Quando o passado encontra o presente
Por Aline Snape e Greyce Granger Snape
NOTA
DA AUTORA: ola minha gente aqui estou eu novamente bem essa fic eu fiz em
parceria com a nossa querida ALINE SNAPE que deu o ar
de sua graça terminando a fic que eu j a havia começado, Aline um beijo
pra vc. Quanto aos leitores de “ A Profecia” me perdoem por não ter
atualizado ainda, mas sabe como é, muito estudo, muito trabalho e pouquíssimo
tempo.
AGRADECIMENTOS:
Os meus agradecimentos vão para todos os leitores que acompanham de perto os
nossos queridos SS/HG. Mas os agradecimentos especiais vai para
minha s amigas SHEYLA SNAPE
, KARINE THAME , ALINE SNAPE (novamente) e claro, eu não posso esquecer da
SARAH.
Agradeço
a todas vcs pela paciência, atenção e
carinho. Como vcs não há!!!!!!
Beijos
galera.
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Quando o presente encontra o passado
O
castelo estava em total silêncio. Hermione caminhou rápido, porém de modo
silencioso, para a saída do castelo.
Era
noite de lua cheia e o céu de veludo negro estava pontilhado de estrelas.
Estava uma noite linda, ótima para se observar o firmamento e se perder em
reflexões. Após admirar o céu por mais alguns minutos, caminhou em direção
ao lago, sentou-se na beira. Devagar depositou a penseira que havia ganhado no
natal passado. Um presente sem remetente, porém um presente perfeito. Ninguém
sabia que ela possuía um objeto mágico como esse, ela o mantinha escondido
dentro de um pequeno baú aos pés da cama, trancado a chave, para todos os
efeitos, havia apenas livros dentro.
Hermione
sentou-se na relva orvalhada, já era madrugada e estava um pouco frio. A guerra
havia acabado, Lorde Voldemort havia morrido, porém levou Harry consigo, uma
perda que ela jamais superou, ele era um amigo muito querido, quase um irmão,
assim como Rony, apesar das brigas e chateações. Enfim, a paz reinava no mundo
mágico e no coração dos bruxos. Menos no dela.
O
seu coração foi machucado, pisado e açoitado, por muito sofrimento, muita
dor. No último ano em Hogwarts, o castelo havia sido invadido por Lorde
Voldemort e seus servos, durante o baile de formatura. O dia que era para ser um
dos mais felizes da sua vida, foi um dos mais tristes e dolorosos, perdera na
batalha seus dois amigo mais queridos e alguns colegas como Neville, Simas e
Parvati, todos eles membros da AD, morreram lutando bravamente, com coragem. Porém
a maior dor, foi quando soube que o
homem a quem amava, estava à beira da morte, após ser atingido por feitiço
desconhecido. Foram os meses mais horríveis de sua vida, e as suas noites
impregnadas de pesadelos e seus dias cheios de incertezas (terra?) e sofrimento.
Até que finalmente descobriram a fórmula do feitiço e começaram uma terapia
de cura. Severo tinha que tomar várias doses de poções diferentes ao dia,
Hermione o visitava todos os dias e sofria por ele, porém de forma mais
intensa. Sofrer por amar quem a odiava, não era nada, comparado à
possibilidade de vê-lo morto, isso ela não agüentaria. Não suportaria.
Jamais.
Após
quatro meses internado no St. Mungus, seu corpo começava a voltar ao normal, e
reagia a quase todos os estímulos, porém continuava inconsciente. Após ter
certeza de que ele estava quase curado, ela tomou providências para partir para
a França e completar seus estudos de Transfiguração. Antes de ir embora, ela
lhe fez uma última visita, e antes de sair do quarto beijou-lhe os lábios de
forma suave, apenas um leve roçar, e murmurou: “Sei que você me odeia, e que
jamais poderia me amar, porém eu o amo há muito tempo. A única coisa que lhe
peço é que volte a viver normalmente, prefiro sofrer por ser odiada por você,
do que sofrer por vê-lo sem vida. Portanto continue a odiar-me, mas, por favor,
sobreviva. Perdi muitos amigos queridos e amados, mas não suportaria perde-lo,
sei que não pode me ouvir e nem mesmo lembrará que estive aqui, mas mesmo
assim, saiba que eu te amo. Adeus,
profº Snape”.
E
partiu.
Hermione
depositou todas essas lembranças na penseira, estava drenada de toda sua
energia, sentia-se emocionalmente exaurida e precisava “esvaziar” a cabeça
e pensar um pouco, a sua vida estava confusa desde que partira, agora três anos
depois, continuava do mesmo modo.
Havia
chegado à Londres há mais ou menos um mês, e ao visitar o Guingrotes, no Beco
Diagonal, deu um encontrão com Hagrid, eles conversaram animados, e ela ficou
sabendo que Minerva havia se aposentado do cargo de professora e diretora da
Grifinória, ficando apenas como vice-diretora de Hogwarts.
Soube também que Dumbledore estava à procura de alguém para substituí-la
no próximo ano letivo. Hagrid e Hermione continuaram conversando e ele
perguntou por onde ela andou durante todo aquele tempo. Ela lhe contou que havia
ido estudar na França, e que havia lecionado em Beauxbatons durante alguns
meses, quando uma professora ficou adoentada. Logo em seguida ela perguntou de
forma que esperava ter parecido casual, sobre o professor Snape, se ele
continuava em Hogwarts. Hagrid respondeu que sim e disse que dois dias após a
sua partida, ele havia se recuperado completamente, de forma milagrosa. Disse
que a teria acusado se soubesse por onde ela andava, uma vez que ela disse
apenas que iria estudar, mas não contou a ninguém; com exceção dos pais é
claro, que haviam morrido no ano anterior em um acidente aéreo quando voltavam
da Grécia. Ela e Hagrid se despediram e ele pediu para escrever-lhe e que havia
sido muito bom reencontrá-la.
Uma
semana depois ela recebeu a visita de Dumbledore e Minerva na casa que havia
sido de seus pais e agora era sua residência no momento. Eles a persuadiram a
ocupar o lugar de Mcgonagal, pois ficaram sabendo que ela havia estudado
transfigurações fora do país e também por confiarem nela, afinal foi a
melhor aluna e eles a conheciam há bastante tempo. Hermione percebeu no olhar
de Dumbledore um outro motivo, ele planejava alguma coisa, podia jurar que sim.
Com certa relutância ela aceitou o emprego, depois de alguns dias ficou feliz
por ter tomado essa decisão. A sua apreensão vinha do fato de reencontrá-lo
novamente, depois de dizer que o amava, porém ele não sabia, convenceu-se,
afinal ele estava inconsciente. Alugou sua casa para Lilá que havia se casado
recentemente com um trouxa e estava grávida de seis meses. Após empacotar
todos os livros, roupas e objetos pessoais mudou-se para o castelo.
Agora,
cinco dias após sua chegada, ali estava, à beira do lago, observando as
estrelas, remoendo o passado, e pensando no homem a quem ainda amava. Após
“guardar” tais pensamentos na penseira, conjurou um acolchoado, deitou-se
sobre a grama. Começou a pensar em como organizar seus planos de aula, porém não
conseguia se concentrar, seus pensamentos sempre se desviavam para um homem de
olhos negros extremamente sexy e que era capaz de levar uma mulher (ela
especificamente) à loucura. (só ela? Rsrsrs)
Desistiu.
Hermione
se levantou e entrou para o castelo novamente sem fazer ruído, não queria ser
pega em flagrante, carregando a penseira, essas saídas sorrateiras lembravam-na
de Harry e Rony. Todas as escapadas que davam durante a noite, tratou de afastar
o pensamento, não queria ficar mais melancólica do que já estava. Ao entrar
nos seus aposentos, despiu-se, dormiu em pouco tempo e seu sono foi permeado por
sonhos ora românticos, ora sensuais ou por ambos.
Severo
estava abalado. Não sabia o que fazer. Depois de três anos sofrendo por amar
uma ex-aluna, ficou sabendo de primeira mão que Dumbledore a havia contratado,
para substituir Mcgonagal. Quando soube que ela chegaria, ele se limitou a
circular o mínimo possível pelo castelo e fazia a maior parte de suas refeições
em seus aposentos.
Ele
a viu no segundo dia, quando tomava café ao lado da professora Mcgonagal, não
quis sentar-se na mesa dos professores e voltou discretamente para sua masmorra,
sem ser visto. Ela estava
muito bonita. A pele mais corada, o corpo esbelto e perfeito após o período de
transformação, já era uma mulher.
Era
madrugada e Severo não conseguia dormir, começou a pensar nela e no dia fatídico
do baile. Um dia antes, ele havia sido chamado à sala do diretor e este
perguntou o que estava havendo, pois ele estava abatido há muitos dias. Antes
que Severo pudesse responder Dumbledore perguntou se essa tristeza tinha algo a
ver com Hermione, ele bem que tentou negar, em vão. Incrível como o velho mago
era capaz de perceber certas coisas. Ele ainda se lembrava da conversa que havia
tido com o diretor.
-
Queria falar comigo Diretor? – perguntou Severo.
-
Sim – disse Dumbledore. – Trata-se de um assunto pessoal, que diz
respeito a você e que está me deixando preocupado.
-
Diga do que se trata – disse Severo com certa inquietação.
-
Severo diga-me, o que fará a respeito da Srta. Granger? – perguntou o
diretor de forma astuta e direta – por acaso irá deixa-la partir?
-
Não entendo o que quer dizer – Respondeu em tom frio e de certa forma
ignorante.
-
Ora, não seja tolo, Severo e pare de agir como um adolescente malcriado.
Sei que você a ama desde o 6º ano. – Disse lentamente, encarando Severo com
os seus grandes e espertos olhos azuis, - Não ouse negar, ninguém além de mim
sabe que você a ama, você disfarça muito bem os sentimentos, mas eu o conheço
o suficiente para saber o que há por trás dessa máscara de indiferença. –
Completou quando Severo fez menção de protestar com falsa indignação.
Severo pensou um pouco, e decidiu que realmente não ia adiantar negar e
respondeu em tom resignado que fez Dumbledore gargalhar até às lágrimas.
-
Está bem. Eu confesso. Eu amo a Hermione, bem que tentei evitar de várias
formas, pensei até em usar magia mas sabia que não ia dar certo.
Quando
Dumbledore se controlou, procurou forçar uma expressão, séria, mas Severo
percebeu que ele estava segurando o riso, e o esforço dava um resultado cômico
e ele é que teve que se segurar, foi quando o diretor respondeu:
-
Muito esperto, mas saiba que nenhuma magia é capaz de manipular os
sentimentos do coração, muito menos o Amor. Mas... há uma solução para o
seu dilema.
-
Qual? – perguntou entre curioso e desconfiado.
-
Peça-a em casamento – disse calmamente.
Severo
ficou abismado, a incredulidade foi tanta que ele ficou em silêncio por um
longo tempo, ao que pareceu, Dumbledore só podia estar brincando, ou então ele
ouviu mal, aliás ouviu muitíssimo mal. Essa sugestão era simplesmente
inconcebível, quando recuperou a compostura encarou-o e percebeu que ele falava
sério e então retrucou de forma mais brusca do que esperava.
-
Isso é um absurdo! O senhor só pode estar brincando! – disse.
-
Não sei por que tanta incredulidade Severo, afinal vocês se amam.
-
Severo prendeu a respiração e sentiu o corpo tremer o seu coração
quase parou, ante essa afirmação. Quase.
-
O que quer dizer com isso? – perguntou com a voz fraca.
-
Exatamente o que ouviu – respondeu o diretor.
-
Impossível! Isso é um absurdo, ela simplesmente me odeia e o máximo
que eu vejo nos olhos dela é pena...
-
Pare! Severo, o que você vê nos olhos dela não é pena, e sim
compreensão, uma compreensão que nasceu do amor que ela sente por você, e não
pena, entenda de uma vez. Ela o ama Severo. A felicidade está nas suas mãos, não
a deixe fugir, a vida lhe deu uma segunda chance e agora quer lhe dar uma
felicidade plena, não permita que ela lhe escape por entre os dedos. Você
nunca saberá, se nunca tentar descobrir, tente. Peça-a em casamento. Pense
bem. Agora vá.
Severo
passou o resto do dia pensando nas últimas palavras do diretor, ele estava
certo, nunca saberia se não tentasse, e Severo resolveu tentar, mas a dúvida
ainda a espicaçava. Na noite do baile a pediria em casamento, se ela o
rejeitasse só (Merlin) Deus sabe o que faria...
Foi
quando na abertura do baile aconteceu a invasão e o pânico se instalou por
todos os lados do castelo. Todos procurando se defender como podiam, inclusive
ele, que duelava com Bellatrix quando foi atingido pelas costas por Lucius
Malfoy. Severo mergulhou na escuridão, na qual permaneceu durante quatro meses,
até aquele dia. O dia em ela partiu, mas antes, achando que ele estava
inconsciente declarou que o amava, ele tentou impedir que ela se fosse, mas não
conseguia se mover, apenas ouvir, queria dizer que a amava e não podia. Então
ela partiu deixando-o com o coração em pedaços.
E
agora ali estavam eles novamente, evitando-se o quanto podiam. Severo se sentia
confuso não sabia o que fazer. Três anos se passaram e ele ainda a amava com a
mesma intensidade e ela nem imaginava isso ou o fato de ele ter ouvido sua
declaração no passado, mas será que ela ainda o amava? Só havia um jeito de
descobrir.
Severo levantou-se e foi tomar uma dose da poção do sono sem sonhos.
Precisava descansar corpo e mente. Estava
decidido a se declarar. Não poderia viver com tamanha agonia e muito menos
evitando-a eternamente. Adormeceu com estes pensamentos.
No dia seguinte resolveu que tomaria uma atitude. Sentiu seu corpo
descansado em função da poção, mas aquela dor que apertava seu peito ainda
persistia.
Acordou muito cedo e após seu banho, fez a barba meticulosamente. Seguiu
para o salão principal para tomar seu café. Encontrou apenas Alvo Dumbledore,
que sempre era o primeiro a acordar, sorrindo lhe cumprimentou:
-
Bom dia, prof. Snape! É muito bom tê-lo como companhia nas refeições.
-
Bom dia, prof. Dumbledore. Limitou-se a responder, sentia-se melancólico e não
pretendia alongar a conversa. Logo em seguida, Minerva sentou-se
junto a eles.
O diretor comentou que naquela tarde haveria uma reunião com todos os
professores para discutirem as avaliações dos alunos e as questões de
disciplina. Era um assunto muito versado, mas ele precisava aproximar os dois,
pois tinha certeza que se evitavam.
Severo tomou rapidamente seu café, ainda não estava preparado para
encará-la. Ao vê-la se aproximando da mesa dos professores, pediu licença e
saiu apressado, ambos desviaram os olhares e cada um foi para um lado. Alvo deu
uma cutucada no braço de Minerva e esta sorriu em resposta.
A aula de poções naquela manhã foi tranqüila. Os alunos estranharam
que o professor não implicou com nenhum deles. Severo parecia distante. Sentado
em sua mesa, olhava o vazio enquanto os alunos realizavam a poção cuja fórmula
encontrava-se no quadro.
Na hora do almoço, preferiu ficar em seu aposento. Quase esbarrou com
ela no café da manhã e não queria correr este risco novamente, não estava se
sentindo bem. A idéia de encontrá-la logo mais à tarde na reunião, deixava-o
aflito. Seus pensamentos o deixavam confuso.
“Ela
não gosta mais de mim, era somente paixão de adolescente, algo passageiro. Ela
agora é uma bela mulher, jamais ficaria comigo... não Severo, você lembra
perfeitamente do que ela disse no dia em que se declarou. Você ouviu muito
bem”...
Severo tomou uma dose da poção calmante e se dirigiu à sala de reuniões.
Hermione que conversava alegremente com a profª
Spraut, parou subitamente quando o viu. Seus olhares se encontraram e
ficaram alguns minutos estáticos, perdidos no tempo e espaço. A professora
Spraut procurou amenizar o encontro, levantou-se e apresentou sua ex aluna:
-
Veja prof. Snape: a Srtª Granger aceitou o cargo vago da disciplina de
Transfiguração e é nossa nova colega de trabalho! O prof. Dumbledore já
tinha lhe falado, não?
Ele sentiu dificuldades em disfarçar o impacto de vê-la adulta e ainda
mais bela de perto, respondeu procurando ser o mais natural possível:
-
Sim, o prof. Dumbledore comentou comigo... Como vai senhorita Granger?
Limitou-se em falar, estendendo sua mão a ela. Ela apertou sua mão e
ambos sentiram além do calor extremo, uma sensação de serenidade.
Neste
exato momento o diretor e a vice-diretora entraram na sala para dar início a
reunião.
Hermione e Severo afastaram-se e sentaram-se em locais opostos.
Inevitavelmente seus olhares se encontravam e perdiam-se nas
profundidades de suas almas. Dumbledore discursou palavras já conhecidas
de todos, acrescentou apenas que o quadro de professores contava a partir
daquele semestre, com uma excelente professora, ex-aluna.
Antes que o diretor desse por encerrada a reunião, Severo abaixou a cabeça
e rapidamente enfeitiçou sua pena, escrevendo em sua agenda a seguinte frase:
“-
Podemos conversar no jardim de inverno após o jantar?”
A frase surgiu magicamente na agenda que Hermione segurava. Ela
reconheceu a belíssima caligrafia e o olhou surpresa. Ele estava ansioso por
uma resposta, olhava-a fixamente. Ela sorriu e fez um movimento afirmativo com a
cabeça.
Hermione o encontrou mais tarde no salão principal, mas Severo
conversava animadamente com o prof. Dumbledore e ela não quis interromper,
sentando-se ao lado da profª Minerva.
O tempo parecia não passar. Ela estava sem fome e ansiosa para estar a sós
com ele. Mal prestava atenção na conversa, seus pensamentos eram direcionados
para aquele homem que nunca conseguira esquecer. Terminou de tomar seu suco,
pediu licença e se retirou. Foi ao jardim aguardar o encontro tão esperado,
sentia seu coração bater descompassadamente.
Alvo ora olhava para o prato de Severo, ora olhava para a
porta que dava ao jardim. Severo desistiu de terminar o jantar, sabia que
o diretor o observava. Pediu licença e saiu. Subiu rapidamente as escadas e foi
para seu quarto. Alvo e Minerva trocaram um olhar interrogativo.
Severo rapidamente pegou uma pequena caixinha colocando-a no bolso e em
seguida aparatou no jardim.
Hermione virou-se para ele. Estavam muito próximos, podiam sentir o coração
disparar no peito de cada um. Severo
criou coragem e retirando a caixinha do bolso disse, olhando-a fixamente:
-
Senhorita...este é o presente que eu queria lhe dar no dia da sua formatura...
Ele abriu a caixa e alcançou um lindo anel de noivado para ela.
Ela ficou sem fala, sua única reação foi estender a mão para ele, que
delicadamente colocou o anel no dedo delicado da moça.
Ela o abraçou e não conseguiu evitar as lágrimas. Severo a envolveu em
seus braços e a apertou fortemente.
-
Eu te amo, senhorita! Você quer se casar comigo?
Hermione não desmaiou porque estava muito bem amparada nos braços másculos
do mestre. Entre soluços respondeu:
-
Eu também te amo, Severo! É o que eu mais quero neste mundo...
Beijaram-se apaixonadamente e nem perceberam que Alvo e Minerva entraram
no jardim e saíram discretamente, no mesmo instante.
Trocaram longos beijos; no início doce, suave, depois mais exigente e em
seguida tornando-se sôfrego. Ele a abraçou e a conduziu até o outro lado do
jardim, onde havia bancos e balanços. Sentaram-se num balanço de dois lugares.
-
Hermione, eu devo minha vida a você... depois daquele dia que foi se despedir
de mim no hospital, eu renasci. Ouvi cada palavra que me disseste
e senti uma vontade incrível de voltar a viver... Sabia que precisava
lhe encontrar e principalmente lembrá-la que eu existo A única idéia que me
ocorreu foi lhe presentear com uma penseira no ano passado...
Ela o interrompeu com um lindo sorriso:
-
Então foi você... Um belo presente! Além de ter sido muito útil... Severo eu
não suportaria a dor de te perder. Se você morresse, eu morreria...Eu te amo
tanto...
Severo
puxou-a para mais perto de si, aparatando logo em seguida, em seu quarto na
masmorra. Entre carícias e beijos, Hermione foi entregando-se lentamente de
corpo e alma, aqueles momentos mágicos de amor. Dormiram abraçados, após
estarem completamente extasiados. Teriam muito mais que uma noite para se
conhecerem e traçarem seus planos para o futuro
Fim