, completou: - Já te falei que gosto de uma pessoa, mas nada impede que esta noite possamos... você sabe!

- Então sentiu a minha falta... Queres repetir aquela noite fantástica??? 

- Adoraria...       

       Quando o bruxo puxou a moça para si e a beijou, Hermione sentiu ciúmes, mas nada poderia fazer. Já estava se culpando de ser tão audaciosa em invadir o mundo dele. Ele não lhe pertencia, mas também nunca soube de nenhuma mulher na vida dele...  Jamais imaginaria que tinha um caso com a madame Rosmerta... Teria ela encantos suficientes de uma bruxa adulta experiente? Sabia que não era tão experiente com homens, afinal desde muito cedo se apaixonara por ele e quase não aproveitou sua juventude.

      O diálogo a seguir deixou Hermione completamente esperançosa e uma força maior tomou conta de si.

- Lamento informar, meu gostosão mas esta noite será do meu noivo... Já lhe falei que noivei?

- Não... não sabia! Se soubesse não teria lhe beijado...Quer dizer que vai me trocar assim...na maior?

- Ora Severo... Você nunca me disse que gostava de mim... Só ficamos juntos algumas vezes. Alvo me disse que você vai sempre nas festas de comensais. Imaginei que você tem outras companhias para sair, pois nunca me convidou...

- Aposto que não sabe o que está falando... Estas festas são sempre uma tortura para mim.      Falou tentando esconder parte de sua melancolia.

- Você se arrisca muito... Seria um excelente auror... Por que não larga aqueles alunos pentelhos e vem morar aqui em Hogsmeade? Com certeza teremos muito mais oportunidade de repetir aquela noite... Poderíamos ser vizinhos...    E a moça sorriu maliciosamente para Severo. 

- Você me faz esta proposta e está noiva de outro? Ora Rosmerta... que bruxo gostará de ser enganado, me diga?

- Não acredito que você ainda pensa que somente as bruxas devem ser fiéis...  Severo acorda!!!  Estamos no século vinte e um!!!

- Tem razão! Às vezes penso que poderia ser feliz ao lado de alguém...

- Não vai me dizer que acredita na história de Cinderela? Kakakakaka

      Neste exato momento um bruxo atraente, alto e forte, aproximou-se de Rosmerta, abraçando-a e descendo-a de cima da mesa. Depois virou-se para Severo cumprimentando-o.

      Rosmerta beijou o noivo de forma provocativa, como fizera antes com o professor, depois fez cara de choro:

- Por que demorou tanto, meu bruxinho?

- Porque tive uma reunião... Vamos dançar minha feiticeira?

- Vamos!  Até mais, Severo!

      O casal direcionou-se para a pista de danças. Severo tomou o último gole de cerveja e chamou o garçom. Hermione rapidamente posicionou-se atrás de Severo, tapando seus olhos.

- Adivinhe quem é?

- Não sei e nem me interessa... Quer fazer o favor de tirar logo suas mãos, antes que eu o faça!

 - Ora, ora... Continua o mesmo mal humorado de sempre... Ou foi por que a mocinha lhe trocou por outro?

      Hermione tirou suas mãos e sentou-se no mesmo lugar onde a outra bruxa estava. Sentiu o olhar dele furioso e esforçou-se para reverter a situação.

- Como vai o Grande Mestre em Poções?  Está lembrado de mim, não?

- Claro!  Como poderia me esquecer das suas intromissões em minhas aulas?...Se me der licença eu vou indo...e se não me der, vou igual...

      Antes de levantar, Hermione o impediu roçando seu sapato nas longas pernas dele.

- Fique mais um pouco... eu ainda não tenho as respostas para algumas questões... Eu posso lhe fazer companhia se responder minhas perguntas... Que não serão muitas, prometo!

      Aquele contato inesperado o deixou excitado e decidiu esperar um pouco mais.

-  Não posso acreditar que você tenha perguntas sem respostas... Não são sobre poções ou são???

- Sim, senhor Snape!  São sobre poções...Tenho um boticário e apenas uma poção eu não consegui fazer... Voltei exatamente no dia das bruxas porque imaginei que lhe encontraria aqui, mais descontraído, em clima de festa... Pensei que não se importaria em responder... Poderíamos tomar uma cerveja, conversarmos... quem sabe algo mais...  Aproximou o seu rosto do dele e seu olhar malicioso penetrou naqueles olhos negros. Hermione retirou o sapato e agora seus delicados pés o roçavam com mais sensualidade.

-  Para uma ex-aluna grifinória, sua coragem continua prevalecendo...

      O garçom chegou neste momento e Severo pediu duas cervejas amanteigadas. Começava a gostar daquele contato ousado.

- Gosta de bruxas corajosas, Sr. Snape?      Hermione perguntou para retomar o assunto assim que o homem se afastou. Mas ele procurou disfarçar o sorriso com outra pergunta.

- Como se formou se ainda tinha dúvidas em uma poção???

- Porque esta poção não faz parte do currículo... Trata-se de poção proibida que o Ministério só autoriza os grandes mestres a prepará-la. 

- Sendo assim, não poderei tirar suas dúvidas... Não tenho permissão para revelar a fórmula...

- Tem certeza?    Hermione o provocava ainda mais. Agora seu pé direito pousou delicadamente em seu colo. Sentia um volume considerável!  Não acreditava que estava progredindo em seu plano. Ela o teria. Finalmente seu sonho se realizaria, mas teria que ter muito cuidado, afinal ele foi comensal e poderia matá-la na pior das hipóteses.

- Mal intencionada, mocinha???  A senhorita é muito audaciosa...   Severo segurou o pé delicado, acariciando-o.    O olhar dele agora era fatal.

- Me chame de  Hermione...  O professor Dumbledore nunca permitiu que seus alunos freqüentassem as festas do dia das Bruxas, em Hogsmeade... Diga-me o que costuma rolar no melhor da festa?

      Severo soltou um riso irônico.

- Não me diga que não sabe...

     Hermione aproveitou a ocasião e o surpreendeu ainda mais, levantando-se rapidamente da mesa e sentando-se em seu colo.

-  Falo de drogas, alucinógenos, feitiços e magias... Rola de tudo um pouco?

- Não acredito que a senhorita nunca participou de uma festa destas.... Falou incrédulo.    Bebeu um gole considerado de cerveja, logo em seguida pousou suas mãos nas coxas da moça.

      Hermione correspondeu ao sorriso malicioso ao mesmo tempo em que se posicionava melhor em seu colo.

- Vamos, senhor Snape... Diga-me o que mais rola nestas festas que não rola nas festas de trouxas?

- A senhorita quer mesmo saber? Quer que eu lhe mostre ou contenta-se em apenas ouvir?

Sussurrando em seu ouvido, Hermione respondeu:   - Mostre-me... Senhor...

       Snape afastou delicadamente a perna direita dela e puxou a varinha mágica que estava no bolso da capa. Apontou para a pista de danças e lançou um feitiço:

-“Revele-se”!

      No instante seguinte, a metade dos casais que aparentemente dançavam, Hermione viu que na verdade transavam e a orgia era completa. Ela ficou pasma, já estava excitada de estar no colo dele, depois o contato daquela mão enorme e morna em sua coxa e ao ver a cena explícita, sentia-se como uma fêmea no cio. Precisava manter a postura de donzela para não afugentá-lo. Afinal sabia o quanto aristocrático era o grande mestre em poções. Com certeza ele selecionava e muito suas companhias. A vontade que sentia era de transar ali mesmo, no colo dele. Ela pediu para ele mostrar e agora precisava de alguns segundos para recompor a serenidade. Severo escondia um sorriso maroto por trás do meio sorriso, tinha certeza que a surpreendera, mas também fora surpreendido quando ela sussurrou em seu ouvido:

- Quer dançar comigo, senhor Snape?

      Agora ele ficara confuso, será que ela o convidara para dançar ou para transar? Sabia que aquela jovem era muito atrevida, tanto quanto em seu tempo de estudante, a diferença era que agora tornara-se uma mulher. Uma bela mulher,  com as formas perfeitas, o corpo sensual que o atraia como magnetismo. Agora, estava ali, em seu colo, insinuando-se e sussurrando em seu ouvido. Ele sentia-se excitadíssimo e tomando mais um gole de cerveja, ele a provocou:

- Aqui ou na minha masmorra?

- Óbvio que aqui...    

     Severo  maliciosamente contesta:

- Eu prefiro na minha masmorra...    

     Hermione bebe um gole de cerveja e enquanto pensava o que ia dizer, ele pega o copo de suas mãos e a beija. Foi um beijo suave no início, mas quando a língua dele invadiu sua boca, Hermione esqueceu a timidez e entregou-se àquele beijo. Agarrou-se em volta de seu pescoço e correspondeu àquela loucura. Sabia que agora não mais se controlaria, estava literalmente nas mãos do bruxo. A mão de Severo era mágica, subia gradativamente a minúscula saia e provocava delírios a cada toque. Seu corpo o desejava ardentemente e ela então procurou abrir o mais rápido que pôde os inúmeros botões de suas vestes até alcançar o membro másculo, rígido e pronto para o ato.  Porém, alguns segundos antes dos corpos  realmente se fusionarem em um único, ele lançou o feitiço da invisibilidade sobre eles. Ela entregou-se totalmente àquele homem que muitas vezes a fez chorar, mas que agora sentia-se em um maravilhoso sonho. Transar em pleno bar lotado foi uma experiência muito fascinante, pois ninguém os via ou ouvia. Hermione gritava de prazer e procuraram prolongar ao máximo aqueles momentos, até que não agüentando mais, ambos chegaram juntos ao gozo. Ela abraçou-o ainda trêmula e ele mostrou-se extremamente carinhoso. 

      Duas vidas completamente distintas, homem e mulher, professor e ex-aluna, se uniram para atender mais do que a simples necessidade carnal, a necessidade  básica de sentir-se desejado e  amado.

       Hermione, embora ainda muito menina, se apaixonara por ele desde o seu primeiro ano na escola. Jamais imaginou que algum dia seria correspondida. Severo Snape, sempre muito solitário, inconscientemente ou não, desejava aquela moça e a teve, porém não satisfeito com um único momento a convidou para passarem juntos a noite. Era mais do que um sonho, era a realização de uma fantasia para ambos. Ele se sentiu vivo novamente, acabara de transar com a mulher que invadia seus sonhos mais íntimos. E gostara da experiência, Hermione era extremamente inteligente e tinha excelente senso de humor, que de certa forma, sempre o deixou encantado por isso. Ele nunca mais conseguiu tirá-la de sua mente, desde a última vez que estiveram juntos na formatura...  Hermione aceitou prontamente passar aquela noite com o grande mestre. Severo chamou o garçom e desta vez pagou as contas. Saíram abraçados do bar e lá fora, sob a neve que caia intensamente, Severo apertou-a mais contra seu peito e ambos aparataram nos seus aposentos, na masmorra. Depois de alguns minutos em silêncio, Hermione perguntou:

- Snape... Posso te chamar de Snape?

- Depois do que fizemos no bar, você pode qualquer coisa mocinha...     Sorrindo maliciosamente para ela.

- Eu gostaria muito de saber algo...

- Se o que viu hoje é normal ou se rola só em festas???  Ele perguntou curioso.

- Não é exatamente isso que eu queria perguntar, mas devo admitir que é uma boa questão...

- Então... Pergunte!!!  Mas como você já me conhece, não prometo resposta...

- Mas você mesmo acabou de me dizer que posso qualquer coisa nesta noite... 

      Hermione segurou um riso.  Severo ergueu a sobrancelha. Estava ficando intrigado com o suspense da pergunta. Pressentia que ela queria saber algo sobre seus sentimentos. Algo que ele não dominava. Desde pequeno aprendeu a sofrer. Sentimentos de dor, solidão, medo, sempre o acompanhou. Estes sentimentos ele conhecia muito bem, mas sentimentos opostos... A única lembrança boa que possuía era o amor de sua mãe. Instintivamente ele a puxou mais para perto de si.

      Esta demonstração de afeto deixou-a comovida e  mais segura para fazer a pergunta.

- Você sente alguma coisa por mim? Sei que na época que fui sua aluna você me desprezava e fazia questão de me irritar, mas sei também que sentia orgulho de mim. O professor Dumbledore me contou que nos conselhos de classe você muitas vezes deixou transparecer algum sentimento bom por mim... 

       Severo ficou pensativo e olhava a escuridão da noite pela janela. Nunca obteve aquilo que mais desejou. Desejava muito amar e ser amado por uma mulher.  A paixão proibida pela sua aluna o deixava completamente desnorteado. Esforçava-se para esconder seus sentimentos dele próprio. Jamais imaginou  que a aluna que tanto o irritava, a cada ano letivo que se iniciava, voltava mais bela, de formas perfeitas, e o enlouquecia nas noites de insônia. Sabia o quanto impossível seria tê-la algum dia. Poderia esperar ela se formar, repetia para si mesmo, mas outra voz em seu subconsciente o lembrava que existia uma grande diferença de idade entre eles e que seria sempre um enorme obstáculo. Pensava que ela jamais o corresponderia, pois para se proteger deste sentimento que tanto lhe corroia, tratava-a muito mal, tinha plena consciência. Suspirou profundamente.

- Vamos Snape, sei que você pode me responder...

- Devo confessar que tive certo receio de sua pergunta... Mas, eu a amo... Você não imagina o quanto... jamais pensei que seria correspondido... Pois sou muito mais velho que você...

      A voz de Snape soava embargada e Hermione antes eufórica, agora parecia tão melancólica quanto ele.

-  Eu confesso que sempre te amei... Desde a sua primeira aula... O seu jeito de olhar, o seu caminhar... Você despertou em mim todo este desejo que sinto. Nenhum outro homem me despertou desta forma... Você não é velho Sr. Snape!!! E eu agora não sou mais adolescente...  Eu te amo, Snape! Se não fosse Halloween, nem sei como me aproximaria de você...

      O bruxo a envolveu num grande abraço.

-  Posso lhe garantir que não se vive de ilusão eternamente... Mas as festas são ótimas por isso. Você se esquece quem realmente é...  Entrega-se  as fantasias, diminuindo o stress do trabalho. Certamente é uma ótima terapia, não concorda?

       Hermione sorriu concordando e correspondeu ao abraço, beijando-o com intensidade. No momento seguinte ele a conduziu até seu quarto.

 

 

 

 

 

Capítulo II  (Snape com chocolate)

 

 

      Hermione estava encantada com a beleza daquele aposento. Admirava cada canto do amplo quarto, com a lareira, os móveis antigos, um belo tapete verde no centro, longas cortinas que escondiam as  grandes vidraças da janela e as paredes de pedra . Sentou-se no confortável sofá em frente à lareira.

      Severo regulava a iluminação do ambiente com um auxílio da varinha e com outro movimento acionou fogo na lareira. Retirou sua capa e providenciou mais cerveja e alguns doces e salgados. Ela estava faminta, provou todos com certa avidez e sensualidade nos pequenos gestos. Sentia- se levemente tonta com a cerveja e preferiu deixá-la de lado. Ele sentou-se ao seu lado.

      As mãos dele percorriam suavemente suas coxas e Hermione foi entregando-se novamente àquele toque. O ambiente ainda estava frio, mas os beijos e as carícias começavam a esquentar seus corpos. Aos poucos e a cada troca de beijo uma peça de roupa era largada ao chão. Quando estavam totalmente despidos, Hermione não resistiu a tentação de pegar o pote de mousse de chocolate.

- Snape querido, você é super dotado!!! Não é para menos o que senti antes, lá no bar...  Soltou um risinho maroto  e prosseguiu: Por favor, deixe-me prová-lo, com chocolate...

- Ora, mocinha... não vamos desperdiçar nosso tempo com bobagens... 

     Não satisfeita com a resposta, foi até o mestre pedindo com extrema delicadeza;

- Por favor, Snapezinho...  deixa... Eu faço tudo que você quiser depois...

      Severo com o sorriso mais malicioso possível levantou-se e dizendo a palavra “lumus”, a luz do ambiente tornou-se mais intensa, iluminando o belo corpo do bruxo. Hermione rapidamente  passou o mousse pelo peito, descendo sensualmente até o membro rígido. Sentindo-se satisfeitíssima, deixou o pote de lado e foi rapidamente degustar cada centímetro daquele corpo másculo que lhe fazia delirar só de olhar.

     Sentando-se no sofá, Snape a olhou maliciosamente facilitando o contato da boca que deliciosamente descia em direção a sua masculinidade. Fechou os olhos e teve a certeza de que aquela jovem mulher sabia muito bem levar um homem à loucura. O órgão ereto e enorme era deliciosamente saboreado.  Snape gemia a cada movimento e segurou-se ao máximo para aproveitar cada momento de prazer.  Minutos depois ele a puxa beijando-lhe com voracidade, quase sem fôlego, a coloca sentada no sofá e agilmente inverte as posições.   Hermione não esperava que fosse retribuída da mesma forma e rapidamente gozou, seria humanamente impossível para ela segurar-se depois de sentir os lábios dele e a língua invadindo tão profundamente sua intimidade.

      Severo a tomou em seus braços e ainda trêmula a levou para sua cama. Lá novas carícias eram trocadas, os beijos eram mais longos, saciando aos poucos aquela fome distinta, aquela carência que sentiam um pelo outro.

      Em silêncio, indagou se ela falara realmente sério sobre fazer qualquer coisa que ele pedisse. Afastou-a e olhando-a como um predador pronto a atacar sua presa, decidiu não falar nada e Hermione sentiu o desejo arder ainda mais dentro de si.

     Aquele homem definitivamente não era comum, nem mesmo para um bruxo. Exalava poder e sensualidade por todos os poros. Ela podia sentir o cheiro da masculinidade dele que a entorpecia.  Adoraria satisfazer todos os desejos dele.

    -  Diga, o que posso fazer para te agradecer?   Severo até pensou em pedir que realizasse a sua fantasia mais íntima, mas sabia o quanto criativa ela era e respondeu:

- Surpreenda-me mais uma vez Senhorita...

      Hermione com um sorriso provocante o beijou. Não demorou muito para as carícias retornarem mais ousadas e posicionando-se de quatro, com a voz rouca pediu para que ele a penetrasse profundamente. Prontamente ele atendeu seu desejo mais íntimo e novamente, em movimentos ritmados, seus corpos em perfeita sintonia  estremeceram de prazer.     

      Hermione cavalgou o restante daquela noite inesquecível. Dormiu abraçada a ele e vencida pelo cansaço.

       Pela manhã ela foi despertada com um beijo carinhoso:

- Sinto ter que fazer isso... mas é melhor você se vestir enquanto eu peço o café... Dentro de quinze minutos tenho uma reunião com o diretor e infelizmente tenho que deixá-la... mas você pode ficar aqui, será minha prisioneira para sempre...

-  O que??? Não posso ficar aqui para sempre... Severo... quero que saiba que foi a melhor noite da minha vida...

     Severo ao alcançar as roupas dela, respondeu:

- Da minha também...

      Depois de tomarem o café da manhã juntos nas masmorras, Severo aparatou com ela até Hogsmeade. Antes de se despedirem ele lhe disse:

- Hermione você foi maravilhosa, jamais vou te esquecer. No café que tomaste, coloquei a poção anticoncepcional, quero primeiro me casar com você e depois termos nosso filho... Saiba que jamais esta noite será apagada de minha memória. Você vai voltar,  promete?

      Ela balançou a cabeça afirmativamente e após um longo beijo de despedida,  colocou sua mão no portal e seu corpo foi arremessado de volta ao Beco Diagonal.

    Severo desceu as escadas. Sentia-se extremamente feliz quando se dirigia para a sala de reuniões. Alvo Dumbledore o cumprimentou com um sorriso malicioso e um brilho diferente nos olhos. Severo lembrou de fechar sua mente, e questionava-se se não foi rápido o suficiente. Alvo pressentindo seus pensamentos lhe disse: - Quero conversar em particular com o senhor, assim que acabar a reunião... Sei que tem algo para me dizer...

     Hermione apareceu subitamente no Beco Diagonal. Esperou seu corpo parar de girar, olhou no relógio, já estava atrasada. Entrou apressada em seu apartamento. Tomou um banho rápido, arrumou-se e foi para seu trabalho. Em pouco tempo já estava atendendo os clientes que a esperavam no boticário.       Ao lembrar de cada momento  vivido na noite anterior, uma curiosa sensação de felicidade invadia seu corpo.

      Ainda pela manhã, uma coruja trouxe um pergaminho e um envelope amarrado na patinha. Hermione reconheceu a coruja de Hogwarts. Ao abrir o envelope, foi surpreendida com um lindo bouquet de rosas vermelhas.  O pergaminho cuidadosamente escrito com as letras que ela reconhecia tão bem, demonstrava o quanto cavalheiro aquele homem podia ser, ficando maravilhada com o conteúdo escrito.

      À noite, em seu quarto, Hermione respondia o pergaminho de seu amado.

FIM

 

NA: Quem não gostaria de saborear o delicioso Professor Snape com mousse de Chocolate??





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