N/A:
Bom... Esta é a minha primeira tentativa de escrever alguma coisa. Eu nunca
pensei que isso fosse acontecer um dia, mas aqui está. Eu escrevi essa fic
antes de ler o HBP, portanto não há nenhum spoiler. Desculpem qualquer erro
gramatical, lembrem-se que eu não sou profissional. Espero que vocês gostem!
Disclaimer:
Infelizmente, nenhum dos personagens me pertence. Todos são propriedade da JKR
e só os estou pegando emprestado para pura diversão.
Última
Noite
por
Marie Verlaine
Largo
Grimmauld, número 12. Os membros da Ordem da Fênix ouviam apreensivos as
tristes palavras de seu líder. Alvo Dumbledore nunca pareceu tão velho, o
olhar triste com que se dirigia aos seus amigos e companheiros de batalha
denunciava sua idade avançada. Um olhar bem diferente daquele brilho otimista e
alegre sempre presente nesse bruxo tão poderoso. Mas hoje, ao ter que dar tão
triste notícia àqueles que ama, seu poder parece ter todo se esvaído.
“Infelizmente
as notícias que Severo nos trouxe não são boas. Voldemort escolheu o feriado
de amanhã para atacar. Sei que todos deveríamos passar o Feriado da Páscoa
com nossas famílias, mas infelizmente, nossa realidade não nos permite. A
batalha de amanhã será decisiva e muitos de nós provavelmente não voltarão
vivos. Portanto, aproveitem essa última noite.” O tom decido com que falava
fazia com suas palavras parecessem mais uma ordem do que um conselho. “Passem
esses últimos momentos com as pessoas que amam. Não deixem que seus medos os
impeçam de fazer algo que vocês se arrependeriam por deixar de fazer, que os
impeçam de confortar seus corações.” Essas últimas palavras foram ditas
olhando diretamente nos olhos do mestre de poções. “Amanhã, quando Severo
for convocado, devemos estar preparados e concentrados para a difícil tarefa
que teremos de realizar. Uma mente tomada pelo arrependimento será um alvo fácil
para os comensais. Não permitam que isso aconteça.” O líder da Ordem da Fênix
fechou os olhos e respirou fundo. “Dispensados.”
Um
a um os membros da ordem foram saindo cabisbaixos, até que só restavam Severo
Snape e Hermione Granger, sentados em lados opostos da mesa, um em cada ponta.
Depois de um longo período em silêncio, ouviu-se a voz fria e cheia de
sarcasmo de Snape.
“A
Senhorita Sabe-Tudo-Granger não vai passar seus possíveis últimos momentos
com o grande amor de sua vida? O Sr. Weasley deve estar ansioso esperando atrás
da porta.”
Hermione
estava com a cabeça apoiada nas mãos, olhando para o tampo da mesa. Ao ouvir
essas palavras, levantou a cabeça e olhou diretamente para o par de olhos
negros que a observavam intensamente.
“Na
verdade, Senhor, eu já estou fazendo isso.” Severo foi pego de surpresa.
Nunca poderia ter imaginado essa resposta. Ele sinceramente esperava que ela
começasse a chorar e saísse correndo, deixando-o sozinho para remoer seus
erros do passado. Seus ouvidos só podiam estar lhe pregando uma peça. Ninguém
nunca o amou. Ele, Severo Snape, o grande bastardo de Hogwarts, não é um homem
para ser amado. Ninguém, além de Dumbledore, chegou ao menos a gostar dele. Não
seria possível que esta jovem e encantadora bruxa pudesse amá-lo. Depois de
alguns momentos estudando a bruxa a sua frente, Severo desviou o olhar.
“A
senhorita não sabe o que está dizendo.”
“Eu
sei perfeitamente o que estou dizendo, Senhor. O fato de o homem que eu amo me
desprezar e nem ao menos me tolerar, não muda o eu sinto.”
“Senhorita
Granger...”
“Hermione.
Me chame de Hermione. Eu não sou mais sua aluna. Não há porque você
continuar a me tratar por Senhorita Granger.”
Hermione
voltou a olhar o tampo da mesa como se esperasse que ele falasse com ela. “Eu
não devia ter dito isso... o que eu estava pensando que estava fazendo?... o
que ELE deve estar pensando?... Por que ele não diz nada?... Eu sou uma idiota.
Agora ele vai me mandar embora e eu nunca mais vou vê-lo. Pelo menos, a essa
altura amanhã eu já estarei morta e não precisarei ouviu os comentários sarcásticos
dele.”
“Será
mesmo que essa menina... menina não, mulher” Ele se corrigiu. “ será
que ela sente mesmo alguma coisa por mim?” Severo pensava sozinho. “Você
deve estar ficando velho Snape! Imagina se essa jovem e atraente bruxa sentiria
algo por você... Ela provavelmente está com medo, carente, e não quer passar
essa noite sozinha. Não seria justamente a melhor amiga de Potter a primeira
mulher a amá-lo de verdade... É verdade que ela é inteligente... Não que eu
vá admitir isso em voz alta... e tornou-se bastante atraente. Ela não é das
mais bonitas, mas também não é feia... Admita Severo, não seria nenhum
sacrifício passar essa noite com ela, e você está começando a gostar da idéia.”
Hermione
mudou muito nos seus dois últimos anos em Hogwarts. O cabelo continua rebelde,
mas ela conseguiu um jeito de controlá-lo. Suas curvas estão bem delineadas.
Seios fartos. E uma postura que a deixa mais madura. Continua com seu jeito
autoritário, mas não tem mais aquele ar de menina.
Ela
estava perdida em seus pensamentos, esperando o momento dele se recuperar do
choque que sua revelação provocou e expulsá-la da cozinha, e não percebeu
quando Snape se levantou da cadeira onde estava e cruzou o espaço que os
separava.
“Hermione...”
Hermione
deu um pulo na cadeira, e levantou a cabeça para olhar o professor que
atormentou sua vida por sete anos e pelo qual de repente se viu apaixonada. O
medo estava estampado em seus olhos. Medo de ser rejeitada. Não esperava que
seu sentimento fosse correspondido, mas temia a reação dele.
“Eu
não te desprezo...”
“Você
não precisa dizer isso. Eu sei que você não sente nada por mim. Eu só não
podia morrer sem dizer o que sinto.”
“Na
verdade, eu até aprecio a sua companhia”.Lentamente Snape foi aproximando o
rosto de Hermione até que seus lábios se tocaram num beijo singelo e
apreensivo.
O
coração de Hermione batia cada vez mais rápido. Ela podia sentir a adrenalina
correndo no seu sangue. “Calma, Hermione, é sóum sonho. Daqui a pouco você
vai acordar”. Hermione estava perplexa. Não podia acreditar no que estava
acontecendo. Snape não só não a enxotou dali, como também a estava beijando.
Aos
poucos o beijo foi ficando mais caloroso e os dois se entregaram a esse momento
como se suas vidas dependessem disso. Depois do que pareceram horas, Snape,
relutante, se afastou, olhando sempre nos olhos de Hermione, que agora
expressavam apreensão, ansiedade, medo, desejo... Hermione foi trazida de volta
à realidade pela voz ofegante de Severo.
“Acho
que temos ordens a cumprir”
Em
reposta, Hermione pegou a mão de Severo e conduziu-o até o quarto que dividia
com Gina, que sem dúvidas neste momento estava com Harry, no quarto dele.
Os
dois subiram as escadas em silêncio. O medo de que qualquer coisa que dissessem
pudesse fazer o outro mudar de idéia os impedia de falar. Ao chegar à porta do
quarto, Hermione olhou para Severo para ter certeza de que era isso que ele
realmente queria. Como resposta, ela sentiu-se ser pressionada contra porta e
beijada ardentemente. Estava tão imersa nas sensações que não percebeu
quando Severo abriu a porta e a arrastou para dentro do quarto.
O
quarto estava relativamente escuro, iluminado apenas pela luz da lua que entrava
pela janela, deixando-os numa penumbra envolvente. Hermione começou a
desabotoar as longas vestes de seu ex-professor, enquanto este plantava pequenos
beijos em seu ombro, subindo pelo pescoço até chegar àquele ponto sensível
atrás da orelha.
Por
debaixo das vestes, Severos usava causas pretas e uma camisa branca. A surpresa
estava estampada no rosto de Hermione, que foi retribuída com um meio sorriso. “Nunca
pensei que fosse achar isso sexy um dia”.Sem pensar duas vezes, Hermione
começou a desabotoar a camisa de Severo, expondo um peito liso e abdômen bem
definido. Hermione beijava levemente as cicatrizes no peito de Severo enquanto
lhe tirava o cinto e abria a calça. Em algum momento, que nenhum dos dois seria
capaz de precisar exatamente quando, Severo havia tirado seus sapatos e meias.
Só
de cuecas, Severo despiu Hermione devagar, e à medida que tirava cada peça de
roupa beijava delicadamente a pele exposta. Sem deixar de beijá-la um segundo
sequer, Severo a levou até a cama, onde passaram o restante da noite entre
sussurros e carícias.
***
Acordaram na manhã seguinte com o som dos passos dos outros membros da ordem que se dirigiam para a cozinha. Vestiram-se rapidamente e foram se juntar com seus amigos e companheiros de batalha.
Todos
estavam sentados à mesa quando Severo sentiu a marca queimar em seu braço. Mal
tinha dado tempo dele comer uma torrada e tomar uma xícara de café. Os membros
da Ordem trocam um olhar ansioso. Mas ninguém ousava quebrar o silêncio que se
formou. Severo levantou-se e se dirigiu à porta de entrada. Precisava sair da
casa para aparatar. Precisava de um momento sozinho, longe de todos os olhares,
para reunir a força necessária para enfrentar sua difícil missão.
Mal
tocara na maçaneta quando ouvira o som de alguém chorando e correndo. Virou-se
para ver quem era. Era Hermione que vinha correndo e se jogara tremendo em seus
braços. Severo olhou por cima dos ombros de Hermione e se deparou com os
olhares perplexos de toda Ordem que tinha vindo para a sala ver porque Hermione
saíra correndo.
“Dane-se
todos eles. Eu preciso disso. Eu quero isso” Fechou os olhos e retribuiu o
abraço, igualmente forte, sentindo seus próprios músculos tremer de emoção.
“Prometa-me
que você vai dar o máximo de si para voltar vivo.”
“Prometo”
Jurou num sussurro rouco “desde que você me prometa o mesmo.”
“Com
todas as minhas forças.” Ela prometeu apertando-o tão desesperadamente
quanto ele a apertava.
Não
agüentando mais a dor em seu antebraço, Severo, finalmente, a afastou. Ciente
de que todos estavam olhando, ele levantou o rosto dela com as mãos para um último
beijo, dando a ela a única promessa que podia dar, a promessa de seus lábios,
seus braços. Severo terminou o beijo e olhou nos olhos de Hermione pela última
vez. Retomando a compostura, Severo ignorou os olhares espantados, abriu a porta
e saiu para o crepúsculo da manhã.
Sentindo
a chuva espessa caindo em seu rosto, Severo respirou fundo e aparatou para
enfrentar seu destino, sabendo como é ser amado, com a certeza de que há alguém
esperando por ele e com uma forte razão para manter-se vivo.
N/A: E
aí? O que vocês acharam? Está muito ruim? Deixe-me saber o que vocês estão
pensando. Mande um review, please! Críticas, sugestões, elogios, tudo é bem
vindo! Meu e-mail é [email protected]!
Espero que tenham gostado!
Bjs,
Marie