Esta noite

por Aline Snape

 

Resumo: Ordem da Fênix. Severo aceita passar a noite na casa que foi de Sirius Black, por causa do temporal. Hermione chega por último e não sabe da presença dele na casa. Para atender a um pedido de Gina, Hermione acaba se encontrando com o temível Prof. de poções. Esta noite promete...

N/A: Inspirado no desafio do site SnapeMione Fanfics, onde Molly Weasley encontra Severo Snape e Hermione Granger juntos na mesma cama. Todas as personagens do universo Harry Potter, assim como as demais referências a ele, não pertencem ao autor deste texto, escrito sem nenhum interesse lucrativo, mas a JKR. Todos os direitos reservados a ela.

 

ESTA NOITE

 

      Era uma noite bastante atípica. Estavam quase todos reunidos na Ordem da Fênix. A Srª Molly virou-se para Severo Snape e disse: - O Sr. não vai se arriscar a sair com esse temporal!!! Severo respondeu: - Não se preocupe, eu aparato aqui e apareço dentro do castelo, para ser mais exato, no meu quarto. Agora foi a vez de Arthur complementar o que a esposa disse: - A Molly tem razão, Severo! É bem provável que Valdemort esteja rondando o castelo e pode ser perigoso aparatar com tanta magia negra no ar... Veja este temporal, não pode ser só chuva...  Severo respondeu: _ Eu só não quero dar trabalho... – Trabalho nenhum! Disse a Srª Molly,   - Aquele quarto do meio, apontando para o corredor, está desocupado, o Sr. pode dormir lá esta noite. Não é tão confortável quanto o seu, mas está bem limpinho... Hoje eu fiz todos os elfos trabalharem: a casa estava muito suja... Fazia tempo que não precisávamos mais nos reunir... Severo então disse: - Está certo! Então, se me dão licença, eu vou dormir. Tive que acordar muito cedo e amanhã cedo o Prof. Alvo Dumbledore virá para a reunião. – Tenha uma boa noite, Severo! Exclamaram juntos o Sr e Srª Weasley. – Obrigado e igualmente! Respondeu Severo, se retirando. Ficaram além do casal, o Sr. Lupin e os gêmeos. Harry, Rony e Gina estavam no quarto de cima, provavelmente jogando alguma coisa. Hermione tinha ido ver seus pais que estavam hospedados ali perto, num hotel de trouxas próximo ao Caldeirão Furado.  Molly quebrou o silêncio que se encontravam. – Arthur, estou preocupada com a Hermione, se ela não chegar até às dez horas, teremos que ir procurá-la... O temporal está cada vez mais forte... - Tenha paciência, Molly! Ela combinou às dez horas, ou nos avisaria se houvesse um imprevisto. Vamos esperar! Procurou tranqüilizar o marido.

      Às dez horas em ponto, Hermione chegou com os cabelos todo despenteado por causa da ventania e com a capa molhada. – Que bom que chegaste, Hermione! A Srª Molly correu para recebe-la. - Já estávamos preocupados! Hermione a abraçou e disse: - Muito obrigado por deixarem ir ver os meus pais. O congresso de odontologia só termina sexta-feira, mas como amanhã temos que voltar a Hogwarts... Foi muito bom vê-los. A Srª Molly lembrou-a: – Hermione, já está ficando tarde, acho melhor você subir e ir dormir. Acho que a Gina está lhe esperando lá no quarto. Sim, Srª! Boa noite a todos! Olhando para os demais ali em volta, na cozinha, e se retirou. Subiu os degraus que levavam aos quartos de cima. Logo em seguida os gêmeos e o Sr. Lupin se retiraram. Arthur foi o último, conferiu os feitiços de proteção, apagou a luz da cozinha e foi dormir.

      Gina e Hermione conversaram um pouco, ela estava acordada ansiosa para falar com a amiga. – Ok, Gina! Sem problemas...Então eu vou dormir no quarto do meio, é ali em baixo?

- Você é uma grande amiga! Muito obrigado! Respondeu Gina. _ Boa noite e boa sorte!!! Disse Hermione, pegando sua mochila com os pertences que precisava para passar a noite. – Boa noite, Hermione! Amanhã eu lhe conto como foi...  Com o auxílio da luz da varinha, Hermione desceu as escadas com muito cuidado para não acordar ninguém. Abriu a porta do quarto do meio. Estava muito escuro, exceto que, de vez em quando, os raios e os relâmpagos iluminavam o quarto, através de uma grande vidraça que estava sem cortinas. Os elfos a tiraram para lavar, mas não haviam colocado no lugar ainda. Hermione deixou a sua varinha acessa em cima do espelho grande, fixo na parede. Retirou a sua camisola de dentro da mochila e começou a se despir. Mal sabia ela que o quarto já estava ocupado. Severo que estava dormindo com a coberta até a cabeça, acordou sobressaltado com o barulho da porta. Espiou por entre as cobertas e percebeu logo que estava em apuros. Ele se encontrava só de camiseta e cueca, pois não pretendia dormir ali. E pensar que foi só levar o recado do diretor... Tinha pendurado suas vestes numa cadeira próxima a vidraça, não poderia pegá-las sem que ela o visse. Com aqueles poucos trajes, sentia-se confortável para uma boa noite de sono. E, agora com a presença de Hermione, sentia-se envergonhado de estar quase nu e de vê-la só de calcinha. Mas logo em seguida foi dominado por um desejo enorme e irresistível. Não conseguia raciocinar direito, seus batimentos cardíacos aceleraram. Hermione estava de costas para a cama, em frente ao espelho, procurando desembaraçar seus cabelos com uma escova. Severo mal respirava para não chamar atenção de sua aluna, ou talvez pela belíssima visão que tinha quando a luz dos relâmpagos e raios invadiam a vidraça e refletia o belo corpo da moça no espelho. Quando terminou de pentear seus longos cabelos cacheados, Hermione vestiu a sua camisola cor de rosa, de mangas longas. Apagou a luz da varinha e foi se deitar na cama. Quando ela foi puxar as cobertas para si, percebeu que tinha alguém ou alguma coisa ali, muito próximo, na cama de casal. A sua reação foi tão imediata quanto à de severo. Ao começar a gritar por “socorro”, Severo rapidamente a fez calar, colocando a sua mão na frente da boca dela, para impedir o grito. – Calma Srtª Granger! Não grite... Sou eu, o Prof. Snape! Hermione estava muito assustada, não sabia o que fazer ou dizer. Severo retirou a sua mão para verificar a reação dela.  Hermione agora bastante indignada disse: - Agora que eu vou gritar mesmo! Saia já daqui ou eu grito!!! Severo não tinha muita escolha e então por um impulso puxou-a para si e beijou-a na boca. Hermione no início procurou se debater para afastá-lo, mas o beijo tornava-se cada vez mais intenso, doce, terno, e ela não resistiu. Foi se entregando àquele beijo. Fazia quase um ano que haviam se beijado pela última vez e ela lembrava perfeitamente como era gostoso: seus lábios macios, seu perfume, a sua mão forte segurando-a pela cintura. Ondas de prazer percorriam ambos os corpos. A mão de Severo desceu da cintura para os quadris dela, que provocou um breve gemido. Severo imediatamente se afastou e com um sorriso sarcástico no rosto disse:

- Agora você pode gritar. Faça o escândalo que quiser. Só quero lhe avisar uma coisa: Eu cheguei neste quarto primeiro. A Srª Molly que insistiu para que eu dormisse aqui. Ela me disse que o quarto do meio estaria desocupado; e se eu não estou ficando um velho gagá, este é o quarto do meio... Portanto, “minha doce aluna”, faz o favor de se retirar, com ou sem escândalo!  A escolha é sua... Hermione percebeu logo que de mocinha estava sendo a vilã da história e procurou negociar: - Prof. Snape, por favor, deixe-me ficar. A cama é grande... Eu prometo que não vou lhe importunar! Com um sorriso malicioso Severo respondeu: - Você já está me importunando... Aliás, você ainda não me disse o que veio fazer aqui...Me agarrar? Me estuprar? Me deixar maluco? Ou me colocar em grande confusão??? Severo agora parecia estar se divertindo com a situação.

-É segredo, Prof., mas vou lhe contar: A Gina me pediu para que eu dormisse aqui. Ela disse que este quarto pertencia ao Sr. Black e que estaria desocupado. Sabe, ela e o Harry começaram a namorar e, hoje à noite, ele pretende ir visitá-la, lá no quarto. Eu não queria atrapalhar os dois... Não sei se o Sr. me entende?... – Perfeitamente, Srtª Granger! Parece então que esta noite promete... Casais se encontrando nos quartos... Sr e Srª Wisley, Harry e Gina, eu e você... Com todo este temporal lá fora, com certeza ninguém ouvirá nada. Você concorda comigo, Srtª Granger, que esta noite é ideal para...? Olhando-a maliciosamente, Severo esperava que ela terminasse a frase. Neste instante a claridade dos relâmpagos revela o rosto dela bastante ruborizado. Hermione entendera perfeitamente o que ele quis dizer, mas preferiu se fazer de desentendida: - Eu não sei exatamente aonde o Sr. quer chegar... – Então eu serei mais objetivo: - Se você quiser passar a noite aqui, a responsabilidade será toda sua. Eu não vou deixá-la dormir, ou você acha que eu sou um homem morto? Lembre-se foi você que começou... Não tinha nada que se despir na minha frente... Ele disse com um sorriso maroto nos lábios.  – Mas Prof., eu não sabia que o Sr. estava... Ela não pôde terminar a frase, no instante seguinte, Severo a fez calar com outro beijo. Quando se separaram, ela tentou voltar ao assunto: – Me desculpe, Prof., eu não tive a intenção de provocá-lo! – Agora é tarde para desculpas... Hermione, você conhece o regulamento tão bem quanto eu: Nenhum professor ou professora em Hogwarts pode se envolver com seus alunos e vice-versa. Não estamos em Hogwarts, logo o regulamento não nos cabe. Se quiser ficar, é melhor se decidir. Eu não tenho a noite toda...

      Hermione quase não acreditava, tudo o que ela mais queria era amar e ser amada por um homem de verdade. Não aqueles namoricos passageiros com os rapazes de sua idade. E Severo era o homem que invadia seus sonhos. Sempre admirou a sua inteligência, sua habilidade em preparar poções complicadíssimas e, ultimamente reparara em seu físico: tipo atlético, alto, magro, mas ao mesmo tempo forte e extremamente atraente. Quantas noites ela acordara excitada só em sonhar com seus abraços.

       Era óbvio que já havia se decidido: não sairia daquele quarto por nada, mas precisava se fazer de difícil. – Bom, disse ela, eu fico com duas condições... Severo ficou um tanto intrigado, que condições seriam essas? Dinheiro, casamento, juras eternas? Não, não podia ser, então ele pergunta curioso: - Quê condições, Srtª?  Hermione percebeu que suas palavras causaram o efeito que desejara. Ela sorriu e disse: - Primeiro você tem que me garantir que é tão bom de cama, quanto são os seus beijos! Severo sorriu aliviado (como parecia mais jovem quando sorria!). Respondeu timidamente: - Se você gosta dos meus beijos, garanto que vai gostar de tudo. Só tem uma coisa: gostaria que não reparasse na minha pouca experiência, sabe eu não tive muitas amantes... Na minha época não transávamos com as namoradas. E agora fazem muitos anos que eu estou só... Hermione não resistiu a declaração e o beijou. Mas logo ele a afastou delicadamente: - E quanto a segunda condição? Você já está me deixando nervoso... – Calma, meu amor! Eu só queria lhe pedir que fosse bem devagar, pois será a minha primeira vez... Severo olhou-a surpreso, abraçou-a com muito carinho e depois de um longo beijo, perguntou: - Hermione, você tem certeza que quer que eu seja o primeiro homem de sua vida? Se não quiser, você pode dormir aqui, ao meu lado, que eu vou lhe respeitar.     - Severo, eu vou fazer dezessete anos no próximo mês, serei maior de idade para o mundo bruxo. Sou madura o suficiente para saber o que eu quero. E eu quero que você não só seja o primeiro, mas também o único homem da minha vida. Eu te amo e estou disposta a tudo para viver a seu lado! Se você ainda me quiser, é claro... – Preciso responder? Respondeu ele, puxando-a para si e tirando-lhe a camisola.

       Naquela noite, Hermione tornou-se mulher nos braços do homem que amava. O mesmo homem que muitas vezes lhe provocava raiva, humilhação e desprezo, desde o início de sua vida acadêmica em Hogwarts. Quantas vezes ela e seus colegas da Grifinória o odiaram...

       Severo agora compreendia o porquê de se sentir tão irritado quando iniciava o ano letivo. Ter que suportar a presença dela, suportar aquele olhar meigo. Amá-la em silêncio e não ter coragem para aceitar aquele sentimento, não ter coragem de dizer o quanto a amava. Mas tudo agora era passado. Agora nada mais importava. Em poucos meses ela estaria formada, não seriam mais professor e aluna...

      Já era tarde da madrugada quando adormeceram abraçados e exaustos. Depois desta noite de amor tudo seria diferente...





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