A PROVA
por
Aline Snape
Agradecimentos:
Agradeço
a autora Crica Snape pela permissão em enviar esta fic baseada em sua belíssima
fic “Amando para viver”, a qual me deu grande inspiração. E, agradeço
também a Sarah Snape pela amizade e pela oportunidade de fazer parte deste
grupo seleto (fãs de Severo Snape).
Resumo:
Última prova de poções avançadas para os alunos do sétimo ano. Hermione
chega por último na classe e o único lugar disponível que sobrou foi aquele
em frente à mesa do professor. Hermione se sente mal, mas o temível Prof. de
poções não dá muita importância. A moça acaba desmaiando e complicando as
coisas para ambos. Ela não sabe que outras provas também estão em jogo e que
terá que ser forte o suficiente, tanto fisicamente quanto psicologicamente,
para ser aprovada e para sobreviver...Mas o que Severo Snape não sabia é que
ele também passaria por uma prova...
A
PROVA
Naquela tarde quente na
masmorra, iniciou-se a última prova de poções avançadas para os alunos do sétimo
ano. Estavam todos alunos reunidos
na sala de aula do Prof. Severo Snape.
Hermione não estava se sentindo muito bem e ficou por último ao entrar na sala. Harry e Rony foram os primeiros a escolherem seus lugares. Preferiram as bancadas da última fila, não com a intenção de colar, pois sabiam o quanto arriscado era tentar qualquer coisa nas provas dele. Era o mesmo que tentar suicídio, mas só o fato de ficarem bem longe já os deixava mais aliviados. Hermione não teve escolha, com seus passos lentos foi a última a se sentar. É claro que o único lugar que havia sobrado era a classe bem na frente da mesa do professor. A dor de cabeça que sentia era tão intensa que a simples presença dele na sua frente não era significante, não dessa vez.
Depois de passar as instruções
corriqueiras para a turma, Severo Snape lembrou-os que nesta prova dispunham de
menos tempo para resolver as dez questões discursivas. Após o segundo período
da aula, ou seja, após o segundo sinal ele iria recolher todas as provas. Este
recado deixou Hermione mais nervosa e a dor agora era quase insuportável. Ela
pegou a pena para escrever seu nome na prova, mas nem isso conseguiu. Colocou as
mãos na região frontal procurando um pouco de alívio.
O prof. levantou-se e foi dar
uma caminhada em volta de todas as bancadas para se certificar que ninguém
colava. Depois de quinze minutos retornou a sua mesa, foi então que percebeu
que a aluna mais inteligente não havia escrito nem o nome no pergaminho.
Snape se aproximou ao máximo dela para que os outros alunos não
ouvissem e com um sorriso sarcástico no rosto perguntou: - A Srtª Sabe tudo, não
sabe nada hoje? Hermione sentiu que
as lágrimas iam cair, mas para não dar este prazer a ele, abaixou a cabeça,
ficou imóvel, pensativa e procurou desfazer o nó na garganta para não chorar
na frente dele.
Quando o primeiro sinal tocou,
Hermione se encheu de coragem e levantou o braço. – Sim, Srtª Granger! Algum
problema? - Prof. será que eu
posso ir até a enfermaria tomar um analgésico?
- Claro, Srtª, mas antes coloque seu nome na prova e me entregue. –
Mas prof. eu não,... Ainda não pude respondê-la. Se eu lhe entregar, vou
tirar zero...
A turma que parecia
concentrada caiu na gargalhada. Os
únicos que não riram foram o Harry e o Neville. Até o Rony riu, pois para ele
era o fim do mundo Hermione levar um zero na sua vida acadêmica.
Severo se voltou irado para a
turma e exigiu silêncio. Ameaçou-os de tirar um ponto de cada aluno e depois
em voz alta completou: - A Srtª Granger já passou na minha disciplina! Esta
prova só irá melhorar a sua média. Portanto,
poderá se retirar na hora que lhe convir. Ao contrário de vários colegas que
riram, que precisam de pontos para ser aprovados, não é Sr. Weasley?
Rony consegue ficar mais vermelho que a cor de seus cabelos. Realmente se
ele não acertasse a metade da prova, estaria em recuperação. E ele sabia da
fama do temível Prof. de poções... Nunca nenhum aluno foi aprovado nas provas
de recuperação. Os alunos voltaram a se concentrar na prova e agora Severo
Snape começou a se concentrar em algo que realmente o incomodava; observar a
sua aluna favorita, de certa forma o deixava bastante aborrecido. Sabia que
alguma coisa estranha se passava com ele quando a olhava, mas não queria
admitir. Como uma Grifinória pôde se tornar sua aluna favorita? Duas alunas da
Sonserina também tiravam as notas máximas em poções, mas estavam longe de
serem suas favoritas. Será que foi no quinto ano, naquela noite quando a salvou
no lago? (outra fic “Revelações”). Também, tê-la em seus braços, vê-la
quase nua... Sim, ele estava certo que a partir daquela noite, eventualmente
alguém invadia seus sonhos e o deixava mais leve, feliz!?... . Ele não era
mais o mesmo, tinha que admitir, mas lutava para continuar sendo o odiado
professor de poções. Sentia-se muito bem nesta condição de ser temido pelos
alunos, não podia deixar transparecer que estava apaixonado pela Srtª Granger.
O quê as pessoas iriam falar, ou pensar... Ainda mais sendo aluna nascida
trouxa e da Grifinória... Resolveu
dar outra volta pela sala para afastar estes pensamentos.
Agora faltava meia hora para o
término do tempo estabelecido. Alguns alunos começaram a se levantar e em silêncio
colocavam a prova em cima da sua mesa, assinavam a lista de presença e se
retiravam. Hermione conseguiu
alguns minutos de concentração e agilidade, pois mesmo com a forte dor achou
melhor escrever rapidamente as respostas. Talvez fossem as palavras do professor
que lhe deram forças para ela não entregar a prova em branco. Ela precisava
provar para ela ou para ele? Que não era tão frágil a ponto de desistir... Já
estava passada, mas a humilhação de tirar zero, ainda mais na prova dele. Logo
com ele, o professor que tanto admirava. Por que ele a tratava assim, era a única
questão que não sabia responder.
Ao tocar o segundo sinal, o
professor foi pessoalmente recolher a prova de Rony, Neville e de outros três
sonserinos. Estes iam deixando a sala à medida que eram obrigados a entregar.
Então chegou a vez de Hermione entregar sua prova. Parecia inacreditável que
sem usar feitiço algum conseguira responder dez questões complexas em tão
pouco tempo. Mas Hermione se esforçou tudo o que pode. Sentia–se bastante
debilitada quando levantou para assinar sua presença. Severo percebeu que ela
estava muito pálida e se sentiu um pouco culpado por não ter oferecido nenhuma
poção analgésica, já que tinha um frasco na estante da sua sala de aula. Não
precisaria nem mesmo sair da sala para lhe alcançar.
Agora ficaria muito chato se ele a oferecesse, por isso achou melhor se
oferecer para acompanhá-la até a enfermaria. – Srtª Granger eu posso
acompanha-la até a enfermaria, vamos? –
Obrigado, professor, mas será que antes posso usar o seu banheiro? O banheiro
das alunas é no segundo andar e eu estou sem condições de ir até lá...
– Claro, senhorita! Fique à vontade.
Severo sabia que ela realmente não tinha condições físicas para dar
mais nenhum passo e ficou um tanto sensibilizado em poder ajudar. Procurava
encaixar os sintomas dela para tentar fechar um diagnóstico: dor de cabeça,
sensibilidade à flor da pele, palidez, fraqueza... Não entendia muito de
mulheres, mas sabia, por exemplo, quando a professora Sibila se encontrava na
TPM (tensão pré-menstrual), pois era ainda mais insuportável agüentá-la.
Lembrava das aulas de bruxologia, principalmente das aulas sobre reprodução
bruxa e sexualidade, eram suas favoritas, antes de ir para Hogwarts. Lembrava
que uma vez um professor falou que as fêmeas humanas perdiam sangue a cada
vinte e oito dias e que no meio deste ciclo as mulheres, bruxas ou trouxas,
poderiam engravidar. Nunca passou por sua cabeça ter mulher e filhos. Quando
chegou na adolescência, com sua sexualidade a mil, era muito tímido para se
aproximar das garotas, logo gastava quase toda a sua mesada com as bruxas que
lhe ensinaram o prazer carnal. Há quanto tempo não transava? Desde que havia
deixado a vida de comensal... Para ser mais exato, nas festinhas que o Lord das
trevas oferecia a seus seguidores. Sempre rolava de tudo um pouco. E ele sabia
que era bastante desejado pelas bruxas nestas festas. Podia escolher as mais
bonitas, as mais jovens ou as mais atrevidas. Ultimamente parecia um homem
morto, assexuado... Se não fosse a bela lembrança das curvas do corpo
escultural de Hermione... E com estes pensamentos lembrou que Hermione já
estava a um bom tempo em seu banheiro. Achou melhor ir verificar. – Srtª
Granger, você está bem? Não
ouviu resposta. Resolveu perguntar novamente e novamente não houve resposta.
Estava ficando preocupado. O que fazer? Esperou cinco minutos, que pareciam uma
eternidade. Chamou por ela novamente. Nada, nem um som. Tentou abrir a maçaneta,
mas a porta estava chaveada. Não
teve dúvidas, lançou o feitiço para destrancar portas e para sua surpresa, lá
estava Hermione desmaiada no piso do banheiro. Sua reação foi quase imediata.
Rapidamente a pegou no colo e levou para seu quarto, colocando-a delicadamente
em cima de sua cama. Verificou sua respiração, sua pulsação e temperatura.
Ela estava muito fria, com baixíssimos movimentos respiratórios e cardíacos.
Colocou alguns cobertores em cima do corpo frágil da moça. Pegou a poção
fortificante e com um conta-gotas molhava os lábios dela. Levou alguns minutos
para voltar um pouco de cor ao rosto dela. Mas Hermione permaneceu desmaiada, então a pegou no colo,
encostou seu rosto no dela e ambos aparataram dali. Em milésimos de segundos
apareceram na entrada da enfermaria. A
Srª Promfrey levou um susto, mas logo percebeu que tinha trabalho pela frente.
Falou para o professor entrar e colocá-la em uma cama. Severo explicou para ela
que a aluna passara mal enquanto fazia a sua prova. A enfermeira fez uma cara
muito feia para ele, quase o culpando do ocorrido. Logo em seguida a Srª Pomfrey mandou ele se retirar. - Não
vou sair, respondeu Severo. Se eu sou o culpado, tenho ao menos que tentar fazê-la
voltar a si... Adivinhando a expressão do rosto dela. – O Sr. vai sair sim,
eu preciso examiná-la melhor e não vou despi-la na sua frente... Se quiser
esperar na minha sala, depois o Sr. pode voltar. Acho melhor até voltar com o
Prof. Alvo Dumbledore. Se eu não estou enganada a moça corre risco de vida.
Estas palavras soaram como marteladas
para ele. Saiu bastante nervoso ao encontro do diretor. Depois de explicar tudo
ao Alvo Dumbledore, ambos saíram rapidamente a caminho da enfermaria. A Srª
Pomfrey ainda não havia terminado os exames mais minuciosos e não permitiu a
entrada dos homens. Severo estava uma pilha de nervos. – Como ousa impedir a
entrada do próprio diretor? – Calma, Severo, ela sabe o que está fazendo!
Disse Alvo, procurando amenizar a situação. E continuando... - Não é possível
que não possamos recuperá-la. Ela vai ficar bem, Severo, se acalme!
Depois de longos minutos de espera, a enfermeira deixou-os entrar, ainda
olhando desconfiada para Severo. –
O que a Srª acha que pode ser, Srª Pomfrey?
- Não sei ao certo diretor, mas pode ser tantas coisas... A hemorragia
pode ter sido ocasionada por vários motivos: stress, desequilíbrio hormonal,
feitiço ou por... Alvo Dumbledore empalideceu, sem querer olhou para Severo
quando concluiu a frase da enfermeira... Estupro? Severo também estava chocado
com aquilo tudo. A enfermeira respondeu: -Acho que não, prof. Dumbledore, está
parecendo algo ainda mais grave, e novamente olhou feio para o prof. Severo
Snape. Severo não se agüentou e nem percebeu que estava gritando quando disse:
- Céus! Por que vocês dois me olham asssiim? Eu não sou mais comensal da morte!
Não fiz nada com a garota. Ela é a minha aluna! E tem a idade para ser minha
filha... (abaixando um pouco a voz ao dizer a última frase). Alvo procurou
disfarçar um sorriso. - Se acalme,
Severo, não estamos lhe culpando. Diga-me, Srª Pomfrey, o que pode ser mais
grave? Será que é realmente aquilo que eu estou pensando? A enfermeira
assentiu com a cabeça. Alvo então começou a caminhar pela ala hospitalar e a
narrar uma história. -Há muitos anos atrás isto também ocorreu com uma
nascida trouxa, que obviamente, era a melhor aluna de Hogwarts, na época. Eu
era seu professor e deveria ter a sua idade, Severo... Para mim foi tão... Alvo
parecia escolher a palavra... Romântico salvar a moça... É claro, Srª
Pomfrey que eu não farei isto de novo, porque não tenho mais idade... Se eu a
salvo, ela me mata! Disse entre risos. Severo não estava entendendo nada, como
o diretor poderia achar graça daquela situação onde uma aluna corria risco de
vida? Alvo perguntou a enfermeira
se em uma semana Hermione estaria restabelecida para então providenciar a cura.
– Creio que dez dias serão suficientes, mas, por favor, prof. Alvo
Dumbledore não deixe passar mais um ciclo. A próxima hemorragia será ainda
mais grave e eu temo que a nossa poção anti-hemorrágica não faça mais
efeito. Agora deixem-na descansar.
Ela precisa de muito repouso. –
Certo Srª Pomfrey, qualquer coisa nos chame.
Ao se retirarem, o diretor
chamou Severo Snape para uma conversinha particular em sua sala. Severo estava
um tanto intrigado com tanto mistério e não perdeu a oportunidade de ironizar:
- O que o Sr. fez com a aluna no passaddoo? Não vai me dizer que... – Sim,
Severo, eu ofereci a ela uma maravilhosa noite de amor! E assim eu a salvei. E
é exatamente isto que eu quero lhe pedir... Não adianta negar eu sei muito bem
que vocês dois sentem algo, um pelo outro... Severo estava bastante confuso com
tudo e agora se sentia completamente irado: – Sabe o que realmente sentimos um
pelo outro? Ódio... Nós nos odiamos, Alvo! Esta é a verdade... Depois de
alguns minutos ele prosseguiu: Me poupe, vá pedir para o Harry que é o
amiguinho íntimo dela, ou quem sabe o Rony...
Alvo parecia ainda mais paternal quando explicou toda a situação a ele: -Severo, o que a Hermione tem chama-se mutação fisiológica maga... Ou seja, o corpo trouxa está se transformando gradativamente em corpo bruxa, mas como ela é uma feiticeira muito poderosa, (e esta doença é bastante rara, só acontece em bruxas poderosíssimas nascidas trouxas puras), o seu corpo de trouxa não está mais suportando tanto poder mágico e por isso as artérias uterinas se rompem no período menstrual. Esta ruptura é muito grave, o que poderá levá-la a morte. Talvez no próximo ciclo, ou no outro... Não sabemos quantos ciclos o seu corpo ainda suportará... Para curá-la creio que só há duas saídas, aliás, uma... Pensei que retirando o útero, o que os trouxas chamam de histerectomia, resolvesse o problema, mas me enganei. Na época que salvei aquela moça, li um artigo que dizia exatamente isto: a força da magia é tanta que as artérias cerebrais começam a se romper, nos casos de magos poderosos nascidos trouxas ou em casos de feiticeiras poderosas que fizeram a cirurgia. Alguns poucos que sobrevivem podem ser encontrados no hospital de St. Mungus.
-
Bom, disse Severo, até aí eu compreendi... Mas não consegui compreender ainda
qual a relação do ato sexual com a doença.
Alvo então prosseguiu: - Ficou comprovado que o sêmen de bruxo puro,
adulto, possui poderes cauterizantes e que, além disso, ao entrar em contato
com a mucosa, esta se fortalece e por difusão atinge o útero, fortalecendo as
artérias e desta forma protegendo-as nos períodos frágeis.
Severo, você percebeu o que eu disse? Nem o Harry, nem o Rony poderiam
salvá-la... Eles não são adultos. Eu, infelizmente, sou muito velho... Não
temos muitas opções por aqui... Sêmen de um bruxo puro, adulto... Olhou para
ele com um sorriso maroto. Você faria isso para salvá-la? Não faria?
Severo ficou bastante
pensativo e parecia extremamente preocupado. Alvo já estava ficando impaciente:
- Severo, você não me respondeu... Não mme diga que não gosta mais de mulher!
-É claro que sim, Alvo! Disse Severo, procurando sorrir. - Mas veja: a
moça é minha aluna, é muito jovem, tem idade para ser a minha filha... É
tudo muito embaraçoso.
-Severo,
ela é jovem sim, aliás, uma belíssima jovem, não é a sua filha... É uma
mulher extremamente inteligente, e se não fosse não estaria doente... Ah, se
eu pudesse estar no seu lugar...
-Alvo,
não brinque! É muito sério o que me pede, é muito comprometedor... Para começar
ela me odeia, não teria chance nem de arrancar um beijo dela...
-Severo
você está muito enganado. Esta moça sente um carinho enorme por você, sente
respeito e profunda admiração e ainda arrisco dizer que ela o ama. Severo, você
também a ama? Eu sei que sim. Não mente para mim...
-Alvo,
eu também sinto carinho por ela, admiração, respeito, mas amor? Ora, eu nem
sei o que é isso...
-Severo,
não se faça de desentendido. Conheço o seu passado... O Senhor sofreu
horrores por não ser correspondido, não foi? Resolveu até ser comensal para
curar tal ferida! Ninguém melhor do que você pode definir este sentimento...
-Está
certo, Alvo. Acho que nada aqui passa despercebido pelo seu olhar. Eu a amo. Não
sei como foi acontecer, mas... Alvo Dumbledore não o deixou terminar: - Ótimo!
Eu sabia que você não podia me enganar. Agora tudo fica mais fácil. Não se
preocupe com nada. Ela vai lhe procurar, ela irá quebrar o gelo, já que você
insisti em fazer o papel de tímido... Você só vai ter que proporcionar a ela
uma belíssima noite de amor...
-Sendo
assim, parece ser mais simples. Disse Severo, bem mais aliviado.
Depois daquela conversa,
Severo se sentia melhor. Todos os momentos de folga que tinha, passava na
enfermaria para ver sua aluna preferida. Hermione estava sob o efeito da poção
sonhos sem sonho para descansar corpo e mente. Mesmo assim ele fazia questão de
ir vê-la. Precisava ver seu rosto, beijar a sua mão e acariciar seu cabelo.
Durante a noite passava horas pensando no seu encontro marcado. O que dizer a
ela, como será que ele iria se sair? Parecia um noivo na véspera do casamento.
Tinha que admitir que ele esperava ansioso para o encontro.
Na manhã do décimo dia que
Hermione estava internada na ala hospitalar, Alvo Dumbledore entrou na
enfermaria e deu algumas instruções para a enfermeira. Logo à tarde ela o
chamou, assim que Hermione voltou ao normal. O diretor se aproximou da cama da
aluna. – Como se sente minha jovem? Dando-lhe um beijo afetuoso em sua testa.
– Bem, Prof. Só estou um pouco confusa. Lembro-me de fazer a prova de poções
com bastante dor de cabeça e depois não lembro de mais nada... Estou acordando
agora e estou na enfermaria... O que aconteceu comigo? Alvo sentou-se na beirada
da cama, ficando próximo a ela e lhe explicou: - O Prof. Severo a encontrou
desmaiada e a trouxe para cá. Você perdeu muito sangue por isso achamos melhor
você ficar uns dias aqui, em repouso... Hermione
ficou alarmada, pois lembrou-se que provavelmente perdera as últimas provas das
outras disciplinas. Mas Alvo imaginou o que ela estava pensando: - Tenha calma,
Srtª Granger, você tem direito a fazer a segunda chamada de todas as provas
que perdeu. Os professores irão marcar com antecedência, não se preocupe com
isso agora. E, pelo que eu sei, você já passou em tudo... Sinta-se desde agora
uma Maga formada! O baile de formatura será no próximo mês! Hermione sorriu
para ele. Alvo pensou um pouco antes de continuar e disse: - Hermione, eu só
quero que me faça um favor hoje à noite... Quero que você vá até a
masmorra, pois o Prof. Severo quer lhe pedir desculpas pelo que aconteceu. Você
sabe como ele é, um pouco esquisito, mas bastante responsável... Ele está se
sentindo muito culpado pelo que aconteceu. Foi durante a prova dele que você
passou mal. Ele não a deixou vir direto para a enfermaria. Depois você
desmaiou no banheiro dele e ele a trouxe para cá. Ele me contou tudo. Ficamos
muito preocupados com você. Se você quiser jantar com ele, na masmorra eu
pedirei para os elfos levarem algo leve que você possa comer. Faça isso,
Hermione, vá jantar com ele... Tenho certeza que ele será uma ótima companhia
para você... Hermione respondeu um tanto apreensiva: – Você tem certeza que
ele vai me receber? Que ele quer pedir desculpas? Acho que ele não tem culpa de
nada... Alvo procurou omitir a razão principal do encontro. No fundo
ele sabia que existia um sentimento muito forte entre eles e que certamente eles
se entenderiam. Se a relação não acontecesse naturalmente, então sim, ele
seria obrigado a lhe falar da grave doença.
-
Por favor, Hermione... Vá
até a masmorra, jante com ele e escute o que ele tem a lhe dizer. Ao menos lhe
dê uma chance para se desculpar. – Está bem, prof. farei o que me pede.
Antes de se levantar para
sair, Alvo ainda lhe disse: - Srtª Hermione, agora você terá alta, mas quero
que vá para o seu quarto. Descanse um pouco, depois tome uma ducha bem demorada
para relaxar o seu corpo, já que ficou dias aqui prisioneira... Ah! Se não for
lhe pedir muito...Gostaria que usasse um vestido... As moças ficam bem mais
femininas de vestido, eu particularmente gosto, falou sorrindo e piscando para
ela. Às dezenove horas o elfo levará o jantar. Se quiser chegar um pouco
antes...
Hermione
concordou e sorriu para ele. Alvo lhe deu outro beijo na testa e se retirou.
Hermione achou tudo aquilo muito estranho, mas como estava em sonoterapia por
tantos dias, gostou ao menos da idéia da ducha. Quanto ao vestido, ela não
gostava muito de usar, pois precisava ser mais cuidadosa ao subir escadas,
dobrar pernas, mas sabia que o diretor tinha razão: as mulheres ficam mais
bonitas de vestido. Mas jantar a sós com o Prof, Snape, sim, era um pedido
muito estranho...
Sentiu-se muito bem de volta
ao seu quarto, na torre da Grifinória. Fez exatamente o que o diretor lhe pediu
e quando percebeu a tarde se passou. Antes que as outras alunas chegassem no
quarto, ela já estava pronta e estava indo em direção a masmorra.
Ao bater na porta, Severo veio pessoalmente abri-la. Cumprimentou-a, beijando sua mão. – Fico muito feliz que aceitaste o meu convite. Entre, fique à vontade! – Obrigado professor! Hermione sentou-se no sofá em frente à lareira. – Bebe alguma coisa? - Suco... Logo Severo trouxe dois copos de suco de abóbora. – Como você se sente, Hermione? Posso lhe chamar assim? – Claro, profes... Ele a interrompeu: - Nada de professor, gostaria que me chamasse de Severo... E então, se sente melhor? - Sim, só um pouco confusa. É muito estranho passar vários dias em sonoterapia... – É, eu sei. Já passei por isso também, quando era comensal... Mas, não vamos falar de coisas ruins. Diga-me, o que pretende fazer depois de formada? Hermione gostou da troca de assunto e estava mais à vontade quando lhe disse que gostaria de fazer mestrado para lecionar. – Tem certeza? Com suas notas, você poderia se uma auror, ou talvez ministra da magia... Ela sorriu. - Eu gosto muito de estudar. Admiro muito a sua profissão e acho que me realizaria numa sala de aula... Severo ficou surpreso com a resposta. – Se tivesse que escolher uma disciplina, qual você escolheria? – Gosto de todas, mas acho que historia da magia seria muito interessante. Sabe, às vezes imagino outro método de aprender história, sem precisar decorar nomes ou datas... Veja a sua disciplina... É muito agradável, porque envolve aulas práticas, resultados. A historia da magia também deveria ser mais dinâmica, você concorda? – Perfeitamente. Tenho certeza que você será uma excelente professora! Mas já vou lhe avisando o salário de auror é bem maior... Sorrindo para ela. Ela retribuiu o sorriso.
- Quem sabe você venha lecionar em Hogwarts e sejamos colegas de trabalho... – Seria muito bom! Essa escola é a minha vida. Sinto-me um pouco triste de ter que partir...
Severo ficou pensativo: a escola também era a vida dele e ela, bem se ela partisse, o que seria dele... – olhe, não vamos falar mais nisso, nada de tristeza esta noite, está bem? Diga-me, Hermione, você já tem par para ir ao baile de formatura? – Não... Acho até que todos já têm seus pares... Severo resolveu arriscar: – Se você não se importa de ir comigo, eu gostaria muito de ser o seu par... Disse com um pouco de dificuldade. – Eu adoraria! Ela respondeu com um sorriso. –Prof, desculpe, Severo, você corrigiu a minha prova de poções? Eu estava muito mal naquele dia, nem lembro o que escrevi. Espero não ter escrito muita bobagem... – Só um minuto que vou buscar. Logo depois ele entregou a prova a ela e se sentou ao seu lado. Estava bem próximo, podia sentir o seu perfume. Hermione não quis acreditar que havia tirado a nota máxima, estava muito feliz. – Você foi muito gentil, não precisava me dar a nota máxima. Olhe esta segunda questão, eu não coloquei todos os ingredientes em ordem, você deveria descontar meio ponto nesta... –Hermione, não gosto que se metam na minha correção, eu sei o que estou fazendo... Falou meio encenando, meio sorrindo. Ela insistiu: – Mas, não está na seqüência certa, olhe a pergunta... Ambos eram teimosos: – Olhe as respostas dos seus colegas, todos esqueceram no mínimo um ingrediente. Você foi a única que escreveu todos. Pulou uma única seqüência, mas para esta poção, não iria alterar o resultado, por isso a considerei certa. Convenci ou você quer mesmo que eu lhe tire meio ponto? – Está certo, Severo. Obrigado pela explicação. Depois de alguns minutos em silêncio, Hermione continuou a conversar, foi sincera ao dizer que o achava muito inteligente, que admirava muito o método dele dar aula, as perguntas bem elaboradas das provas, mas que às vezes ele fora um pouco cruel nas atitudes para disciplinar a turma. Severo já esperava por isso. – Eu sabia que você ia acabar me dando sermão... Mas é a minha maneira de ser... Não vou mudar... Hermione sorriu e olhou bastante desconfiada para ele. Sabia que ele tinha outras maneiras bem mais gentis de ser e que para ela, ele já estava mudando... Neste momento o elfo pediu licença para entrar e foi colocar o jantar em cima da mesa. – Está com fome? – Um pouco... – Venha! Severo lhe deu a mão para seguirem até a mesa.
Hermione estava impressionada com o cavalheirismo dele. Parecia outro homem. O jantar estava maravilhoso e ambos estavam bastante descontraídos. Riram das travessuras dos fantasmas, dos foras dos alunos novatos. Hermione tentou lhe explicar um pouco das tecnologias de trouxas que substituíam perfeitamente alguns feitiços. Pareciam amigos de anos. – Você aceita mais um mousse de chocolate? – Não, obrigado. Doce engorda... Falou rindo. – Ora, vejam só, você preocupada com engordar? Você me parece muito bem, diria até um pouco magra... Também depois do susto que me deste... Severo se arrependeu de tocar neste assunto, temia que pudesse afastá-la. – Venha Hermione, vamos sentar novamente no sofá... Ambos levantaram e em silêncio caminharam até o outro extremo da sala. Severo tentou uma aproximação. – Eu sempre a vejo de uniforme. Você fica muito bonita de vestido... – Obrigado! Você também fica bem vestindo algo menos formal!
Raramente o via sem a capa, aliás, foi a primeira coisa que reparou quando entrou na sala. Notou que ele havia feito a barba, os cabelos bem limpos, parecia mais jovem. E o perfume? Era amadeirado. Raramente ficava tão próxima dele para sentir.
Hermione sabia que aquele convite tinha um propósito, o qual o diretor havia conversado com ela. Mas até o momento Severo não falara nada. Sentiu que ele desconversava quando se aproximavam do assunto. Então ela mesma preferiu iniciar: - Severo, não quero que me leve a mal, mas o prof. Alvo Dumbledore me disse que você precisava falar comigo... É alguma coisa grave? Severo ficou pensativo: “por Merlim! Ele não disse nada a ela...Aposto que ela nem sabe que está doente. E nem porquê está aqui... Quem vai quebrar o gelo? Ele me garantiu que eu não precisava conquistá-la... Por que ele me botou nesta enrascada”? - Bem, Hermione... Ele não sabia ao certo onde começar, mas preferiu ser o mais educado possível e sincero. – Na verdade, eu me sinto muito culpado com o que aconteceu. Você passou mal durante a minha prova. Antes de desmaiar você me pediu para ir até a enfermaria e eu lhe neguei, somente com a condição de que me entregasse a prova. Conheço você o suficiente para saber o quanto seria humilhante entregar uma prova em branco. Ou seja, eu... Fui muito cruel com você! Sei, você deve estar pensando: “para variar não foi a primeira vez”. E você tem toda a razão... Lembro-me também de ter dito uma idiotice antes, quando percebi que você não havia escrito nada na prova.
Agora Severo estava bastante arrasado quando disse olhando bem nos olhos dela: - Por favor, Hermione, você me perdoa? Hermione ficou sensibilizada. – Severo, eu não vejo tanta gravidade nisso. Se eu estivesse no seu lugar, e se deixasse um aluno sair para ir a enfermaria, abriria precedente para outros, como então eu iria controlar a turma? Ainda mais sendo a última prova! Acho que você agiu certo. Severo então perguntou: – E quanto a idiotice que lhe disse? Agora ele havia chegado exatamente num ponto bastante delicado. Hermione ficou pensativa, preferiu se levantar, caminhou um pouco, foi até a lareira. Severo se levantou foi até onde ela estava. Aproximando-se disse-lhe no ouvido: Eu a magoei, não foi? As lágrimas dela começaram a cair. Ela parecia ouvir mentalmente aquela pergunta irônica dele novamente ”- A Srtª Sabe tudo, não sabe nada hoje?” . Severo ao enxugar as lágrimas dela com um lenço, disse com a voz bastante sufocada: - Você tem toda a razão do mundo para me odiar, Hermione... Mas gostaria de lhe dizer uma coisa, antes que você resolva ir... A pergunta que lhe fiz foi realmente com o propósito de lhe magoar e você sabe por quê? Ela balançou a cabeça negativamente. – Porque eu te amo! A certeza de estar lhe vendo pela última vez naquela sala de aula, me machucava tanto que eu precisava fazer alguma coisa... Fazer você sofrer foi a pior das idéias. Foi uma vingança estúpida. Você me perdoa?
Hermione o abraçou. E entre soluços disse que também o amava. Severo acariciou seus cabelos, depois acariciou o seu rosto e a beijou com delicadeza. À medida que o choro foi cessando, dava lugar a uma paixão incontrolável. O beijo tornava-se cada vez mais intenso, seus corpos muito próximos, exigiam certas atitudes para suprir tanta carência, tanto sofrimento. As palavras foram substituídas por olhares. Os olhares foram substituídos por carícias. As mãos de Severo agora mais audaciosas acariciavam suas coxas e quando Hermione soltou o primeiro gemido de prazer, Severo a pegou no colo e mesmo sabendo a resposta, lhe perguntou: - Você me quer? Hermione se aninhou no pescoço dele: - É o que mais quero... Ele a levou até a sua cama. Entre beijos e carícias, as roupas eram largadas no chão. Severo procurou ao máximo prolongar as preliminares. Deixou Hermione louca de desejo, ela gemia a cada toque dele. Nunca tinha experimentado aquelas sensações. Era tudo novidade. Nenhum rapaz chegou a tocá-la mais intimamente, pois nenhum namorado a despertou sexualmente. No fundo ela sabia que só se entregaria por um grande amor. E, seu grande amor era o homem que passou a admirar desde que chegou em Hogwarts.
Severo ao ejacular dentro dela emitiu um gemido agudo que a assustou. Ela sabia tudo na teoria, pois curiosa como era, não faltou um livro na biblioteca sobre o assunto, que não havia consultado. Porém a prática era bem diferente, só vivenciando para saber. Severo a abraçou e assim ficaram até a respiração e os batimentos retornarem ao ritmo normal. Foi então a primeira vez que Severo lembrou que estava a trabalho, cumprira uma ordem do diretor, de forma tão natural que se sentiu maravilhado dela não saber de nada. Estava mais do que provado que ela o amava, pois lhe entregara de corpo e alma para ele. Não importava mais a diferença de idade, as diferentes casas, sangue puro ou trouxa. Tudo que importava agora era que Hermione teria a cura para a sua doença. [E convenhamos, um tratamento assim é muito agradável seguir, com o amado “mestre de poções”].
Severo sorriu para ela e perguntou: - Como se sente? – Muito bem! Estou me sentindo mulher... É uma sensação nova... Me sinto tão sua... Severo não esperava ouvir isso, ficou comovido, a beijou novamente e disse: - Eu acho que nunca fui tão feliz. Ter você é como renascer... Nem sei se sou digno de ter você...
– Não fale bobagem, Severo! Eu tenho quase certeza de que quem está levando mais vantagem no relacionamento sou eu. Veja bem: Você já tem a sua profissão consolidada, tem um mundo para me ensinar. É um homem vivido, experiente, atraente, muito gostoso... Além disso, vem de família pura, possui uma mansão, herança, deve ter todo o seu salário guardado... Falou rindo. E olhe a minha situação: venho de família trouxa, a única herança que eu tenho é o amor dos meus pais, sou desempregada, nova, sem experiência... Acho que você está fazendo um péssimo negócio... Mas é melhor nem pensar no que lhe disse, porque talvez até desista de mim... Severo teve que rir. E entrou no jogo dela: - Só que você se esqueceu de um detalhee,, minha querida: eu também estou tirando muitas vantagens: você é linda, é jovem, tem um corpo maravilhoso, é muito boa de cama, carinhosa, extremamente inteligente. É tão irônica quanto eu, sabe como agradar os homens... O que mais eu posso desejar? Um filho, talvez dois... Hermione ficou surpresa, jamais imaginaria Severo Snape no papel de pai. Olhou incrédula para ele.
- Estou falando sério, mas para isso tenho que me casar com você. Não sei se você me aceitaria... Eu sou bem mais velho do que você, sou rabugento, cruel, sarcástico... É melhor parar por aqui, senão a perco de vez... Falou rindo.
Hermione se aninhou nos braços dele. Estava muito feliz. – Não vou desistir de você nunca! E acho bom aquelas sonserinas metidas a gostosa, pararem de dar em cima de você...
– Você também já percebeu, é? Não se preocupe, nenhuma é mais inteligente que você. Pois nenhuma conseguiu me levar para a cama, ainda... Ele falou rindo e frisando bem o “ainda”.
- Jamais você quer dizer, né? Pois fique sabendo que eu me encarrego de deixá-lo fisicamente esgotado, nem mesmo com a poção fortificante você conseguiria dar conta delas... Eu te amo, Professor Severo Snape! E ela começou a beija-lo com segundas intenções. –Você quer mais? Acho que vou precisar da poção fortificante agora... – Não mandei você me provocar... E as trocas de carícias recomeçaram. Só terminaram quando estavam exaustos, depois de atingirem juntos o ápice do prazer. Adormeceram abraçados.
De manhã, Alvo foi até o salão comunal para tomar seu café. Não encontrou nenhum dos dois lá. Estava muito curioso para saber se o plano havia dado certo. Não conseguira dormir direito preocupado. Na cabeça dele só havia duas opções: ou se amaram ou se mataram! Depois que os elfos recolheram as louças do café, pediu a eles que levassem um belo café para o casal na masmorra. Não se agüentou e quando os elfos estavam chegando com o café, Alvo já estava na frente da porta aguardando. Bateu na porta e ficou esperando por vários minutos.
O casal acabara de se extasiar um nos braços do outro, novamente. – Por Merlin! Não podemos ter mais que doze horas de privacidade!!! Só pode ser o chato do diretor me tirando da cama... – Severo, já é tarde! Perdemos o café da manhã e eu estou com muita fome... Severo, para variar não perdeu a oportunidade de ironizar: -Minha querida, se eu não lhe saciei ainda, eu peço o divórcio... Você vai acabar me matando... – Severo, não foi esta fome que me referi... Falou rindo, teria que se acostumar com o senso de humor dele. -Eu vou tomar banho e você atende a porta, ok? -Ok! Severo vestiu um roupão e foi atender a porta. Tinha certeza que era ele. – Bom dia, Severo!!!
– Bom dia Sr. diretor. Será que eu posso folgar hoje, depois das horas extras que fiz durante a noite? Falou sarcasticamente, quase fechando a porta na cara do diretor.
- Claro, meu jovem! Vim lhe oferecer um belo café da manhã. Os elfos entraram e enquanto um retirava as louças da janta, o outro arrumava as louças do café.
- Então, como foi?
– O Sr. está brincando... Vai mesmo querer saber? Falou com um sorriso maroto nos lábios.
– Bem, sim e não... Pode cortar todos os detalhes. Vamos Severo, não tenho mais idade para ficar tão ansioso... Você me parece mal humorado...
- Professor Dumbledore, digamos que não foi tão simples como havíamos combinado. Você omitiu tudo para ela. Tornou tudo mais difícil para mim.
- Severo, se eu contasse a ela que era questão de vida ou morte, ela poderia pensar que você o fez por obrigação, piedade, sei lá... Vou lhe contar uma coisa, que não deve ser novidade para você: quando existe amor em jogo, apostamos tudo. Não existe uma magia que possa substituir a força do amor... E lembre-se, Severo: Por mais íntimo que sejamos de uma mulher, jamais a compreenderemos totalmente. Fez uma pausa e continuou: -Sinceridade, eu não sabia como ela iria reagir. Preferi apostar na força do amor. E então, não vai me dizer como ela reagiu? – Obrigado pelos conselhos, Alvo! Vou lhe confessar que eu também não sei como ela reagiria... Eu não contei nada sobre a doença...
– Está falando sério? Então, você usou a poção do amor ou o feitiço da memória? - Não, professor, eu também apostei na força do amor... Disse que eu a amava!
- Perfeito, Severo e ela?
– Como sempre, o Senhor tinha razão... É inacreditável, mas ela também me ama... E, omitindo todos os detalhes, posso resumir que estou me sentindo esgotado... Alvo, eu não tenho mais vinte anos...
- Compreendo perfeitamente! Alvo o abraçou com muito carinho e com lágrimas nos olhos disse: – Severo, você é o filho que eu não tive... Hermione chegou na sala neste momento e viu a cena. Ela sabia que o diretor consentia o relacionamento deles. Ficou muito feliz quando ele também a abraçou, chamando-a de filha. – Hermione, eu e a Minerva fazemos questão de sermos os padrinhos... Aguardo vocês na hora do almoço, quero comunicar a comunidade escolar que no dia do baile comemoraremos o noivado de vocês... Se me permitem, é claro... Desta forma vocês podem namorar à vontade... Piscou para o casal e saiu de mansinho.
Severo abraçou Hermione e comentou: - Não temos outra escolha, temos? - Não vamos desapontar nossos padrinhos... Preciso mandar uma coruja para seus pais pedindo a sua mão! Hermione, você acha que eles vão me aceitar?
- Eles querem a minha felicidade, se você me fizer feliz... Como esta noite...
Ele a olhou com muita ternura e a beijou.
Alvo Dumbledore saiu com os olhos cheios de lágrimas, mas sentindo-se extremamente feliz. No fundo ele sabia que somente com a ajuda dos dois bruxos mais inteligentes, teria condições de vencer o Lord das trevas. Finalmente Hogwarts estaria salvo e o mundo bruxo teria paz!