O FLAGRANTE

por ALINE SNAPE

 

Avisos : Cenas de muito sexo

Resumo: As aulas daquela tarde pareciam se desenvolver normalmente, porém no final do dia o Professor Snape se surpreende com um flagrante. 

 N.A: Sou fã de carteirinha do casal HG/SS. Não gosto da idéia de HG com Draco, por isso desenvolvi esta fic!  Ela merece coisa melhor!!!

Agradecimentos: À Sheyla Snape que SUGERIU  algumas modificações para “temperar mais”, à Sarah Snape pela amizade e ao  site maravilhoso dedicado ao Amado Mestre!

 

Disclaimer: Todos os personagens presentes na fic fazem parte do mundo de Harry Potter, criados por JKR.

 

 

O FLAGRANTE

 

     O professor, com sua capa esvoaçante, entrou sorrateiramente na fria masmorra. Após conjurar a fórmula no quadro negro da sala de aula, virou-se para a turma. Os alunos estavam assustados, pois raramente Severo Snape se atrasava. Com a voz mais letal possível e o olhar invariavelmente sinistro, disse:

- As plantas assinaladas na fórmula devem ser coletadas agora, durante a aula prática. Após copiarem quero duplas, desta vez um aluno de cada casa. Nós vamos até a floresta. Estas plantas estão localizadas atrás da casa do Sr. Hagrid, em local de fácil acesso. Portanto não quero nenhum aluno se aventurando dentro da floresta. Não preciso repetir que a floresta é um local proibido. Vocês já estão bem grandinhos, ouviu Sr. Potter?

- Sim, senhor...  Professor, por que não podemos fazer dupla com colegas de nossas casas?

      Esta era uma pergunta que todos se faziam e Harry a fez pela simples oportunidade.

- Porque eu quero! Respondi? Severo respondeu com um sorriso zombador, logo depois foi sentar-se e fez a chamada. À medida que os alunos iam respondendo, aleatoriamente ele formou as duplas. Crabbe ficou junto com Rony, Groyle fez par com Harry, e para o desespero de Hermione, fez dupla com Draco.  Hermione não se conformava em ter que fazer o trabalho com o aluno mais convencido da escola. Achava-o desprezível, incompetente, mas preferiu ficar quieta, pois sabia que o humor do professor Snape não estava muito bom. Draco, estranhamente parecia  satisfeito com o seu par da Grifinória, exibia um sorrisinho malicioso no canto da boca e seu olhar demonstrava cinismo.

      A maioria dos alunos saíram satisfeitos em direção a floresta. Era muito bom ter aula ao ar livre, mesmo tendo que fazer dupla com colega da casa rival. Depois de alguns anos juntos, tanto os alunos da Grifinória, quanto os da Sonserina aprenderam a se suportar, afinal já estavam no sétimo ano de Hogwarts.

      Severo Snape caminhava lentamente em direção a um banco do jardim. Ficara aguardando os alunos ali, onde tinha uma ampla visão da área externa de Hogwarts. A primavera encantava os pássaros, dava um colorido especial a natureza. Tudo parecia mais belo. Até Severo reparou na beleza daquela tarde. Começou a pensar na sua vida, o quanto era infeliz, fechado em seu mundo á parte. Se não fosse a mão amiga de Alvo Dumbledore, não suportaria prosseguir sua jornada. Estava tão melancólico naquele dia que chegou a se atrasar. Foi pegar a poção da solidão, mas não tinha mais. Então rapidamente resolveu preparar, mas ainda assim se atrasou para a primeira aula da tarde.  Estranhou que mesmo tomando a dose certa ainda sentia-se triste, solitário.

 – “Será que errei a poção ou eu estou pior? O dia está tão bonito, porque tenho que me sentir assim? Na verdade Severo, você bem sabe o motivo... por que não assume de uma vez que está apaixonado”?

      Seus pensamentos o deixavam completamente apavorado com a idéia.

      Ele jamais imaginaria que sua melhor aluna tinha um carinho especial por ele, profunda admiração que aos poucos transformava-se em algo mais forte. E ela, por sua vez, tinha medo de pensar na possibilidade de estar apaixonada pelo temível professor de poções. 

      Depois de encerrado os dois períodos de aula, os alunos chegavam em dupla com o material coletado. Severo assinalava em seu pergaminho de chamada e os liberava. Quando praticamente todos os alunos já estavam de volta ao castelo, Severo levantou-se do banco, conferiu mais uma vez o pergaminho e então percebeu que Draco e Hermione não haviam retornado da aula prática. Olhou em volta, mas não viu nenhum sinal deles. Entrou na floresta, caminhou um pouco, estava furioso com aquela dupla. Quando avistou um vulto, estava preste a xingá-los por desobedecer a ordem, Severo ficou completamente pasmo com a cena que se deparou.

      Draco estava praticamente em cima da moça, começando a se despir ou terminando de se vestir? Hermione estava amordaçada, algemada e totalmente nua, deitada nos trapos de seu uniforme, que Draco rasgou.

- O que significa isso?    Severo não acreditava no que seus olhos lhe mostravam.

      Draco gelou, com a voz trêmula, disse:

- A culpa é toda dela...

- Fora daqui, seu pirralho! Dirija-se à sala de Dumbledore e se apresente. Depois eu irei lá para decidir sobre sua punição!

       Draco ficou apavorado e  saiu o mais rápido que conseguiu. Severo abaixou-se para ajudar a aluna e não pôde deixar de notá-la. Aquele corpo feminino, totalmente nu... “Céus jamais imaginaria vê-la assim. Ela é... simplesmente linda! Merlim, o que eu faço? Eu preciso me controlar, eu preciso me controlar... Dê me forças para eu não cometer nenhum ato impensável”.  Severo não conseguiu evitar a reação involuntária de seu corpo másculo diante daquele belo corpo de mulher, mas fez o possível e o impossível para impedir a vontade sexual de possuí-la.

- Espere senhorita, eu vou lhe ajudar...

      A primeira coisa que ele fez foi lhe tirar a mordaça, imediatamente a moça começou a chorar desesperadamente. Com a varinha rompeu a algema, liberando suas mãos e braços.

- Ele a machucou? Ele... -Severo corou ao completar a pergunta- Ele chegou a penetrá-la?

      Ela apenas moveu negativamente a cabeça, suas palavras não saiam, eram abafadas pelos soluços.

     Ele ajoelhou para ajudá-la a levantar-se. Hermione apoiou sua mão no braço de severo e no movimento seguinte abraçou-o com ímpeto. Ele a aninhou em seus braços. Sentia o perfume de seu cabelo, o perfume de sua pele, o contato de suas mãos naquela pele macia. Uma mão acariciava as costas frias dela e com a outra retirava delicadamente uma mecha dos cabelos cacheados de seu rosto.

      Hermione tremia. Tremia de medo, de frio e agora estava muito envergonhada de estar nua diante dele. A reação de severo a surpreendia a cada momento. Jamais imaginou o quanto cavalheiro ele era. Sentia-se muito agradecida por ter sido salva das garras de Draco.

      Ele a afastou um pouco, tirou sua capa e colocou em volta de suas costas. A capa  feita de tecido macio e  bem quentinha lhe proporcionava um certo conforto. Ele a abraçou mais forte. Aos poucos os soluços cessavam.

     Sentia-se tão segura e confortável nos braços daquele homem tão gentil e... quando percebeu estava trocando um longo e apaixonado beijo.  “Céus o que eu estou fazendo? Fui eu ou foi ele que começou? Não importa, isto é muito bom... Como ele beija bem”...

     “Por Merlim, eu não devia beijá-la, isto não é certo...eu posso me descontrolar, eu sou um homem afinal”... 

      Quando sentiu seu coração acelerar, Severo afastou-se a tempo de não ir adiante com seus desejos mais íntimos.

- Por favor, me desculpe! Eu não devia fazer isso, a senhorita é a minha aluna...

      Depois de algum tempo, desde que ele chegara, ela finalmente conseguiu falar, enquanto acariciava o braço dele:

- E o senhor é o meu professor... Um professor que eu não conhecia... Estou me sentindo muito grata e...obrigada pelo beijo, consegui me acalmar um pouco...

      Severo sorriu para ela.

- Vou aparatar com você no meu colo, está bem? Onde queres ir? Na enfermaria, no seu quarto ou... (não posso convidá-la a ir a meu quarto, vamos Severo o que é isso? Controle-se!) ...queres ir até a minha sala, até se sentir melhor?

      Hermione ficou completamente ruborizada, lembrou-se que não podia ir a lugar algum, estava totalmente nua e, pior... na frente dele.

      Ele queria adivinhar seus pensamentos:

- Algum problema? Já sei não pode entrar no seu quarto com a minha capa, pode ter outras alunas...É isso?

- Também...

- Então vamos até a minha sala, eu pedirei a algum elfo trazer outro uniforme para você e roupas íntimas. Estas estão imprestáveis, nem com feitiço...  Hermione continuava vermelha e se encolheu um pouco mais.

- Qual o problema Hermione?Tem certeza que está se sentindo bem? Não quer mesmo ir a enfermaria? Tem certeza que ele não a violentou?

- Não quero ir a enfermaria. Eu estou bem, ou quase... Desculpe, mas estou muito envergonhada, eu estou... nua... completamente nua na sua frente...

- Ora, Hermione, não seja infantil... Você não vai me pedir para fechar os olhos, vai? Eu não conseguiria aparatar de olhos fechados! Você com certeza não é a primeira mulher que vejo nua... mas é a mais bonita!  Completou sem querer.

      Severo teve que rir dele mesmo, mudou seu tom de voz, estava mais delicado agora;

- Não deveria se sentir assim, você tem o corpo lindo! Não sei porque está envergonhada...

- Me desculpe, Severo, mas você é homem e eu não posso evitar...

     Severo sorriu e comentou:

- Reparou que depois do beijo estamos nos tratando pelo primeiro nome? Acho que antes de professor e aluna ou homem e mulher, somos amigos? Ou estou enganado? Você confiou em mim, não confia mais?

- É que... bem, já que insiste eu vou falar... sem querer o meu joelho lhe tocou  e eu senti que você está...

      Novamente ela corou e não conseguiu terminar a frase.

- Sim Hermione, eu sou homem e estou excitado, para falar a verdade, excitadíssimo...desde que cheguei e a vi nua. Puxa, não me leve a mal, mas eu não sou de ferro...

      Hermione parecia um pouco chocada com o desabafo dele. Estava confusa com tudo, mas estava conhecendo um homem. Um homem que não se deixava conhecer, vivia escondido atrás da capa, atrás  de um sorriso sarcástico e agora se revelava gentil, carinhoso e bem, fogoso também... Estava se apaixonando pelo homem Severo, sabia que já era apaixonada pelo professor Snape. Sentia-se confusa com estas descobertas.

- Você está com medo de mim?  Mesmo sendo ex-comensal, posso lhe garantir que não tenho coragem de violentar ninguém para conseguir alguns minutos de prazer... Estou consciente de que ainda sou capaz de conquistar alguém... Sexo forçado não tem sentido para mim. O melhor de tudo é exatamente a conquista...

      Hermione apenas pensou o quanto  sedutor e conquistador ele deveria ter sido no passado. Ainda era...

- Você prefere que eu chame a professora Minerva para acompanhá-la até seu quarto?

- Não... Por Merlim! Quanto menos pessoa souber, melhor. Eu não quero virar assunto do dia.  Severo, eu ainda preciso da sua ajuda para sair daqui... Tudo bem, pode ficar com os olhos abertos... Por favor, leve-me para a sua sala. Assim ninguém mais me verá.

      Severo sorriu e a pegou no colo, levantando-se logo em seguida. No momento seguinte aparataram e eles estavam na sala da masmorra, ao lado do quarto dele. Delicadamente ele a colocou em pé. Claro que neste momento seu corpo ficou totalmente à mostra e ela não fez nenhuma objeção. Olhando perdidamente naqueles olhos negros ela teve coragem de desabafar:

- Severo, eu não tenho medo de você...tenho medo de mim. Depois do seu beijo estou me sentindo diferente...  Eu sempre pensei em me entregar a um homem  por amor. E hoje...  Eu preferia morrer a ser...acho melhor esquecer o mal que Draco me fez... 

      Depois de uma pausa, prosseguiu:

- Estou me sentindo maravilhada de conhecer este seu outro lado que eu não conhecia...

     Severo mal acreditava que ouvia aquilo tudo. Ela, tão linda, inteligente, frágil, se declarando a ele.

- Hermione, o que exatamente você está querendo me dizer?

- Eu quero esquecer isso tudo. Posso ficar aqui com você até a hora do jantar? Sinto-me tão segura com você...

- Escute: eu preciso ir até a sala de Dumbledore, vou decidir o tipo de punição para Malfoy. Enquanto isto você fique a vontade, pode tomar banho se quiser...

Tem uma toalha limpa no banheiro. Se quiser posso emprestar-lhe uma  camiseta, camisa, outra capa, pijama... É só convocar “Accio”. Depois peço a um elfo lhe trazer suas roupas.

      Severo saiu da sala com os seguintes pensamentos: “eu não vou agarrá-la, eu não vou agarrá-la, a menos que ela realmente queira... assim espero”.

      Draco chorava e mostrava-se muito arrependido, quando Severo entrou na sala de Alvo. Alvo imediatamente perguntou:

- Como ela está?       

- Agora está bem. Ela não quis ir a enfermaria, disse que ele não chegou a tocá-la. Eu a levei para a minha sala. Fiz mal?

- Não, não, claro que não... Você a salvou por pouco. Eu juro Severo se ele a violentasse, Lúcio Malfoy não reconheceria mais seu filho, lançaria um feitiço que ele jamais reverteria.

Alvo respondeu ao prof. Snape e agora virando-se para o aluno disse:               - - O senhor teve muita sorte desta vez, você deve sua vida ao prof. Snape! Se ele não chegasse a tempo...  Não sei não, rapazinho... Fez uma pausa e prosseguiu:

- Bom, Severo, que tipo de punição você quer aplicar?

- Prefiro pensar melhor... amanhã eu decido, agora preciso voltar e cuidar dela.

- Sim, Severo, vá! Cuide bem dela! Ela é a nossa melhor aluna. Não merecia isso.

      Alvo o acompanhou até a porta e dizendo baixinho em se ouvido para que o aluno sentado no outro canto da sala não escutasse:

- Vou pedir ao Dobby que leve o jantar para dois em sua sala. Passe a noite com ela, Severo. As mulheres ficam muito carentes quando passam por algum tipo de trauma. Conforte-a, seduza-a, e, bem se ela se sentir preparada, ame-a...

- Professor Dumbledore, o senhor está me dizendo para...

- Severo, meu filho, esta moça te ama há anos, mas só agora é maior de idade. Agora eu permito que vocês tenham um relacionamento mais íntimo. Falta somente um mês para ela se formar... Sabe, o meu desejo é vê-lo casado com ela e é claro, que ela fique no quadro de professores da escola. É uma honra muito grande para Hogwarts contratar uma ex-aluna com tanto potencial, como fiz contigo há anos, mas você não quis saber... Foi aceitar as propostas indecentes do lado das Trevas...

- Alvo, você sabe o quanto me arrependi e agora sinto-me feliz por trabalhar aqui e tê-lo como amigo, como um pai...  É Mago Dumbledore, não dá para lhe esconder nada... faz anos que eu amo esta moça...

      Alvo sorriu e o abraçou: - eu sei, meu filho, eu sei...

      Quando Severo apareceu em sua sala, Hermione acabara de sair do banho e usava sua camiseta que parecia mais um vestido.

- Você está linda!

- Você não está falando sério, está?

- Para falar a verdade, não... prefiro vê-la sem nada, mas você fica muito sexy com minha camiseta...

     Hermione terminara de enxugar o cabelo e aproximando-se sensualmente até ele, disse:

- É sua fantasia?  Ver-me vestida com sua roupa?

- Uma delas... eu tenho tantas, Hermione...que se fizer todas as minhas vontades, estaremos com a idade de Alvo e não chegaremos na metade...

      Ela sorriu enquanto ele a tomava em seus braços e a levava para seu quarto.

 

 N.A:  Bem, creio que daqui para frente ficará por conta da imaginação de cada um, ok???

 

 



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