31 de Outubro – Pra ficar na memória
por Mi_Granger
Oi
pessoal, essa é minha fic para o desafio do Snape Mione de dia das bruxas, como
conheci o site a pouco tempo e estou trabalhando na minha outra fic “Amor: do
ódio ao perdão” escrevi essa one-shot na madrugada do dia 21/10 só para não
ficar de fora espero que gostem e mandem e-mais.
Quero
mandar beijos, pra minha beta Regine Manzato, que não deu tempo de te mandar
essa por que fiz em cima da hora. E para Sarah que é um amor de pessoa, dona
desse site maravilhoso.
Deixemos de enrolação e vamos à fic:
31
de Outubro – Pra ficar na memória
Dia das bruxas.
Hogwarts amanhece com um ar de expectativa pairando sobre todos. Dumbledore tinha anunciado uma comemoração específica para as comemorações, alem é claro da habitual visita ao povoado de Hogsmead, mas ninguém sabia nada a respeito ainda. No café da manha o volume das conversas era três vezes mais alto do que num dia normal. Mas imediatamente silenciou ao ver o velho bruxo se levantar para falar.
_ Como prometido por mim, nossas comemorações pelo nosso dia esse ano será diferente. Peço que o Sr. Filch traga até nos o cálice de fogo para mais uma eleição imparcial. Todos tranqüilos, por favor, que não é nenhum torneio tribruxo para acontecer.
Emendou
ele ao ver a cara de terror em alguns alunos.
_ Eu
vou pedir aos nossos queridos professores que coloquem seus nomes em um
pergaminho e deposite-o no cálice. O cálice elegera um dentre nós que será o
homenageado do dia. Assim que eu disser o nome do eleito, através da magia que
lancei a nossa comemoração tudo ao nosso redor refletirá o estado de espírito,
personalidade e os gostos do bruxo escolhido. Mais tarde, no banquete, alunos
das quatro casas deverão homenageá-lo como desejarem. Uma vez que eu retirar o
nome do cálice, imediatamente o ambiente se modificará para o estado do bruxo.
Agora vamos aos nomes. Professores podem começar a depositar.
Os professores começaram a depositar seus nomes um a um, a professora Sprout dava risinhos enquanto aguardava sua vez,
Até a
professora Minerva estava com a expressão menos severa no rosto, o professor
Flitiwick fez seu pergaminho levitar porque não alcançava o pedestal, a
professora Sibila teve que ser convencida por Madame Promfrey de que nada
aconteceria a ela só em ser homenageada. Até o professor Binns flutuou até o
cálice e depositou a cara dele. O professor Snape, tinha uma expressão de
total desagrado no rosto, parecia mais que estava sendo obrigado aquilo tudo (e
estava mesmo).
Assim que o último professor depositou seu nome, Dumbledore se levantou e o cálice começou a emitir uma luz esverdeada.
_ Então vamos ao escolhido.
O cálice começou a emitiu uma luz dourada assim que ele se aproximou, todos os olhos estavam postos no cálice. Dumbledore pegou o pedaço de pergaminho que se elevou em meio a nevoa dourada pigarreou e disse:
_
Severo Snape, mestre de poções!
Imediatamente
todas as janelas do castelo ganharam pesadas cortinas e archotes acenderam-se
devido à escuridão do lugar, um vento gelado percorreu todo salão principal
fazendo os alunos se arrepiarem. Todo o ambiente agora lembrava terrivelmente a
sala de poções. Não havia sequer uma decoração que indicasse que aquele dia
era dia de festa.
_ Venha professor! Hoje o dia será em sua homenagem. Pronuncie algumas palavras de instruções e agradecimentos antecipados aos seus queridos alunos.
_ Claro diretor. Gostaria de dizer que eu realmente me sinto lisonjeado em ser o centro das atenções.
Disse isso na voz mais fria e sarcástica que pôde.
_ E quanto aos que visitarão o povoado sugiro que subam até seus salões comunais e troquem-se o clima não vai estar muito quente.
Dizendo
isso voltou a sentar-se em seu lugar.
O som de cadeiras arrastadas abafaram os protestos ditos pelos alunos das três casas: Corvinal, Lufa-Lufa, e Grifinória.
O trio seguia pela escadaria e Rony protestava em alto e bom som:
_ Porque logo ele! Tantos professores! Sabe Harry realmente acho que aquele cálice gosta de nos fazer sofrer. Trocar de roupa! Isso vai nos custar uma hora a menos no povoado!
_ Ah Rony, não seja tão dramático. Disse Mione. Imagina se o cálice escolhe a charlatã da Sibila. Todo castelo iria ficar impregnado daquele perfume horrível e por onde passássemos veríamos agouros de morte. Não acha Harry?
_ Sinceramente Mione, pra mim, não tem diferença, todos dois gostariam de me ver morto.
_ Harry, que absurdo! Esqueceu que o Snape já salvou sua vida uma vez?
_ Não me diga Mione, então acho que vou fazer uma declaração de amor e gratidão pra ele à noite.
_ Ah Harry, posso ajudar na encenação, eu gostaria de agradecê-lo por todas as detenções e pontos tirados da grifinória por ele. Emendou Rony.
_ É e quem sabe vocês se lembrem de agradecer a ele por tudo que aprendemos com ele todo esse tempo, ou dele preparar junto com Madame Pomfrey as poções da Ala Hospitalar, ou ainda quem sabe, pelas informações que ele traz para Ordem. Não, com certeza não vão se lembrar de agradecer por isso, porque são dois garotinhos rancorosos e infantis. Hermione falou e subiu as escadas para o dormitório feminino batendo os pés.
_ Sabe Rony, às vezes acho que a Mione defende demais o Snape. Disse Harry.
_ Não Harry, ela defende qualquer professor.
_ É
talvez... Falou um Harry mais pra si do que pra Rony.
Quando desceram ao salão principal, encontaram uma aglomeração de alunos em frente às portas de carvalho.
_ O que houve Gina? Perguntou Mione.
_ Está nevando!
_ O quê? Nevando? Mas é Outubro! Não neva nessa época.
_ É Mione, mas vai ver o estado interior do Snape deve ser uma nevasca pura. Gelado que só ele, isso é bem típico!
Após a conferencia dos nomes por Filch, as grandes portas se abriram e os três confirmaram que realmente caía uma neve densa.
_ Que ótimo! Resmungou Rony. Até nosso passeio ele tinha que estragar!
Hermione dava um muxoxo de impaciência durante o percurso da carruagem a cada comentário que Rony fazia contra Snape. Harry olhava para ela com uma suspeita, mas nada disse.
Quando desceram na entrada do povoado Hermione não quis seguir junto com os dois.
_ Mas porque você vai se separar da gente? Sempre viemos juntos. Disse um Rony desolado.
_ Sempre? Que eu me lembre no ano passado vim com a Luna, porque meus dois melhores amigos estavam respectivamente, jogando Quadribol e o outro namorando. Ou esqueceram?
_ Nossa Mione, que mau humor! Disse Harry. O que foi que houve com você?
_ Quem sabe não é o clima do dia que está refletindo sobre mim?
_ Está vendo, como pode defender o Snape, se até em seu humor ele interferiu. Comentou Rony.
_ Ah, por favor, vão andando vocês dois. As 13:00h estarei no três vassouras se quiserem me encontrar. E seguiu descendo a rua.
_ Está bem, Tchau então. Disseram os dois.
_ Como ela está diferente. Comentou Rony, parece outra!
_ Acho
que ela está nos escondendo algo Rony, e alguma coisa me diz que tem a ver com
Snape.
Hermione dobrou a direita e seguiu até uma livraria no final da rua menos movimentada do povoado, esperava encontrar quem procurava lá. Era bem o estilo dele aquele lugar. A neve atrapalhava um pouco a caminhada, mas mesmo assim ela seguiu confiante.
“Nem uma única decoração, que coração amargurado!”
Quase passou direto pela loja, voltou alguns passos e esbarrou na professora Minerva quando entrava.
_ Ah desculpe professora não vi a senhora.
_ Sem problemas Srtª Granger, numa livraria seria difícil não encontra-la. Disse a senhora sorrindo. Mas nesse frio deveria estar tomando algo para se esquentar. E onde estão seus amigos?
_ Ah, eles foram à loja de Quadribol sabe, não gosto muito disso. Preferi vir pra cá, mas vamos nos encontrar no Três Vassouras mais tarde.
_ Ah bom então, eu já vou indo, vejo você mais tarde.
_ Até professora.
Hermione sentiu um frio no estômago ao avistar quem procurava: O mestre de poções. Ele estava sentado num canto absorto em uma leitura. Agora não iria mais recuar.
“Coragem Mione, vamos”.
_ Oi professor Snape!
Ele não tirou os olhos do livro para olhá-la, pela voz só podia ser ela a intragável Sabe-tudo.
_ Sim senhorita Granger? Alguma dúvida sobre a matéria de ontem? Deveria estar comemorando a festa e não aqui.
_ Ah bela festa, a sua cara.
_ Veio até aqui para elogiar-me Granger?
_ Ah, claro afinal o senhor é o homenageado do dia. Vai ganhar a capa do Semanário das Bruxas como o bruxo que mais bem decorou sua festa de homenagem. Mas eu particularmente não imaginava um dia em sua homenagem diferente desse. Imagina uma festa pra você cheia de fitinhas coloridas e miniaturas de bruxinhas sobrevoando nossas cabeças.
Ela deu um risinho abafado ao seu próprio comentário.
_ Muito engraçado senhorita, então vejo que ocupou muito seu tempo em pensar em mim Granger.
_ Mais do que gostaria.
_ Ah claro, e suponho que tenha relação com mais alguns passeios noturnos seu e de seus amiguinhos.
_ Não, na verdade são só os meus pensamentos que estão postos em você. Eles não têm nada a ver com isso.
_ O que quer dizer com isso Granger?
_ Porque não vê você mesmo?
_ Está me propondo uma aula de Oclumencia Granger? Se não percebeu hoje é meu dia de folga.
_ É importante o que tenho para mostrá-lo.
_ E o que eu ganho perdendo meu tempo com você?
_ Só olhando você vai poder dizer o que ganhou.
_ Já
que insiste Granger, não quero mais perder meu tempo aqui. Prepare-se. Legimens!
Snape passou a ver as imagens dos sonhos recentes dela. Parecia que ela apenas queria mostrar isso a ele.
A 1ª imagem que viu foi os dois, ela e ele, abraçados no que parecia ser sua sala. Ele sussurrava algumas coisas no ouvido dela e ela sorria aconchegada em seus braços.
A 2ª imagem, também dos dois, ele estava sentado em meio a pilhas de almofadas num quarto totalmente decorado ao estilo árabe enquanto ela dançava sensualmente para ele. Ele pôde ver que seus olhos brilhavam de desejo.
A 3ª
imagem, era do que parecia um hospital, ela estava deitada numa cama observando
ele segurar uma trouxinha de panos no colo, era um bebê. Na parede do quarto
uma faixa dizia “Bem vinda ao mundo Diana Granger Snape”. Snape perdeu a concentração
com o que viu e no segundo seguinte encarava a Hermione real ao seu lado um
pouco ofegante e suada.
_ O que significa isso Granger? É alguma piada?
_ Não Snape, não é uma piada, mas certamente que se alguém olhar para sua cara agora, riria muito.
_ Então está louca? Porque esses sonhos? Porque me mostrou isso?
_ Porque gostaria de compartilhar com você o que sinto. Decidi isso por hoje ser um dia em sua homenagem, queria fazê-lo um pouco mais feliz.
_ Esperava me animar com isso? Disse ele num tom de voz impossível de definir. Mas que Hermione entendeu ser de desprezo.
_ Sim, esperava. Mas agora vi que realmente perdi meu tempo. Como alguém que faz até nevar fora de época de tão gelado que é poderia se animar só por ser desejado por alguém? Passar bem professor.
_ Granger! Isso tudo é verdade?
_ Eu gosto de você Snape. Foi a melhor escolha que o cálice poderia ter feito ao escolher você. Pelo menos assim pude ver como é que se sente interiormente.
Saiu da loja sob uma nevasca ainda mais forte, parecia que um rodamoinho de emoções se passava dentro do bruxo do dia.
Assustou-se quando um bando de morcegos brilhantes começou a sobrevoar os céus velozmente enchendo as ruas do povoado, quase que ao mesmo tempo em cada esquina, abóboras iluminadas começaram a surgir sobre pequenos montinhos de neve. Aquilo a fez sorrir. Ele se alegrou e só podia ter sido por causa dela!
Ouviu alguém gritar seu nome no meio da rua.
_ Hermione!
Estacou ao reconhecer aquela voz! Snape! E ele a estava chamando pelo seu primeiro nome! Virou-se lentamente e o viu aproximar-se dela.
_ Hermione, eu... Eu... Eu também gosto de você.
Aquelas palavras a deixaram radiante. Pulou em seu pescoço e começou a beijá-lo por todo o rosto.
Ele olhou-a nos olhos e disse numa voz quase sussurrada:
_ Não
sei demonstrar isso, mas talvez todo o ambiente aqui fora reflita o que sinto há
muito tempo. E beijou-a com paixão nos lábios, longos minutos.
De repente o clima mudou completamente, as pessoas dentro das lojas saíram para ver o que havia mudado. O céu ganhara uma coloração azul e um sol somente visto no verão, aqueceu todos os corações. Mas o que surpreendeu todos os olhares foi um casal excêntrico aos beijos. Aquela sim era a cena mais bonita de se ver, duas pessoas felizes.
Aos poucos as pessoas saíram das lojas e os cercaram, pequenos aplausos puxaram um coro de muitas mãos. A decoração agora estava presente em quase todas as calçadas, caldeirões soltando fumaças coloridas em cada esquina, abóboras flutuando entre os transeuntes e morcegos cintilantes em revoadas sobre as cabeças deles.
O clima
do lugar refletia agora o que Snape sempre esperou que pudesse acontecer com ele
um dia. Uma mudança tão forte de estado emocional, apenas com o gesto de uma
garota. Emoções interiores saltavam de si na forma de objetos decorativos, mas
ela sabia que palavras não iriam conseguir expressar toda emoção que ele
estava sentido. Todo o ambiente modificado a fazia cada vez mais feliz, porque
confirmava suas expectativas em relação ao amor. Essa era a forma dele
exteriorizar o que sentia por ela, e ela poder vê-las foi tudo graças a
Dumbledore.
O
casal terminou o beijo e ainda abraçados ambos deram o sorriso mais sincero de
suas vidas selando assim o que seria uma longa e turbulenta história de amor,
iniciada numa inesquecível comemoração de Dias das Bruxas.