Impossível Impedir essa Paixão
por Yas Snape
Snape
nunca tinha pensado em como uma aula poderia mudar a sua vida. Ele estava
apaixonado por Hermione Granger, mas não admitia nem para si mesmo. Ele jamais
daria o braço a torcer, até porque ele sabia que era impossível ela gostar
dele, então ele a mal-tratava mais que os outros, era como um mecanismo de
defesa.
- Então, alguém pode me dizer em que tipppo de floresta eu posso encontrar um
fruto chamado guaraná, e mais precisamente em que país? - a mão de Hermione
rapidamente se levantou.
- Alguém além da Sta. Sabe-Tudo Granger??? - ele disse com um ar sarcástico.
Hermione não agüentava mais aquilo, ela já estava no sétimo ano e ele ainda
a chamava de sabe-tudo. Só que ela não era mais aquela menina bobinha, já
tinha 18 anos e não ia ficar ouvindo desaforo.
-
Eu gostaria de
responder, e não gosto quando o Sr. me chama de sabe-tudo. - ela disse com
firmeza.
- Ora
ora, agora a sta. Quer me desafiar?
-
Não
estou desafiando o sr, só estou no meu direito de reclamar de uma coisa que eu
não gosto.
-
Na minha aula a
sta. não tem “direito” a nada... 25 pontos a menos para a Grifinória, pela
sua insolência.
- Desde que o sr. não me chame mais de sabe-tudo... - ela continuava com firmeza.
-
Chamarei como
quiser. Terá uma detenção para aprender a me respeitar, sta. Sabe-Tudo
Granger.
-
Ótimo! - a
firmeza dela acabou e ela saiu chorando da sala de aula.
Wise men say only fools rush in
But I can’t help
falling in love with you
Harry
e Rony saíram atrás, mas não a encontraram em nenhum lugar. Eles não podiam
recorrer ao mapa do maroto porque o Rony o tinha perdido, mas eles não sabiam
que Snape tinha achado o mapa.
Ele
terminou a aula e dispensou todos os alunos, e foi logo pegar o mapa para poder
acha-la. Ele olhou no mapa e viu um pontinho escrito Granger em um lugar que ele
achava que só ele conhecia, então ele foi atrás dela, até porque estava
armando um temporal e ele não queria ser responsável se ela ficasse doente.
Era um jardim grande, com muitos tipos de árvores e plantas e sem nenhuma flor,
mas mesmo assim era muito bonito, com vários tons de verde e amarelo.
- Srta Granger é melhor a sta voltar para o castelo, estão todos muito preocupados com o seu paradeiro. - ele disse com uma voz fria.
- O que o sr quer?! Me ver chorando, pois então já viu, agora me deixe em paz e vá embora.
-
A sta continua
insolente... volte para o castelo. - agora a voz dele soava mais imperativa.
- O
sr não manda em mim, eu fico onde quiser.
- Tudo bem, se a srta não quer ir não vá. Eu aguardarei aqui. - ele disse sentando em um banco.
-
Não acredito,
será que nem depois de me humilhar o sr me deixa em paz?
- Escute
bem srta, vai cair um temporal e eu não quero ser responsável se a srta ficar
doente.
- O
céu pode desabar, eu não saio!
- Então
seremos dois para Madame Pomfrey cuidar. - sem querer ele deu um leve sorriso ao
dizer isso, não um sorriso sarcástico, mas um sorriso sincero.
Hermione
nunca o tinha visto sorrir desta forma. “Até que ele não fica tão mal, ele
deveria sorrir mais vezes.” ela pensou.
Shall I stay
Would it be a sin
If I can’t help falling in love with you
-
O sr vai mesmo
ficar aí? Vai ficar doente se pegar essa chuva.
- Eu
arrisco, como já disse, não serei o único doente.
- Eu
não entendo, porque o sr se importa de eu ficar ou não doente?
- Porque
de certa forma, foi por minha causa que a srta veio para cá, eu me sinto
responsável.
- Já
que vamos ficar aqui eu gostaria de lhe fazer uma pergunta...
- Ora,
eu não me lembro de ter lhe dado intimidade. Eu ficar aqui não significa que
sejamos amigos, mas pode fazer a sua pergunta, só não garanto que vou
responde-la.
- Por
que o sr me chama de sabe-tudo, mesmo sabendo que eu não gosto?
- Pelo
simples fato que a srta é uma sabe-tudo.
- Eu
não entendo, todos os profs gostam quando um aluno sabe responder as perguntas,
menos o Sr.
- Entenda
uma coisa, a srta sempre responde tudo e nem dá a chance para outros alunos
responderem. Sei que a sta vai saber a resposta, a srta é extremamente
inteligente, por isso sempre peço para outro aluno.
Hermione
tinha ficado rubra com o elogio do prof, e realmente se deu conta que ela nunca
deixava ninguém tentar responder.
-
Desculpe... -
ela disse baixinho num tom de choro.
- Não
fique assim srta, pelo menos a srta tem amigos.
- O
sr não tem amigos?
- Não. - Snape começava a não gostar do rumo daaa conversa, mas ao mesmo tempo queria prolongar aquele momento para sempre.
Like a river flows surely to the sea
Darling so it goes
Some things are meant to be
Naquele
momento ele não parecia nem um pouco assustador ou cruel, mas sim triste e
solitário. Ela se levantou de onde estava e foi sentar-se ao lado dele.
-
Todas as
pessoas têm que ter amigos...
- Eu
não preciso de amigos nem de ninguém.
- Por
que o sr é sempre tão rude com os outros? Ta aí porque não tem amigos. -
Hermione virou de costas para ele e fechou a cara.
- Er...
Desculpe srta.
Ela
não acreditava no que acabara de ouvir, Snape pedindo desculpas. Ela se virou e
ele estava sorrindo, aquele foi o sorriso mais bonito que ela já tinha visto.
De repente ela se pegou pensando em como ele era bonito e inteligente, não que
ela não tivesse pensado isso antes. Aliás, fazia um tempo que ela vinha tendo
esse tipo de pensamento sobre Snape, e esse sorriso só serviu para ela
confirmar as suas mais desesperadas suspeitas, ela estava apaixonada por ele.
Ela baixou a cabeça já muito corada.
-
O sr podia ser
mais gentil com as pessoas. - ela começou a chorar, não por ele ter sido rude
com ela, mas pelo desespero de descobrir que estava apaixonada por ele.
- Não
fique assim, desculpe, eu não faço por mal. - ele disse chegando mais perto e
abraçando-a. Começou a desabar o temporal e eles já estavam ficando
encharcados. - Venha, eu conheço um lugar aqui que a sta não conhece.
Ele
abriu a capa sobre ela e eles foram andando até uma cabana que ficava escondida
atrás de algumas árvores. Era uma cabana pequena toda de pedra. Hermione se
perguntava como nunca tinha visto aquela cabana, ela conhecia todo aquele
jardim. Eles entraram tiraram os casacos encharcados e ele acendeu a lareira.
- Mas
como é que eu nunca tinha visto essa cabana, eu sempre venho a esse jardim.
- Ah,
é porque essa cabana é protegida por uma variação do feitiço Fidelius.
- Então
mais alguém sabe...
- Sim,
e eu vou te apresentar a essa “pessoa”. Petit venha aqui.
De
repente surgiu uma pequena gata cinza de olhos verdes.
-
Esta é a minha
gata Petit, srta Granger. Ela que guarda o segredo dessa casa, um feitiço não
tão forte quanto o Fidelius, portanto eu não preciso da autorização do
ministério e posso quebrá-lo quando quiser. Na verdade eu não sei nem como a
srta conseguiu entrar nesse jardim, ele também é protegido por um feitiço
semelhante.
- Bom,
acho que a sua gata me autorizou, na primeira vez que eu vim parar aqui foi
porque eu a estava seguindo. - a gata saltou do colo de Snape e foi se
aconchegar no colo de Hermione. - Então quer dizer que seu nome é Petit, - ela
disse olhando para a gata. - é um belo nome. - a gata lambeu a mão dela. -
Pare, sua língua é áspera, faz cócegas. - ela disse rindo.
Parecia
que a chuva lá fora não ia parar tão cedo. Ele observava Hermione brincar com
a gata, como ela estava linda. A gata saiu correndo e ela foi correndo atrás, só
que a gata pulou para o colo de Snape, e quando ela foi parar de correr se
desequilibrou e acabou se apoiando no braço de Snape, que estava repousado
sobre o braço da cadeira. Ela corou furiosamente.
Take my hand, take my
whole life too
For I can’t help falling in love with you
-
Desculpe
professor Snape. - ela disse tirando rapidamente as mãos do braço dele.
- Calma
srta Granger, e não precisa me chamar de sr, pode me chamar de Severus.
- Tudo
bem, então o sr, quer dizer você também pode me chamar de Hermione.
Snape
poderia ter aparatado com ela para o castelo, mas não queria. Eles conversaram
por muito tempo esperando a chuva passar, e cada vez mais ele se encantava por
ela e ela por ele. Parecia que a chuva não iria parar tão cedo, já eram quase
onze horas quando eles desistiram de esperar a chuva passar.
- Bom,
é melhor nós descansarmos e pela manhã nós voltamos para o castelo. Tem um
quarto seguindo esse corredor, - ele disse apontando um pequeno corredor. - você
pode ficar lá.
- Mas
onde você vai ficar? Tem outro quarto?
- Não,
mas eu durmo aqui na sala, não tem problema.
- É
o seu quarto, não posso aceitar e deixar você aqui.
- Ora,
isso é uma ordem sta. - ele disse rindo.
- Sério,
não posso aceitar.
- Ótimo,
então ficaremos os dois na sala, mas o sofá é meu.
Hermione
não teve escolha a não ser ir para o quarto. Mas ela não conseguia dormir,
algo a incomodava. Afinal, ela estava dormindo na cama que ELE dormia, mesmo que
fosse só de vez em quando. O cheiro dele estava impregnado no quarto, um cheiro
bom, era um perfume marcante, mas ao mesmo tempo suave. Ela se levantou e foi
ver se ele estava bem, ainda não acreditava no que estava fazendo, se
apaixonara pelo 2º maior inimigo do seu melhor amigo e ainda por cima um
ex-comensal.
Ela
olhou para ele, e ele estava suando frio e tremendo, provavelmente estava tendo
um pesadelo, e ela não sabia o que fazer. Chegou perto dele e se sentou na
beira do sofá e passou a mão na testa dele, ele estava ardendo em febre. Mas
se levantou no mesmo instante com o susto.
-
O que você está
fazendo aqui? - ele perguntou ainda assustado.
- Não
conseguia dormir então vim beber um pouco de água, mas vi que você estava
tremendo e suando e quando cheguei perto percebi que você estava com febre e
tendo pesadelos. Você está bem?
- Sim,
já estou acostumado.
- Como
assim, quer dizer que você tem esses pesadelos freqüentemente?
- Sim,
para ser mais preciso, sempre. Mas ultimamente eu estava tomando uma poção
para dormir sem sonhos. Parece que como eu não a usei hoje os pesadelos vieram
com toda força.
- São
sobre Voldemort? - ela perguntou meio sem graça.
- Sim.
Ela
não queria mais fazer nenhuma pergunta, queria apenas abraça-lo, fazer com que
ele se sentisse bem, confortável. Num impulso ela o abraçou, não podia vê-lo
sofrendo daquele jeito. Ele não recuou, apenas aceitou aquele abraço, afinal
ele também queria. Hermione não resistiu aquela proximidade, o afastou um
pouco para que seus rostos ficassem frente a frente e o beijou. Ele a abraçou
mais forte e retribuiu aquele beijo, um beijo cheio de paixão reprimida por
ambas as partes. Após aquele beijo eles apenas se olharam e não falaram mais
nada. Ela recostou sobre o peito dele e os dois ficaram abraçados, sem querer
pensar no amanhã. Para eles o que importava era estarem juntos naquele momento,
o que viria depois não importava, não mais.
Like a river flows surely to the sea
Darling so it goes
Some things are meant to be
Take my hand, take my whole life too
For I can’t help falling in love with you
For I can’t help falling in love with you