Meu Vampiro, Minha Obsessão
por Graza
Sinopse da fanfics: Hermione
desenvolve uma louca teoria e a transforma em realidade nos braços de Snape.
Nota do autor: Agradeço a Sarah e a Snake Eyes por estarem me dando aquela forçinha
lá no blog SSeHG. Brigadão a todos que estão
contribuindo e divulgando o ship mais amável de todos.
9:20h
da manhã, Hermione Granger, a Srta. sabe-tudo, como alguns alunos a conheciam,
acordava no quarto feminino da Grifinória.
-
Por Merlin! Perdi a hora! – Levantou rapidamente a garota, que entre feitiços
se aprontava em segundos.
Ela
olhou ao redor e percebeu que todas as meninas já haviam deixado o quarto há
bastante tempo.
Ao
descer correndo as escadas em direção ao Salão Principal, Mione pensava se
seus amigos já teriam partido.
-
Como pude me esquecer do passeio de hoje! Estudo tanto que aos finais de semana
só quero descanso, mas como eu queria conhecer a área rural de Hogsmead.
Hogsmead
Shire era um condado, pouco conhecido, onde cada família de bruxos vivia em
pequenas fazendas, onde a vida era ainda mais mágica em meio a tanta Natureza e
fantásticos animais.
Ao
chegar ao Salão Principal Hermione encontrou um lembrol exatamente no seu lugar
na mesa da Grifinória. Junto ao lembrol havia uma pequena mensagem que se
mostrava apenas ao toque do destinatário, e dizia:
“Mione,
sua dorminhoca, espero que tenha visto o lembrol a tempo de usar o pó de flú e
chegar até nós, pela lareira da Fazenda Horns. – Seus amigos, Harry, Ronny e
Neville.”
Ao
lado do Salão Principal havia uma lareira de emergência e definitivamente este
era um caso de emergência, ao menos para Mione. Como todos estariam curtindo e
aprendendo enquanto ela dormia? Isso era algo improvável para ela.
Em
meio a euforia do grupo de estudantes de Hogwarts, na sala da Fazenda Horns,
Hermione aterrisou na lareira, cheia de fuligem.
-
Cof, cof! - Levantou Mione com um sorriso amarelo, se justificando enquanto os
alunos cochichavam.
-
O que foi gente? Vai dizer que nunca se atrasaram? Eu hein, Hunf! – Mione
odiava ser observada, quanto mais comentada.
Quando
se deu por si Hermione abriu um imenso sorriso ao perceber onde estava. A
Fazenda Horns era realmente linda e mágica. Em tons pastéis as paredes da casa
eram antigas, mas bastante fortes. Os quadros eram de pessoas, ou melhor, de
bruxos usando trajes muito antigos com golas e mangas de renda e longas
cartolas. Os quadros de animais chamavam muita atenção. Eram dragões e unicórnios
alados, seres que Hermione sabia bem que estavam em extinção há muito tempo.
Estes animais foram vítimas da crueldade de trouxas que ao encontrá-los destruíam
seus habitas, ainda no século XVI.
Ao
olhar novamente as pinturas dos bruxos Hermione teve a sensação de conhecer
alguém, a imagem de um rapaz. Aqueles olhos a faziam lembrar de ...Snape! Era
isso! Mas como poderia? De certo que o professor de poções já não era nenhum
menino, mas aquela pintura definitivamente não era deste século.
Hermione
pensou tanto que chegou a uma resposta, não muito plausível, mas a única que
ela conseguia encaixar dentre todas as hipóteses.
-
O professor Severus Snape só pode ser um vampiro! – Exclamou Hermione, um
tanto afastada do grupo de alunos, que agora seguiam para outros cômodos da
casa.
Naquela
tarde, após um delicioso almoço mágico, ainda na Fazenda Horns, o grupo de
alunos seguiu para conhecer o restante da área daquele adorável lugar. Mas
havia um ar de mistério em Hermione agora.
-
Mione? Você está bem ou o ar puro está te deixando abobada? – Zombava Ronny,
cutucando Harry e fazendo-o rir também;
Para
espanto dos dois bruxinhos Hermione sequer os olhou. Ela estava concentrada
demais em Snape e na pintura estranha que nem percebeu a presença dos amigos.
Harry e Ronny se entreolharam, deram de ombros e saíram de perto dela. Eles
sabiam que com Mione não se deve brincar, principalmente se ela está
concentrada.
A
Sra. Abdala, uma simpática e idosa bruxa, que cuidava muito bem daquela fazenda
encantada, ia à frente do grupo descrevendo tudo que havia ao redor. Os alunos
não sabiam como aquela senhora, tão velhinha, andava tão rapidamente que eles
mal a alcançavam.
Ela
mostrou a montanha que ficava ao Leste, lugar onde viveram os dragões alados.
Mostrou ainda o lado Oeste uma linda e frondosa cachoeira onde unicórnios de
todos os tipos e cores costumavam se banhar, ainda no século passado.
Com
uma voz triste a Sra. Abdala murmurou:
-
É uma pena que os trouxas não reconheçam as belezas da Natureza. Se não
fossem os duendes que aqui vivem a esconder a fazenda dos olhos dos trouxas não
sei o que teria acontecido a esta querida terra. Mas graças a família Snape e
suas doações esta fazenda é hoje um lugar que ainda sobrevive ao tempo.
Será
que ouvi bem? – Pensou Hermione, ainda mais confusa. Como? Se Snape era um
vampiro e sua família mantinha a fazenda Horns porque ninguém nunca descobriu?
Hermione
não gostava do jeito mesquinho e irônico de Snape, mas agora começava a vê-lo
sob uma nova ótica.
____
Ao
retornar à Escola de Magia, os alunos, exaustos da caminhada junto à Sra.
Abdala, se dirigiam aos respectivos quartos para o banho e logo após desceriam
para o jantar, como de costume no Salão Principal.
Naquela
noite Mione estava decidida a desvendar o mistério que se formara em sua mente
inquieta.
–
Eu vou à masmorra de Snape na hora do jantar e procuro qualquer indício de que
seja um vampiro e as informações sobre sua família. – Pensou a menina gênio.
Todos
já se direcionavam ao Salão Principal para o jantar, enquanto Hermione seguia,
disfarçadamente, para as masmorras do castelo.
Diante
daquela forte e imponente porta de madeira Hermione hesitou por um momento. Seu
estômago retorcia e não era de fome, mas de um misto de medo e ansiedade de
entrar em um lugar tão misterioso e proibido.
A
idéia de Snape ser um vampiro mexia com seus sentidos, e sem perceber ela já
se sentia muito atraída por aquela situação.
Lentamente
Mione, ofegante, abriu a porta de entrada da masmorra de Snape que rangeu,
fazendo a garota sentir o coração pulsar na garganta. Pé ante pé a jovem
Granger adentrou a anti-sala, ou melhor, o escritório do professor de poções.
Tantas
tranqueiras em imensas prateleiras junto à euforia de Hermione a deixaram
tonta. Ela podia sentir o perfume dele, que parecia exalar das paredes da sala.
Sobre a mesa muitos pergaminhos das infindáveis tarefas que Snape passava a
seus alunos, uma caneta pena em um tinteiro de prata, alguns livros de ervas
para poções e ...Bingo! Hermione encontrara uma pista. Um álbum de família,
antigo, parecia muito manuseado. Ela retirou o pó que o cobria e o abriu com o
cuidado de não deixar as marcas de seus dedos nele. As primeiras imagens eram
pinturas muito velhas realmente, e uma em especial lhe chamou a atenção.
Hermione reconheceu aqueles olhos pela segunda vez. Abaixo da pintura ema descrição:
“Família Snape, 1578”.
-
Isto confirma a antiguidade desta pintura, e da família, e ainda... A minha
teoria de Snape ser um vampiro, já que ele está bem aqui nesta pintura, entre
seus familiares.
Nas
fotos seguintes, bem mais recentes, Hermione viu a infância de Snape, e até
sorriu ao vê-lo um jovem sorridente. – Ele parece tão feliz aqui. –
Pensava Hermione quando ouviu um enorme estrondo.
BAM!
Ela
nem precisaria olhar para saber que era a porta que se abrira, e que alguém
furioso vinha em sua direção.
-
O que está acontecendo aqui? Será que não posso jantar um paz que um aluno
vem bisbilhotar as provas?! – Snape sempre tomava esta atitude perante a audácia
de alunos estarem constantemente entrando em sua masmorra para furtar os
gabaritos das provas. Principalmente os gêmeos Weasley.
Hermione,
sem palavras, largou o álbum no chão. Snape a fitou o olhar, e com olhos
apertados se aproximou falando entre os dentes.
-
Muito me admira Srta. Granger! Será que todas suas boas notas vieram de meus
gabaritos?
–
Snape ironizava enquanto rodeava a garota que se encontrava em choque.
-
N..N..Não, professor! Era apenas um álbum . – Hermione se entregava ao
tentar justificar. – Burra! Pensou ela.
-
Ah! E o que a Srta. Desejava com meu álbum? Fazer alguma magia com minha foto?
Snape tentava constranger Hermione.
Ela
corou, mas não sabia se de raiva ou de pensar que não seria uma má idéia.
Mione buscou forças e respondeu:
-
O Sr. está pensando o quê de mim? Exaltou-se Mione tentando virar aquela situação.
-
Contenha-se Srta. Ou lhe tirarei 50 pontos.
-
Eu não me importo! Umf! Mione deu lhe as costas enquanto tentava pensar em uma
solução para aquela cena idiota.
Foi
quando Hermione sentiu aquele perfume ainda mais intenso e suas costas
esquentarem subitamente. Mione se assustou e prendeu a respiração. Seu corpo
estava descontrolado. Sentiu as mão de Snape a puxarem pela cintura e por um
momento sentiu lhe faltar os sentidos. As pernas já não respondiam e as sentia
suadas pela possibilidade daquele homem ser realmente um vampiro.
-
A Srta. Tem medo de mim ou me deseja, Srta. Granger?
Aquela
voz em seu ouvido a fez se entregar, encostando de vez seu corpo no dele, sem
olhá-lo, apenas o sentindo por detrás de seu corpo. Sua respiração, ainda
mais ofegante, agora era um pedido para que Snape a tomasse de alguma forma.
-
Se o Sr. for mesmo um vampiro, eu lhe peço, não me mate por eu ter descoberto
isso.
Hermione
já não sabia o que dizer e desejava que ele a mordesse, como nos filmes onde
eróticos vampiros mordiam e amavam sua amada vítima.
-
Vampiro? – Snape interrompeu o clima, separando seu corpo do dela.
-
A Srta. Pensa que posso ser um ...? Ah, por Merlin Hermione! Você é tão
inteligente...e realmente pensou isso de mim? – Snape parecia transtornado com
o que ouvira. Pensava que ela o desejasse e não a uma fantasia.
-
Eu... – Hermione não sabia o que dizer, ainda tremendamente excitada com o
ocorrido.
Snape
parou, abaixou a cabeça e mudou o tom da voz.
-
Eu pensei que você sentisse algum sentimento por mim e não que fosse uma
fantasia apenas. – Snape mostrou seus sentimentos por aquela jovem.
-
Mas professor Snape, eu não tinha nenhuma intenção até o Sr. ...bem, você
sabe...,me abraçar por detrás daquela maneira tão...
-
Tão o que? Ah..., me desculpe devo estar enlouquecendo. – Snape vai em direção
à porta. – Vou me entregar ao Diretor para que ele me dê as devidas punições
por este ato que pratiquei.
-
NÂO! – Gritou Mione correndo e impedindo o professor de deixar aquela sala.
-
Você não pode fazer isso! Causaria-me muito constrangimento, e... além disso
... – Hermione ficando vermelha- ...eu nunca senti algo tão intenso!
-
Verdade? – Snape perguntou se aproximando interessado e excitado com aquela
linda jovem ,que agora passava as mãos pela própria nuca e pescoço.
Snape
se aproximou dela e em seu ouvido perguntou.
-
Se a Srta. Desejar posso lhe dar muitos beijinhos e até uma mordidinhas. Isto
é se assim quiser?
Ardente
de desejo Hermione respondeu.
-
Sim, eu adoraria!
E
Snape, sem hesitar, chupou o pescoçinho de sua querida Mine, abraçando-a por
trás. Hermione gemia e em suas nádegas arrebitadas de excitação sentia o
membro quente e ereto de Snape. Aquele sarro, aquele cheiro que exalava dele a
deixavam louca. Severus a queria desesperada por ele e fazia fortes movimentos
contra seu corpo como se a estivesse possuindo, ainda de roupas, enquanto
passeava com seus dedos nos rígidos mamilos da garota.
-
Eu não agüento mais Sev, preciso te amar agora! – Hermione desesperada
falava ao ouvido de Snape, que agora a beijava na boca, como que a engolindo em
beijos lentos e molhados.
Snape
poderia explodir a qualquer momento se ela não tivesse lhe pedido agora. Ele a
tocou por debaixo da saia pregueada e a sentiu no ponto, enquanto Mione uivava
de desejo e se contorcia a cada toque de seu amado.
Sev
a pegou nos braços e após conjurar um enorme caixão, acolchoado em vermelho,
a tomou ali dentro. Hermione sentia-se realizada e completa. Seu sonho mais inóspito
havia se concretizado.
-
Sev? – Hermione debruçada sobre o peito de Snape perguntou. – Porque sua
família mantém a Fazenda Horns se vocês não são vampiros? Digo isso porque
pensei que lá vocês vivessem em segredo.
-
Minha cara Mione, a fazenda abrigou minha família em muitas épocas em que as
trevas atentavam contra a paz entre os bruxos, mas principalmente, porque amávamos
os animais que ali viviam. Então criamos um santuário aos animais que
sobreviveram às interferências dos sanguinários trouxas. Compreendeu agora?
-
Sim, mas...que você é um vampiro, isso eu acabei de comprovar!
E
os dois caíram na gargalhada, descobrindo naquele momento que a vida entre eles
poderia ser maravilhosa.
FIM